quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Ceilândia e ABC empatam, e potiguares seguem na Copa do Brasil

A Copa do Brasil teve seu início na semana passada, mas chegou à Capital Federal somente na última quarta-feira, quando o Ceilândia, representante do DF na competição, recebeu o ABC. Antes de mais nada, convém abrir um parêntese para falar do novo regulamento da competição. Agora, na primeira fase, a decisão é em jogo único, na casa do time pior ranqueado pela CBF, e com o empate favorecendo o time visitante. Confesso que gostei da ideia do jogo único, mas fico com o pé atrás com a vantagem do empate para o time visitante (que é o melhor ranqueado). Acho que a decisão, nesses casos, deveria se dar nos pênaltis. De toda forma, a competição está aí, com sua nova regra. O duelo alvinegro valeria a passagem à próxima fase. Vale registrar que estou vendo ao vivo ambos os times pela segunda vez em 2017. Vi o Ceilândia no último fim de semana, diante do Sete de Dourados, enquanto estive presente na estreia dos potiguares na Copa do Nordeste, contra o CSA.
Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional.
O jogo começou concentrado no meio de campo, com as equipes atacando pouco. O ABC, que precisava apenas do empate, ousava pouco, e o Ceilândia esperava uma ocasião para surpreender. Aos 12 minutos, o ABC levou perigo pela primeira vez: Guedes lançou Nando, mas Artur chegou antes. O Ceilândia respondeu dois minutos depois. Elivelto cruzou para Allan, que cabeceou para fora.
Ceilândia (todo de branco) com a bola.
O Ceilândia ainda teve uma chance aos 25 minutos, quando Elivelto cobrou falta e a bola encontrou Luiz Carlos, que finalizou mal. Dois minutos depois, porém, o ABC abriu a contagem. Nando rolou para trás e encontrou Erivelton, que finalizou no canto, e Artur não conseguiu alcançar. ABC na frente, 1 a 0.
Jogador do Ceilândia tenta avançar.
Animado com o gol, o ABC ainda criou boas ocasiões para aumentar a vantagem. Aos 32, Geirton cobrou falta perto da área, nas mãos de Artur. Aos 36, Cleiton teve outra chance em cobrança de falta, mas chutou para fora. Depois disso, o Ceilândia tentou se lançar ao ataque, mas criava poucas ocasiões reais de gol. E o primeiro tempo terminou mesmo com o ABC na frente, por 1 a 0.
Disputa de bola, ainda no primeiro tempo.
O Ceilândia voltou para o segundo tempo com disposição para buscar a virada, uma vez que nem mesmo o empate servia. Logo no começo, Eduardo tentou um cruzamento na área, mas errou o lance. O ABC também criou algumas ocasiões: aos 11 minutos, Nando recebeu na grande área e chutou forte, mas a bola foi para fora. Aos 13, após uma boa troca de passes, Geirton ficou livre, mas finalizou mal e Artur defendeu sem problemas.
Com a bola, jogador do Ceilândia recebe marcação.
O ABC teve outra chance aos 19 minutos, quando Nando recebeu cruzamento e cabeceou nas mãos de Artur. Mas o Ceilândia conseguiu, na sequência da jogada, armar um contra-ataque, e Romarinho acabou derrubado na área. Pênalti para o Ceilândia. Elivelto cobrou bem e empatou a partida.
Pênalti bem cobrado: tudo igual no Abadião.
Animado com o gol, o Ceilândia passou a acreditar na virada, e foi ao ataque. O time da casa levava perigo especialmente nos contra-ataques. Aos 28 minutos, chance para o Ceilândia. Erê arriscou de fora da área, mas a bola foi para fora. Aos 35, Eduardo cruzou na área, mas Michel Platini não alcançou a bola, perdendo outra chance para o Gato Preto.
Jogador do Ceilândia arma o lançamento.
Mas foi aos 43 minutos que a torcida do Ceilândia ficou com o grito entalado na garganta. Kabrine cobrou uma falta pela direita, e a bola acertou o travessão. Depois disso, o Ceilândia tentou o gol na base do abafa. Mas a partida terminou mesmo empatada em 1 a 1.
Jogador do ABC com a bola.
Pela lógica simples do regulamento, o ABC avança na Copa do Brasil. O Ceilândia se despede da competição, embora saia de cabeça erguida. O time candango agora foca suas atenções no Candangão e na Copa Verde. No segundo semestre, o time ainda terá a Série D para disputar. O ano ainda é longo.
Fim de jogo, hora de jantar. E começar a pensar na próxima cobertura.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Com um a menos, Sobradinho busca empate com Paracatu

O último fim de semana foi marcado pela realização da segunda rodada do Campeonato Brasiliense de 2017. Na manhã de domingo, o Mané Garrincha recebeu a partida entre Sobradinho e Paracatu. O Leão da Serra vinha de uma boa vitória diante do Brasília, por 3 a 2, no mesmo Mané Garrincha, enquanto a equipe mineira havia estreado com um empate sem gols em casa diante do Santa Maria. Difícil arriscar um favorito para essa partida. O melhor mesmo seria ir ao estádio da Copa e ver o que ia acontecer.
O jogo começou em ritmo lento. As duas equipes arriscavam pouco nos primeiros minutos de jogo. A primeira boa ocasião veio aos 16 minutos da primeira etapa, e já resultou em gol. Magal arriscou de fora da área e a bola encontrou o caminho das redes: Paracatu 1 a 0.
Jogador do Paracatu protege a bola.
O Leão da Serra se lançou ao ataque, buscando recuperar a vantagem que havia perdido, e criou algumas boas chances para marcar. Aos 25 minutos, Betinho recebeu cruzamento e dividiu com o goleiro, que mandou para escanteio. Logo em seguida João de Deus perdeu mais uma chance para o Leão da Serra. O mesmo João de Deus criou mais duas chances: aos 28, acertou um belo voleio, mas a bola rebateu na zaga; aos 33, fez um bom passe para Helinho, mas este perdeu o controle da bola.
Jogador do Sobradinho vai para cima.
A situação do Sobradinho poderia ter se complicado aos 37 minutos, quando Helinho fez falta dura e, como já tinha cartão amarelo, foi convidado a se retirar. Mas, seis minutos depois, o Leão da Serra chegou ao empate. João de Deus recebeu cruzamento e estufou as redes. Tudo igual no Mané Garrincha.
Paracatu com a bola.
Os mineiros ainda tiveram uma chance de ir para o intervalo em vantagem. Aos 45 minutos, Diego passou para Ademir, que, mesmo sem ângulo, arriscou o chute. Leo defendeu fácil. Pouco depois, Augusto arriscou de longe, mas o chute saiu fraco. E o placar final do primeiro tempo foi mesmo de um gol para cada lado.
Jogador do Sobradinho prepara cruzamento.
O Paracatu queria a vitória, e voltou dos vestiários disposto a buscar o gol. E ele demorou apenas 10 minutos. Após cobrança de escanteio, Humberto apenas empurrou para dentro, colocando os mineiros novamente em vantagem.
Briga intensa pela bola.
Apenas dois minutos depois, o Paracatu teve outra oportunidade. Dim avançou e arriscou de longe, para defesa fácil de Leo. O Leão da Serra respondeu logo em seguida: João de Deus chutou e Jordan espalmou. No rebote, China chutou e Jordan defendeu novamente.
Escanteio para o Paracatu.
Aos 17 minutos, uma confusão paralisou o jogo por algum tempo: foi constatado que os jogadores Humberto e Breno, do Paracatu, estavam com as camisas trocadas. Tiveram que corrigir o erro e ainda foram "premiados" com um cartão amarelo. Aos 21 minutos, o Leão da Serra chegou ao empate. Kelvin cruzou e encontrou João de Deus, que desviou e deixou tudo igual novamente.
Arrancada do Paracatu, e jogador adversário corre atrás.
Aos 36 minutos, João de Deus enganou um defensor e passou para Kaio, que se atrapalhou e não conseguiu concluir a jogada. Depois disso, os minutos finais do jogo foram muito bons, com ambas as equipes buscando o gol da vitória. A melhor chance veio aos 45 minutos, quando Betinho acertou a trave e quase deu a vitória ao Sobradinho. Mas o placar final foi mesmo 2 a 2.
Jogador do Sobradinho com a bola.
A situação do Sobradinho no campeonato é melhor que a do Paracatu, e por isso o empate acabou sendo melhor para o Leão da Serra. Mas quem esteve no Mané Garrincha presenciou uma grande partida de futebol, de duas equipes que buscaram o gol até o fim. Valeu a pena ter acordado cedo para ver esse grande jogo.
Fim de jogo, hora de almoçar, e tomar o caminho de casa, para o merecido descanso.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Ceilândia vence Sete de Dourados e segue na Copa Verde

E o Campo de Terra parte para a primeira cobertura de 2017 em uma competição que está desde sempre entre as preferidas da casa: a Copa Verde. No último sábado, parti rumo ao Abadião, onde se enfrentaram, pela fase preliminar da competição, Ceilândia e Sete de Dourados. No jogo de ida, em solo sul-matogrossense, o Gato Preto conquistou um bom resultado, ao empatar em 1 a 1. Como o critério do gol fora de casa se aplica à Copa Verde, um empate sem gols garantiria o avanço do Ceilândia. Se o empate fosse em dois gols ou mais, o atual campeão sul-matogrossense avançaria. Empate em um gol levaria a decisão para os pênaltis. E, fora disso, o vencedor se classificaria. Nessa expectativa, tomei o rumo do estádio da Ceilândia para ver o que essa grande partida reservava.
Debaixo de muita chuva, o jogo começou lento, e os primeiros minutos foram de ações concentradas no meio de campo, sem que ninguém se aventurasse muito no ataque. Eram raras as chances de gol para ambos os lados. A primeira boa ocasião de gol foi para o Ceilândia: aos 19 minutos, Elivelto cobrou falta da lateral direita, obrigado Alan a espalmar, fazendo uma boa defesa.
Jogador do Ceilândia, com a bola, recebe marcação.
A partir dos 25 minutos, o Sete, que precisava da vitória para seguir na competição, começou a se arriscar um pouco mais. O time visitante tinha mais posse de bola, e tentava atacar o Ceilândia, mas criava poucas chances reais de gol. Curiosamente, quem criou as melhores chances foi o time da casa. Aos 34 minutos, Emerson acertou um bom chute, e a bola saiu pela esquerda do goleiro. Aos 42, Erê cruzou e Romarinho cabeceou, obrigando Alan a uma grande defesa. No rebote, Allan chutou e desperdiçou a chance.
Jogador do Ceilândia cercado por dois adversários.
Vários jogadores disputam a bola.
No entanto, o primeiro tempo terminou mesmo sem bolas na rede. As duas equipes foram para os vestiários sem tirar o zero do placar.
Agora, é o jogador do Sete que recebe marcação.
No segundo tempo, o Ceilândia voltou com outra cara, e passou a dominar as ações. Já aos três minutos, Erê perdeu uma grande chance, chutando de dentro da área. A bola saiu por pouco. O gol parecia já maduro. E as redes balançaram já aos cinco minutos. Allan fez um bom passe para Romarinho, que acabou chutando fraco, mas a bola passou pelo goleiro e foi mansamente em direção ao gol. Ceilândia 1 a 0.
Disputa pela bola.
O Ceilândia parecia ter o jogo sob controle, e por um bom tempo pouca coisa aconteceu. A chance de gol seguinte veio aos 19 minutos, quando Emerson arriscou de longe e obrigou Alan a uma boa defesa, mandando para escanteio. Aos 22, Allan passou por dois defensores e ficou livre, mas finalizou mal, perdendo mais uma ocasião para o Ceilândia.
Sete de Dourados tenta partir para o ataque.
O Sete teve uma boa chance aos 25 minutos. Fernando Pavão arriscou de fora da área, mas chutou nas mãos do goleiro. O Ceilândia respondeu logo em seguida, com Romarinho, que chutou cruzado, mas não conseguiu acertar o alvo. Na sequência da jogada, o Gato Preto teve escanteio a seu favor. Luiz Carlos recebeu a bola e marcou o segundo do Ceilândia: 2 a 0.
Ceilândia, que dominou o segundo tempo, tenta mais um ataque.
O Sete voltou a ter uma chance aos 30 minutos: Pablo acertou boa cabeçada após cruzamento de Felipe, para defesa de Artur. Aos 37, nova chance para os visitantes, com Artur fazendo uma boa defesa e mandando para escanteio. Na sequência, contra-ataque para o Ceilândia, mas Filipe finalizou mal, para defesa de Alan.
Mais Ceilândia no ataque.
Aos 42, o Ceilândia matou o jogo. Eduardo recebeu lançamento e entrou livre para marcar o terceiro gol do time da casa: Ceilândia 3 a 0. Depois disso, foi só esperar o tempo passar. E o placar final foi mesmo de 3 a 0 para o Ceilândia.
Placar final.
Assim, o Ceilândia representará o Distrito Federal na sequência da Copa Verde, enfrentando o Luverdense na próxima fase. O Sete de Dourados se despede e foca suas atenções no campeonato sul-matogrossense e no Brasileiro da Série D, no segundo semestre. O Gato Preto ainda terá uma tarefa dificílima durante a semana: enfrenta o ABC, novamente no Abadião, pela Copa do Brasil, e só segue na competição se vencer.
Fim de jogo, hora do jantar, e do merecido descanso. Na manhã de domingo, mais uma visita a estádio me esperava.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Luziânia e Paranoá empatam na abertura do Candangão

O campeonato brasiliense teve seu início no último fim de semana. No sábado, eu tomei o rumo de Luziânia para ver a estreia do time homônimo, atual campeão do Distrito Federal, mesmo sendo um clube goiano. Seu adversário seria o Paranoá, que, após boas participações durante a década de 2000, passou vários anos na Segundona local, e agora retorna à elite, onde busca se firmar. O time da casa poderia, pelas circunstâncias, ser apontado como favorito, mas, além de as primeiras rodadas serem sempre traiçoeiras, a Cobra Sucuri certamente ia querer mostrar força logo na estreia.
O Paranoá já chegou assustando aos dois minutos, em um chute que acertou a trave de Dida. Mas o Luziânia tratou de frear o ímpeto do seu adversário, e balançou as redes: aos 9 minutos, Almir cobrou falta da meia-lua com um chute rasteiro e abriu os trabalhos: Luziânia 1 a 0. Depois disso, o Paranoá teve duas boas chances para empatar: aos 13 minutos, Amaral impediu o empate dos visitantes, tirando uma bola de cima da linha. Aos 16, Lawal perdeu outra chance incrível de empatar, chutando para fora sem marcação.
Tatuí parte para cima: Luziânia no ataque.
Depois disso, o lance de perigo seguinte veio aos 27 minutos, quando Dan chutou de longe e obrigou Rhuan a grande defesa, quase marcando o segundo do Luziânia. Depois disso, o Luziânia teve algumas chances para marcar, mas foram em lances isolados, e, na prática, pouca coisa aconteceu até o intervalo. O placar final da primeira etapa foi mesmo de 1 a 0 para o time da casa.
Aqui, é o Paranoá que vai para o ataque.
Jogadores brigam pela bola.
O segundo tempo começou movimentado, com algumas boas chances para ambas as equipes. Depois, a despeito do esforço das equipes para criar alguma coisa, as ações passaram a se concentrar no meio de campo. E o jogo seguiu nessa toada por um bom tempo.
Jogador do Luziânia marcado por dois adversários.
Aos 29 minutos, o Paranoá teve uma boa chance para empatar, em uma cabeçada de Madruga defendida por Dida. Aos 30, o Luziânia respondeu: Laécio arriscou de longe e acertou a trave. O Paranoá teve outra chance aos 33 minutos, quando Gleison arriscou de longe, da lateral esquerda, e a bola passou perto.
Paranoá vai para o ataque.
Nos minutos finais, o placar do jogo parecia definido. Pouca coisa indicava que algo ainda aconteceria. Mas, aos 48 minutos, Igor lançou Guto que ficou cara a cara com Dida. O goleiro do Luziânia, para impedir o drible, derrubou seu adversário: pênalti marcado. Emerick cobrou bem e empatou o jogo. E o placar final foi mesmo de 1 a 1.
De pênalti, no apagar das luzes, o Paranoá empata.
O Luziânia certamente lamentou muito o empate sofrido no apagar das luzes em seu estádio, mas esta foi apenas a primeira rodada, e a competição está apenas começando. Registre-se que o Paranoá fez uma grande partida, e, se mantiver o ritmo, pode ser uma grata surpresa na competição. Resta esperar para ver o que virá.
Aviso colocado no mictório (ou será mijador?) de um dos banheiros do Serra do Lago.
Fim de jogo, tomei o caminho de casa, para descansar após a minha primeira partida no Candangão-2017.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Em amistoso no Pacaembu, Santos goleia Kénitra

Certas oportunidades que temos na vida são imperdíveis, e não podemos deixá-las passar. E eu tive uma dessas oportunidades no último sábado, quando, no Pacaembu, o Santos enfrentou o sensacional Kénitra, clube da cidade marroquina homônima. Les Verts (Os Verdes), como são conhecidos, entraram para a minha lista como o 263º clube que vi em estádios, 30º estrangeiro e 1º africano. Assim, desbravei mais uma fronteira futebolística. O KAC Kénitra já venceu por quatro vezes o campeonato marroquino, a última delas na já distante temporada 1981-1982, quando seu jogador Mohamed Boussati marcou 25 gols e se tornou o jogador com mais tentos anotados em uma única edição daquele campeonato. Teria, contra o atual vice-campeão brasileiro, uma tarefa dificílima, mas certamente o Kénitra não ia querer facilitar a vida do Peixe.
Equipes perfiladas para a execução dos Hinos Nacionais.
O Santos começou a partida com autoridade, dominando as ações desde o início. O time buscava encontrar espaços na defesa do Kénitra tocando a bola, e arriscava poucos chutes. Aos 9 minutos, uma rara ocasião em que o time praiano arriscou de longe: Rodrigão driblou o zagueiro adversário e chutou de fora da área. A bola saiu por pouco.
Flash da primeira etapa.
Mesmo arriscando pouco, o Santos era mais perigoso, e criava boas chances para marcar. Aos 27 minutos, Zeca arriscou de longe, e obrigou Ali Grouni a uma grande defesa. E, aos 30 minutos, enfim o Santos chegou ao gol. Copete cruzou na cabeça de Rodrigão, que só teve o trabalho de mandar para dentro. O segundo gol demorou apenas mais quatro minutos: após um cruzamento de Victor Ferraz, Lucas Lima chutou, a bola desviou na zaga e já ia em direção ao gol. Vitor Bueno apenas completou, e estufou as redes: Peixe 2 a 0. O time praiano ainda teve chances para ampliar, mas foi mesmo para os vestiários com dois gols de vantagem.
Santos ataca, defesa do Kénitra tira.
Bandeirão do Santos, estendido no gramado durante o intervalo.
Com menos de dois minutos da etapa final, o Kénitra teve uma ótima chance para diminuir, em uma cobrança de falta de Rachid que acertou o travessão. Depois disso, o Peixe continuou pressionando. O terceiro gol veio aos 14 minutos: Lucas Lima saiu de dois zagueiros adversários e cruzou rasteiro para Vitor Bueno, que finalizou bem e marcou mais um.
O Santos fez várias substituições na segunda etapa, e a equipe marroquina aproveitou para esboçar uma reação. Aos 24 minutos, o Kénitra diminuiu a diferença: Chibi Mohammed driblou Thiago Ribeiro e acertou um belo cruzamento de longe, que encontrou Hamza Ghatas que, livre, cabeceou e marcou o primeiro gol da equipe marroquina. Porém, aos 30 minutos, veio o golaço da noite. Arthur Gomes driblou um marcador e cruzou para Vladimir Hernández. O colombiano, de costas para o gol, ajeitou a bola e acertou uma bicicleta, marcando um belíssimo gol: Santos 4 a 1.
Flash da segunda etapa.
O alvinegro praiano ainda marcou mais um: aos 37 minutos, o mesmo Wladimir Hernández fez um passe para Thiago Ribeiro, que fuzilou e marcou o quinto gol do Peixe. Depois disso, o Santos apenas deixou o tempo passar, e aguardou o apito final do árbitro - que veio aos 45 minutos, sem acréscimos. Final, Santos 5 a 1.
O Santos começou o ano dando esperanças à sua torcida. O time se impôs com categoria a um adversário tecnicamente inferior, mostrando um bom futebol. O Kénitra cumpriu seu papel, e volta para casa ciente de ter feito seu melhor.
Placar do Pacaembu após o final da partida.
Fim de jogo, hora de jantar com os amigos Milton Haddad e Fernando Martinez, que estavam no Pacaembu, e depois, partir para o merecido descanso.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

CSA goleia ABC pela Copa do Nordeste

O ano de futebol profissional tem início no Campo de Terra, e com a nossa primeira cobertura em uma competição sensacional: a Copa do Nordeste, conhecida também como Nordestão, ou pelo carinhoso apelido de Lampions League. O jogo em questão foi realizado no Estádio Rei Pelé, em Maceió - 61ª cancha onde já vi jogos profissionais -, e envolveu as equipes do CSA e do ABC. Tanto alagoanos quanto potiguares faziam sua estreia na competição deste ano, e fazem parte de um grupo que também conta com CRB e Itabaiana. O time azulino, por sua vez, foi a novidade da minha lista de times vistos in loco, tornando-se o 262º clube da referida lista, e também concluindo meu "Projeto 60" em 2017, uma vez que era o único clube das três primeiras divisões do Brasileirão que eu nunca havia visto ao vivo. Dito isso, tomei o rumo do Rei Pelé, e me preparei para essa grande partida.
Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional.
O início do primeiro tempo foi de poucas emoções. Por boa parte dessa etapa, as equipes produziram pouquíssimo. Os potiguares tinham um certo domínio territorial, mas não conseguiam converter esse domínio em chances de gol. O time da casa, por sua vez, só foi ter uma chance aos 31 minutos, quando Daniel chutou de fora da área, por cima do gol. A partir daí, o time azulino se animou: três minutos depois, Didira recebeu livre e chutou nas mãos do goleiro, perdendo outra chance para o Azulão
Jogador do CSA tenta sair da marcação de dois adversários.
Aos 36 minutos, porém, o CSA marcou. Anildson fez uma bela jogada, deixando vários jogadores adversários para trás, e finalizando de carrinho, para fazer 1 a 0 para o CSA. Um minuto depois, o mesmo Anildson lançou Everton Heleno, que entrou na área livre e chutou cruzado, para fazer 2 a 0 para o CSA. Após os gols, o time da casa relaxou, e pouco fez até o final do primeiro tempo. O ABC não encontrava forças para reagir. E o placar final da primeira etapa foi mesmo de 2 a 0 para o CSA.
ABC tenta sair para o ataque.
A segunda etapa começou com as duas equipes buscando o ataque. O time potiguar teve ótima chance logo no começo, obrigando o goleiro a duas grandes defesas consecutivas. Depois disso, o time potiguar passou a pressionar, e criou boas chances para diminuir. Aos 11 minutos, Nando recebeu livre e deu um carrinho, obrigando o goleiro azulino a uma grande defesa e quase diminuindo a diferença.
ABC vai ao ataque: time pressionou no segundo tempo.
Em desvantagem, o ABC seguiu pressionando, e o jogo seguiu nesse ritmo até os 25 minutos, quando os potiguares permitiram alguns instantes de ataques do CSA. Esse bom momento do CSA foi fugaz, e logo os visitantes voltaram a dominar as ações.
Ainda o ABC no ataque.
Mas, aos 42 minutos, o CSA fechou a conta: após uma boa troca de passes, a bola chegou no goleiro Edson, que espalmou. Cleyton pegou o rebote e apenas tocou para o gol vazio: CSA 3 a 0. Em matéria de jogo, isso foi tudo. No final, um princípio de briga entre os jogadores levou às expulsões de Rafinha, do CSA, e Herbton, do ABC. E o jogo terminou mesmo com o placar de 3 a 0 para o CSA.
O Azulão mostrou um belo cartão de visitas na competição, e conseguiu uma importante vitória logo na estreia. O alvinegro, por sua vez, poderia ter conseguido melhor sorte, mas pecou nas finalizações. Essa foi apenas a primeira rodada, e a competição ainda está apenas começando.
Fim de jogo, voltei para o hotel, para fazer um bom jantar e descansar bastante para viajar de volta para Brasília no dia seguinte.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Grêmio Osasco vence Real Noroeste pela contagem mínima

Após a surpreendente vitória do Interporto diante do Fluminense, mais uma partida movimentaria o Grupo 27 da Copinha, em Osasco. O Grêmio Osasco, time da casa, receberia o Real Noroeste. O time da casa havia vencido o Interporto em sua estreia na competição, enquanto os capixabas haviam caído diante do Fluminense, por 2 a 0. Para o Grêmio Osasco, uma vitória praticamente asseguraria a classificação à segunda fase, enquanto uma vitória dos capixabas embolaria totalmente o grupo.
Grêmio Osasco posado. Não consegui fotografar o Real Noroeste, nem as equipes perfiladas para o Hino.
A primeira chance de gol foi para o Real Noroeste. Aos 7 minutos, Luiz Fernando recebeu livre e chutou por cima do gol. O Grêmio Osasco respondeu dois minutos depois, com um chute na trave de Gabriel. Depois disso, a equipe da casa teve um gol anulado aos 19 minutos.
Ataque do Real Noroeste.
Grêmio Osasco, com a bola, tenta sair para o ataque.
O jogo era de poucas chances de gol, e as defesas prevaleciam sobre os ataques. Até que, aos 33 minutos, o time da casa abriu a contagem, com Wesley. Grêmio Osasco 1 a 0. Os capixabas responderam logo em seguida: Lincoln arriscou de longe e carimbou o travessão. E, depois disso, o jogo voltou ao ritmo normal, e pouca coisa aconteceu até o final da primeira etapa. O time de Osasco foi para os vestiários com a vantagem mínima.
Dois momentos da primeira etapa.
O Grêmio Osasco veio melhor para o segundo tempo, e perdeu boas chances para aumentar a diferença. Mas o ímpeto dos donos da casa não durou muito, e logo o jogo voltou a ser o que era. Os capixabas até se aventuraram no ataque em algumas ocasiões.
Escanteio para o Grêmio Osasco.
Aos 21 minutos, Stuart perdeu uma ótima chance para empatar, chutando por cima do gol após receber livre. Logo em seguida, Wesley Santana respondeu para o Grêmio Osasco, obrigando Welliton a uma grande defesa.
Grêmio Osasco com a bola.
Passado esse bom momento do jogo, porém, as equipes pouco produziram. E, até o final do jogo, pouca coisa aconteceu. O placar final foi mesmo de 1 a 0 para o Grêmio Osasco.
Mais um momento da segunda etapa.
O Grêmio Osasco assumiu a liderança isolada do grupo, com seis pontos, e praticamente com a classificação assegurada. O Real Noroeste, com dois reveses, tinha chances meramente matemáticas de seguir no torneio. As definições das vagas ficaram para a última rodada.
Encerrada a partida, voltei a São Paulo e jantei com a família na Cantina do Piero, na Haddock Lobo. Depois, o merecido descanso.