domingo, 10 de março de 2019

Com ataque de abelhas e atuação de gala dos goleiros, Brasiliense bate Formosa

Depois de muito tempo, o Serejão volta a ser palco de uma cobertura deste humilde blog. O estádio de Taguatinga passou quatro anos sem poder receber público, e somente no atual campeonato as partidas com a presença da torcida foram retomadas. Eu já havia visto uma partida da competição no estádio - a vitória do Brasiliense sobre o Santa Maria, já na primeira rodada. Mas acabei não preparando matéria. Assim, volto a cobrir um jogo no Serejão pela primeira vez desde a vitória do Náutico sobre o Brasília, pela Copa do Brasil de 2015. No último sábado, a tradicional cancha recebeu o confronto entre Brasiliense e Bosque Formosa. O Jacaré chegou a essa rodada dividindo a liderança com o Gama, ambos com cinco vitórias e um empate. Já o time goiano está na parte de baixo da tabela, chegando a essa partida com seis pontos, mas já com uma "gordura" de cinco pontos sobre o Santa Maria, o primeiro time na zona do descenso. Com objetivos diferentes, as duas equipes buscavam uma situação mais confortável na competição.
No entanto, só deu tempo de a bola rolar por dois minutos. Quando o Brasiliense tinha um escanteio a seu favor, aconteceu um ataque de abelhas que estavam alojadas na trave virada para o Centro Administrativo. Na tentativa de afastar os insetos, a partida ficou paralisada por mais de meia hora. Quando a bola voltou a rolar, o Brasiliense demorou outros dois minutos para abrir a contagem. Alex Murici cobrou falta pela direita. A cobrança no segundo pau encontrou Almir, que cabeceou e colocou o Jacaré na frente: 1 a 0.
Foto anterior ao ataque das abelhas. Brasiliense busca o ataque.
Abelhas no suporte da rede: jogo parado por mais de meia hora.
Disputa de bola, após a retomada da partida.
O Brasiliense era melhor no jogo, mas o Formosa também criava chances. Em uma delas, a defesa do Brasiliense perdeu a bola e Jean Paulo arriscou de longe, mas a bola foi nas mãos de Edmar Sucuri. Em seguida, chance para o Brasiliense: Alex Murici achou Romarinho livre dentro da área e fez o passe. O chute do atacante obrigou Matheus a uma grande defesa.
Brasiliense busca o ataque.
Com a bola, jogador do Formosa recebe marcação.
O Formosa chegaria ainda em uma cobrança de escanteio. A bola chegou para Jessuí, que chegou na bola, mas Gleissinho tirou de cima da linha. Ainda na primeira etapa, Almir viu Emerson Martins chegando e passou para ele na entrada da área. O chute obrigou Matheus a outra grande defesa. E o primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem mínima para o Brasiliense.
Alguns momentos da primeira etapa.
O Formosa teve a primeira grande chance da segunda etapa. Moisés cobrou falta da intermediária e achou a cabeça de Paganelli, que acertou o golpe e obrigou Sucuri a outra defesa difícil. O Brasiliense respondeu em um cruzamento rasteiro de Moraes, que achou Romarinho, mas o atacante finalizou por cima do gol. O Brasiliense chegaria ainda após uma bela finta de Gleissinho em Jair Júnior. O jogador, em seguida, passou para Moraes, que cruzou para Gilvan, mas o atacante cabeceou mal.
Brasiliense no ataque.
Formosa tenta avançar.
As duas equipes se alternavam no ataque, mas os goleiros estavam inspirados, e não permitiam mudanças no placar. O Brasiliense chegou ainda em um lançamento de Moraes Para Maikon Leite, que ficou livre, mas Matheus saiu bem e impediu o segundo gol do Jacaré. E ficou nisso mesmo: Brasiliense 1x0 Formosa
Mais Formosa com a bola.
Brasiliense e Gama - este com uma vitória sobre o Ceilândia - se consolidaram ainda mais na liderança do campeonato. O Formosa, por sua vez, não mudou sua situação, já que Santa Maria e Bolamense, os dois últimos colocados, perderam. Faltam apenas quatro rodadas, e os times queimam seus últimos cartuchos.
Fim de jogo, hora de retornar ao lar. E aguardar o próximo jogo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Sobradinho derrota o Bolamense no Abadião

A Federação do Distrito Federal, por algum motivo, achou que seria uma boa ideia marcar a partida entre Bolamense e Sobradinho para a tarde da última terça-feira, mesmo sem nenhuma outra partida tendo sido realizada no Abadião, palco desse duelo, em todo o fim de semana. Por sorte, consegui uma brecha nos meus horários e pude comparecer ao estádio regional da Ceilândia para mais esse duelo. Pode-se dizer que esse jogo envolvia dois opostos: de um lado, o Sobradinho, atual campeão, mas que não vem repetindo as boas atuações do ano passado e faz uma campanha apenas mediana. Do outro lado, o Bolamense, que conseguiu o objetivo de se manter na primeira divisão em 2018, mas que vem fazendo uma péssima campanha - chegou a esse jogo com três derrotas em três jogos, 12 gols sofridos e nenhum marcado. A Onça Pintada sonhava com a recuperação, e o Leão da Serra pretendia retomar seu caminho na briga pelo bicampeonato.
Os primeiros minutos do jogo foram de pouca emoção. Porém, o Sobradinho teve sua primeira chance de marcar aos 19 minutos, em uma cobrança de falta da entrada da área. E o Leão da Serra não desperdiçou: Marlos cobrou a falta, a bola bateu no travessão e pingou dentro do gol. Estava aberta a contagem.
Jogadores disputam a bola.
O Sobradinho era melhor na partida, mas não conseguia criar chances para aumentar a vantagem, enquanto o Bolamense tentava chegar na bola parada. O time serrano voltaria a ter uma boa chance aos 30 minutos, quando João Manoel chutou da entrada da área. A bola desviou na zaga e saiu para escanteio. Três minutos depois, nova chance para o Leão: João de Deus recebeu um bom lançamento, mas Cleber saiu bem e impediu o gol.
Mesmo desequilibrado, jogador do Sobradinho tenta proteger a bola.
Cobrança de falta que originou o primeiro gol do Sobradinho.
O Bolamense chegou com perigo aos 41 minutos: Luizinho chegou pela esquerda, e chutou em cima de Michael, que fez a defesa. Já nos acréscimos da primeira etapa, cada equipe teve uma chance de marcar. O Leão da Serra chegou com Lucas Victor, que cruzou para João de Deus. O jogador dividiu com o goleiro, mas a bola foi para fora. E, no último lance da primeira etapa, JP cabeceou em cima de Michael, perdendo a chance de empatar a partida. O placar do intervalo foi mesmo de 1 a 0 para o Leão da Serra.
Arrancada do Bolamense.
Bola com o jogador do Bolamense, mas a marcação está aí.
A segunda etapa começou mais equilibrada, e, ainda nos primeiros minutos, Luizinho tentou mandar no ângulo, e a bola saiu por pouco, quase empatando o jogo para a Onça Pintada. De tanto insistir, o Bolamense empatou o jogo e marcou seu primeiro gol no campeonato aos 15 minutos, com JP: 1 a 1.
Sobradinho no ataque.
O Sobradinho era o favorito do jogo, mas o Bolamense se mostrava um osso duro de roer. No entanto, aos 24 minutos, o Leão da Serra passou à frente de novo. Paulão chutou na saída de Cleber, e a zaga tirou em cima da linha, mas o rebote sobrou para Rafael Fontes, que estufou as redes.
Disputa de bola.
Mesmo com o Sobradinho novamente em vantagem, o Bolamense criava chances, e a torcida seguia apreensiva. Aos 30 minutos, por exemplo, Reis chutou de fora da área, obrigando Michael a ir lá em cima para fazer a defesa. Somente aos 41 minutos a torcida do Sobradinho se tranquilizou: Rafael Fontes foi até a linha de fundo e cruzou para João de Deus, que mandou uma cabeçada certeira, fazendo a torcida respirar aliviada.
Com a bola, jogador do Bolamense recebe marcação.
Respirar aliviada mesmo? Apenas um minuto depois do gol do Sobradinho, Alessandro marcou para o Bolamense, diminuindo novamente a diferença. A torcida serrana voltou a ficar apreensiva. Mas o time soube segurar o resultado, e o jogo terminou mesmo com a vitória do Sobradinho por 3 a 2.
Jogador do Bolamense protege a bola.
O Bolamense, que, como já dissemos, havia sofrido três goleadas em seus três primeiros jogos, mostrou muita vontade e foi um adversário complicado para os atuais campeões. Mas, mais uma vez, saiu de campo derrotado. O Sobradinho conquistou sua segunda vitória e está na quarta posição, mas precisa mostrar mais futebol se quiser repetir o feito do ano passado. Para quem gosta de ver gols, foi uma partida ótima de se ver, e as redes balançaram muitas vezes.
Fim de jogo, hora do retorno ao lar, para o merecido repouso (e agradeço ao Waze, que me fez dar uma volta imensa, mas me tirou do trânsito congestionado da Elmo Serejo no fim de tarde).

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Taguatinga reestreia na elite candanga, mas cai em Formosa

O último fim de semana foi marcado pela abertura do Campeonato Brasiliense de 2019. E o domingo reservava um jogo histórico em Formosa. Desde aquele distante 6 de junho de 1999, quando empatou em 3 a 3 com o Brasília, o Taguatinga não entrava em campo pela primeira divisão candanga. No ano seguinte, a Águia, que havia terminado aquele campeonato na lanterna, suspendeu suas atividades e permaneceu inativa por 19 anos. No ano passado, a equipe azul incorporou o Clube Atlético Taguatinga e retomou suas atividades, disputando a Segundona local. E voltou em grande estilo: o vice-campeonato da competição valeu ao Taguatinga o retorno à elite candanga. E, exatos 7.175 dias depois do último jogo, a Águia voltou a campo para uma partida da elite. O time enfrentou o Formosa pela primeira rodada do Candangão. O time goiano, porém, certamente se empenharia para estragar a festa da equipe azul. E o Campo de Terra foi lá conferir.
Eis o time do Taguatinga que voltou a jogar pela elite candanga depois de duas décadas. O Formosa posou para o outro lado, e não consegui fotografar.
Capitães e quarteto de arbitragem.
O jogo começou equilibrado, mas as defesas levavam vantagem sobre os ataques, e as chances de gol eram raras. Com tantas dificuldades para chegar ao gol, a bola parada era uma arma importante. E foi assim que o Formosa, aos 10 minutos, mostrou que queria mesmo pôr água no chope do Taguatinga. Rato cobrou falta pela direita e Élton, de cabeça, colocou a equipe da casa em vantagem.
Jogador do Taguatinga parte para cima de adversário.
O Formosa ainda esteve perto de aumentar a vantagem aos 19 minutos, em um lance confuso. Após cobrança de escanteio, a bola chegou para Paganelli, que pegou mal na bola, mas ela chegou para Jean Bala, que cabeceou no travessão. Aos 25, resposta do Taguatinga. Após um bate-rebate na área, a bola sobreou para Marcos Vinícius, que chutou para fora.
Taguatinga parte para o ataque.
Aos 30 minutos, nova chance para o Formosa. Jessuí recebeu um bom lançamento, mas não teve velocidade para alcançar a bola, e a zaga do Taguatinga afastou o perigo. Dois minutos depois, Jhonatan cobrou falta para o Taguatinga, e acertou o travessão. Nesse momento, uma chuva forte caiu, e as equipes não conseguiram produzir mais nada até o final da primeira etapa. Totalmente molhados pela chuva, os jogadores foram para os vestiários com a vantagem mínima para o Formosa.
O jogo continuou na mesma toada nos 15 primeiros minutos da etapa final. Embora a chuva tivesse diminuído, as equipes ainda encontravam dificuldades para criar jogadas. O Formosa era um pouco melhor, mas isso não se traduzia em chances de gol. Somente aos 18 minutos o Formosa criou uma boa chance. Rato passou para Juninho Arinos, deixando-o em boas condições de marcar. Mas a zaga do Taguatinga chegou antes e afastou o perigo.
Agora é o jogador do Formosa que tem a bola e recebe marcação.
O Taguatinga teve uma chance aos 34 minutos, quando Matheus deu rebote em um chute despretensioso, e teve início um bate-rebate dentro da área, mas a zaga acabou tirando. Aos 40 minutos, o Formosa levou perigo em conrança de falta frontal. A cobrança de Rato saiu pela direita, não muito longe do gol. Aos 44, em um passe despretensioso, a zaga do Taguatinga falhou e a bola, após passar por todo o mundo, chegou em Jean Bala, que ficou cara a cara com o goleiro, mas chutou para fora.
Quem chega na bola?
Nos acréscimos, as duas equipes acabaram tendo um jogador expulso cada: Élton, do Formosa, caído no chão, deu um pisão em seu adversário João Victor, que revidou, e os dois foram convidados a terminar sua briga no chuveiro. Mas o placar final foi mesmo de 1 a 0 para o Formosa.
Jogador do Formosa marca adversário. As fotos desta matéria são todas do primeiro tempo. Na segunda etapa, a luminosidade não permitia fotos com alguma qualidade
A equipe goiana atingiu seu objetivo na estreia, e larga bem na busca por uma boa campanha no campeonato. Já o Taguatinga, terá que esperar mais um pouco pela sua primeira vitória. De toda forma, o time está de volta à ativa, para alegria de sua torcida, que ficou órfã por 19 anos.
Fim de jogo, era hora de procurar algum canto para jantar, e depois ir para casa, para o merecido descanso.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Ponte Preta e Oeste ficam no empate sem gols

Com 19 dias decorridos no ano, a bola já rolou. Embora o campeonato candango inicie somente no próximo fim de semana, o campeonato paulista teve seu pontapé inicial no último sábado. O destino deste humilde blog foi o estádio Moisés Lucarelli, que não era nenhuma novidade, já que, em 2012, cobrimos por lá o jogo entre Red Bull e Ferroviária. Desta vez, porém, a dona da casa esteve presente. A Ponte Preta iniciou a busca de um título ainda inédito, embora o time tenha batido na trave algumas vezes. Do outro lado, estava o andarilho Oeste, time tradicional da cidade de Itápolis, mas que atualmente tem sua sede em Barueri, e integra a Série B do campeonato brasileiro. Embora a primeira rodada diga pouco do que se pode esperar dos times, ambos queriam começar bem na competição, e três pontos logo na estreia seriam uma vantagem importantíssima.
O time visitante demorou oito minutos para ter uma boa chance de marcar. Em cobrança de falta, Antonio Eduardo cabeceou na entrada da pequena área, mas a bola foi por cima do gol. Foi um raro lance de emoção em um jogo de pouquíssimas ocasiões de gol para ambos os times. O Oeste era ligeiramente superior, mas não conseguia converter essa superioridade em chances de gol.
Bola na área: Oeste no ataque.
Jogador da Ponte tenta a jogada.
Aos 24 minutos, Elvis driblou um defensor da Ponte Preta e arriscou de fora da área, sem grande perigo. A Ponte Preta ainda teve duas boas chances, aos 27 e aos 41 minutos, mas foram lances esporádicos, em um período do jogo em que pouca coisa aconteceu. A equipe visitante perdeu até mesmo o ligeiro domínio que tinha, e a partida ficou equilibrada por baixo. Não foi surpresa que o placar do primeiro tempo tenha sido mesmo 0 a 0.
Time do Oeste tenta sair de uma situação complicada.
Ponte Preta no ataque.
Trem que passou ao lado do estádio durante o segundo tempo.
A Ponte começou melhor a segunda etapa, e perdeu uma boa chance logo aos cinco minutos. Matheus Vargas avançou pela direita, e cruzou rasteiro. A zaga do Oeste mandou para escanteio. Na cobrança, a bola encontrou Tiago Real, que cabeceou por cima do gol. Aos 18 minutos, Hugo Cabral cruzou rasteiro para Matheus Vargas, que tentou dar de letra, mas Matheus Cavichioli mandou para escanteio.
Jogador da Ponte com a bola.
Com a bola, jogador do Oeste recebe marcação de dois adversários.
O lance digno de nota da segunda etapa aconteceu fora das quatro linhas. Devido ao forte calor, um torcedor passou mal, e teve que sair do estádio em uma das ambulâncias, juntamente com a médica designada para a partida. O jogo ficou paralisado por quatro minutos. Quando a bola voltou a rolar, porém, pouca coisa digna de nota aconteceu. Sob forte calor e com as equipes ainda sem ritmo, a partida encerrou mesmo com o placar de 0 a 0.
Mais uma tentativa do Oeste.
A princípio, o resultado foi melhor para o Oeste, que buscou um ponto fora de seus domínios. Mas tanto Ponte Preta quanto Oeste precisam melhorar para cumprir suas aspirações. Certamente ainda há tempo para isso.
Fim de jogo, voltei para o hotel - como estava hospedado perto do estádio, fui a pé mesmo, e aproveitei a oportunidade para conversar com torcedores pelo caminho. Depois, o sempre merecido descanso.