domingo, 25 de setembro de 2016

Com gol nos acréscimos, Londrina derrota Vila Nova fora de casa

A Série B do Campeonato Brasileiro, única das quatro divisões pela qual eu ainda não havia visto nenhum jogo em 2016, está emocionante. Com exceção de Vasco da Gama e Atlético Goianiense, que já abrem uma certa dianteira nas duas primeiras colocações, a briga está intensa, e entre Brasil de Pelotas, terceiro colocado, e Vila Nova, décimo, a diferença é de apenas três pontos. E foi justamente um jogo do Tigre goiano que fui ver. No caso, a partida envolvia Vila Nova e Londrina, duas equipes que estão na briga pelo acesso. O Vila, como já dissemos, chegou a essa partida em décimo lugar, com 37 pontos. Os paranaenses somavam dois pontos a mais e ocupavam a sétima colocação. Uma vitória poderia levar ambos até mesmo à terceira posição. Marcante também o meu reencontro com o Londrina, equipe que eu só havia visto in loco uma vez: no distante 11 de setembro de 2005, eu havia visto o time paranaense contra o Paranoá, no Estádio JK. O jogo terminou com vitória dos brasilienses por 1 a 0.
O Vila perdeu uma grande chance já aos dois minutos, com Moisés, que obrigou Marcelo a uma grande defesa. Aos quatro, Fabinho fez uma bela jogada e chutou para fora, perdendo outra chance para o Tigre. Depois dessas chances, o Vila perdeu mais algumas ocasiões, esbarrando na falta de pontaria de seus atacantes e nas boas defesas de Marcelo. Os paranaenses pouco conseguiam criar.
Vila vai para cima: time foi melhor na primeira etapa.
O primeiro tempo foi todo nessa toada. O Vila Nova atacando mais e criando as melhores chances, e o Londrina se defendendo e pouco conseguindo criar. Os paranaenses, por sua vez, exploravam alguns raríssimos contra-ataques. Em um deles, o zagueiro do Tigre tentou cortar e quase jogou contra o patrimônio: a bola bateu na trave. Marcelo, porém, fez boas defesas e garantiu o 0 a 0 no placar até o intervalo da primeira etapa.
Agora, é o Londrina que está com a bola.
No início do segundo tempo, o Tigre continuava dominando as ações, mas não criava tantos lances de perigo quanto na primeira etapa. No entanto, foi o Londrina quem chegou ao gol. Em um descuido da defesa, Zé Rafael avançou sem marcação e chutou para colocar os paranaenses em vantagem.
Visão panorâmica do jogo, no segundo tempo.
O Vila continuava mais no ataque, mas, ao contrário do que aconteceu na primeira etapa, as chances de gol eram raras. Somente depois dos 25 minutos o Tigre criou algumas chances de marcar. Aos 37 minutos, o time da casa chegou a ter um gol anulado. Aos 42, porém, veio o empate do Tigre: após cruzamento, Wellington cabeceou e restabeleceu a igualdade no marcador.
Falta para o Vila: bola na área.
Mas ainda tinha jogo. E, já nos acréscimos, veio o gol da vitória do Londrina. E novamente foi Zé Rafael quem marcou, após dar uma bela finta no zagueiro vilanovense e finalizar. Londrina 2 a 1. E esse foi o placar final.
A vitória deixou o Tubarão na zona de acesso: com 42 pontos, o time é o quarto colocado, e estaria na Série A se o campeonato terminasse hoje. O Tigre sofreu um duro golpe, e agora ocupa a 11ª colocação, cinco pontos atrás do Londrina, e já vendo o sonho do acesso ficar bem mais difícil. As rodadas finais dirão quem sobe e quem fica por mais um ano na Série B.
Fim de jogo, hora de jantar e descansar. No dia seguinte, mais algumas horas de estrada me esperavam.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Com bom segundo tempo, Aparecida vira e goleia Itaberaí

O fim de semana me reservava mais uma jornada futebolística. No domingo, peguei a GO-070, um destino ao estádio Rio das Pedras, em Itaberaí, onde o time que leva o nome da cidade receberia o Aparecida. As duas equipes não haviam estreado bem na competição: enquanto o Itaberaí havia perdido para o Monte Cristo por 3 a 1, o Aparecida havia ficado no empate em 1 a 1 com o Umuarama, em casa. Ambos procurariam se recuperar, e o Itaberaí, que jogava em casa, talvez levasse uma certa vantagem por isso. Mas somente dentro de campo é que essa vantagem poderia ser confirmada.
Já aos 10 minutos de jogo, o Itaberaí perdeu Artur, que saiu de campo contundido e teve que ser levado ao hospital de ambulância. Em seu lugar, entrou Walmir. E pode-se dizer que esse foi o único fato que mereceu destaque durante praticamente todo o primeiro tempo. Em toda essa etapa o jogo foi fraquíssimo, e as duas equipes não criaram praticamente nada. Nem mesmo os lances de bola parada salvaram o jogo de um marasmo total.
Jogador do Itaberaí deixa adversário e árbitro para trás.
Jogador do Itaberaí protege a bola.
E o primeiro tempo só foi salvo de um tedioso 0 a 0 porque, já nos acréscimos, o zagueiro do Aparecida pôs a mão na bola dentro da área. A arbitragem marcou pênalti, e Humberto cobrou a penalidade. A bola ainda carimbou a trave e entrou. Itaberaí 1 a 0, placar final da primeira etapa.
Jogador do Aparecida recebe marcação.
Logo aos 10 minutos da segunda etapa, Eduardo perdeu uma grande chance de empatar para o Aparecida: cara a cara com o goleiro, chutou por cima. As duas equipes até mostravam um pouco mais de disposição em busca do gol. E, aos 14 minutos, foi a vez de o Aparecida ter um pênalti a seu favor, novamente por mão na bola. O goleiro ainda alcançou a cobrança de André Junior, mas a bola acabou entrando: 1 a 1.
Dois jogadores do Aparecida na marcação.
Pouco depois, o Aparecida chegou a mandar uma bola no travessão. E o time visitante ainda teve duas ótimas chances: aos 20 minutos, Eduardo acertou um belo chute, para grande defesa de Weide. Logo em seguida, Cassiano acertou uma bela cabeçada na trave. E, quando parecia que o Aparecida ia diminuir a pressão, veio o gol da virada. Cassiano recebeu belo lançamento e fuzilou: Aparecida 2 a 1.
Cobrança de falta para o Itaberaí.
O Aparecida continuou pressionando. E chegou ao terceiro gol aos 40 minutos, com Eduardo, que arrancou e chutou para dentro. Logo em seguida, Kaká marcou o quarto. E o placar final foi mesmo de 4 a 1 para o Aparecida.
Bola com o Aparecida.
O Aparecida chegou a quatro pontos, e segue na cola do líder Monte Cristo. O Itaberaí, por sua vez, sofreu sua segunda derrota na competição, e carrega a lanterna. De um time que venceu a mesma competição há dois anos, certamente esperava-se mais. No entanto, o campeonato ainda está começando, e há muito por vir.
Fim de jogo, retornei a Goiânia. Na segunda-feira, a estrada para Brasília me aguardava.

Monte Cristo derrota Raça e lidera

Não é todo dia que temos a chance de incluir um novo time na lista de equipes vistas ao vivo, e menos ainda de fazê-lo no dia do primeiro jogo oficial do time em questão. Pois bem, no último fim de semana, me dirigi ao estádio Abrão Manoel da Costa, na cidade goiana de Trindade para assistir ao jogo do estreante Raça Sports Brazil contra o tradicional Monte Cristo. O Raça foi fundado em 1999, de acordo com o site da Federação Goiana, mas somente agora conseguiu se inscrever para disputar a Terceirona goiana. E, após folgar na primeira rodada, o time "recebeu" o Monte Cristo no estádio onde ambas as equipes mandam seus jogos. O Monte Cristo havia surpreendido o Itaberaí na primeira rodada, e queria vencer para se consolidar na liderança. O Raça se tornava o 261º clube da minha lista pessoal, e queria mostrar seu cartão de visitas logo na estreia.
Faixa no estádio anuncia estreia oficial do Raça.
O Monte Cristo teve duas boas chances com Bahia logo nos primeiros minutos. Aos 4, ele arriscou de fora da área. Aos 6, ele chutou cruzado, dentro da área, e a bola saiu por pouco. Nos primeiros minutos, de fato, só o Monte Cristo atacava, mas, com o tempo, o Raça foi se soltando e equilibrou o jogo.
Jogador do Monte Cristo com a bola.
Aos 25 minutos, Pereira teve mais uma grande chance de pôr o Monte Cristo em vantagem: em boa cobrança de falta, obrigou Polaco a uma grande defesa. O Raça respondeu aos 31: Will fez uma bela jogada e cruzou para Mateus, que, cara a cara com Paulo Henrique, chutou fraco.
Agora, é o Raça com a bola.
O Raça passou a dominar as ações. Mas quem teve uma grande chance de marcar antes do intervalo foi o Monte Cristo. Aos 43 minutos, Bahia recebeu sem marcação, mas chutou por cima. E o primeiro tempo terminou mesmo sem bolas na rede.
Raça tenta avançar.
A segunda etapa começou equilibrada, com as duas equipes se alternando no ataque. Depois disso, porém, o ritmo diminuiu. As equipes até chegavam à frente, mas, sem organização, as chances de gol dependiam de alguma boa jogada individual, que não acontecia, ou da bola parada.
Monte Cristo parte para o ataque.
O Raça perdeu duas chances de cabeça com Yann, aos 30 e aos 31 minutos. Porém, foi o Monte Cristo que abriu a contagem. Aos 34 minutos, o senegalês Papa Nogobá, também de cabeça, pôs o time em vantagem, e se tornou o primeiro jogador africano a marcar um gol por qualquer divisão do campeonato goiano. O Raça sentiu o baque e pouco fez após o gol. E o Monte Cristo ainda chegaria ao segundo gol aos 44 minutos. Após um contra-ataque mortal, Murillo chutou cruzado, marcando 2 a 0 para o time azul. E foi esse mesmo o placar final.
Bola na área.
Mais um flash da segunda etapa.
O resultado garantiu a liderança ao Monte Cristo, com seis pontos. Independentemente do resultado do jogo entre Itaberaí e Aparecida, o time azul seguiria sozinho na ponta. Quanto ao Raça, certamente a estreia não foi como todos do time gostariam, mas foi apenas a primeira rodada, e ainda há muito tempo pela frente. O time foi perigoso em muitos momentos, e pode dar trabalho mais adiante.
Fim de jogo, hora de tomar o rumo de Goiânia, onde eu estava hospedado, e descansar. Mais uma jornada futebolística me esperava no domingo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Gol no final dá vitória ao Volta Redonda contra o Anápolis

O dia dos pais também reservava uma partida de futebol e, de quebra, mais um time na lista. Após almoçar com meu pai e com a família, tomei a estrada, com destino a Anápolis, mais precisamente ao Estádio Jonas Duarte, onde se enfrentariam Anápolis e Volta Redonda. O jogo valia pelas oitavas-de-final do Campeonato Brasileiro da Série D, e quem se classificar nesse confronto de mata-mata terá apenas mais uma fase pela frente antes de comemorar o acesso. Daí a importância dessa partida, na qual era absolutamente proibido a ambas as equipes tropeçar. Minha lista de clubes vistos ao vivo ganhou a presença do Voltaço, chegando assim a contar com 260 clubes, sendo 13 do Rio de Janeiro. Assim, consegui percorrer tranquilamente a estrada entre Brasília e Anápolis, e cheguei ao estádio com boa antecedência.
Os primeiros minutos de jogo foram de pressão do Anápolis. O time da casa atacava mais e até arriscava alguns chutes, embora sem levar grande perigo. Depois dos 15 minutos, o Voltaço começou a tentar inverter o panorama do jogo, e criou algumas boas chances para marcar. Aos 21, porém, boa chance para o Galo: em cobrança de falta, Regis desviou de cabeça, e Willis mandou para escanteio com dificuldades. Após a cobrança do escanteio, Renato ficou livre, mas mandou para fora.
Jogador do Volta Redonda recebe a marcação de dois adversários.
O Anápolis despertou após os dois lances, e freou a pressão da equipe fluminense. A partir daí, o time da casa foi para cima, e os visitantes pouco fizeram. Somente nos minutos finais o Voltaço conseguiu atacar, e teve uma boa chance aos 42 minutos, quando Luis Gustavo chutou cruzado, da entrada da pequena área, mas a bola foi por cima do gol.
Bola na área: o Galo tentou, mas as redes insistiam em não balançar.
No entanto, já nos acréscimos, quando parecia que o primeiro tempo terminaria sem bolas na rede, o Volta Redonda marcou. Em uma confusão na área, o próprio Luis Gustavo mandou para dentro e fez 1 a 0 Voltaço. O Galo ainda tentou o empate nos minutos finais, mas o placar final do primeiro tempo foi mesmo de 1 a 0 para os fluminenses.
Voltaço no ataque.
No intervalo, o técnico do Anápolis, Sebastião Drubscky, fez duas mudanças para tentar reverter a desvantagem: tirou João Neto e Jânio, para a entrada de Jean e Pedro. E foi justamente Pedro que, logo no início, perdeu uma grande chance para o Galo, ao receber livre e chutar por cima. Depois disso, o jogo esfriou, e o Anápolis, embora tivesse mais posse de bola, pouco conseguia produzir. No entanto, aos 22 minutos, veio o empate do Galo. Regis recebeu no meio da área e, de cabeça, restabeleceu a igualdade no marcador.
Marcação tripla sobre jogador do Galo.
Após o empate, o Voltaço melhorou no jogo. O time fluminense melhorou a marcação, e o Galo encontrava dificuldades para tocar a bola, errando muitos passes. Mas os visitantes não conseguiram manter a pressão por muito tempo, e logo o Anápolis se encontrou no jogo, e se manteve melhor em campo na maior parte do tempo. No entanto, quando a partida se encaminhava para o final, o Voltaço acabou passando na frente do marcador. Aos 42 minutos, Marcio deu um belo mergulho para marcar de cabeça. Volta Redonda 2 a 1.
Cobrança de escanteio.
O Anápolis ainda teve uma chance nos acréscimos, em um chute cruzado de Jean, que obrigou Willis a uma grande defesa. Mas o placar final foi mesmo de 2 a 1 para o Volta Redonda.
Jogador do Anápolis busca o gol: time tentou, mas vitória não veio.
O Voltaço leva para casa uma importante vantagem, e precisa apenas de um empate no jogo de volta, a ser realizado daqui a uma semana. Até mesmo uma derrota por 1 a 0 classifica os fluminenses. O Galo vê sua vida ficar complicada, e só avança se vencer por dois gols de diferença, ou por um gol de diferença, desde que, nesse caso, marque pelo menos três. A competição vai se afunilando e, cada vez mais, só os fortes sobrevivem.
Fim de jogo, hora de jantar, e voltar ao hotel. Uma noite de descanso e duas horas de estrada me separavam de voltar para casa.

domingo, 31 de julho de 2016

Campo de Terra - 8 anos

Há exatos oito anos, eu acessava o site do Blogspot para pôr em prática um antigo projeto: criar um blog na mesma linha do Jogos Perdidos, com o objetivo de ir a jogos que as pessoas geralmente ignoram e a grande mídia deixa de lado. Nascia assim o Campo de Terra. Na época, eu não sabia quanto tempo ia durar a brincadeira, se eu ia ter paciência para manter o trabalho por muito tempo. Mas o pontapé inicial estava dado. Hoje, oito anos depois, tendo realizado coberturas por todo o Brasil (e até mesmo uma na Itália), com ênfase no futebol profissional, mas sem esquecer das categorias de base e de outros esportes, sobretudo o basquete, acredito que tenha tido sucesso nessa empreitada. Claro que o Campo de Terra nunca chegou a bombar (mesmo porque nunca trabalhei pensando em bombar), mas sei que meu público é seleto, porém altamente qualificado. E, buscando crescer a cada dia, chegamos aos oito anos.
Obrigado a todos pela audiência. Que venham os próximos oito anos, e muitos outros.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Anápolis e Caldense empatam em um gol

Depois da visita a Aparecida de Goiânia no sábado, e de uma boa noite de descanso, peguei a estrada em direção a Anápolis, onde se enfrentariam, no Estádio Jonas Duarte, Anápolis e Caldense. De um lado, o Galo, time da casa, havia se classificado em segundo lugar do Grupo A11, empatado em pontos com o Sete de Dourados (11 pontos cada), mas com um saldo inferior. Do outro lado, a Veterana terminou a fase inicial com uma boa vantagem na liderança do Grupo A13, somando 13 pontos, cinco a mais que o Espírito Santo. Com as duas equipes fazendo campanha semelhante, era difícil arriscar dizer quem sairia vencedor. Só restava ir ao estádio e conferir o que esse grande jogo reservava.
O Anápolis começou melhor no jogo, e teve sua primeira boa oportunidade aos 11 minutos. Em um contra-ataque, João Neto arriscou de longe e errou por pouco. Logo em seguida, Pedro perdeu uma grande chance, chutando da grande área. A bola foi por cima do gol.
Jogadores disputam a bola.
O Anápolis continuava pressionando, principalmente pela dificuldade que a Caldense tinha para manter a posse de bola. Mas, quando o time mineiro foi ao ataque, chegou ao gol. E foi um golaço. Aos 24 minutos, Tito acertou um chute de fora da área, sem chances para João Vitor. Caldense 1 a 0. Logo em seguida, o Galo teve a chance do empate, em cobrança de pênalti. Mas Viola desperdiçou a cobrança, mandando na trave.
Na trave: Caldense desperdiça penalidade.
Aos 33 minutos, Igor cabeceou livre, mas a cabeçada foi fraca, e o Anápolis perdeu mais uma chance para empatar. Logo em seguida, Wagner perdeu uma ótima chance para a Veterana: chutou cruzado, e João Vitor teve dificuldades para mandar para escanteio.
Jogador do Anápolis dá combate.
O Anápolis continuava atacando mais. Aos 43, mais uma chance para o Galo: Neilson, livre de marcação, chutou cruzado, para fora. Logo em seguida, em um erro clamoroso da zaga do time mineiro, a bola sobrou novamente para Neilson, mas, sem ângulo, o jogador chutou para fora. Mas, apesar da insistência, o Galo não marcou no primeiro tempo, e as equipes foram para os vestiários com a Veterana em vantagem por 1 a 0.
Caldense tenta avançar.
Logo no início da segunda etapa, Tadeu, que havia entrado no final do primeiro tempo, perdeu uma boa chance para o Anápolis: chutou de longe e a bola saiu por pouco. O time ainda teve algumas boas chances de marcar, e depois diminuiu o ritmo. Mas foi justamente nesse momento que veio o gol de empate do Galo. Aos 15 minutos, em um bate-rebate na área, William deu rebote e Tadeu mandou para dentro: 1 a 1.
Jogador do Galo, no ataque, recebe marcação.
O ritmo do jogo continuou lento, e o jogo seguiu com poucas emoções. Assim foi até os 33 minutos, quando Marcelo mandou uma bomba de fora da área e acertou o travessão, perdendo uma boa chance de pôr o time da casa em vantagem. Aos 43 minutos, foi a vez de a Veterana perder uma boa chance: Rai Oliveira arrancou pela esquerda e cruzou para Guilherme, que não alcançou a bola. E nada mais aconteceu. O placar final foi de 1 a 1.
Bola na área: Veterana tenta chegar.
Escanteio para o Anápolis.
O resultado acabou sendo melhor para a Caldense, que vai para o jogo de volta precisando apenas de um empate sem gols para seguir na competição. Ao Anápolis, resta buscar os três pontos fora de casa, ou empatar em pelo menos dois gols. Nada está ganho e nada está perdido para ninguém. Resta esperar a bola rolar no próximo fim de semana.
Fim de jogo, hora de jantar e descansar. Na segunda-feira, a estrada me esperava.
Placar final.

Aparecidense e Ceilândia empatam sem gols na abertura do mata-mata

No último fim de semana, teve início a fase de mata-mata do Campeonato Brasileiro da Série D. Os estádios goianos ferveram com duas partidas. No sábado, peguei a estrada e tomei o rumo de Aparecida de Goiânia, mais exatamente do Estádio Anníbal Batista de Toledo, para ver a primeira dessas partidas, que envolveria Aparecidense e Ceilândia. Por coincidência, as duas equipes eram originárias do mesmo grupo na primeira fase, o A10. O Gato Preto, com uma grande campanha, havia terminado essa fase como líder do grupo, com 15 pontos, e cinco vitórias em seis jogos - a única derrota justamente diante da Aparecidense. O Camaleão vinha logo atrás, com 13 pontos. Mas, nessa fase, tudo começava novamente do zero, e um grande jogo era esperado.
A Aparecidense começou o jogo dominando completamente as ações. O Ceilândia raramente conseguia passar do meio de campo. A partida, nos primeiros minutos, também foi marcada por uma grande quantidade de paralisações para atendimento médico. Depois dos 15 minutos, o cenário se inverteu, e o Ceilândia melhorou no jogo, passando a dominar. O Gato Preto chegou a ter um gol anulado aos 29 minutos. Clécio balançou as redes, mas a arbitragem viu irregularidade e invalidou o gol.
Jogador da Aparecidense vai para cima de seu adversário.
Após o gol anulado do Ceilândia, foi dado o tempo técnico para os jogadores se hidratarem. Após a volta, o jogo ficou mais equilibrado, e as chances de gol se tornaram mais raras. A melhor chance foi para o Camaleão, em uma cobrança de escanteio seguida de uma cabeçada que obrigou Arthur a grande defesa. Mas o placar final da primeira etapa foi mesmo 0 a 0.
Bola na área. O Ceilândia tenta chegar.
Bola sendo disputada perto da linha lateral.
Assim como aconteceu na primeira etapa, a equipe da casa pressionou nos minutos iniciais do segundo tempo. No começo, o Camaleão chegou a criar chances de marcar. Com o tempo, essa pressão se reduziu meramente a uma maior posse de bola. O Gato Preto conseguia esporadicamente encaixar alguns bons ataques.
Mais uma disputa de bola próxima à linha lateral.
Aos 34 minutos, por muito pouco a Aparecidense não marcou. Em cobrança de falta ensaiada, o chute rasteiro acertou a trave. O lance animou o Camaleão, que perdeu ótimas chances de marcar. Já nos acréscimos, o time da casa chegou a ter um gol anulado. Mas o jogo terminou mesmo 0 a 0.
Ceilândia tentou, mas as redes não balançaram.
Sem bolas na rede, a decisão ficou para o jogo de volta, marcado para o próximo sábado, no Abadião. O resultado, em tese, foi bom para o Gato Preto, mas não ter marcado fora de casa pode custar caro, já que qualquer empate com gols classifica o Camaleão. De resto, o vencedor estará classificado. O jogo de volta promete.
Fim de jogo, hora de jantar e descansar um pouco. A jornada do fim de semana ainda não havia terminado.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

América de Recife vence Galícia e se classifica na Série D

O último fim de semana me reservou mais uma viagem. Dessa vez, o meu destino foi o Estádio Ademir Cunha, na cidade pernambucana de Paulista, na Grande Recife, onde ocorreria um jogo entre duas equipes simplesmente geniais: América de Recife e Galícia. De um lado, o Mequinha, dono da casa, é uma das equipes mais tradicionais de Pernambuco e levantou por seis vezes a taça estadual na primeira metade do século passado, a última delas em 1944. O Granadeiro, que nos anos 30 e 40 dividia com Bahia, Ypiranga e Botafogo o status de forças do futebol baiano, tem cinco taças estaduais, a última delas conquistada em 1968. Hoje em dia as duas equipes sonham em reviver os momentos de glória, e se enfrentam pela Série D do Campeonato Brasileiro. América e Galícia integram o Grupo A7 da competição, ao lado de Globo e Sousa. Os pernambucanos chegaram a esse jogo com esperanças de seguir na disputa: precisavam vencer e, ao mesmo tempo, o Sousa não poderia bater o Globo, para que o time tentasse se classificar entre os melhores segundos colocados. Os baianos, apesar da ótima vitória contra o Globo na rodada anterior, não tinham mais chances de classificação, e só cumpriam tabela. De toda forma, seria um confronto sensacional. E ambas as equipes entraram para a minha lista pessoa, que chega, assim, a 259 clubes.
O América já perdeu uma grande chance aos dois minutos, quando Tulio girou, ficou de frente para o gol e chutou forte, para boa defesa de Gutierre. E o gol do Mequinha não demorou: aos sete minutos, Iranilson colocou o time da casa em vantagem. Aos 12 minutos, o América aumentou, em cobrança de pênalti. Fernandinho cobrou bem e fez 2 a 0 América.
Flash do primeiro tempo.
Pouco tempo depois, a arbitragem chegou a marcar um pênalti para o Galícia, mas, após consultar o auxiliar, voltou atrás. O América, com a vantagem, recuou e, com isso, o Granadeiro passou a atacar mais, chegando a perder algumas chances de diminuir a diferença.
Bola na área do Galícia: o América começou melhor, e depois recuou.
Aos 29 minutos, os refletores de um dos lados do estádio se apagaram, paralisando a partida por pouco mais de 20 minutos. Logo depois que os refletores se reacenderam e o jogo foi retomado, a arbitragem novamente marcou um pênalti para o Galícia, e dessa vez a penalidade foi confirmada. Filipe cobrou bem e diminuiu para 2 a 1.
Aos 39 minutos, João Carlos teve uma chance incrível para empatar para o Galícia: recebeu cara a cara com o goleiro americano, que fez grande defesa, mandando para escanteio. Depois disso, somente merecem destaque duas chances que o América perdeu já nos acréscimos, mas o placar final da primeira etapa foi mesmo de 2 a 1 para o América.
A segunda etapa, em seus primeiros minutos, deu a sensação de que o Mequinha iria retomar o controle do jogo, com destaque para a chance perdida por Diego Felipe já aos quatro minutos. No entanto, o que aconteceu durante a segunda etapa foram as duas equipes se alternando no domínio da partida, e perdendo boas chances para marcar. O jogo foi bem aberto nessa etapa.
Jogadores brigam pela bola.
No geral, o América foi melhor no segundo tempo, embora, como já mencionado, o Granadeiro também tenha tido boas chances de marcar. O melhor momento do Mequinha veio quando foi anunciado que o Globo estava vencendo o Sousa, resultado que era bom para o América.
América no ataque.
Com o término do jogo entre Globo e Sousa, empatado em 1 a 1, o time pernambucano precisava manter a vitória para se classificar em segundo lugar, empatado em ponto com os paraibanos, mas com um saldo de gols melhor. E o time soube segurar a vantagem, apesar de ter levado um susto nos acréscimos: João Carlos arriscou de longe e por muito pouco não empatou o jogo para o Granadeiro. E, passado o susto, o jogo terminou com a vitória do América por 2 a 1.
Encerrada a peleja, o América, que começou bem no campeonato, mas vinha de duas derrotas, se reabilitou e conseguiu a classificação à segunda fase, junto com o Globo. O Galícia se despede da competição, mas, apesar das quatro derrotas nas quatro primeiras partidas, deixa uma boa impressão na reta final, ao bater o Globo e fazer um grande jogo contra o América. O Mequinha segue sonhando, mas as duas equipes merecem cumprimentos por resgatarem sua tradição do passado e fazer boas campanhas em 2016.
Encerrada a partida, hora de jantar, e voltar ao hotel para descansar, e acordar cedinho na segunda-feira para viajar. E fica o registro de que o time do Galícia viajou no mesmo voo que eu.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Contra o Salgueiro, River vence a primeira na Série C

No último fim de semana, resolvi respirar outros ares. Tomei o rumo de Teresina, mais exatamente do estádio Albertão, onde, no domingo, se enfrentaram, com objetivos bem diferentes, River e Salgueiro. Após sete rodadas, o Galo, atual campeão piauiense, havia tido um início de campeonato desastroso, chegando a esse jogo sem nenhuma vitória na competição e ocupando a lanterna do grupo A. O Carcará, por sua vez, fazia uma boa campanha, e brigava por uma vaga entre os quatro primeiros colocados do mesmo grupo A, que valeria a classificação à segunda fase. Vale registrar que, nesse jogo, o River entrou na minha lista de times vistos no estádio, que chegou a 257 clubes, e, com o Galo, fica concluído meu "Projeto 60", e agora eu tenho na lista todos os times das Séries A, B e C. Assim, após um bom almoço, parti para o estádio, comprei meu ingresso e me acomodei para ver mais essa peleja.
O jogo começou equilibrado, e com poucas ações efetivas de ambos os lados. O River até se esforçava para superar a má fase que vem vivendo, mas a defesa do Salgueiro conseguia manter o perigo distante. O time pernambucano, por sua vez, era pouco efetivo na frente. Aos 17 minutos, o time da casa teve uma grande chance: Fabinho deu um belo chute de longe, e a bola acertou caprichosamente o travessão.
Com a bola, jogador do Salgueiro recebe marcação de dois riverinos.
No geral, o River levava mais perigo à meta adversária, enquanto o Salgueiro chegava apenas esporadicamente. Aos 30 minutos, o time piauiense acertou a trave mais uma vez, com Edu Amparo. Logo em seguida, o goleiro do Carcará se machucou e os jogadores aproveitaram a parada para atendimento médico para se hidratarem. Após a pausa, o jogo ficou mais aberto. O River continuava melhor, mas o Salgueiro criava algumas chances.
Jogadores brigando pela bola.
Goleiro do River sai para afastar o perigo.
E, aos 48 minutos, o Galo abriu a contagem. Toty acertou um belo chute de longe para marcar 1 a 0 para o River. Foi o último lance da etapa inicial.
Ataque do Galo. Time pressionou no primeiro tempo, mas gol só saiu no final.
O Salgueiro voltou melhor para o segundo tempo, e passou a pressionar o River. Mas o Carcará não conseguia transformar sua pressão em gols e, a bem da verdade, foram raras as chances reais de gol das duas equipes na segunda etapa.
Bola para a frente.
Mesmo com a insistência do time pernambucano, a segunda etapa não foi tão boa quanto a primeira. Nos minutos finais, o Galo até chegou algumas vezes com perigo. Mas as redes não balançaram mais, e o placar final foi de 1 a 0 para o River.
Mais Salgueiro no ataque. Time foi melhor na segunda etapa.
A torcida riverina respirou aliviada com a vitória. Mas o time não deixou a lanterna do grupo, somando agora cinco pontos, um a menos que Cuiabá e Confiança. Do lado do Carcará, com o tropeço, o time deixou o chamado G-4, graças às vitórias de Remo e ABC. Os pernambucanos ocupam a 5ª posição, com 12 pontos. Mas a distância para o líder Botafogo da Paraíba é de apenas três pontos, razão pela qual o Salgueiro ainda mantém esperanças. As próximas rodadas dirão se o River vai manter sua reação e se o Salgueiro vai se recuperar dessa derrota.
Fim de jogo, hora de jantar e retornar ao hotel. Depois, descansar para a viagem de volta no dia seguinte.

domingo, 3 de julho de 2016

Ceilândia confirma boa fase e vence Araguaia

No último sábado, a bola voltou a rolar no Distrito Federal pela Série D do Brasileiro. Desde a derrota do Gama para o Villa Nova no Bezerrão, no ano passado, eu não via um jogo da Série D na Capital Federal e, a bem da verdade, desde a final da Copa Verde entre Gama e Paysandu, no começo de maio, que eu não via nenhum jogo de futebol em solo candango. Para voltar aos estádios brasilienses, tomei no último sábado o rumo do Abadião, onde se enfrentariam Ceilândia Esporte Clube e Associação Atlética Araguaia. O time da cidade de Barra do Garças, semifinalista do campeonato matogrossense deste ano, ocupava, no início dessa rodada, a terceira colocação no grupo A10 da competição, com três pontos. O Ceilândia era vice-líder, com seis pontos. No último domingo, as duas equipes se enfrentaram em solo matogrossense, com boa vitória dos candangos por 4 a 2. Os matogrossenses entraram como novidade na minha lista, tornando-se, assim, o meu 256º clube visto em estádios, 11º do Mato Grosso. Vale frisar que o Araguaia que enfrentou o Ceilândia nada tem a ver com o Araguaia Atlético Clube, clube já extinto da cidade matogrossense de Alto Araguaia, e que inclusive já figurou nas páginas do Campo de Terra. Esse novo Araguaia, fundado em 2014, não é sequer uma refundação do antigo Araguaia (caso, por exemplo, do Novorizontino). É outro clube, completamente diferente. Aqui é possível conhecer um pouco a história do "antigo" Araguaia, enquanto aqui resgatamos uma matéria sobre os primórdios do "novo" Araguaia.
O jogo começou concentrado no meio de campo e com poucas emoções. O primeiro lance de perigo veio somente aos 14 minutos, quando Willian perdeu uma grande chance para o Ceilândia: entrou na área cara a cara com o goleiro e chutou para fora. Porém, apenas três minutos depois, veio o gol do time da casa: Baiano acertou um belo chute de cobertura, sem chances para o goleiro: Ceilândia 1 a 0.
Jogador do Araguaia com a bola.
O Araguaia melhorou após o gol do Ceilândia e passou a atacar mais, em busca do empate. Mas criava poucas chances reais. Aos 30 minutos, Lauri arriscou de longe, e o goleiro fez uma defesa tranquila. Mesmo assim, foi a primeira chance real dos matogrossenses.
Ainda o Araguaia com a bola.
Disputa pela bola.
O primeiro tempo seguiu, por algum tempo, com a pressão inócua do Araguaia, enquanto o Ceilândia parecia pouco preocupado em atacar. Depois, o nível caiu e o jogo voltou a ficar concentrado no meio de campo. E o jogo foi mesmo para o intervalo com o Ceilândia vencendo por 1 a 0.
Jogador do Ceilândia com a bola.
O Ceilândia voltou mais disposto no segundo tempo. E aumentou a vantagem aos oito minutos, com Kabrine, que, livre de marcação, chutou cruzado e marcou o segundo do Gato Preto. Depois disso, o jogo seguiu com poucas emoções. Mas, aos 18 minutos, o Araguaia diminuiu, com Marcelo, que dividiu com o goleiro e mandou para dentro.
Briga pela bola.
Depois do gol, o Araguaia pressionou, embora continuasse criando poucas chances reais para empatar o jogo. O Ceilândia parecia satisfeito com o resultado, é só chegava em alguns esporádicos contra-ataques. No entanto, foi o time da casa quem chegou ao gol. Aos 39 minutos, Gilvan roubou a bola na defesa do Araguaia, avançou, driblou o goleiro e só tocou para o gol vazio. Ceilândia 3 a 1.
Em cobrança de escanteio, o Araguaia tenta diminuir.
Depois disso, o Araguaia não encontrou mais forças para atacar, e o Ceilândia só administrou o resultado. Nada mais aconteceu nos minutos finais, e o jogo terminou mesmo com a vitória do Gato Preto por 3 a 1.
Melhor no jogo, Ceilândia tem a posse de bola.
O resultado praticamente sacramentou a sorte do Araguaia, que, com apenas três pontos e dois jogos por fazer, depende de um milagre para alcançar o Ceilândia, que soma nove pontos, e permanece disputando com a Aparecidense o primeiro lugar do grupo - lembrando que 15 dos 17 segundos colocados também se classificam. O Comercial de Campo Grande soma apenas um ponto, e não tem mais chances.
Fim de jogo, ainda tive tempo de retornar ao lar antes de ir jantar em um shopping de Brasília. Depois, mais uma noite de descanso.