terça-feira, 31 de julho de 2018

Primavera derrota Talentos 10 e é líder

Aos poucos, o Campo de Terra vai retomando suas atividades. E no último sábado eu fui ao Estádio Ítalo Mário Limongi, em Indaiatuba, onde o Primavera, dono da casa, recebeu o Talentos 10. Antes de mais nada, vale uma palavra sobre o time visitante, novidade da minha lista, que chega ao seu 294º clube. O Talentos 10 atualmente manda seus jogos em Marília, mas a estrutura do clube está em Bauru. Fundado em 1997, o Talentos 10 disputou, em 2016, a Taça Paulista, competição em que tomaram parte equipes inativas no futebol profissional, juntamente com novatos, que não conseguiam cumprir as exigências da Federação Paulista. Este ano, o clube se profissionalizou, e disputa a segunda divisão paulista - na verdade, a quarta. Tendo já superado a primeira fase, como campeão do Grupo 1, o Talentos 10 se encontra no Grupo 7 da segunda fase, ao lado de Itararé, América de São José do Rio Preto e o próprio Primavera. As duas primeiras rodadas foram bem equilibradas, e após essas rodadas Primavera e Itararé lideravam com quatro pontos. O Talentos 10 somava três pontos e o América destoava, não havendo ainda pontuado.
Acordei cedo para tomar o ônibus para Indaiatuba, com saída do Terminal do Tietê às 10 horas, mas tive um pequeno contratempo. A antiga rodoviária da cidade ficava localizada bem perto do estádio - quando eu fui ver o jogo do Primavera com o Elosport, em 2014, desci do ônibus e fui caminhando para o estádio. No entanto, os ônibus intermunicipais agora estão se direcionando à nova rodoviária, que fica a cerca de três quilômetros da cancha do Primavera - e eu não sabia disso. Aceitei fazer uma caminhada até o estádio, demorando cerca de 40 minutos nesse intuito. Superado esse problema, almocei em uma padaria próxima ao estádio, e fui comprar meu ingresso.
Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional.
O jogo começou com as duas equipes buscando o ataque, e fazendo uma partida equilibrada. A primeira chance da partida foi do Primavera, aos 10 minutos: Bruno arriscou de fora da área, mas a bola passou longe. Por volta dos 15 minutos, o panorama do jogo mudou, e o time de Indaiatuba passou a dominar as ações, e atacava mais que os visitantes. No entanto, aos 23 minutos, o Talentos 10 teve uma grande chance para abrir a contagem: Rafael Pereira entrou na área pela direita e passou para Glenisson, que chutou por cima, passando perto do gol.
A bola está um pouco longe.
Com a bola, jogador do Talentos 10 recebe marcação.
Aos 25 minutos, nova chance para o Talentos 10. Após cobrança de escanteio, Elivelton recebeu fora da área e arriscou o chute. A bola saiu pela direita. Depois disso, o Primavera diminuiu o ritmo, e o jogo ficou morno. O Talentos 10 também não conseguia criar chances de gol, e o jogo ficou concentrado no meio de campo.
Agora, é o jogador do Primavera que tem a bola.
Jogador do Talentos 10 protege a bola.
Aos 37 minutos, o Primavera perdeu a melhor chance do jogo até então. Bruno recebeu dentro da área, livre de marcação, mas demorou muito para finalizar, e perdeu a bola. O Talentos 10 respondeu nos acréscimos. Glenisson fez uma bela jogada e chutou da entrada da área. Filipe teve que se virar para mandar para escanteio. O time visitante ainda teve um prejuízo antes do intervalo: o goleiro Mario Roberto se contundiu, e teve que ser substituído: Gean Carlos entrou em seu lugar. Mas não tivemos gols, e o primeiro tempo terminou mesmo com o placar de 0 a 0.
Ainda o jogador do Primavera protegendo a bola.
Se o primeiro tempo terminou morno, a segunda etapa começou com emoção. Já a um minuto, Gean Carlos falhou e, ao tentar chutar para longe, a bola bateu em Bruno e foi morrer no fundo do gol. Primavera 1 a 0. E parecia que não era mesmo dia do arqueiro do Talentos 10: quatro minutos depois, Matheus Augusto invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro. Pênalti. Mas foi aí que Gean Carlos foi de vilão a herói, defendendo a cobrança de Giovanni que poderia aumentar a vantagem do time da casa.
Jogadores observam a bola.
O início animado deu a impressão de que o segundo tempo seria movimentado. Mas não foi isso que aconteceu. O jogo voltou a ficar morno, e as duas equipes começaram a abusar das faltas, causando um grande número de paralisações da partida. Por volta dos 20 minutos, o Talentos 10 até criou algumas chances para empatar, mas não conseguiu balançar as redes.
Com a bola, jogador do Talentos 10 recebe marcação.
Time da casa parte para o ataque.
O jogo não demorou a voltar ao seu ritmo normal, com poucas chances de gol e muitas faltas. Aos 36 minutos, o Primavera teve uma das raras chances da segunda etapa. Bruno avançou pela esquerda e tinha a opção de passar para Matheus Augusto, que estava livre pelo meio, mas preferiu arriscar o chute e mandou para fora.
Jogador do Primavera com a bola: time dominou parte do jogo.
E, de fato, pouca coisa aconteceu até o final, e o Primavera acabou mesmo vencendo pela contagem mínima. Esse resultado isolou o time de Indaiatuba na liderança, graças ao empate do Itararé com o América. Com metade dessa fase já transcorrida, o Primavera dá um passo gigantesco para avançar. O Talentos 10 estacionou nos 3 pontos, mas segue vivo na disputa.
Fim de jogo, hora de fazer o trajeto de volta para a rodoviária - dessa vez fiz de Uber, já que meu ônibus partiria uma hora depois do fim do jogo - e retornar à capital paulista.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Projeto 60

Estou planejando em breve retomar as coberturas do blog. Mas, enquanto isso, deixo aqui uma matéria sobre a conclusão do Projeto 60. O projeto, como se sabe, consiste em ter na minha lista de times vistos em estádios todas as 60 equipes das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. E este ano certamente eu tive o Projeto 60 mais difícil desde que eu comecei a fazê-lo. Isso porque eu nunca havia visto in loco nenhuma das quatro equipes que subiram da Série D do ano passado, e, para completar, eram equipes de locais de difícil acesso, distantes de aeroportos ou com voos escassos e caros: Juazeirense-BA, Operário-PR, Globo-RN e Atlético-AC. E não vi nenhum jogo dessas equipes durante os Estaduais, restando procurar jogos das mesmas em grandes centros durante a Série C.
Parte 1: Bragantino-SP 0x0 Operário-PR (02/06/2018, jogo 913).
A greve dos caminhoneiros quase atrapalhou a realização dessa etapa. Felizmente, o movimento se encerrou pouco antes da viagem, e assim pude ir à terra da linguiça para ver esse jogo. Com a bola rolando, o jogo foi truncado, com poucas chances para as duas equipes, e não surpreende que tenha terminado sem bolas na rede. É claro que, antes do jogo, aproveitei a oportunidade de saborear a famosa linguiça de Bragança, no restaurante ao lado do estádio.
Bragantino-SP 0x0 Operário-PR. Foto: Rafael Moreira (C. A. Bragantino), publicada no site Futebol Interior.
Parte 2: Confiança-SE 1x1 Juazeirense-BA (16/06/2018, jogo 917).
A Copa do Mundo já estava rolando, mas a Série C não parou durante o torneio mundial. Na véspera da estreia da seleção brasileira, meu destino foi Aracaju, para incluir a equipe de Juazeiro na minha lista pessoal. Dois gols no final do primeiro tempo definiram o placar no Batistão. E valeu muito a visita à bela capital sergipana.
Confiança-SE 1x1 Juazeirense-BA. Foto: João Áquila (Futebol Interior).
Parte 3: Náutico-PE 3x1 Atlético-AC (30/06/2018, jogo 918).
Além de cumprir a terceira e penúltima etapa do Projeto 60, nesse jogo eu conheci mais um estádio da Copa: a belíssima Arena Pernambuco. Depois de comprar meu ingresso com tranquilidade no aplicativo do Náutico, vi certamente a melhor partida das quatro a que assisti pelo Projeto. Pudera. Ambas as equipes fazem grandes campanhas. O Atlético Acreano saiu na frente aos 38 minutos do primeiro tempo, mas o Náutico reestabeleceu a igualdade antes do apito final da primeira etapa. Na volta do intervalo, o Timbu se impôs e garantiu uma boa vitória.
Náutico-PE 3x1 Atlético-AC. Foto: Ricardo Fernandes (Spia Photo), publicada no site de Cássio Zirpoli.
Parte 4: Santa Cruz-PE 1x1 Globo-RN (14/07/2018, jogo 920).
Confesso que tive algumas dificuldades nessa última etapa. Não consegui comprar meu ingresso pela Internet (aliás, o próprio site do Santa Cruz não fala nada sobre essa modalidade de venda de ingressos, somente no Twitter do clube existe essa informação), de modo que fui cedo ao Arruda para adquirir minha entrada - registre-se que havia expectativa de um grande público, pela boa fase que vive a Cobra Coral. O time da casa foi melhor, especialmente no segundo tempo. Na etapa final, aos 34 minutos, após muitas chances desperdiçadas, o Santa Cruz abriu os trabalhos. Mas foi duramente castigado no derradeiro lance da partida: após cobrança de falta, os potiguares chegaram ao empate. Com o apito final, estava completo o meu Projeto 60, e a minha lista de times vistos ao vivo conta com os 60 integrantes das Séries A, B e C (o Boa Esporte eu vi quando o time ainda se chamava Ituiutaba).
Santa Cruz-PE 1x1 Globo-RN. Foto: Super Esportes PE.
Complemento: Projeto 60 versão 2019.
Ao contrário do Projeto 60 de 2018, a sorte sorriu para mim na versão 2019 do projeto. Das oito equipes que chegaram às quartas-de-final da Série D deste ano, seis delas eu já havia visto in loco (São José-RS, Linense, Treze, Caxias, Ferroviário e Campinense). E quis o destino que as duas únicas equipes que eu não tinha na minha lista (Manaus e Imperatriz) se enfrentassem justamente nessa fase. Aí, foi pegar um avião para Manaus (ainda bem que eu tinha milhas, porque o preço estava nas alturas) e tomar o rumo do Estádio Ismael Benigno, mais conhecido como Colina, onde as duas equipes se enfrentaram (08/07/2018, jogo 919). Manaus e Imperatriz fizeram um jogo bem disputado, e o Imperatriz, que já havia vencido a primeira partida pela contagem mínima, ainda abriu o placar nos primeiros minutos. Os manauaras empataram logo em seguida, e viraram na segunda etapa. O resultado de 2 a 1 para o Manaus levou a decisão para os pênaltis, e nas cobranças da marca da cal o Cavalo de Aço garantiu o acesso. De toda forma, as duas equipes agora fazem parte da minha lista, e todas as equipes das Séries A, B e C de 2019 estão na referida lista. Em suma, o Projeto 60 de 2019 já está concluído.
Manaus-AM 2x1 Imperatriz-MA. Foto: Marcos Dantas (Portal CM7)
Histórico.
2013: Com a partida Atlético-GO 4x0 Oeste-SP (30/08/2013, jogo 655), incluí na minha lista a equipe de Itápolis (hoje em Barueri), completando os 40 times das Séries A e B, que era meu principal objetivo naquele ano. Quis o destino, porém, que naquela temporada Brasiliense e Vila Nova integrassem grupos diferentes na Série C, de modo que todos os times jogaram em Brasília ou em Goiânia, e eu pudesse "fechar" também a Série C. Assim, vi os jogos Brasiliense-DF 1x0 Rio Branco-AC (17/07/2013, jogo 643), Vila Nova-GO 0x1 Macaé-RJ (11/08/2013, jogo 650), Brasiliense-DF 2x1 Sampaio Corrêa-MA (18/08/2013, jogo 652), Vila Nova-GO 0x0 Madureira-RJ (14/09/2013, jogo 658), Brasiliense-DF 2x2 Treze-PB (29/09/2013, jogo 661) e Brasiliense-DF 1x2 Cuiabá-MT (13/10/2013, jogo 664), incluindo os respectivos visitantes na minha lista. Dos 21 integrantes da Série C, o único que não vi ao vivo foi o Baraúnas, que acabou rebaixado. Enquanto isso, Botafogo-PB, Salgueiro-PE, Juventude-RS e Tupi-MG conseguiam o acesso para a Série C. Desses, somente o Botafogo-PB eu não havia visto.
2014: A única pendência era o Botafogo-PB. Foi uma grande sorte que o time paraibano tenha enfrentado o Goiás na Copa do Brasil. Assim, fui a Goiânia para o jogo Goiás-GO 0x0 Botafogo-PB (16/04/2014, jogo 690). Esse resultado classificou o Botafogo e eliminou o Goiás da Copa do Brasil. Enquanto isso, GE Brasil-RS (Brasil de Pelotas), Tombense, Londrina e Confiança subiam à Série C. Todos eles já faziam parte da minha lista (sendo que Tombense e Brasil tinham passado a integrar a mesma no decorrer da própria competição).
2015: Não havendo nenhum time para ser incluído na lista, restou aguardar os acessos da Série D. Subiram Botafogo-SP, Remo-PA, Ypiranga-RS e River-PI. Desses, faltavam na minha lista o time gaúcho e o piauiense.
2016: Curiosamente, naquele ano, tanto River quanto Ypiranga jogaram em Goiânia na primeira fase da Copa do Brasil. No entanto, por motivos diversos, não pude ir aos jogos das duas equipes contra Goiás e Atlético-GO, respectivamente. No entanto, o Canarinho voltou a jogar em solo goiano na segunda fase, enfrentando a Aparecidense. E, então, me fiz presente (Aparecidense-GO 2x1 Ypiranga-RS, 19/05/2016, jogo 802), e, poucos dias depois, ainda voltei a ver a equipe gaúcha no Canindé, já pela Série C nacional (Portuguesa-SP 3x1 Ypiranga-RS, 04/06/2016, jogo 803). O River, eu tive que viajar para a bela Teresina para conseguir vê-lo. E cumpri meu objetivo no jogo River-PI 1x0 Salgueiro-PE (10/07/2016, jogo 811). No mesmo ano, subiram da Série D Volta Redonda-RJ, Moto Clube-MA, CSA-AL e São Bento-SP. Faltava apenas o CSA na minha lista.
2017: Incluí o CSA na lista já no meu primeiro jogo profissional em 2017. Foi o jogo CSA-AL 3x0 ABC-RN (25/01/2017, jogo 829), pela Copa do Nordeste. No final da temporada, Juazeirense-BA, Globo-RN, Atlético-AC e Operário-PR conseguiram o acesso à Série C. Nenhum deles fazia parte da minha lista.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Pela Série A2 paulista, São Bernardo goleia Água Santa

Sim, essa matéria demorou muito para sair. Mais de três meses. Mas, após um longo período em que não consegui produzir, segue o relato da partida entre São Bernardo Futebol Clube e Água Santa, realizada em 3 de fevereiro último. A partida foi realizada em Santo André, já que o Estádio Primeiro de Maio, onde o Tigre normalmente manda seus jogos, não reunia condições de receber a partida. As duas equipes, já àquela altura, mostravam pretensões opostas na competição. Enquanto o São Bernardo sonhava com o acesso, o Água Santa tinha como único objetivo se manter na Série A2 do campeonato paulista.
O São Bernardo teve sua primeira chance já aos sete minutos, quando Judson arriscou de fora da área, e a bola saiu à direita do goleiro, passando perto do gol. Nesse momento, o São Bernardo já dominava completamente as ações, e jogava praticamente em seu campo de ataque, sem ser ameaçado pela equipe de Diadema. Tanto é que, apenas quatro minutos depois, o zagueiro do Água Santa pôs a mão na bola dentro da área. Pênalti para o São Bernardo. Francismar cobrou a penalidade, e abriu a contagem para os "donos da casa".
Jogador do Água Santa recebe marcação.
Em desvantagem, o Água Santa até esboçou uma reação, mas pouco perigo conseguiu levar à meta adversária. Mesmo na bola parada, o time não conseguia levar perigo. E o segundo gol do Tigre acabou vindo aos 17 minutos. Willian fez uma assistência perfeita para Matheus que, livre de marcação, tocou no contrapé de Edson. São Bernardo 2 a 0.
Disputa de bola.
O jogo seguiu na mesma toada, com o São Bernardo confortável com a vantagem e se limitando a defendê-la, enquanto o Água Santa até tentava, mas não encontrava forças para reagir, e não levava perigo. O São Bernardo ainda criou uma chance aos 29 minutos, quando Álvaro arriscou um chute cruzado, e a bola saiu pela direita de Edson. Somente aos 40 minutos o Água Santa teve uma chance de marcar. Bruno lançou Leandro no meio da zaga do São Bernardo, e este chutou com perigo, obrigando Daniel a mandar para escanteio.
Jogador do São Bernardo protege a bola.
E o primeiro tempo terminou mesmo com o placar de 2 a 0 para o Tigre. A equipe "da casa" construía a vitória com tranquilidade, sendo pouco ameaçada pela equipe de Diadema.
Logo a um minuto da segunda etapa, o São Bernardo chegou com perigo. Judson lançou Guilherme, que não conseguiu dominar, e perdeu a chance de aumentar a vantagem. Depois disso, pouca coisa relevante aconteceu nos minutos seguintes. O São Bernardo parecia confortável com o placar, e o Água Santa pouco conseguia fazer. Apenas aos 20 minutos voltou a acontecer uma chance de gol. E o São Bernardo marcou: após cobrança de escanteio de Edvan, Douglas cabeceou e marcou o terceiro do Tigre.
Alguns momentos da segunda etapa.
O São Bernardo ainda acharia tempo para marcar mais uma vez. Aos 34 minutos, Álvaro lançou Edvan, que arrancou pela direita, cruzou e encontrou Fernando Júnior, que dominou e fuzilou para marcar o quarto gol do São Bernardo. E foi isso. O jogo terminou mesmo com a vitória do Tigre por 4 a 0.
Mais alguns momentos do segundo tempo.
Favorito nesse jogo, o São Bernardo melhorou ainda mais sua situação na competição. No final da competição, o Tigre chegaria às semifinais, mas uma dupla derrota para o Oeste acabou com o sonho do acesso. O Água Santa, que há poucos anos estava na elite estadual arrancando pontos importantes dos grandes, terminou a competição na 13ª posição, escapando do descenso. Pouco para as expectativas, mas um bom resultado diante das circunstâncias.
Placar "padrão Fifa" com o resultado final do jogo.
Encerrado o jogo, voltei à Capital paulista, para jantar e descansar.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Real derrota Brasiliense na tarde de domingo

Para terminar o fim de semana de jogos, logo após o fim do jogo entre Sobradinho e Formosa, fui almoçar, e de lá tomei o rumo do Mané Garrincha, o bilionário estádio da Copa do Mundo - e que se encontra em um estado lastimável, como você pode ver nas fotos abaixo. O Brasiliense adotou o estádio do Plano Piloto como sua casa nas competições que disputará este ano, e lá recebeu o Real, para a estreia de ambos no Candangão. As duas equipes fizeram uma das quartas-de-final do ano passado, e o Brasiliense, que terminaria como campeão, levou a melhor. Agora, para as duas equipes, o objetivo era abrir a competição da melhor forma.
Uma pequena amostra do estado do "moderníssimo" Mané Garrincha.
O Real já entrou no jogo mostrando o que queria. Logo na saída, o time tentou marcar o gol do meio de campo, mas não teve sucesso. E o time visitante não demorou nem cinco minutos para abrir a contagem. Após cobrança de escanteio, Vítor Hugo, de cabeça, fez 1 a 0 Real. Três minutos depois, nova chance para o Real: Daniel recebeu um cruzamento e chutou cruzado, mas o chute saiu fraco, para fácil defesa de Bruno Fuso.
Brasiliense no ataque. Destaque para o número amarelo em uma camisa amarela.
Escanteio para o Real: foi em um lance assim que saiu o primeiro gol.
Nos minutos que se seguiram ao gol do Real, pouca coisa aconteceu. Os times criaram poucas oportunidades para marcar. E somente aos 24 minutos o Real teve uma chance para ampliar. Willian recebeu livre, mas acabou chutando por cima do gol. E, aos 33, um erro da defesa do Brasiliense quase custou caro. Kaio recuperou a bola e chutou. O chute saiu raspando a trave.
Jacaré com a bola.
Aos 35 minutos, porém, Souza cobrou bem uma falta e empatou o jogo para o Brasiliense. E, com pouca coisa acontecendo daí até o final do primeiro tempo, as duas equipes foram mesmo para os vestiários empatadas em um gol.
Jogador do real recebe marcação
Na segunda etapa, o Real dominava as ações, mas o domínio territorial não era suficiente para que o time conseguisse criar chances de gol. Aos 15 minutos, porém, foi o Brasiliense quem chegou. O Jacaré chegou a balançar as redes, após uma cobrança de falta, mas o gol foi anulado por impedimento.
Jogador do Real parte para o ataque.
Aos 28 minutos, finalmente uma boa chance de gol para o Real. Baiano acertou o travessão. Aos 35 minutos, uma bela jogada de Kaio quase resultou em gol. Ele partiu do meio de campo e driblou dois adversários, mas finalizou mal, para fora.
Na segunda etapa, a sombra já cobria quase tudo.
Jogador do Brasiliense passa por adversário.
Porém, nos acréscimos, o Real chegou à vitória. Pedrinho, de cabeça, fez 2 a 1. E esse foi mesmo o placar final do jogo.
No segundo tempo, o Real trocou o uniforme por uma camisa branca, e números... brancos. Os narradores não conseguiram narrar mais nada.
Em um jogo entre equipes consideradas favoritas ao título, o Real levou a melhor. O Brasiliense terá as próximas rodadas para se recuperar. Os dois times têm todas as condições de fazer uma boa campanha, e o campeonato está apenas começando.
Fim de jogo, e, agora sim, hora de ir para casa e descansar para a semana que viria.

Sobradinho derrota Formosa e estreia bem no Candangão

O domingo começou cedo, com mais uma partida da primeira rodada do Candangão-2018. No Augustinho Lima, o Sobradinho recebeu o Formosa. O Leão da Serra disputou as semifinais do ano passado, quando acabou eliminado pelo Brasiliense, enquanto os goianos, junto com o Paranoá, terminaram no limbo das equipes que nem se classificaram para a segunda fase, nem foram rebaixadas. O Sobradinho, que já levantou a taça em 1985 e 1986, sonha em reviver seus dias de glória, enquanto o Formosa busca dar uma alegria à sua torcida, que sempre comparece em bom número ao Diogão. E a caminhada de ambos começava na quente manhã de domingo de Sobradinho.
A primeira boa chance de gol aconteceu somente aos 17 minutos, e foi a favor do Leão da Serra. Mirandinha saiu na cara do gol, mas Pedro Ferreira conseguiu fazer a defesa. Aos 26, chance para o Formosa. Albano recuperou a bola na intermediária, avançou, mas finalizou fraco, sem grande perigo.
Jogadores disputam a bola.
Jogador do Sobradinho protege a bola.
Aos 31 minutos, o Sobradinho respondeu, com Dionatan. O jogador partiu pela esquerda, se livrou de dois adversários e chutou cruzado de fora da área, obrigando Pedro Ferreira a fazer uma grande defesa. Aos 40 minutos, o Leão da Serra perdeu um gol incrível. Geovane cruzou rasteiro para Mirandinha, que, com o gol vazio à sua frente, conseguiu chutar para fora.
Disputa pelo alto.
Jogador do Sobradinho recebe marcação.
Três minutos depois, porém, Mirandinha se redimiu do seu erro, fazendo uma bela jogada pela esquerda e passando para Geovane, que teve apenas o trabalho de tocar para o gol vazio, e abrir a contagem para o Sobradinho. Um minuto depois, o Leão da Serra perdeu uma chance com Michel Platini, que fintou um defensor e chutou de longe. A bola saiu por pouco. E nada mais aconteceu até o apito final da primeira etapa.
Jogador do Formosa com a bola.
Jogador do Sobradinho recebe marcação.
O Formosa perdeu uma chance de empatar já aos quatro minutos da etapa final. Cardoso rolou atrás para Araújo, que chutou de fora da área. A bola saiu por pouco. O Sobradinho respondeu aos nove minutos, quando Mirandinha recebeu um cruzamento, mas cabeceou muito alto. A bola foi para fora.
Disputa de bola.
Aos 12 minutos, Cardoso perdeu uma chance para o time goiano. Recebeu pela esquerda e tentou encobrir Léo, mas a bola foi para fora. Dois minutos depois, porém, o Leão da Serra ampliou. Everton arriscou de longe, e Pedro Ferreira tentou segurar, mas deu rebote. Aí, Michel Platini não teve problemas para driblá-lo e marcar o segundo gol do time da casa.
Mais disputa de bola.
Os minutos seguintes foram de pouco futebol. Com o forte calor, as duas equipes pouco conseguiam produzir. Assim, o jogo ficou concentrado no meio de campo, e com poucas chances de gol. No entanto, a equipe goiana conseguiu balançar as redes aos 40 minutos. Daniel Costa aproveitou rebote de cobrança de falta e diminuiu a diferença.
Sobradinho no ataque: time abriu vantagem, mas Formosa diminuiu.
Marcado, jogador do Formosa protege a bola.
Com a diferença de apenas um gol, a equipe goiana encontrou forças para tentar empatar o jogo, e pressionou nos minutos finais. No entanto, as redes não balançaram mais, e o placar final foi mesmo de 2 a 1 para o Sobradinho.
Sobradinho busca o ataque.
Ainda que o campeonato esteja apenas começando, a vitória em casa foi muito importante para o Leão da Serra, que começa bem a sua caminhada. O Formosa não conseguiu um bom resultado, mas mostrou poder de reação, e terá o campeonato todo pela frente para melhorar sua situação.
Fim de jogo, hora de almoçar, e me preparar para completar a minha jornada futebolística à tarde.

Na abertura do Candangão, Santa Maria e Luziânia empatam

E 2018, enfim, começou. Não sem antes vivermos a já cansativa novela da liberação dos laudos dos estádios (Ceilândia x Corumbaense, quarta-feira que vem, ainda corre sério risco de ser disputada com portões fechados). A incompetência e o descaso dos responsáveis pelos estádios não muda nunca, e todo ano é a mesma correria. Pelo menos, alguns estádios foram liberados a tempo para o início do Candangão (acredite, até o Bezerrão e o Mané Garrincha corriam riscos), e no último sábado pude ir ao Bezerrão. O Gama, ilustre dono da casa, dessa vez estava ausente, e a partida que fui acompanhar envolvia Santa Maria e Luziânia. O time goiano venceu dois dos últimos quatro campeonatos, mas na temporada passada deixou a desejar, terminando em uma modesta oitava colocação. O Santa Maria fez até mais do que se esperava, e só foi eliminado nas quartas-de-final após perder a decisão por pênaltis para o Sobradinho. Nessa nova temporada, ainda é difícil arriscar o que se pode esperar dos dois times. Ir ao Bezerrão poderia ser uma forma de começar a responder essa pergunta.
O Luziânia teve sua primeira chance aos 12 minutos. Paranaguá recuperou a bola na intermediária, e arriscou de fora da área. Clebio teve que se virar para mandar a bola para escanteio. Depois disso, o jogo seguiu em ritmo lento, concentrado no meio de campo, com as duas equipes criando poucas chances. E, nas raras vezes que as equipes chegavam, a finalização passava longe do gol, ou os goleiros defendiam sem maiores problemas.
Jogador do Santa Maria com a bola.
Jogador do Luziânia parte para cima de adversário.
O jogo ficou um pouco melhor a partir dos 30 minutos. Foi quando o Santa Maria teve um contra-ataque, mas Brendo finalizou mal, e não conseguiu balançar as redes. Três minutos depois, o time goiano abriu a contagem. Castro cruzou rasteiro, e a defesa do Santa Maria não achou a bola. Melhor para Índio, que recebeu com o gol aberto e só teve o trabalho de tocar para dentro. Luziânia 1 a 0.
Bola no alto.
Santa Maria tenta sair para o ataque.
O empate do Santa Maria não demorou. Aos 40 minutos, Rafael avançou pela esquerda e chutou cruzado, e Márcio não conseguiu fazer a defesa. Tudo igual no placar, e, depois disso, pouca coisa aconteceu até o apito final da primeira etapa. Santa Maria e Luziânia foram para os vestiários com um gol para cada lado.
Mais uma vez, jogador do Santa Maria tenta sair da marcação
O Luziânia começou a segunda etapa criando várias chances para passar novamente à frente. Já a um minuto, China partiu pela esquerda e chutou fraco. Mesmo assim, o chute levou perigo para Clebio, que mandou para escanteio. Logo em seguida, Paranaguá avançou pelo meio e, mesmo com Índio e China livres, preferiu arriscar o chute. A bola saiu por cima. Aos 3 minutos, Moisés avançou pela esquerda e chutou cruzado. A bola saiu tirando tinta da trave.
Ataque do Luziânia.
Aos seis minutos, Clayton perdeu mais uma chance para o Luziânia, chegando pela direita e dando um chute que obrigou Clebio a uma difícil defesa. O jogo transcorria com o domínio da equipe goiana, que criava várias boas chances para marcar. O Santa Maria ficava esperando uma chance para atacar, e de vez em quando conseguia levar algum perigo.
Árbitro mandou seguir.
Depois dos 20 minutos, o Luziânia diminuiu o ritmo, e o jogo ficou mais equilibrado. O Santa Maria se aproveitou disso, e buscou a virada, que veio aos 37 minutos. Após uma falha da defesa do Luziânia, o zagueiro da equipe goiana teve que fazer a penalidade máxima. Marcelo Passos cobrou bem e colocou o time da casa em vantagem.
Santa Maria com a bola.
Com a bola, jogador do Luziânia recebe marcação.
O Santa Maria parecia ansioso com a iminente vitória, e cometia seguidos erros. E o Luziânia se aproveitou. Aos 46 minutos, Paranaguá recebeu um cruzamento e cabeceou por cima do gol, perdendo uma grande chance para empatar. Mas, um minuto depois, veio o gol que reestabeleceu a igualdade no marcador. Gilmar avançou pela direita, driblou Marcelo Passos e cruzou para China, que ficou livre para tocar para o gol vazio. O placar de 2 a 2 permaneceu até o apito final.
Mais uma disputa de bola.
O resultado acabou sendo decepcionante para o Santa Maria e comemorado pelo Luziânia, dadas as circunstâncias. Mas a primeira rodada ainda não permite fazer prognósticos precisos. A competição está apenas começando, e ambas as equipes ainda têm muito tempo para buscar os resultados. De toda forma, está aberto o Candangão de 2018.
Fim de jogo, tomei o caminho de casa. Como sempre, para o merecido descanso.