segunda-feira, 15 de julho de 2019

Minas/Icesp vence Bahia pelo Brasileiro Feminino Sub-18

Em meio a tantos pedidos de apoio ao futebol feminino, a CBF está organizando o campeonato brasileiro sub-18 da categoria, o que é uma iniciativa louvável. No entanto, a confederação nacional peca em colocar a maioria dos jogos em horários inacessíveis para a maioria dos torcedores, como as manhãs e tardes de dias de semana. Porém, uma rodada do Grupo D da competição, sediado no estádio Abadião, na Ceilândia, foi marcada para o último sábado. Pela manhã, Palmeiras e Fluminense empataram em dois gols. E à tarde, no jogo que contou com a cobertura deste humilde blog, enfrentaram-se Minas Brasília/Icesp e Bahia. As duas equipes precisavam vencer a todo custo, pois haviam perdido suas duas primeiras partidas. Ainda havia um turno inteiro por jogar, mas seria importante desde já começar a vencer. Para isso, enfrentariam o sol forte da Capital Federal.
Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional.
Minas Brasília Tênis Clube/Icesp Sub-18 feminino. O Bahia não posou.
O jogo, porém, começou com atraso, devido à falta de policiamento. A arbitragem autorizou o início da partida 20 minutos depois do horário previsto, quando chegou a segurança privada. Uma viatura da polícia chegou ao estádio quando eram jogados cinco minutos.
Enquanto o policiamento não chegava, equipes se aqueciam.
Com a bola rolando, a equipe minastenista teve sua primeira chance aos cinco minutos. Mileninha cruzou rasteira da esquerda, e Richelle até dominou, mas, em má posição, não conseguiu girar para finalizar. Aos 12 minutos, um lance parecido: Madu cruzou da esquerda e encontrou Mileninha, que acabou chutando fraco.
Disputa de bola na primeira etapa.
Com a bola, jogadora do Bahia recebe marcação.
O Tricolor da Boa Terra teve uma boa chance aos 16 minutos. Rafaela arriscou de fora da área, mas a bola foi em cima da goleira minastenista Myh, que segurou firme. Dois minutos depois, o Minas respondeu com Richelle, que chutou fraco de fora da área, mas a bola foi passando por todo o mundo e carimbou a trave.
Escanteio para o Minas.
O Minas pressionava em busca do primeiro gol da partida, e a maior parte das jogadas do time passava pelos pés de Mileninha. Aos 27 minutos, a camisa 10 minastenista cruzou da esquerda para Richelle, que finalizou bem, e obrigou Raiane a mandar para escanteio. Apenas um minuto depois, ela acertou mais um chute que obrigou a goleira do Bahia a uma grande defesa, com a bola batendo na trave antes de sair para escanteio. E, aos 29, mais um chute da camisa 10, mas o tiro saiu fraco, nas mãos de Raiane.
Nova disputa de bola.
O Bahia teve uma oportunidade para marcar aos 34 minutos, em um chute de Viviane que obrigou Myh a uma grande defesa. Porém, o primeiro tempo, apesar de movimentado e com boas chances de gol, terminou mesmo sem que as duas equipes conseguissem balançar as redes.
Arrancada do Bahia.
Demorou apenas cinco minutos da segunda etapa para que o Minas conseguisse a vantagem. O gol veio em cobrança de pênalti de Mileninha: Minas 1 a 0.
Em desvantagem, o Bahia foi para cima, e pressionou em busca do gol de empate. Mas eram raras as reais chances de gol do Tricolor da Boa Terra, e suas atacantes não conseguiam desbloquear o placar. Quando, aos 20 minutos, o jogo parou para as jogadoras se hidratarem, a partida estava em uma fase morna, sem que ninguém conseguisse criar chances de perigo.
Três jogadoras disputam a bola.
O Minas melhorou após a parada para hidratação, mas não pressionava como no primeiro tempo, e o Bahia também parecia não encontrar forças para reagir. Aos 36 minutos, o Tricolor da Boa Terra ainda chegou com Taciana, mas a bola passou longe.
Jogadora do Bahia com a bola.
Mesmo assim, faltava, para o Minas, o gol que poderia fechar a partida. E ele veio aos 45 minutos. Após uma falha na saída da defesa do Bahia, Letícia aproveitou para dar números finais ao jogo. Depois, foi só esperar o tempo passar. E o jogo terminou mesmo com a vitória minastenista por 2 a 0.
Jogadora do Minas com a bola: time aproveitou suas chances e venceu a partida.
Com a vitória, o Minas respira na competição, e ainda busca a classificação à próxima fase (vale lembrar que apenas os campeões dos grupos e os dois melhores segundos colocados avançam na competição). O Tricolor da Boa Terra, por sua vez, vê o sonho ficar mais distante. Faltam três rodadas para os jogos do grupo terminarem.
Encerrada a partida, voltei para casa e me preparei para um compromisso noturno.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Nacional bate Portuguesa e encerra tabu de 61 anos

O Campeonato Paulista de 1958 ficou marcado pela primeira das muitas taças erguidas pelo Santos de Pelé. No mesmo ano em que o Rei trouxe ao Brasil a primeira Copa do Mundo de sua história, o Peixe venceu 29 dos seus 38 jogos no Paulista daquele ano, marcando incríveis 143 gols, sagrando-se campeão com todos os méritos. No entanto, no dia 17 de julho daquele ano, uma peleja disputada no estádio Nicolau Alayon passou despercebida: o Nacional derrotou a Portuguesa por 4 a 2. Esse jogo, aparentemente um jogo qualquer, marcou o início de um tabu sem que o Nacional conseguisse vencer a Portuguesa em partidas de competição. No último sábado, quando as duas equipes voltaram a se enfrentar no mesmo Nicolau Alayon, essa vitória nacionalina estava para completar 61 anos - mais exatamente, completava 22.262 dias. Os resultados da primeira rodada mostravam que esse tabu podia cair no sábado: o Naça havia vencido o Taubaté por 1 a 0 na casa do adversário, enquanto a Lusa, mandante contra o Desportivo Brasil em Osasco, perdera por 3 a 0. Mas claro que o time do Canindé não aceitaria essa condição de azarão, e partiria para buscar a vitória.
Bom, antes de chegar ao Nicolau Alayon, tive que correr. Achei que sair do Morumbi às 13:40 seria suficiente para chegar na cancha nacionalina às 15 horas, quando seria dado o apito inicial da partida. Ledo engano. Quando cheguei à Estação da Luz, vi que ia atrasar e peguei um taxi. Mas não foi o suficiente: entre as aventuras no trânsito paulistano e a fila para comprar o ingresso, consegui entrar no estádio apenas às 15:10. Aparentemente, não perdi muita coisa nos primeiros 10 minutos de jogo - o 0 a 0 no famoso placar do Nicolau Alayon me tranquilizou um pouco.
O Nacional teve uma chance em cobrança de falta aos 14 minutos. A cobrança era de longa distância, mas Denner bateu bem, e obrigou Rafael Pascoa a uma grande defesa. Porem, seria a Portuguesa a marcar. Aos 21 minutos, Gerley recebeu cruzamento e chutou bem, abrindo a contagem para a Lusa.
Portuguesa tenta sair jogando.
O jogo seguiu sem grandes emoções. As chances de gol eram raras, e as defesas prevaleciam sobre os ataques. Mas ainda deu tempo para o Naça chegar ao empate antes do apito final da primeira etapa. Após cruzamento de Matheus Lu, Éder Paulista acertou uma bela cabeçada para marcar um golaço e empatar a partida. E o Nacional poderia ainda ter virado antes do intervalo, mas o chute de Éder Paulista encontrou o zagueiro Léo Fioravanti, que tirou em cima da linha. E o rebote ainda sobrou para Gabriel Mendes, que acertou novamente o zagueiro da Lusa. E o primeiro tempo terminou empatado em um gol para cada lado.
No intervalo, encontrei os amigos Fernando, editor do excelente blog Jogos Perdidos, Mário, e os torcedores da Lusa Gustavo e André Zorzi. E, após uma boa conversa sobre o jogo durante os 15 minutos de descanso, procuramos um lugar no setor coberto do estádio para vermos o restante da partida.
Os primeiros minutos da segunda etapa foram mornos. A primeira chance de gol veio somente aos 14 minutos, quando Caio Mendes recebeu cruzamento de Danilo Negueba e finalizou, para boa defesa de Rafael Pascoa. Dez minutos depois, a defesa lusa perdeu a bola e possibilitou que Éder Paulista recebesse lançamento e finalizasse para mais uma boa defesa de Rafael Pascoa.
Arrancada do Nacional.
O jogo seguiu com pouca coisa relevante acontecendo, e a conversa com os amigos raramente era interrompida por uma boa jogada. Os minutos finais chegaram, e a partida parecia mesmo ter seu resultado final decretado em 1 a 1. Mas foi aí que tudo resolveu acontecer. Aos 43 minutos, Rogério Maranhão colocou o Nacional na frente, e parecia enterrar de vez o tabu de 61 anos. Mas a Lusa foi buscar o empate nos acréscimos. Hudson cruzou para Luiz Thiago que, de cabeça, empatou o jogo.
Jogador do Nacional protege a bola.
Então, 2 a 2 e tabu mantido, certo? Errado! O jogo ainda não tinha acabado e, aos 49 minutos, Vinícius driblou dois adversários e chutou de esquerda, tirando do goleiro Rafael Pascoa e, aí sim, dando números finais à partida e enterrando de vez o tabu de 61 anos: Nacional 3x2 Portuguesa.
Além da quebra do tabu, o Nacional ainda comemora a liderança do Grupo 3 da Copa Paulista, que divide com o Juventus: ambas as equipes venceram seus dois jogos e somam seis pontos. A Portuguesa, que parece não ver um fim à sua crise, ainda não pontuou, e divide a lanterna com o Taubaté. Resta ver o que as demais rodadas reservam.
Fim de jogo, chamei o Uber para a casa dos meus pais, pois à noite íamos assistir ao musical Billy Elliot. E eu não queria chegar atrasado pela segunda vez no dia.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Itabaiana bate Aparecidense e avança na Série D

A última rodada da primeira fase do Brasileiro da Série D foi realizada no último domingo. Para evitar arranjos de resultados, todos os jogos foram marcados para o mesmo horário: 18 horas. E isso valeu também para o jogo que fui ver, entre Aparecidense e Itabaiana, no estádio Anníbal Batista de Toledo. As duas equipes ocupavam as duas primeiras posições do grupo, com 9 pontos para os goianos e 10 para os sergipanos. No entanto, as duas equipes tinham o Juazeirense na cola, com 8 pontos, e a equipe baiana ultrapassaria o perdedor desse jogo se vencesse o lanterna Interporto. O resultado era, portanto, crucial para as duas equipes. Vale ressaltar que o Itabaiana se tornou o clube de número 312 da minha lista de clubes, e apenas o segundo sergipano. Assim, no fim da tarde peguei a BR-153 em direção a Aparecida de Goiânia, e cheguei ao estádio com boa antecedência.
Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional.
A Aparecidense começou melhor no jogo, e criou sua primeira chance de gol logo aos quatro minutos: após cobrança de escanteio, Alex Henrique acertou a cabeçada, e a bola saiu por pouco. Mas o domínio do Camaleão não durou muito, e o Tremendão logo assumiu o controle da partida. A arma do time sergipano passou a ser os tiros de longa distância: aos sete minutos, Jacobina arriscou um chute rasteiro da entreda da área, e a bola passou perto do gol. Aos 15 minutos, foi a vez de Daniel soltar a bomba de longe, obrigando Wallace a se virar para botar para escanteio. E aos 18 minutos, novamente Jacobina chutou da intermediária, e obrigou Wallace a fazer mais uma grande defesa.
Enquanto o sol se punha, o jogo estava no seu início.
Logo em seguida, a Aparecidense tentou mostrar que estava viva no jogo, e em um ataque conseguiu um pênalti, em um lance em que a bola bateu no braço do defensor. No entanto, Alex Henrique chutou para fora, perdendo a chance de colocar o time em vantagem. E o castigo veio: aos 23 minutos, falta para o Itabaiana na intermediária: bola na área, e Berto, de cabeça, abriu a contagem para o Tremendão: 1 a 0.
Pênalti desperdiçado pela Aparecidense.
Apenas um minuto depois, nova chance para o Itabaiana: Aurélio cruzou para Igor Alves, que cabeceou e exigiu um grande trabalho de Wallace para defender. Porém, em desvantagem, a Aparecidense melhorou e passou a criar chances para marcar. Aos 31 minutos, Mário Sérgio driblou um adversário na área, mas finalizou mal, nas mãos de Andrade. Um minuto depois, Alex Henrique perdeu nova chance, ao entrar na área sozinho e cair na tentativa de driblar o goleiro adversário. O árbitro não marcou pênalti, e a jogada seguiu. Na sequência, chance para o Itabaiana, mas Jacobina, sem goleiro, cabeceou para fora.
Itabaiana no ataque.
Daí até o fim da primeira etapa, a Aparecidense atacou mais, porém o fazia de forma inócua, sem criar grandes chances para marcar. E o primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem mínima para o Itabaiana.
Se no primeiro tempo as equipes tiveram muitas chances de gol, na segunda etapa essas ocasiões foram mais raras. A primeira ocasião real de gol veio aos 18 minutos: Aleílson recebeu um lançamento, matou no peito e chutou para boa defesa de Andrade, perdendo a chance do empate para a Aparecidense. Aos 25, nova chance para o Camaleão, com Ayrton, que chutou pela direita, para nova defesa de Andrade. O time da casa pressionava, mas não conseguia finalizar com real perigo, enquanto os sergipanos conseguiam segurar a vitória.
Aparecidense no ataque, no segundo tempo.
Aleílson teve uma chance aos 37 minutos para a Aparecidense. O jogador acertou uma cabeçada fraca, mas obrigou Andrade a uma boa defesa. Enquanto isso, o Juazeirense fazia 1 a 0 no Interporto, resultado que obrigava a Aparecidense a virar o jogo. Mas o Itabaiana resolveu que era hora de liquidar a fatura. Aos 43 minutos, em um contra-ataque, Luiz Paulo finalizou e a bola saiu por pouco. Apenas dois minutos depois, porém, o mesmo Luiz Paulo se redimiu de seu erro e, finalizando pela direita, marcou o segundo gol do Itabaiana, e deu números finais à partida: Aparecidense 0x2 Itabaiana.
A Aparecidense, assim, se despede do Campeonato Brasileiro da Série D e, em 2020, o time não terá calendário em nível nacional. O Itabaiana garantiu a primeira colocação do grupo, e enfrenta o ASA de Arapiraca na próxima fase. A primeira fase do campeonato da Série D se encerra dessa forma, e a segunda fase começa no próximo fim de semana, sem pausa para a Copa América.
Fim de jogo, hora de voltar ao hotel, jantar e descansar para pegar a estrada na segunda-feira.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Vitória capixaba bate Portuguesa do Rio e encaminha classificação

No último fim de semana, desbravei mais uma fronteira. Meu destino foi Vitória, a bela capital capixaba, onde o Vitória recebeu a Portuguesa do Rio. Na contagem regressiva para os mil jogos, a partida do Estádio Salvador Costa foi a 981ª peleja que vi in loco (lembrando que essa lista só conta partidas profissionais ou pelas Olimpíadas), enquanto o time da casa foi o 311º clube da minha lista, sexto capixaba. No que diz respeito à situação dos dois times na tabela, ambos integram o Grupo A12, e a Caldense parece remar em águas tranquilas rumo à primeira posição do grupo, tendo chegado a essa rodada com 10 pontos. Portuguesa, com sete, e Vitória, com cinco, lutavam pela segunda posição, já que os quinze melhores segundos colocados se classificam, e essa partida era crucial. Quem vencesse daria um passo gigante para a classificação. O Sobradinho, sem pontuar, chegou a essa rodada já eliminado.
A primeira chance do jogo foi da Portuguesa. Em uma cobrança de falta, Davi mandou a bola para a área, e Wederson, com dificuldades, mandou para escanteio. O Alvianil respondeu aos 20 minutos. Carlos Vitor viu Paulo Victor na entrada da área e fez o passe. O jogador avançou e chutou. A finalização foi para fora por pouco.
"Atrás das grades", jogadores disputam bola.
Cercado por dois adversários, jogador do Vitória tenta escapar.
O jogo era equilibrado e, embora fosse bem movimentado, com as duas equipes se alternando no ataque, as chances de gol eram raras. Em uma delas, o Vitória soube aproveitar, e abriu a contagem. Aos 32 minutos, Jarles, que havia entrado poucos minutos antes, entrou pela esquerda e chutou cruzado, fraco, mas a bola encontrou o caminho das redes. Vitória 1 a 0.
Jogador da Portuguesa protege a bola.
E, depois do gol, pouca coisa aconteceu. As duas equipes foram mesmo para os vestiários com a vantagem mínima para o Alvianil.
Jogador do Vitória protege a bola.
O jogo seguiu na mesma toada na segunda etapa. E o Vitória teve sua primeira boa chance aos 13 minutos. Rafael arriscou da entrada da área, e a bola saiu por pouco. A equipe da Ilha do Governador respondeu dois minutos depois. Anderson passou de cabeça para Rodrigo, que estava livre, mas Harrison saiu na bola e chegou primeiro.
Arrancada do Vitória.
O ritmo do jogo era o mesmo: equilíbrio, partida movimentada, mas poucas chances de gol. Aos 33 minutos, a equipe da casa teve mais uma ocasião para marcar. Carlos Vitor passou para Vitor, que chutou da entrada da área, e a bola saiu por pouco.
Jogador da Portuguesa recebe marcação de dois adversários.
E, apenas um minuto depois, o Alvianil marcou o segundo gol. E foi novamente com Jarles, que encobriu o goleiro e marcou um golaço, praticamente sacramentando a vitória do time da casa. A Portuguesa ainda tentou diminuir, e criou sua melhor chance para isso aos 52 minutos. Jackson arriscou de longe, e Harrison teve que ir no ângulo para fazer a defesa e mandar para escanteio.
Panorâmica do jogo: fim de tarde na capital capixaba.
E o jogo terminou mesmo com o Vitória vencendo por 2 a 0. Com o resultado, o time alvianil passou a Portuguesa na classificação, e está muito perto da segunda posição do grupo: para confirmá-la, basta vencer o já eliminado Sobradinho no campo neutro de Luziânia. A Portuguesa precisa vencer a líder Caldense e ainda contar com a derrota do Alvianil para o Leão da Serra.
Placar "eletrônico": Vitória garantia três pontos em casa.
Fim de jogo, fui conhecer o Shopping Vitória, não muito longe do estádio, e jantar. Depois, voltei para o hotel, para o merecido descanso.

domingo, 10 de março de 2019

Com ataque de abelhas e atuação de gala dos goleiros, Brasiliense bate Formosa

Depois de muito tempo, o Serejão volta a ser palco de uma cobertura deste humilde blog. O estádio de Taguatinga passou quatro anos sem poder receber público, e somente no atual campeonato as partidas com a presença da torcida foram retomadas. Eu já havia visto uma partida da competição no estádio - a vitória do Brasiliense sobre o Santa Maria, já na primeira rodada. Mas acabei não preparando matéria. Assim, volto a cobrir um jogo no Serejão pela primeira vez desde a vitória do Náutico sobre o Brasília, pela Copa do Brasil de 2015. No último sábado, a tradicional cancha recebeu o confronto entre Brasiliense e Bosque Formosa. O Jacaré chegou a essa rodada dividindo a liderança com o Gama, ambos com cinco vitórias e um empate. Já o time goiano está na parte de baixo da tabela, chegando a essa partida com seis pontos, mas já com uma "gordura" de cinco pontos sobre o Santa Maria, o primeiro time na zona do descenso. Com objetivos diferentes, as duas equipes buscavam uma situação mais confortável na competição.
No entanto, só deu tempo de a bola rolar por dois minutos. Quando o Brasiliense tinha um escanteio a seu favor, aconteceu um ataque de abelhas que estavam alojadas na trave virada para o Centro Administrativo. Na tentativa de afastar os insetos, a partida ficou paralisada por mais de meia hora. Quando a bola voltou a rolar, o Brasiliense demorou outros dois minutos para abrir a contagem. Alex Murici cobrou falta pela direita. A cobrança no segundo pau encontrou Almir, que cabeceou e colocou o Jacaré na frente: 1 a 0.
Foto anterior ao ataque das abelhas. Brasiliense busca o ataque.
Abelhas no suporte da rede: jogo parado por mais de meia hora.
Disputa de bola, após a retomada da partida.
O Brasiliense era melhor no jogo, mas o Formosa também criava chances. Em uma delas, a defesa do Brasiliense perdeu a bola e Jean Paulo arriscou de longe, mas a bola foi nas mãos de Edmar Sucuri. Em seguida, chance para o Brasiliense: Alex Murici achou Romarinho livre dentro da área e fez o passe. O chute do atacante obrigou Matheus a uma grande defesa.
Brasiliense busca o ataque.
Com a bola, jogador do Formosa recebe marcação.
O Formosa chegaria ainda em uma cobrança de escanteio. A bola chegou para Jessuí, que chegou na bola, mas Gleissinho tirou de cima da linha. Ainda na primeira etapa, Almir viu Emerson Martins chegando e passou para ele na entrada da área. O chute obrigou Matheus a outra grande defesa. E o primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem mínima para o Brasiliense.
Alguns momentos da primeira etapa.
O Formosa teve a primeira grande chance da segunda etapa. Moisés cobrou falta da intermediária e achou a cabeça de Paganelli, que acertou o golpe e obrigou Sucuri a outra defesa difícil. O Brasiliense respondeu em um cruzamento rasteiro de Moraes, que achou Romarinho, mas o atacante finalizou por cima do gol. O Brasiliense chegaria ainda após uma bela finta de Gleissinho em Jair Júnior. O jogador, em seguida, passou para Moraes, que cruzou para Gilvan, mas o atacante cabeceou mal.
Brasiliense no ataque.
Formosa tenta avançar.
As duas equipes se alternavam no ataque, mas os goleiros estavam inspirados, e não permitiam mudanças no placar. O Brasiliense chegou ainda em um lançamento de Moraes Para Maikon Leite, que ficou livre, mas Matheus saiu bem e impediu o segundo gol do Jacaré. E ficou nisso mesmo: Brasiliense 1x0 Formosa
Mais Formosa com a bola.
Brasiliense e Gama - este com uma vitória sobre o Ceilândia - se consolidaram ainda mais na liderança do campeonato. O Formosa, por sua vez, não mudou sua situação, já que Santa Maria e Bolamense, os dois últimos colocados, perderam. Faltam apenas quatro rodadas, e os times queimam seus últimos cartuchos.
Fim de jogo, hora de retornar ao lar. E aguardar o próximo jogo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Sobradinho derrota o Bolamense no Abadião

A Federação do Distrito Federal, por algum motivo, achou que seria uma boa ideia marcar a partida entre Bolamense e Sobradinho para a tarde da última terça-feira, mesmo sem nenhuma outra partida tendo sido realizada no Abadião, palco desse duelo, em todo o fim de semana. Por sorte, consegui uma brecha nos meus horários e pude comparecer ao estádio regional da Ceilândia para mais esse duelo. Pode-se dizer que esse jogo envolvia dois opostos: de um lado, o Sobradinho, atual campeão, mas que não vem repetindo as boas atuações do ano passado e faz uma campanha apenas mediana. Do outro lado, o Bolamense, que conseguiu o objetivo de se manter na primeira divisão em 2018, mas que vem fazendo uma péssima campanha - chegou a esse jogo com três derrotas em três jogos, 12 gols sofridos e nenhum marcado. A Onça Pintada sonhava com a recuperação, e o Leão da Serra pretendia retomar seu caminho na briga pelo bicampeonato.
Os primeiros minutos do jogo foram de pouca emoção. Porém, o Sobradinho teve sua primeira chance de marcar aos 19 minutos, em uma cobrança de falta da entrada da área. E o Leão da Serra não desperdiçou: Marlos cobrou a falta, a bola bateu no travessão e pingou dentro do gol. Estava aberta a contagem.
Jogadores disputam a bola.
O Sobradinho era melhor na partida, mas não conseguia criar chances para aumentar a vantagem, enquanto o Bolamense tentava chegar na bola parada. O time serrano voltaria a ter uma boa chance aos 30 minutos, quando João Manoel chutou da entrada da área. A bola desviou na zaga e saiu para escanteio. Três minutos depois, nova chance para o Leão: João de Deus recebeu um bom lançamento, mas Cleber saiu bem e impediu o gol.
Mesmo desequilibrado, jogador do Sobradinho tenta proteger a bola.
Cobrança de falta que originou o primeiro gol do Sobradinho.
O Bolamense chegou com perigo aos 41 minutos: Luizinho chegou pela esquerda, e chutou em cima de Michael, que fez a defesa. Já nos acréscimos da primeira etapa, cada equipe teve uma chance de marcar. O Leão da Serra chegou com Lucas Victor, que cruzou para João de Deus. O jogador dividiu com o goleiro, mas a bola foi para fora. E, no último lance da primeira etapa, JP cabeceou em cima de Michael, perdendo a chance de empatar a partida. O placar do intervalo foi mesmo de 1 a 0 para o Leão da Serra.
Arrancada do Bolamense.
Bola com o jogador do Bolamense, mas a marcação está aí.
A segunda etapa começou mais equilibrada, e, ainda nos primeiros minutos, Luizinho tentou mandar no ângulo, e a bola saiu por pouco, quase empatando o jogo para a Onça Pintada. De tanto insistir, o Bolamense empatou o jogo e marcou seu primeiro gol no campeonato aos 15 minutos, com JP: 1 a 1.
Sobradinho no ataque.
O Sobradinho era o favorito do jogo, mas o Bolamense se mostrava um osso duro de roer. No entanto, aos 24 minutos, o Leão da Serra passou à frente de novo. Paulão chutou na saída de Cleber, e a zaga tirou em cima da linha, mas o rebote sobrou para Rafael Fontes, que estufou as redes.
Disputa de bola.
Mesmo com o Sobradinho novamente em vantagem, o Bolamense criava chances, e a torcida seguia apreensiva. Aos 30 minutos, por exemplo, Reis chutou de fora da área, obrigando Michael a ir lá em cima para fazer a defesa. Somente aos 41 minutos a torcida do Sobradinho se tranquilizou: Rafael Fontes foi até a linha de fundo e cruzou para João de Deus, que mandou uma cabeçada certeira, fazendo a torcida respirar aliviada.
Com a bola, jogador do Bolamense recebe marcação.
Respirar aliviada mesmo? Apenas um minuto depois do gol do Sobradinho, Alessandro marcou para o Bolamense, diminuindo novamente a diferença. A torcida serrana voltou a ficar apreensiva. Mas o time soube segurar o resultado, e o jogo terminou mesmo com a vitória do Sobradinho por 3 a 2.
Jogador do Bolamense protege a bola.
O Bolamense, que, como já dissemos, havia sofrido três goleadas em seus três primeiros jogos, mostrou muita vontade e foi um adversário complicado para os atuais campeões. Mas, mais uma vez, saiu de campo derrotado. O Sobradinho conquistou sua segunda vitória e está na quarta posição, mas precisa mostrar mais futebol se quiser repetir o feito do ano passado. Para quem gosta de ver gols, foi uma partida ótima de se ver, e as redes balançaram muitas vezes.
Fim de jogo, hora do retorno ao lar, para o merecido repouso (e agradeço ao Waze, que me fez dar uma volta imensa, mas me tirou do trânsito congestionado da Elmo Serejo no fim de tarde).

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Taguatinga reestreia na elite candanga, mas cai em Formosa

O último fim de semana foi marcado pela abertura do Campeonato Brasiliense de 2019. E o domingo reservava um jogo histórico em Formosa. Desde aquele distante 6 de junho de 1999, quando empatou em 3 a 3 com o Brasília, o Taguatinga não entrava em campo pela primeira divisão candanga. No ano seguinte, a Águia, que havia terminado aquele campeonato na lanterna, suspendeu suas atividades e permaneceu inativa por 19 anos. No ano passado, a equipe azul incorporou o Clube Atlético Taguatinga e retomou suas atividades, disputando a Segundona local. E voltou em grande estilo: o vice-campeonato da competição valeu ao Taguatinga o retorno à elite candanga. E, exatos 7.175 dias depois do último jogo, a Águia voltou a campo para uma partida da elite. O time enfrentou o Formosa pela primeira rodada do Candangão. O time goiano, porém, certamente se empenharia para estragar a festa da equipe azul. E o Campo de Terra foi lá conferir.
Eis o time do Taguatinga que voltou a jogar pela elite candanga depois de duas décadas. O Formosa posou para o outro lado, e não consegui fotografar.
Capitães e quarteto de arbitragem.
O jogo começou equilibrado, mas as defesas levavam vantagem sobre os ataques, e as chances de gol eram raras. Com tantas dificuldades para chegar ao gol, a bola parada era uma arma importante. E foi assim que o Formosa, aos 10 minutos, mostrou que queria mesmo pôr água no chope do Taguatinga. Rato cobrou falta pela direita e Élton, de cabeça, colocou a equipe da casa em vantagem.
Jogador do Taguatinga parte para cima de adversário.
O Formosa ainda esteve perto de aumentar a vantagem aos 19 minutos, em um lance confuso. Após cobrança de escanteio, a bola chegou para Paganelli, que pegou mal na bola, mas ela chegou para Jean Bala, que cabeceou no travessão. Aos 25, resposta do Taguatinga. Após um bate-rebate na área, a bola sobreou para Marcos Vinícius, que chutou para fora.
Taguatinga parte para o ataque.
Aos 30 minutos, nova chance para o Formosa. Jessuí recebeu um bom lançamento, mas não teve velocidade para alcançar a bola, e a zaga do Taguatinga afastou o perigo. Dois minutos depois, Jhonatan cobrou falta para o Taguatinga, e acertou o travessão. Nesse momento, uma chuva forte caiu, e as equipes não conseguiram produzir mais nada até o final da primeira etapa. Totalmente molhados pela chuva, os jogadores foram para os vestiários com a vantagem mínima para o Formosa.
O jogo continuou na mesma toada nos 15 primeiros minutos da etapa final. Embora a chuva tivesse diminuído, as equipes ainda encontravam dificuldades para criar jogadas. O Formosa era um pouco melhor, mas isso não se traduzia em chances de gol. Somente aos 18 minutos o Formosa criou uma boa chance. Rato passou para Juninho Arinos, deixando-o em boas condições de marcar. Mas a zaga do Taguatinga chegou antes e afastou o perigo.
Agora é o jogador do Formosa que tem a bola e recebe marcação.
O Taguatinga teve uma chance aos 34 minutos, quando Matheus deu rebote em um chute despretensioso, e teve início um bate-rebate dentro da área, mas a zaga acabou tirando. Aos 40 minutos, o Formosa levou perigo em conrança de falta frontal. A cobrança de Rato saiu pela direita, não muito longe do gol. Aos 44, em um passe despretensioso, a zaga do Taguatinga falhou e a bola, após passar por todo o mundo, chegou em Jean Bala, que ficou cara a cara com o goleiro, mas chutou para fora.
Quem chega na bola?
Nos acréscimos, as duas equipes acabaram tendo um jogador expulso cada: Élton, do Formosa, caído no chão, deu um pisão em seu adversário João Victor, que revidou, e os dois foram convidados a terminar sua briga no chuveiro. Mas o placar final foi mesmo de 1 a 0 para o Formosa.
Jogador do Formosa marca adversário. As fotos desta matéria são todas do primeiro tempo. Na segunda etapa, a luminosidade não permitia fotos com alguma qualidade
A equipe goiana atingiu seu objetivo na estreia, e larga bem na busca por uma boa campanha no campeonato. Já o Taguatinga, terá que esperar mais um pouco pela sua primeira vitória. De toda forma, o time está de volta à ativa, para alegria de sua torcida, que ficou órfã por 19 anos.
Fim de jogo, era hora de procurar algum canto para jantar, e depois ir para casa, para o merecido descanso.