quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Atlético Goianiense bate Coritiba e respira

Conhecer o novo-velho estádio de Goiânia, o Olímpico Pedro Ludovico, estava nos meus planos havia um bom tempo. E, no último sábado, em uma partida pela Série A nacional, cumpri mais essa missão. O jogo envolvia Atlético Goianiense e Coritiba, times em situações diferentes na competição. Enquanto o time da casa ocupava a lanterna e buscava os três pontos para tentar fugir da zona de rebaixamento, o Coxa vinha navegando pelas posições intermediárias da tabela, sem grandes pretensões, mas mantendo uma distância segura da zona de rebaixamento. A partida abria o segundo turno do campeonato, e na primeira rodada, em solo paranaense, o Coxa havia vencido por 4 a 1.
O jogo começou morno, e as equipes criavam poucas chances de gol. A primeira chance do Atlético veio aos 18 minutos, em uma cobrança de escanteio. A zaga da equipe paranaense conseguiu desviar a bola para novo escanteio, mas a bola passou perto do gol. Quatro minutos depois, o Coritiba respondeu: Léo arrancou pela direita e finalizou da entrada da área. O chute saiu fraco, mas, mesmo assim, Felipe deu rebote. No entanto, não havia ninguém para aproveitar a sobra.
Jogador atleticano com a bola.
O Dragão teve nova chance aos 36 minutos, com Diego, que recebeu livre na meia-lua, mas o chute saiu muito alto. O Coxa chegou com perigo aos 45 minutos, com Rildo, que avançou e, mesmo desequilibrado, driblou vários adversários, e finalizou da entrada da área, mas o chute saiu fraco, para fácil defesa de Felipe.
Escanteio para o Atlético.
No geral, o primeiro tempo foi movimentado, mas as ocasiões de gol foram raras. A bola parada foi uma grande aliada das duas equipes, mas ninguém conseguiu converter essas ocasiões em perigo de gol. Assim, Atlético Goianiense e Coritiba foram para os vestiários empatados sem gols mesmo.
Novamente é o jogador do Atlético a receber marcação.
O Atlético começou a segunda etapa tentando pressionar o Coritiba. Mesmo assim, o Coxa chegou aos três minutos, com Alan Santos. O jogador arriscou de fora da área, mas a bola foi para fora, sem grande perigo. O Coxa acabaria equilibrando as ações, mas o jogo continuava morno, com poucas chances de gol. Porém, aos 17 minutos, na primeira boa ocasião de gol da segunda etapa, as redes, enfim, balançaram. Jorginho entrou pela esquerda, pelo bico da pequena área, e chutou cruzado. Atlético 1 a 0.
Jogador do Coxa, com a bola, recebe marcação.
Aos 25 minutos, o Coxa esteve próximo ao empate. Após um lançamento da intermediária, Márcio acertou a cabeçada e a bola passou raspando o travessão. O jogo continuava morno, mas o time visitante, em desvantagem, acabaria criando as melhores chances. Aos 33 minutos, Matheus Galdezani arriscou da entrada da área, mas a bola foi muito alta. Aos 37, Tomas Bastos cruzou e encontrou Henrique Almeida dentro da área, mas ele concluiu mal. E nada mais aconteceu. O placar final foi de 1 a 0 para o Atlético Goianiense.
Escanteio para o Coritiba.
Mesmo com a vitória, o Dragão não conseguiu sair da lanterna, mas ganha novo fôlego para tentar sair da zona da degola. O Coxa ocupa a 12ª posição, sem grandes perspectivas na competição, a não ser a de fazer um bom papel. O segundo turno está oficialmente iniciado, e os times ainda têm tempo para atingir seus objetivos.
Fim de jogo, hora de retornar ao hotel (que fica do outro lado da rua) e descansar para viajar no domingo, com direito a comemoração do Dia dos Pais.
Placar final.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Audax e Taboão da Serra empatam em um gol

No último domingo, fazia sol na capital paulista, e eu aproveitei o clima para acordar cedo e me dirigir à vizinha Osasco, para - adivinhem - ver mais uma partida de futebol. Meu destino foi o Estádio José Liberatti, e a partida entre Audax e Taboão da Serra foi a primeira peleja profissional que vi no referido estádio. Antes, eu havia visto uma rodada dupla da Copinha, em janeiro deste ano, com um genial Fluminense 1x2 Interporto na preliminar e uma vitória do Grêmio Osasco sobre o Real Noroeste no jogo de fundo. Voltando à partida de que trataremos neste post, as duas equipes integram o Grupo 2 da Copa Paulista e não vêm bem na competição. Nas quatro partidas anteriores, o Taboão da Serra havia somado quatro pontos, e o Audax, três. Por isso, vencer era importantíssimo.
Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional. Audax de branco, Taboão da Serra de vermelho.
O jogo começou com sete minutos de atraso. O árbitro registrou na súmula que isso se deveu a fato de que o médico do Taboão da Serra ainda não havia se apresentado. Mas, pelo menos dessa vez, a bola rolou. E, assim que o jogo começou, o Audax já quis mostrar serviço, e abriu a contagem aos três minutos, com Klauber. Após o gol, veio um momento morno da partida. O Audax era um pouco melhor, mas criava poucas chances reais de gol.
Disputa de bola.
E foi o Taboão da Serra que chegou ao gol. Aos 14 minutos, Weslen cruzou para Acosta, que chutou para defesa de Jefferson Paulino. Mas, no rebote, o próprio Acosta balançou as redes e deixou tudo igual.
Audax com a bola.
Os gols animaram as duas equipes, que foram ao ataque em busca da vantagem no placar. O Audax teve nova chance de passar à frente aos 26 minutos. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Wesley, fora da área. Ele arriscou o chute e a bola saiu por pouco. Logo em seguida, um momento interessante do jogo. A bola foi recuada para Jefferson Paulino. O goleiro do Audax se atrapalhou e tocou de calcanhar para escanteio.
Panorâmica do estádio durante o primeiro tempo.
Aos 30 minutos, chance para o Audax. Klauber arriscou de fora da área e Deola fez grande defesa, mandando para escanteio. Na cobrança, mais perigo: Matheus Azevedo cobrou e Bruno Lima cabeceou para fora. O Taboão teria uma chance aos 38 minutos: Davi Gabriel recebeu um lançamento primoroso e chutou forte, mas Jefferson Paulino fez boa defesa e pôs para escanteio.
Audax ataca.
O Audax ainda chegaria com perigo aos 41 minutos. Matheus Azevedo cobrou falta da entrada da área, e a bola passou perto do ângulo. O Taboão da Serra respondeu logo em seguida. Diego Souza arriscou de fora da área. O chute não foi muito forte, mas saiu por pouco.
Escanteio para o Audax.
No entanto, por mais que as duas equipes tenham criado chances na segunda metade da primeira etapa, o placar não voltou a ser alterado, e o placar final do primeiro tempo foi mesmo de 1 a 1.
Na segunda etapa, o primeiro lance de perigo veio aos 13 minutos, a favor do Taboão da Serra. Weslen recebeu lançamento e tentou driblar Jefferson Paulino, mas o goleiro do Audax interceptou o lance. Dois minutos depois, nova chance para os visitantes: Renan driblou um adversário e passou para Diego Souza, que ficou cara a cara com o goleiro, mas chutou por cima.
Jogador do Audax vai para cima de adversário.
Pressionado, jogador do Taboão da Serra protege a bola.
Depois disso, o jogo teve alguns minutos meio mornos, com pouca coisa acontecendo. Depois, o Audax passou a dominar as ações, e voltou a ter uma chance em cobrança de falta aos 24 minutos. Marcus Vinícius cobrou bem, e a bola saiu por pouco. Logo em seguida, nova chance para o Audax. Após cobrança de escanteio, Wesley fez uma finta em um adversário e chutou para defesa de Deola.
Bola no alto.
Somente aos 42 minutos o Audax voltou a ter uma chance para marcar. Marcus Vinícius cobrou falta com perigo, e Deola espalmou. A bola sobrou para Samoel, que cruzou para Pedrinho, mas o jogador passou direto pela bola. Já nos acréscimos, Kalil passou para Pedrinho, que driblou o goleiro, mas acabou perdendo o ângulo e não conseguiu uma boa finalização. E, até o apito final, mais nada aconteceu, e o placar final foi mesmo de 1 a 1.
Flash da segunda etapa.
Precisando da vitória, as duas equipes saíram insatisfeitas com o resultado. Ainda há muito campeonato pela frente, mas as duas equipes devem começar a estar atentas na próxima rodada, ou correm o risco de ficarem pelo caminho. No entanto, o jogo, no geral, foi bom, com as duas equipes procurando o gol.
Fim de jogo, retornei ao hotel para descansar um pouco e curtir o resto do domingo. Na segunda-feira, a volta a Brasília.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Campo de Terra: 9 anos

Nove anos. Muitos blogs, muitas empresas e, infelizmente, até muitas vidas não duram isso. Mas, há exatos nove anos, no dia 31 de julho de 2008, nascia o Campo de Terra, com o objetivo de cobrir aquele futebol que não tem espaço na mídia. À época eu não sabia até onde essa brincadeira iria, se eu iria ter paciência para continuar escrevendo, indo aos jogos para fotografar e descrever as partidas. Mas o tempo passou e eu estou firme e forte na mesma tarefa. Procurando sempre melhorar, mas sem mudar um milímetro da linha editorial, sem me render à tentação fácil de passar a me dedicar a jogos maiores por uns cliques a mais (o que, convenhamos, não funciona, já que muita gente já fala dos grandes jogos, e eu não traria nenhuma novidade fazendo isso).
É uma alegria e um imenso prazer passar esse tempo todo falando do chamado futebol alternativo. E eu só tenho a agradecer a cada um que me incentivou, a cada um que, em algum momento, acessou o blog. Agradecimento especial ao pessoal do Jogos Perdidos, o pioneiro nesse tipo de trabalho, no qual nunca neguei ter me inspirado. Nove anos já foram. Que seja só o começo.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Desrespeito em Trindade: Monte Cristo e América não jogam por falta de médico

Um dia depois do confronto entre Anapolina e Grêmio Anápolis, tomei o rumo de Goiânia. Na vizinha Trindade, o Monte Cristo enfrentaria o América de Morrinhos. As duas equipes chegaram a essa rodada já eliminadas: o Monte Cristo, sem ter somado nenhum ponto e já rebaixado, se despedia da competição, e o América, com apenas quatro pontos, não chegaria mais perto do trio Anapolina/Novo Horizonte/Grêmio Anápolis. Mas, mesmo sendo um mero cumprimento de tabela, o mote do Campo de Terra é "Todo jogo é importante", e assim eu estava lá no estádio Abrão Manoel da Costa na hora marcada para a partida.
Mas a bola não rolou. Como não havia um médico à disposição, a arbitragem não pôde dar início à partida. Enquanto dirigentes do Monte Cristo tentavam desesperadamente contatar o profissional que deveria estar no estádio, o árbitro esperava os 30 minutos regulamentares. Como o médico não apareceu, a partida foi dada por encerrada, e o América foi declarado vencedor por W.O., pelo placar de 3 a 0.
Não é minha tarefa encontrar culpados, mas é um enorme desrespeito com o torcedor presente e com os torcedores das duas equipes em geral que uma partida não aconteça por falta de um profissional exigido pela legislação e pelo regulamento. Quem foi ao estádio gastou parte do seu tempo e do seu dinheiro para realizar o deslocamento e ver a partida, sem ter nada em troca. E, infelizmente, atrasos ou mesmo cancelamento de partidas por motivos semelhantes não são novidade, basta olhar posts antigos deste mesmo blog.
Resta agora esperar que as responsabilidades sejam apuradas, e que situações como essa não voltem a acontecer.

Anapolina vence Grêmio Anápolis e assume liderança do grupo

Na última quarta-feira, dei início à minha jornada pelo Estado de Goiás, com o objetivo de acompanhar a Divisão de Acesso goiana. Tomei o caminho do Estádio Jonas Duarte, em Anápolis, para um encontro entre dois times da cidade: Anapolina e Grêmio Anápolis. As duas equipes chegaram a essa rodada fazendo uma boa campanha: o Grêmio chegou a essa partida como líder do grupo B, com 15 pontos, enquanto a Rubra somava apenas dois pontos a menos e era a terceira colocada do mesmo grupo. Entr os dois, o Novo Horizonte, com 14, completava o trio de equipes que brigavam pelas duas vagas da chave. Ninguém duvidava que seria um grande jogo.
Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional.
Anapolina posada. O Grêmio Anápolis não posou.
A Rubra já começou o jogo querendo mostrar serviço. Com um minuto de jogo, Guto passou por diversos adversários, mas finalizou mal, para defesa de Matheus. E apenas um minuto depois veio o gol da Rubra: Humberto aproveitou cruzamento e mandou para o fundo das redes. Anapolina 1 a 0.
A Anapolina, porém, não manteve o ritmo dos primeiros minutos, e o jogo ficou mais equilibrado daí em diante. O jogo era muito movimentado, mas as equipes criavam raríssimas chances de gol.
Escanteio para o Grêmio Anápolis.
O Grêmio chegou a criar algumas chances para marcar. Aos 22 minutos, Caio arriscou de fora da área, mas chutou fraco e Cleriston não teve problemas para defender. Aos 25, Bruno Leite cruzou para Marcus Vinícius, mas a zaga da Rubra chegou antes e travou o chute. E, aos 45, Danúbio chutou cruzado e a bola saiu por pouco.
Escanteio para a Anapolina.
No entanto, antes do apito final da primeira etapa, a Anapolina teve pênalti a seu favor. Nonato não desperdiçou e aumentou a vantagem da Rubra para 2 a 0. E foi isso no primeiro tempo.
Assim como na primeira etapa, a Rubra quis mostrar serviço logo no começo. Nonato recebeu um passe perfeito e ficou cara a cara com o goleiro, mas preferiu passar para Guto, que apenas tocou para o gol vazio. Anapolina 3 a 0.
Disputa de bola durante a segunda etapa.
Assim como aconteceu na primeira etapa, o jogo seguia equilibrado, mas era o Grêmio Anápolis que criava as melhores chances. Aos 23 minutos, Danúbio cruzou para Arthur, que cabeceou para boa defesa de Cleriston.
Grêmio Anápolis desce para o ataque.
E somente no último lance do jogo o Grêmio Anápolis conseguiu o que tentou durante toda a partida: marcar um gol. Pedro Henrique, de cabeça, diminuiu a diferença para 3 a 1. E, logo após a saída da Anapolina, o árbitro encerrou a partida. Final, Anapolina 3x1 Grêmio Anápolis.
Com o resultado, a Anapolina assumiu a ponta da classificação do grupo, com 16 pontos, um a mais que o próprio Grêmio Anápolis. O Novo Horizonte, que folgou na rodada, caiu para a terceira posição, com 14 pontos. A última rodada, no próximo fim de semana, trará as últimas definições.
Fim de jogo, hora de retornar ao hotel e descansar, para continuar a viagem no dia seguinte.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Em jogo emocionante, São Bernardo FC vence Metropolitano e avança na Série D

O último sábado foi dia de estádio e time novos na lista. Fui a São Bernardo do Campo, onde aconteceu a partida entre o São Bernardo Futebol Clube e o Metropolitano, de Blumenau, este o 274º clube da minha lista. O jogo foi realizado no Estádio Primeiro de Maio, 65ª cancha em que já vi jogos profissionais. O empate de 1 a 1 fora de casa deixava o Tigre em uma situação confortável, precisando de um empate sem gols para segur adiante. Empate em um gol levaria a decisão para os pênaltis, enquanto empate em dois ou mais gols daria a vaga aos catarinenses. Fora isso, quem vencesse estaria classificado. Não tive problemas para chegar ao estádio com boa antecedência e acompanhar essa partida das arquibancadas.
O primeiro tempo foi em ritmo lento. Mesmo precisando apenas do empate sem gols, o São Bernardo tinha mais posse de bola. No entanto, o único lance que merece destaque nos minutos iniciais foi uma cobrança de falta de Francismar aos cinco minutos, que acertou o travessão, perdendo a chance de abrir a conta para o São Bernardo. Depois disso, o jogo seguiu em ritmo lento. O Tigre continuava com mais posse de bola, mas não criava muitas ocasiões para marcar.
Metropolitano com a bola.
No entanto, o São Bernardo conseguiu abrir a contagem antes da volta das equipes para o vestiário. O gol veio aos 42 minutos: Vinícius Kiss fez uma bela jogada e serviu Johny, que chutou para defesa de José Carlos. No rebote, o próprio Vinícius Kiss fuzilou e decretou o 1 a 0 para o time da casa, que foi o placar final do primeiro tempo.
No segundo tempo, o São Bernardo veio mais incisivo, e passou a criar boas chances para aumentar a vantagem. O time explorava, principalmente, os contra-ataques, e levava perigo à meta do Metropolitano. No entanto, a torcida do time da casa levou um susto aos 21 minutos. Henrique acertou uma cabeçada no travessão, perdendo uma chance de ouro para empatar o jogo para o Verdão do Vale. Sete minutos depois, porém, o Metropolitano não ficou só no susto. Henrique recuperou a bola para os catarinenses e chutou para boa defesa de Luiz Daniel, mas, no rebote, Renan mandou para dentro, empatando a partida.
Aos 34 minutos, o São Bernardo chegou ao segundo gol, com Luiz Felipe, que avançou e chutou rasteiro no canto de José Carlos. Aos 36 minutos, Rodolfo fez uma falta dura e, como já tinha cartão amarelo, foi convidado a se retirar, deixando o Metrô com um homem a menos.
Bola no ataque do São Bernardo.
Em desvantagem e com um jogador a menos, a missão do time catarinense parecia impossível. No entanto, nos acréscimos, já aos 48 minutos da segunda etapa, o Metrô teve uma falta a seu favor perto da intermediária. Até o goleiro José Carlos foi para a área tentar o cabeceio. Na cobrança, Elton acertou a cabeçada e empatou o jogo. Festa da torcida catarinense presente ao estádio. Com o empate, conquistado nos acréscimos, o Metropolitano estava classificado...
Só que não. Na saída de bola, o Tigre conseguiu chegar à área e, em um lance confuso, o árbitro marcou um toque de mão de um zagueiro do Metropolitano. Pênalti. Os jogadores da equipe catarinense correram para cima do árbitro e até a polícia teve que intervir. Após a confusão, Vinícius Kiss cobrou a penalidade e marcou o terceiro do São Bernardo. Para festa da torcida local e incredulidade dos visitantes. E o placar final foi mesmo de 3 a 2 para o São Bernardo.
O São Bernardo avança às oitavas-de-final do Brasileiro da Série D e terá pela frente o São José de Porto Alegre. Como tem melhor campanha, o Tigre decide em casa. O Metropolitano se despede da competição com muitas reclamações, já que o time afirma que a penalidade não ocorreu. Polêmicas, polêmicas.
Fim de jogo, retornei à Capital, e descansei. O fim de semana estava apenas começando.

domingo, 9 de julho de 2017

Brazlândia goleia Legião e entra de vez na briga

Durante a última semana, já conformado em ter raríssimas ocasiões para ver in loco a Segundona Candanga, recebi uma ótima notícia. O estádio Chapadinha, em Brazlândia, está apto a receber jogos com público pela competição. Méritos para a diretoria do Brazlândia, que conseguiu recuperar o estádio e está fazendo um grande trabalho frente ao clube. Assim, no último domingo o estádio recebeu o jogo entre Brazlândia e Legião. As duas equipes fazem campanhas parecidas: ocupam a terceira posição de seus grupos (Legião no grupo A, Brazlândia no grupo B), com quatro pontos. Mas o Brazlândia tem um jogo a menos, devido ao adiamento da partida contra o Capital, que será realizada na próxima quarta-feira. Assim, retorno ao Chapadinha após quatro anos - minha última visita havia sido para o jogo entre CFZ e Paranoá, em 1º de setembro de 2013 - para meu sétimo jogo na referida cancha. Além disso, foi o terceiro confronto entre essas equipes a que assisti, e, nos outros dois, vitória do Brazlândia.
Sociedade Esportiva Brazlândia.
Legião Futebol Clube.
Praticamente nada aconteceu nos primeiros dez minutos de jogo. Depois disso, porém, o Brazlândia despertou e, em poucos minutos, praticamente matou o jogo. Aos 11 minutos, Maninho recebeu um cruzamento e, de bicicleta, marcou um golaço para abrir o placar para a Garça. No minuto seguinte, após troca de passes na área, o Brazlândia chegou ao segundo gol, com o próprio Maninho. O Brazlândia ainda perdeu uma chance aos 16 minutos, com Daniéliton, que arriscou de longe, e a bola foi para fora. No minuto seguinte, veio o lance que originou o terceiro gol. Gaguinho recebeu passe de Diego e chutou, mas a defesa do Leão travou o chute, mandando a bola para escanteio. Na cobrança, Raphael, de cabeça, marcou o terceiro da Garça.
Jogador do Brazlândia cercado por dois adversários.
Jogador do Brazlândia é observado por adversário.
Jogador do Brazlândia protege a bola.
Com a ampla vantagem construída, o Brazlândia relaxou, dando chances ao Legião para atacar mais. O Leão tinha muitas chances em cobranças de falta e de escanteio, e teve uma grande oportunidade aos 27 minutos: Fabrício arriscou de fora da área, e a bola saiu por pouco.
Jogadores brigam pela bola.
Bola na área. Chance para o Legião.
Jogador do Legião, com a bola, cercado por adversários.
Quando chegou ao ataque, o Brazlândia voltou a levar perigo. Aos 29 minutos, Diego arriscou de fora da área, para defesa de Pablo. E o time da casa ainda ampliou aos 38 minutos. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Gaguinho fora da área. Ele acertou o chute e marcou o quarto gol da Garça. E o placar final da primeira etapa acabaria sendo mesmo de 4 a 0 para o Brazlândia.
Jogador do Brazlândia recebe marcação.
De quem é a bola?
A segunda etapa foi uma mera formalidade. Com o placar amplamente favorável, o Brazlândia se limitou a administrar a vantagem conquistada. E, nas raras vezes que as duas equipes chegavam ao ataque, pecavam na finalização.
Disputa de bola pelo alto.
Cobrança de falta para o Brazlândia.
O Brazlândia ainda chegou ao quinto gol. Diego recebeu cruzamento e recebeu livre na cara do gol. Aí só deu um toque e marcou o quinto da Garça. Nos acréscimos, o Brazlândia ainda teve pelo menos duas boas chances de aumentar a goleada, mas acabou desperdiçando as oportunidades. E o placar final foi mesmo de 5 a 0 para o Brazlândia.
Mais uma disputa pela bola.
Jogador do Brazlândia tenta avançar.
O resultado deixou o Brazlândia na zona de classificação do seu grupo, em segundo lugar. A Garça soma sete pontos, três a menos que o Botafogo, mas, como dissemos, ainda tem uma partida por jogar. O Legião se complicou: soma os mesmos quatro pontos do vice-líder Bolamense, mas tem somente uma partida para jogar. Assim, o Leão precisa da vitória, e ainda deve contar com duas derrotas de Bolamense e Capital. Algumas partidas serão jogadas durante a semana, e no sábado terá lugar a última rodada dessa primeira fase.
Encerrada a partida, peguei a estrada e retornei ao lar. Esperando preparar a matéria ainda no domingo.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Em jogo com duas viradas, Osasco derrota Barcelona

O último domingo exigiu coragem. A cidade de São Paulo amanheceu fria, e com esse clima eu teria que acordar cedo para ir ao Estádio Nicolau Alayon, onde o Barcelona da Capela do Socorro enfrentaria o Osasco às 10 horas. Porém, consegui acordar cedo e tomei um táxi para ir à cancha nacionalina e ver esse confronto. Pela campanha, o Osasco poderia ser considerado favorito para essa partida: em terceiro lugar do grupo 3, com 18 pontos, atrás de EC São Bernardo e Primavera, o clube da cidade vizinha precisava vencer para garantir de vez a vaga entre os quatro times que passam à segunda fase. Já a equipe da Capital somava apenas cinco pontos, dividindo a lanterna do grupo com o Diadema, e apenas cumpria tabela. Mesmo fazendo uma campanha fraca, o Elefante tem vendido caro o resultado a seus adversários.
Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional.
A Águia queria fazer valer seu favoritismo. E demorou apenas dois minutos para abrir a contagem. O gol da equipe de Osasco veio em cobrança de penalidade máxima. Vinícius cobrou bem e fez Osasco 1 a 0.
De pênalti, Osasco abre a contagem.
O Osasco pressionava, e voltou a ter uma boa chance aos 10 minutos. Marcelo Augusto invadiu a área e chutou cruzado, para defesa de Alexandre em dois tempos. O Elefante, que tentava se achar no jogo, ainda chegou com algum perigo aos 15 minutos. Icaro arriscou da entrada da área, mas o chute foi muito alto.
Barcelona no ataque.
A Águia seguia melhor no jogo, e teve uma série de chances em poucos minutos. Aos 16 minutos, Elton chutou para boa defesa de Alexandre. Rafael pegou o rebote e chutou. A bola pegou na zaga e saiu. Na cobrança de escanteio, Vinícius conseguiu chutar, mas a zaga tirou. Logo em seguida, Bruno obrigou Alexandre a mais uma boa defesa. Na cobrança do escanteio, Marlon chutou para mais uma defesa do arqueiro do time da Capital.
Jogador do Osasco protege a bola.
Aos 22 minutos, o Barcelona teve uma chance, em uma bela jogada de Icaro. Mas, na hora da finalização, a zaga chegou antes e travou o chute. Aos 30 minutos, porém, um princípio de briga levou à expulsão de Vinícius, do Osasco, e Alessandro, do Barcelona, deixando as duas equipes com dez jogadores.
Escanteio para o Barcelona.
As expulsões acabaram fazendo bem para o time da casa, que melhorou no jogo. Aos 40 minutos, Felix cobrou falta para o Elefante, e a bola passou raspando. Aos 42 minutos, Icaro recebeu livre, mas passou direto pela bola e Matheus defendeu. Aos 46 minutos, chance para o Osasco: após troca de passes, Danrley ficou na cara do gol, mas Alexandre mandou para escanteio. E, apesar de muito movimentado, o primeiro tempo terminou mesmo com o solitário gol do Osasco logo no início.
Jogador do Barcelona recebe marcação.
No entanto, as redes balançaram por duas vezes nos primeiros minutos da segunda etapa. com apenas quatro minutos, John entrou pela esquerda e chutou cruzado, empatando o jogo para o Barcelona. Apenas cinco minutos depois, veio a virada do Elefante: Icaro recebeu lançamento, dividiu com Matheus e ficou livre para tocar para o gol vazio.
Barcelona com a bola. Time começou melhor a segunda etapa.
Cobrança de falta para o Barcelona.
No entanto, o Barcelona relaxou com a vantagem, e o Osasco foi com tudo para cima. aos 14 minutos, Lucas avançou e chutou rasteiro. A bola saiu por pouco. Mesmo criando poucas chances, a Águia continuava melhor no jogo. E chegou ao empate aos 25 minutos. Marcelo Augusto acertou um belo cruzamento da intermediária e encontrou Andrezinho que, de cabeça, igualou o marcador.
Jogador do Barcelona protege a bola.
Aos 27 minutos, Marcelo Augusto cruzou para Danrley, que acertou um belo voleio, mas mandou para fora. O jogo seguia no mesmo ritmo, com a equipe visitante atacando mais. E a virada do Osasco veio aos 38 minutos: Marlon cruzou da esquerda e encontrou Danrley que, de cabeça, colocou a Águia na frente.
Osasco com a bola.
Mesmo em vantagem, o Osasco ainda criava chances. Aos 40 minutos, Andrezinho arriscou de fora da área, mas chutou fraco e Alexandre defendeu fácil. Logo em seguida, Luís Fernando recebeu livre e tentou encobrir Alexandre, mas chutou por cima.
Jogador do Osasco protege a bola.
Confusão.
Já aos 49 minutos da etapa final, o Osasco ainda teve chance de ampliar, em uma cobrança de falta próxima à área. Mas Lucas chutou por cima do gol. E foi o último lance da partida. Placar final, Barcelona 2 x 3 Osasco.
Do meio de campo, Osasco avança.
Placar final.
Com 21 pontos, cinco a mais que o quinto colocado Elosport, o Osasco garantiu a classificação para a segunda fase, e o objetivo agora é manter o terceiro lugar, uma vez que o Itararé, quarto colocado, tem apenas um ponto a menos. O Barcelona não tem aspiração nenhuma, e apenas cumpre tabela diante do Guarulhos na última rodada.
Encerrado o jogo, almocei e retornei ao hotel. A viagem de volta me esperava na segunda-feira de manhã.