sábado, 26 de maio de 2012

Brasiliense goleia Aparecidense em amistoso

O fim de semana previa o início dos campeonatos da Série C e D nacionais, mas, infelizmente, uma série de circunstâncias, e as ações de pessoas pouco preocupadas com o futebol, levaram à suspensão dos dois torneios. Para não ficarem parados, Brasiliense e Aparecidense disputaram um amistoso no Estádio Serejão, no último sábado. O Jacaré, após fazer um péssimo Candangão, terminando apenas na quarta posição, viu sua partida contra o Madureira, pela Série C, adiada. A equipe de Aparecida de Goiânia, sexta colocada em um Goianão dominado por Goiás e Atlético, por sua vez, receberia o Ceilândia, pela Série D, e também teve sua partida ser adiada. O curioso é que eu já vi duas partidas em Aparecida de Goiânia neste ano, mas em nenhuma delas a Aparecidense esteve envolvida. Em uma, o Vila Nova goleou o Rio Verde; na outra, o Goianésia ficou no empate com o mesmo Rio Verde. Sem jogos por disputar, restou à dupla se enfrentar amistosamente no estádio de Taguatinga. E, como eu não perco a chance de ver a bola rolando, fui para o estádio ver o que ia acontecer. E, com o Metrô funcionando bem, cheguei ao Serejão uma hora antes do apito inicial.

Resolvi abrir a matéria com essas fotos, que ilustram o péssimo estado de conservação em que se encontram as dependências do Serejão. Enquanto se cuida tão mal de um estádio onde sempre ocorrem jogos importantes, investem-se rios de dinheiro no novo Mané Garrincha, para uma competição que durará somente um mês. Lamentável!

Na verdade, uma hora e 26 minutos antes, pois a Aparecidense chegou atrasada ao Serejão, e o jogo começou 26 minutos depois do horário marcado. Com a bola rolando, a partida começou equilibrada, com as duas equipes se alternando no ataque, mas com pouca eficiência para criar boas chances de gol. Mas demorou pouco tempo para o Jacaré tomar conta do jogo, e passou a criar as primeiras chances realmente perigosas da partida. Mas os atacantes do clube da casa esbarravam no preciosismo e desperdiçavam suas chances.

Ataque do Brasiliense. Jogador da Aparecidense tenta dificultar as ações.

O ímpeto ofensivo do Brasiliense durou pouco. A partir dos 20 minutos, o jogo voltou a ficar equilibrado, com as duas equipes chegando pouco ao ataque. A equipe goiana chegou a criar algumas chances de gol, mas sem grande perigo.

Bola na área, após cobrança de escanteio para o Brasiliense.

E aos 38 minutos, quando o primeiro tempo parecia destinado a terminar sem gols, Baiano abriu a contagem para o Brasiliense, em um chute cruzado, que desviou em Nicolas, enganando o goleiro Wallace. Dois minutos depois, André Luís marcou o segundo, após bela jogada, em que tabelou e driblou o goleiro, marcando 2 a 0 para o Jacaré. E assim terminou a etapa inicial, com o Jacaré vencendo por dois gols.

Antes do início da segunda etapa, o Brasiliense trocou praticamente toda a equipe. Quando a bola rolou, o segundo tempo começou parecido com o primeiro. Um início equilibrado, mas sem grandes chances reais de gol, depois o Brasiliense dominando territorialmente. Mas o jogo foi muito mais frio na etapa final. A segunda etapa serviu mais para as equipes testarem seus reservas (de fato, a Aparecidense trocou vários jogadores no decorrer da etapa final).

Disputa de bola na etapa final.

E, como no primeiro tempo, as emoções ficaram para o final. Aos 38 minutos, Mário, de pênalti, diminuiu para a Aparecidense. Aos 40, Ferrugem, também de pênalti, fez o terceiro do Brasiliense. E, aos 43, Jandson, após cobrança de escanteio, acertou uma bela cabeçada para marcar o quarto do Jacaré e fechar a conta. Final de jogo, Brasiliense 4x1 Aparecidense.

As duas cobranças de pênalti, com diferença de apenas dois minutos entre elas. A imagem ficou meio embaçada porque já estava escuro.

Encerrada a partida, as duas equipes retomam a preparação para disputar as Séries C e D do Brasileiro, ainda sem data certa para entrarem em campo. Coisas do bagunçado futebol brasileiro, e de dirigentes que colocam seus interesses pessoais acima do futebol. Quanto ao jogo, valeu mais pela emoção, especialmente pelo fato de todos os gols terem sido marcados nos dez últimos minutos das duas etapas. As duas equipes ainda estão devendo tecnicamente, como ficou claro por seus desempenhos nos Estaduais, mas resta saber se conseguirão se reforçar o suficiente para fazerem um bom papel no cenário nacional.

A tradicional panorâmica, tirada durante o segundo tempo, para fechar a matéria.

Fim de jogo, fim de mais uma cobertura. Fui para a estação Centro Metropolitano, e rapidamente consegui pegar o Metrô para casa. Esperando para fazer a próxima cobertura.


domingo, 20 de maio de 2012

União Suzano vira no final contra o Nacional

Já fazia quase um ano que não ia à Rua Comendador Souza, casa do Nacional, para ver uma partida com o dono da casa empenhado. Da última vez, havia visto o time cair diante do Guarujá, em partida válida pela Segundona Paulista. Pois no último sábado eu retornei à casa nacionalina, para ver um jogo da equipe da Barra Funda. O adversário da vez era o União Suzano. Como é início de campeonato, ainda era difícil fazer alguma previsão para o jogo. Mas, nas duas primeiras rodadas, o Nacional somou quatro pontos (uma vitória e um empate), enquanto o União Suzano fez duas partidas sem vencedores nem perdedores, e assim somava dois pontos. Seria uma boa oportunidade de ver como as equipes estão esquentando as turbinas nesse início de campeonato. E, para completar, a equipe de Suzano é novidade na minha lista, que agora chega a 179 equipes, mais quatro seleções nacionais. Assim, para não correr riscos, peguei um taxi e fui até o estádio, para acompanhar mais essa grande partida.

Como um homem prevenido vale por dois (inventei essa agora!!!), saí para o estádio duas horas antes do jogo e, mesmo enfrentando congestionamento, consegui chegar ao estádio com uma boa antecedência. Ainda encontrei por lá o pessoal do Jogos Perdidos, da FATV e vários amigos, que me garantiram uma boa conversa sobre futebol durante os noventa minutos de jogo, mais os 15 de intervalo. Então, vamos ao jogo.

O primeiro tempo foi de poucas oportunidades reais de gol para ambos os lados. O time visitante tinha o domínio territorial, mas poucas vezes finalizou com perigo. Atrás do gol para o qual o Nacional atacava, a impressão era de que a bola chegava pouco por lá, e o Nacional desperdiçava as oportunidades que tinha quando a bola chegava lá.

Jogador do União Suzano protege a bola.

Assim, o primeiro tempo terminou mesmo sem abertura de contagem. As emoções pareciam reservadas para a etapa final. Enquanto isso, nas minhas conversas com o pessoal, trocamos muitas figurinhas sobre o futebol alternativo. Muito raro encontrar pessoas com essa disposição para falar do assunto, de modo que espero encontrá-los sempre nos jogos por aí.

Alguns momentos da primeira etapa: ataque e escanteio, ambos do Nacional.

O que faltou de emoções no primeiro tempo, sobrou no segundo. Melhor no jogo, o Nacional abriu a contagem aos 8 minutos, com Tom. A bola, desviada, enganou o goleiro Yuri e foi morrer no fundo das redes, colocando o Nacional em vantagem.

Nacional em vantagem.

A partir daí, o Nacional pressionou, e criou boas chances para matar o jogo. Mas esbarrou na falta de pontaria, e não conseguiu chegar ao segundo. O time de Suzano parecia acuado, e se limitava a se defender. O jogo parecia se encaminhar para uma vitória nacionalina tranquila.

Jogador do Nacional tenta sair para o ataque. Time dominou na segunda etapa.

Mas, de repente, os deuses do futebol resolveram dar as caras no estádio. Aos 37 minutos, quando tudo parecia já definido, Pedro empatou o jogo para o União Suzano. E, enquanto a torcida nacionalina ainda lamentava o gol sofrido, Filipe, aos 42 minutos, virou o jogo para a equipe visitante.

As imagens das duas comemorações se confundem: em cinco minutos, a virada do União Suzano.

E foi só. O Nacional não conseguiu criar mais nada, e o União Suzano só segurou o resultado. Final de jogo, Nacional 1x2 União Suzano. Com a derrota, o Nacional caiu para a quarta colocação, sendo ultrapassado pelo próprio União Suzano, e também por Atibaia e Osasco - este último com o mesmo número de pontos, mas com um gol de saldo. A equipe de Suzano, por sua vez, soma cinco pontos, assim como o líder Atibaia, mas tem um saldo inferior. Apenas o começo de um campeonato que promete.

Fim de jogo, hora de me despedir dos amigos, e ir embora. Ainda fui ao Pacaembu, para acompanhar Palmeiras x Portuguesa, mas não cheguei a preparar nada para postar aqui. Depois disso, hora de ir embora, e preparar as malas para a viagem de volta.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Comercial goleia Piauí e se mantém na cola dos líderes

E o Campo de Terra desbrava mais uma fronteira. No último fim de semana, fui a Teresina, para, pela primeira vez, ver uma partida do Campeonato Piauiense. Assim, após chegar à capital do Piauí no final da noite de sexta-feira, fui no sábado ao Estádio Lindolfo Monteiro, onde se enfrentaram Piauí e Comercial. O Piauí, time da capital Teresina, é conhecido pelo curioso apelido de Enxuga Rato, e já levantou a taça por cinco vezes: conquistou um tetracampeonato estadual de 1966 a 1969, e foi campeão novamente em 1985. O Comercial, por sua vez, tem sua sede na cidade de Campo Maior, e, embora tenha 67 anos de idade, é um time relativamente novo na galeria dos campeões estaduais, tendo conquistado seu primeiro e até aqui único título em 2010, quando levou a taça para a cidade pela primeira vez, já que o outro time de Campo Maior, o Caiçara, nunca se sagrou campeão. Os dois times são novidades na minha lista, que agora chega a 178 clubes e quatro seleções. No atual campeonato, a fase do Comercial é melhor, visto que o time, com sete pontos em quatro jogos, chegou a essa rodada em terceiro lugar, rigorosamente empatado com o Flamengo. O Piauí ocupava a lanterna, com apenas um ponto nos mesmos quatro jogos, e precisava desesperadamente da vitória. Será que era o dia da recuperação do Enxuga Rato, ou o Comercial daria sequência à sua boa campanha? Para conferir de perto, cheguei ao estádio e, na hora marcada, já estava a postos para essa grande partida.

Não deu nem tempo de as equipes começarem a se estudar. Eram jogados apenas três minutos quando Cleiton cobrou pênalti com categoria, marcando 1 a 0 para o Comercial.

De pênalti, o Comercial abre a contagem.

Depois do gol, a equipe de Campo Maior continuou melhor no jogo. Atacava mais, e levava mais perigo em seus ataques do que o Enxuga Rato em suas esporádicas chegadas. Somente depois dos 15 minutos o Piauí conseguiu equilibrar as ações, e chegou a criar algumas chances perigosas.

Jogadores do Comercial (de azul) tentam impedir a chegada do Piauí.

No entanto, foi justamente quando o Piauí criava as melhores chances que o Comercial chegou ao segundo, com Barata, que, aos 28 minutos, fez uma bela jogada individual, driblando até o goleiro para marcar o segundo da equipe de Campo Maior. Depois disso, o único lance que merece destaque foi um golaço do Piauí corretamente anulado por impedimento. As equipes foram para os vestiários com a vitória parcial do Comercial por 2 a 0.

Piauí tenta ir ao ataque.

O Piauí começou o segundo tempo no ataque, dando a impressão de que poderia diminuir a diferença. Mas, aos 4 minutos, foi o Comercial que chegou ao terceiro gol, com um chute cruzado de Zé Rodrigues.

E a história parecia querer se repetir. O Piauí continuava atacando mais, mas desperdiçava suas chances. E, aos 18 minutos, o Enxuga Rato acabou novamente sendo castigado. Zé Rodrigues, novamente ele, marcou um golaço, tocando por cima do goleiro, que estava adiantado. Comercial 4 a 0.

De tanto insistir, o Piauí diminuiu. Aos 26 minutos, Boiadeiro, sem marcação, cabeceou fraco e fez o gol do Enxuga Rato, dando esperanças à torcida.

Panorâmica do estádio no segundo tempo, já com o céu escuro. Ao fundo, a lua cheia, em dia em que apareceu no céu maior que de costume.

Mas, apesar de todo ânimo da torcida, o Piauí pecou muito nas finalizações, e o Comercial ficou só esperando o tempo passar. Só deu tempo para o Comercial ter um pênalti a seu favor, após um contra-ataque já nos acréscimos. E o jogo terminou como começou, com um gol de pênalti do Comercial, dessa vez marcado por Zé Rodrigues - o terceiro dele no jogo. Final, Comercial 5-1 Piauí.

Com o resultado, aliado à derrota do Flamengo para o 4 de julho, em Piripiri, o Comercial se isolou no terceiro lugar, com dez pontos. O Piauí segue em último lugar, com apenas um ponto. Mas os times ainda têm nove rodadas para fazerem valer suas boas campanhas ou para se recuperarem do mau começo. Grandes emoções vêm aí.

Fim de jogo, hora de descansar. Depois de jantar no Shopping Riverside, voltei ao Hotel Palácio do Rio, onde me hospedei e onde fui muito bem recebido. Aliás, fui muito recebido por todos os que encontrei na cidade, o que me motiva a um dia voltar para lá, para mais uma cobertura, ou mesmo para um belo passeio.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Empate contra o Capital coloca Sobradinho na final do 2º turno

Uma tarde de quinta-feira é um horário um tanto inusitado para uma partida de futebol, ainda mais se for uma partida decisiva. Mas a Federação Brasiliense achou que esse seria um bom horário para marcar a semifinal do segundo turno do Candangão, entre Sobradinho e Capital, no Estádio Augustinho Lima. A partida valia a vaga na decisão do returno, com o Sobradinho precisando apenas de um empate. Pela campanha na primeira fase, o time da casa era teoricamente o favorito, mas nunca seria demais lembrar que na primeira fase, no mesmo Augustinho Lima, as duas equipes estrearam no Candangão com o Capital arrancando uma surpreendente vitória por 2 a 0 sobre o Leão da Serra. Por isso, somente o jogo dentro das quatro linhas daria a resposta final. Quem saísse dessa partida jogaria a decisão do returno contra o Ceilândia, e quem saísse dessa decisão enfrentaria o Luziânia, campeão do primeiro turno, na grande final do Candangão-2012. Sabendo do grande jogo que seria, fui para o estádio da bela cidade serrana de Sobradinho, para ver o que ia acontecer. Cheguei cedo, e ainda consegui fotografar as duas equipes posadas. Eis as fotos.

Equipe do Sobradinho.

Equipe do Capital.

Com a bola rolando, as duas equipes adotaram uma postura mais defensiva. Mesmo assim, várias boas chances de gol foram criadas. O Capital, a quem só interessava a vitória, não aceitou a condição de azarão, e, mesmo sem atacar muito, também criou boas chances.

Jogador do Sobradinho tenta ganhar a bola.

A partir dos 20 minutos, o Capital resolveu ousar um pouco mais, e criou algumas boas chances, enquanto o Sobradinho aproveitou os espaços deixados pela equipe visitante para explorar os contra-ataques. E, aos 29 minutos, o Capital finalmente abriu a contagem. Lucas Ferreira aproveitou rebote do goleiro Osmair para marcar 1 a 0 para o time visitante.

Comemoração do gol do Capital.

Em desvantagem, o Sobradinho foi para o ataque, enquanto o Capital recuou. Mas a equipe visitante soube se defender bem, e ainda levou perigo em contra-ataques. E, assim, o Capital foi para os vestiários com a vantagem mínima.

Jogador do Sobradinho protege a bola.

No segundo tempo, como esperado, o Sobradinho foi para cima, em busca do empate. E a situação do Capital se complicou aos 8 minutos, quando Arthur foi expulso por reclamação.

Após cobrança de escanteio, boa chance para o Leão da Serra.

O Sobradinho pressionava, mas o gol demorava a sair.

E, como era de se esperar, o jogo passou a ser do ataque do Sobradinho contra a defesa do Capital. Mas o empate do Sobradinho só veio aos 30 minutos, com Johnes. Tudo igual de novo, 1 a 1.

Sobradinho comemora o gol de empate.

Embora o empate já classificasse o Sobradinho, o time continuou criando boas chances para virar o jogo, enquanto o Capital parecia entregue. Mas, aos 40 minutos, a equipe visitante assustou, com uma cobrança de falta que carimbou a trave. Nos acréscimos, um momento curioso: em uma falta para o Capital na intermediária, o goleiro Arthur Sérgio, ao invés de ir para a área cabecear, foi cobrar a falta. E, apesar de o lance decorrente da cobrança ter assustado, o jogo terminou mesmo empatado em 1 a 1.

O resultado colocou o Sobradinho na grande decisão do 2º turno do Candangão, contra o Ceilândia. As duas equipes se enfrentam no próximo domingo, também em jogo único, no Augustinho Lima. Quem se classificar - o Sobradinho tem a vantagem do empate - decide o campeonato contra o Luziânia, campeão do 1º turno. Uma reta final que promete. O Sobradinho, que não levanta a taça desde 1986, quer reviver seus dias de glória, e trazer de novo a taça para a cidade serrana. O Ceilândia quer repetir a conquista de dois anos atrás, quando venceu o Brasiliense e inscreveu seu nome na galeira dos campeões candangos. E o Luziânia quer fazer história, tornando-se o primeiro clube goiano a ser campeão do Distrito Federal. Agora, resta esperar pelos grandes jogos que virão.

Fim de jogo, tomei o caminho de casa, para descansar e me preparar para a sexta-feira que vinha chegando.


domingo, 29 de abril de 2012

Sobradinho vence Luziânia e garante primeiro lugar

Depois das definiçoes no Grupo B, na véspera, o domingo foi o dia do veredicto final do Grupo A do Candangão de 2012. Foi nesse contexto que fui para o Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, para acompanhar o confronto entre Sobradinho e Luziânia. Para o time da casa, já classificado, o objetivo era garantir o primeiro lugar do grupo, que viria até mesmo com uma derrota por dois gols de diferença. A situação do Luziânia, já classificado para a final do campeonato, era a seguinte: o time se garantiria nas semifinais do segundo turno com uma vitória. Se empatasse, o time goiano estaria classificado em caso de derrota ou empate do Legião contra o já eliminado Botafogo. Se perdesse, seria ultrapassado pelo Legião caso este empatasse e pelo Brasiliense caso este vencesse o Dom Pedro II e tirasse a diferença no saldo de gols. Assim, o jogo era mais importante para os goianos. E, no horário marcado, eu estava no estádio de Sobradinho, para ver o que ia acontecer. Não sem antes passar pela bilheteria para comprar meu ingresso, e o bilheteiro não ter troco para 10 reais, com o ingresso a 5 reais. Resolvido esse problema, entrei no estádio para ver o que ia rolar

Mesmo já classificado, o Sobradinho não queria correr riscos, e foi para o ataque, criando as melhores chances do início do jogo. E, de fato, o time da casa abriu a contagem aos 20 minutos, com Filipe, que, após cobrança de falta, marcou 1 a 0 para o Leão da Serra.

Luziânia tenta chegar pela lateral.

Em desvantagem, o Luziânia foi para cima, e a defesa do Sobradinho falhava, dando a impressão de que o empate sairia. Mas foi o Leão que chegou ao segundo, aos 32 minutos, em um contra-ataque. Após um cruzamento alto, a zaga do Luziânia falhou e Edicarlos cabeceou fraco, para marcar o segundo.

O Luziânia continuou atacando mais, e a defesa do Sobradinho continuava falhando, permitindo à equipe goiana criar boas chances. Mas a etapa inicial terminou mesmo com a vantagem do Sobradinho por 2 a 0.

Luziânia no ataque.

Após o intervalo, porém, demorou apenas dois minutos para o Leão marcar o terceiro. Após falha do goleiro Fulano, que soltou a bola, Edicarlos mandou para dentro, fazendo a festa da torcida.

Sobradinho comemora terceiro gol.

O Luziânia demorou dois minutos para diminuir, com um chutaço de Kabrine de fora da área. Sobradinho 3 a 1.

Depois do começo quente do segundo tempo, o jogo continuou aberto, com o Luziânia atacando mais. Mas o que sobrou em disposição para criar chances de gol faltou em pontaria para converter essas chances. E a partida terminou mesmo com a vitória do Sobradinho por 3 a 1.

Chance para o Sobradinho, em cobrança de escanteio.

Com esses resultados, o Sobradinho garantiu o primeiro lugar do grupo, e segue firme e forte na busca por um título que não é seu desde 1986. Terá pela frente, nas semifinais do returno, o Capital. A outra semifinal será entre o Ceilândia e o surpreendente Legião. O campeão do returno decide o Candangão contra o Luziânia, campeão do primeiro turno, que não se classificou para as finais do primeiro turno, garantindo desde já que o campeonato terá uma final.

Fim de jogo, hora de ir para casa, e descansar para a semana que estava para começar.


sábado, 28 de abril de 2012

Capital vence Brazlândia e se garante nas semifinais

No último sábado, As equipes do Grupo B do Candangão fizeram a última rodada da primeira fase. No estádio do Cave, Capital e Brazlândia duelaram em uma situação curiosa, alimentada pelo esdrúxulo regulamento. O Capital, time da casa, começou a rodada como segundo colocado de seu grupo, e precisava de uma vitória simples para se classificar às semifinais do segundo turno. Mas, por outro lado, o time ainda corria um pequeno risco de rebaixamento, devido à má campanha no primeiro turno. Do lado do Brazlândia, o time entrou em campo sem chances de classificação, mas já livre do descenso, de modo que só cumpria tabela. A partida foi realizada no estádio do Cave, para onde fui, para ver o que ia acontecer.

Cheguei ao Cave com boa antecedência, e ainda encontrei a bilheteria fechada. Cheguei a temer por um novo atraso na abertura, mas este não ocorreu. Assim, na hora marcada, eu estava lá nas arquibancadas do lado do kartódromo.

Nos primeiros minutos, o Capital não mostrou a disposição de time que precisava ganhar e enfrentava um adversário que só cumpria tabela. O jogo começou bem disputado, e o Brazlândia era até um pouco mais perigoso.

Jogador do Capital recebe marcação.

Boa chance para o Brazlândia.

Mas, aos 10 minutos, o Capital começou a fazer o dever de casa. Fernando cabeceou fraco e inaugurou o placar, marcando 1 a 0 para o Capital.

Capital na frente: 1 a 0.

O gol animou o Capital, que chegou a criar algumas chances perigosas. O Brazlândia parecia entregue, e, depois do gol, pouco perigo levava. Mas o âmbito ofensivo do time da casa durou pouco, e logo o jogo caiu de nível.

A bola viaja em cobrança de falta para o Capital.

E a falta de ambição custou caro ao Capital. Aos 31 minutos, Santiago, também de cabeça, pôs tudo igual no placar. Capital 1x1 Brazlândia.

Mas demorou apenas cinco minutos para o Capital passar novamente à frente. Wallace Dias chutou de longe e acertou no ângulo, marcando um golaço. Capital 2 a 1. E, apesar de os minutos finais terem sido de grandes oportunidades para as duas equipes, nada mais aconteceu até o intervalo, e o Capital encerrou a primeira metade da partida vencendo por 2 a 1.

A segunda etapa começou com o Capital melhor, tentando marcar o terceiro gol, que liquidaria a fatura. O Brazlândia teve uma boa chance aos 9 minutos, quando o goleiro saiu mal e deixou espaço, mas o time acabou desperdiçando essa chance. Depois disso, o jogo ficou equilibrado, com as duas equipes criando boas chances, enquanto a chuva caía mais forte.

Chegada do Brazlândia pela esquerda.

Nova chegada do Brazlândia: time lutou, mas não conseguiu impedir a vitória do Capital.

Mas, apesar da disposição das duas equipes, as redes não balançaram mais, e o Capital venceu por 2 a 1. O Capital conseguiu, por suas próprias forças, garantir sua vaga nas semifinais, mas, ainda que não tivesse vencido, a vaga teria vindo da mesma forma, uma vez que o Ceilândia venceu o Gama por 2 a 0 no Bezerrão, e eliminou a equipe alviverde, deixando o espaço livre para o Capital. Assim, o próprio Ceilândia foi campeão do grupo, e o Capital ficou em segundo lugar. As duas equipes esperam seus adversários, que serão definidos amanhã: o Sobradinho já se garantiu, e Luziânia, Legião e Brasiliense lutam pela segunda vaga, com os goianos na pole position.

Encerrado o jogo, fui encontrar a família no restaurante Mangai Brasília, que ainda não conhecia, e que tem uma excelente comida típica nordestina. Ótima forma de encerrar o sábado.


sábado, 21 de abril de 2012

Sobradinho vence Legião com gols de Edicarlos

Foi no Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, que fiz a primeira cobertura do Campo de Terra, no já longínquo 2008. Desde então, não havia mais retornado ao estádio. Claro que, se não voltei, foi unicamente por falta de oportunidade, não por algum tipo de represália à bela cidade serrana. Contudo, o aniversário de Brasília, comemorado no último sábado, ofereceu uma ótima oportunidade para eu voltar ao estádio, e lá fui eu, para o confronto entre Sobradinho e Legião. As duas equipes, depois de um fraco desempenho no primeiro turno, reagiram no segundo turno, e ocupam as duas primeiras posições do Grupo A na classificação do turno. Quem vencesse essa partida daria um passo gigantesco para se garantir nas semifinais do turno, e brigar por uma vaga na decisão contra o Luziânia. Não havia dúvidas de que o jogo prometia. Assim, peguei a estrada e, no horário marcado, cheguei ao estádio para ver o que ia rolar.

O jogo começou bastante movimentado, com o Sobradinho atacando mais, mas com o Legião igualmente presente na frente. O atacante Edicarlos era o jogador mais perigoso da equipe da casa, e por várias vezes ele levou perigo ao gol defendido por Diego.

E foi o próprio Edicarlos que, em poucos minutos, balançou as redes duas vezes, colocando o Sobradinho em vantagem. O primeiro gol veio aos 26 minutos. O segundo, aos 35, e foi uma pintura: o atacante da equipe serrana se livrou de três defensores e tirou do goleiro Diego com um leve toque. Sobradinho 2 a 0.

Com a vantagem, o Sobradinho apenas esperou o final da primeira etapa, sem que o clube visitante oferecesse grande perigo. E o primeiro tempo terminou mesmo com o placar de 2 a 0 para o Leão da Serra.

O segundo tempo começou com o Sobradinho criando algumas boas chances. Mas, logo depois, o time assumiu uma postura mais defensiva, preocupado mais em segurar a vantagem conquistada na etapa inicial do que em ampliá-la. O Legião se aproveitou disso e foi ao ataque, criando várias boas chances de pelo menos diminuir a vantagem. No entanto, o time esbarrava em seus próprios erros, e pouco conseguia criar.

E, de fato, o segundo tempo terminou sem bolas nas redes, e o placar final foi mesmo o do primeiro tempo. Sobradinho 2x0 Legião. O resultado deixou o Sobradinho com um pé nas semifinais da Taça Mané Garrincha - o segundo turno do Campeonato. O Legião caiu para o terceiro lugar, graças ao empate do Luziânia, e ainda corre o risco de ser ultrapassado pelo Brasiliense, que ainda joga na rodada. O time ainda é assombrado pelo fantasma do rebaixamento, uma vez que tem apenas um ponto a mais que o Ceilandense, último time na zona da degola. Outro destaque positivo foi o banheiro do estádio, que foi reformado, e é talvez o melhor banheiro em que já fui em um estádio brasileiro, com direito até mesmo a sabonete na saboneteira. Muito bom, está de parabéns a Administração de Sobradinho.

Fim de jogo, hora de tomar o caminho de casa, e dar continuidade ao fim de semana. Volto em breve com uma nova cobertura.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Em jogo emocionante, Atlético Sorocaba vence Audax

Uma tarde de sábado é sempre convidativa a uma partida de futebol no estádio. E aproveitei minha tarde tranquila para ir ao tradicional estádio do Nacional, na Rua Comendador Souza. Mas, dessa vez, o dono da casa não estava lá. O jogo que seria realizado lá envolveria Audax e Atlético Sorocaba. Ambos brigavam por uma vaga na elite do futebol paulista, disputando a segunda fase do Paulista da Série A2. O Audax, com 4 pontos, está em segundo lugar de seu grupo, com quatro pontos, atrás da União Barbarense apenas no saldo de gols. O Atlético Sorocaba, com um ponto a menos, está em terceiro lugar. O time sorocabano é novidade na minha lista. Com ele, são 176 clubes, mais 4 seleçoes. Quanto ao Audax, é o primeiro jogo com esse nome que vejo, mas já o havia visto antes como Pão de Açúcar (ou PAEC, como muitos o chamavam). Assim, o time da casa não foi exatamente uma novidade na minha lista.

Eu só não sabia a aventura que me esperava para chegar ao estádio. Saí à uma e meia da tarde e peguei o metrô para a Estação da Luz. Chegando lá, bastaria pegar um trem para a estação Água Branca e caminhar para o estádio. Mas, quando cheguei à plataforma, já a encontrei lotada. A alegação era de que havia uma manutenção, e, por isso, os trens estavam passando em intervalos maiores. Depois de aproximadamente 20 minutos de espera, e a plataforma cada vez mais lotada, resolvi pegar um taxi para ir ao estádio. Mas nem o trânsito estava do meu lado, e levei quase uma hora para ir da Estação da Luz ao Estádio do Nacional.

Plataforma da Estação da Luz totalmente lotada.

Com isso, e mais um tempo para comprar meu ingresso e entrar, entrei no estádio logo depois do gol de Paulo César, aos 17 minutos, que abriu o placar para o Audax, e deu início a 15 minutos de emoção no jogo. Aos 23 minutos, Luan empatou para os sorocabanos. Aos 28, em cobrança de pênalti, Élton Luiz virou para o Galo. E, aos 33, Héverton marcou para o Audax, deixando tudo igual.

Jogadores do Audax comemoram gol de empate.

Mas as emoções no primeiro tempo pararam por aí. O Audax jogou melhor no final da primeira etapa. Mas, perigo mesmo, o time levou pouco. E o primeiro tempo terminou mesmo em 2 a 2.

Disputa pela bola.

A segunda etapa começou com as equipes arriscando pouco, com o Audax um pouco mais presente no ataque. Mas quem chegou ao gol foi novamente o Atlético Sorocaba, e novamente de pênalti. Novamente Élton Luiz cobrou e colocou o Galo na frente.

Bola no fundo da rede. Sorocabanos novamente em vantagem.

Em desvantagem, restou ao Audax ir para o abafa, e assim o time criou algumas boas chances de gol. Mas o goleiro Felipe Alves estava em um bom dia, e não deixava nada passar. E até a sorte esteve do lado dele. Aos 24 minutos o Audax teve um pênalti a seu favor, mas Paulo César carimbou o travessão na cobrança.

A pressão do Audax durou até por volta dos 35 minutos. Depois disso o time desanimou, e a equipe sorocabana aproveitou para chegar com perigo algumas vezes. Mas as redes não balançaram mais, e, para alegria da barulhenta torcida sorocabana que compareceu, o Atlético venceu mesmo por 3 a 2.

Dois flashes da etapa final.

O resultado deixou o Atlético Sorocaba na segunda posição do seu grupo, tendo sido ultrapassado pela União Barbarense, que, à noite, venceu a Ferroviária e assumiu a ponta. O Audax está em terceiro, com dois pontos a menos que a equipe sorocabana (6x4). Tirando a Ferroviária, que depende de um milagre, a disputa no grupo segue equilibrada, e muita coisa ainda pode acontecer.

Fim de jogo, e eu, já cansado de transtorno com os trens, optei por tomar um taxi, e fui para o Comedians Comedy Club, parada obrigatória de quem passa por São Paulo e gosta de uma boa comédia. Depois disso, descansar.

Juventus goleia Capivariano e segue vivo na A3

A primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3 chegou à sua última rodada no domingo de Páscoa. E a Rua Javari recebeu uma das partidas da rodada final. O Juventus recebeu em seu estádio o Capivariano. O time da casa fez uma campanha irregular, alternando bons e maus momentos, e precisava dos três pontos, além de uma combinação de resultados, para seguir vivo. O representante da cidade do ex-palmeirense Amaral estava mais tranquilo. Em terceiro lugar antes do início da rodada, o Capivariano já estava classificado. Buscava uma classificação melhor, para ficar mais tranquilo na segunda fase. No mais, o Capivariano entrou para a minha lista de times vistos in loco, como 175º clube a integrá-la. Para ver o que ia acontecer, peguei o metrô, e cheguei na Javari na hora marcada para o jogo.

Minha primeira surpresa foi ver o ex-jogador Paulinho, artilheiro do Santos no início dos anos 90, como técnico do Capivariano. Após a entrada em campo dos times, consegui a foto do Juventus posado. O Capivariano não posou. Eis a foto.

Jogadores do Juventus posados.

Vamos ao jogo. O Juventus, que precisava do resultado, foi para cima, e já tinha criado algumas boas chances quando, aos 7 minutos, Fubá, após cobrança de escanteio, fez 1 a 0 para o Juventus.

Jogadores do Juventus comemoram.

Em vantagem, o Moleque Travesso continuou melhor. Quatro minutos depois do gol, Tony perdeu uma ótima chance de aumentar. Aos 13, Elvis obrigou o goleiro do Capivariano a fazer grande defesa. E, um minuto depois, o mesmo Tony fez o segundo do Juventus, em bela jogada individual.

Depois do segundo gol, o Juventus diminuiu o ritmo, e o Capivariano se aproveitou para pressionar, mas a defesa juventina se mostrava segura e o time visitante raramente criava chances reais de gol. O Moleque Travesso chegava nos contra-ataques, puxados pelo lateral-direito Tony.

Jogador do Capivariano sofre a marcação.

Mas o primeiro tempo terminou sem mais gols, e o Juventus foi para os vestiários vencendo o Capivariano por 2 a 0. A torcida fazia contas tendo em vista a classificação. O Juventus, com os resultados, ia se classificando em 7º lugar. Mas ainda faltava jogo. O jeito foi esperar.

Ainda um lance da primeira etapa.

O segundo tempo começou truncado, com as equipes abusando das faltas. Aos sete minutos, o Juventus ainda teve um gol anulado. O time da casa atacava mais, e era a vez de o Capivariano se aproveitar dos contra-ataques. Em um desses contra-ataques, o árbitro não marcou um pênalti claro para o Capivariano, reconhecido até por vários torcedores do Juventus.

Confusão na área. Já estamos na segunda etapa.

Tirando isso, mais alguns bons lances esporádicos, a segunda etapa foi pobre em emoções. Porém, o que faltou de emoções durante quase toda a etapa, sobrou nos minutos finais. Fernando balançou as redes por duas vezes, aos 41 e aos 44 minutos, liquidando a fatura - pelo menos no que competia ao Juventus. Restava esperar pelos demais resultados.

Jogador do Capivariano é cercado.

E os resultados foram favoráveis ao Juventus, garantindo a classificação do Moleque Travesso em sétimo lugar.Assim, o Juventus vai enfrentar, na próxima fase, Grêmio Osasco, Guaçuano e Marília. A equipe de Capivari, que já entrou em campo classificada, caiu para o quarto lugar, e enfrentará Rio Branco, Inter de Limeira e Batatais. Uma segunda fase que promete.

Fim de jogo, fiz aquela caminhada até a estação Bresser e voltei para o lugar onde estou hospedado. Almoço de Páscoa com a família e, à noite, teatro. Aproveitei para ver Dona Flor e seus Dois Maridos, em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso, com a linda Fernanda Vasconcellos. Volto em breve com nova cobertura.