domingo, 10 de junho de 2012

Nacional vira contra o Atibaia e lidera

E o fim de semana tinha marcado um confronto de líderes no Estádio Nicolau Alayon, na Rua Comendador Souza, onde o Nacional recebeu o Atibaia. As duas equipes começaram a rodada dividindo a liderança do grupo 5 da Segunda Divisão paulista, com vantagem do Nacional apenas por ter marcado um gol a mais que seu adversário. Para ambos, o jogo valeria a liderança isolada, e um importante passo rumo à segunda fase da competição. Assim, certamente esse seria um grande jogo, e eu ainda chegaria ao 182º time da minha lista, com a inclusão do Atibaia na mesma. Assim, no horário marcado, cheguei na casa nacionalina, para ver essa partida. Encontrei no estádio os amigos David e Álvaro, que sempre encontro por lá, e tive a oportunidade de ter ótimas conversas com ambos sobre os jogos que temos visto. Ainda consegui fotografar as duas equipes posadas. Seguem as fotos.
Nacional Atlético Clube.

Sport Club Atibaia.
Após um início de jogo pouco movimentado, o Atibaia abriu a contagem aos oito minutos, em uma saída errada do goleiro nacionalino Carlão. Caio se aproveitou do descuido para abrir o marcador Atibaia 1 a 0.

Atibaia em vantagem.

O Nacional pareceu sentir o gol, e o Atibaia parecia mais perto do segundo gol do que o Nacional do empate. Mas quem chegou ao gol, apenas dez minutos depois, foi o time da casa, em um chute fraco e despretensioso de Ricardo, que o goleiro Luan aceitou. Estava tudo igual novamente.
Tudo igual novamente: Nacional empata.

E, apesar dos esforços dos dois times em busca da vantagem no placar, o primeiro tempo não teve mais muitos eventos dignos de nota, e terminou mesmo com um gol para cada lado.
Disputa de bola, durante o primeiro tempo.
O segundo tempo começou com as duas equipes buscando timidamente o gol. Mas quem acabou achando o caminho das redes foi o time da casa, aos 8 minutos. Victor, de frente para o gol, chutou para fazer 2 a 1 para o Nacional.

Nacional vira o jogo.

Em desvantagem, o Atibaia foi ao ataque, e pressionou em busca de empate. A pressão durou até por volta dos 40 minutos, quando o Nacional inverteu a situação, e pressionou em busca do terceiro gol. Mas as equipes não aproveitaram as chances que tiveram, e o Atibaia teve a chance do empate no último lance. Mas a bola não entrou, e o jogo acabou mesmo com vitória do Nacional por 2 a 1.
Dois momentos da etapa final. Atibaia pressionou durante boa parte do tempo, mas acabou derrotado.

O resultado deixou o Nacional na liderança isolada do Grupo 5, à espera do que o Osasco conseguiria fazer diante do União Suzano - horas depois, o Osasco venceria por 5 a 0 e se igualaria ao time da Capital na liderança. Para o Atibaia, apesar da boa situação do time na tabela, pode ter sido uma derrota pesante, visto que o grupo está bastante equilibrado, e qualquer ponto deixado pelo caminho pode fazer falta depois. Resta saber o que vai acontecer nas próximas quatro rodadas, e quem vai conseguir a vaga para a fase seguinte.
Encerrada a partida, fui para a Estação Água Branca - pelo menos nesse sábado os problemas com a CPTM deram uma trégua - e voltei para o Butantã. No dia seguinte, a viagem de volta para Brasília me esperava.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

No final, Ypiranga bate Ipitanga e lidera

E, no último fim de semana, mais uma vez eu fui respirar novos ares, e aproveitar para ver uma partida de futebol. Dessa vez, o destino foi a belíssima Salvador, primeira Capital brasileira, e Capital da Bahia, estado que tem uma das culturas mais ricas de todo o Brasil. Meu destino dentro da cidade foi o Estádio de Pituaçu, onde se enfrentaram Ypiranga e Ipitanga, em confronto válido pela Segunda Divisão baiana. A despeito da semelhança fonética entre os nomes dos dois times, o confronto reuniu dois opostos. O Ypiranga é famoso por ser o time pelo qual torcia o escritor Jorge Amado, mas sua história não se resume a isso. O time foi campeão baiano por 10 vezes, a maioria nos anos 30, época em que se alternava no topo do pódio com Bahia, Botafogo e Galícia, esses dois últimos também na Segundona baiana atualmente. Mas desde 1951 o time não levanta a taça, tendo vivido desde então até mesmo alguns períodos de inatividade. Agora, o time tentasse reerguer. O Ipitanga, por sua vez, tem uma história bem mais recente, tendo sido fundado em 2003. Os primeiros anos do time foram muitos bons, ganhando o título da Segundona local já em 2004, e fazendo boas campanhas nos dois anos seguintes, chegando a disputar a Série C nacional em 2005. Depois disso, o time foi piorando, e saltando de cidade em cidade, em busca de apoio das prefeituras. Ano passado, o time acabou rebaixado após perder seis pontos pela escalação de um jogador irregular. Atualmente, o Ipitanga vem mandando seus jogos em Terra Nova.

No atual campeonato da Segunda Divisão, as duas equipes, que integram o Grupo 1, vivem situações opostas. O Ypiranga, antes da partida, liderava o grupo, com dez pontos, e está firme na briga pelo acesso. O Ipitanga, ao contrário, somou somente um ponto até aqui, e é último colocado do grupo. Entrou em campo buscando se recuperar a qualquer custo, e vencer essa partida seria fundamental. Os dois clubes são novidades na minha lista, que chega assim a 181 clubes e quatro seleções. Assim, para não perder nenhum lance, peguei um taxi e fui para Pituaçu, para conferir mais essa grande partida. Das arquibancadas, ainda consegui fotografar o time do Ypiranga, que jogou de branco. O Ipitanga não posou.

Jogadores do Ypiranga posados.

Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional.

Fazendo uma campanha melhor que a do seu adversário, era de se esperar que o Ypiranga fosse para cima. E, de fato, assim foi. O time da casa começou o jogo com total domínio, mas errava muitos passes e pecava nas finalizações. Além disso, o ataque se posicionava mal, e por diversas vezes os atacantes do Ypiranga foram pegos em posição de impedimento. O Ipitanga, por sua vez, era totalmente inócuo quando tinha a posse de bola.

Jogador do Ypiranga tenta sair da marcação.

Presença do Ipitanga no ataque, mas o jogador do Ypiranga tem a bola sob controle.

Boa chance para o Ypiranga, que, porém, acabou não se concretizando.

O gol do Ypiranga saiu aos 15 minutos, quando Junior recebeu um passe açucarado, dessa vez em posição legal, e, contando com a falha do goleiro, abriu a contagem. Ypiranga 1 a 0.

Ypiranga na frente.

O time da casa relaxou com o gol, mas ainda assim continuou mais perigoso no ataque. O Ipitanga teve uma boa chance em uma cobrança de falta frontal, que acabou na barreira. Mesmo assim, o mesmo Júnior, 14 minutos depois do primeiro gol, balançou as redes novamente. Ele acertou uma cabeçada cruzada fraca e fez 2 a 0 para o Ypiranga.

Ypiranga 2 a 0.

O jogo continuou na mesma toada, com o Ypiranga cozinhando o galo e sendo pouco ameaçado pelo Ipitanga. Mesmo assim, o time da casa teve chances de marcar o terceiro. Mas o primeiro tempo terminou mesmo sem que os times voltassem a mexer no placar.

Mais dois flashes do primeiro tempo. Ypiranga jogou melhor nesse momento, e teve chances de aumentar.

No segundo tempo, o jogo mudou completamente. O Ipitanga já tinha perdido algumas boas chances, quando, aos 6 minutos, Oton, livre de marcação, diminuiu a diferença. Apenas 2 minutos depois, Baco cobrou falta com perfeição e empatou a partida, para total surpresa (e decepção) dos presentes.

Comemoração do primeiro gol do Ipitanga: uma reação espetacular no começo do segundo tempo.

Depois do gol de empate, o Ypiranga acordou, mas demorou para soltar o freio de mão. Aos 15 minutos Caboré acertou uma bela cabeçada no travessão, perdendo grande chance de colocar o Ypiranga novamente na frente. O jogo ficou parecido com o que foi no primeiro tempo, com o Ypiranga atacando mais e o Ipitanga não conseguindo criar nada.

Jogadores brigam pela bola perto da bandeira de escanteio. O bandeirinha observa a disputa.

No entanto, os deuses do futebol resolveram mostrar sua cara. Aos 43 minutos, pouco depois de o Ipitanga ter perdido duas chances claras de gol - talvez suas únicas chances depois do empate -, o Ypiranga passou novamente à frente. E quis o destino que o mesmo Baco que marcou o gol de empate desviasse de cabeça um cruzamento, jogando a bola contra suas próprias redes e fazendo explodir a torcida do Ypiranga. E, embora ainda houvesse mais alguns minutos de jogo pela frente, nada mais de interessante aconteceu, e o jogo terminou mesmo com a vitória do Ypiranga por 3 a 2. Uma vitória que deixou a torcida feliz, mas muitos torcedores ficaram com a pulga atrás da orelha.

Duas panorâmicas do belo estádio de Pituaçu.

O Ypiranga manteve a dianteira na competição, com 13 pontos. Na sua cola, vêm o Botafogo, com 11, e o Galícia, com 9, mas um jogo a menos. Os três times buscam reviver seus grandes momentos, e ainda terão tempo para mostrar sua força. Certamente as próximas rodadas da Segundona baiana prometem muito. Quanto ao Ipitanga, segue com apenas um ponto, e deve permanecer por mais um ano longe da divisão principal do futebol baiano. Como o regulamento não prevê descenso, caso o time não consiga sair da lanterna do grupo, terá que disputar a Seletiva para a Segunda Divisão em 2013. Muito pouco para um time que já alçou voos bem mais altos.

Encerrado o jogo, peguei um taxi para retornar ao Hotel Villa Bahia, no Centro Histórico de Salvador, onde fui muito bem recebido e tive uma excelente estadia. Recomendadíssimo a qualquer pessoa que queira visitar Salvador, cidade que, aliás, é belíssima e merece ser visitada. No dia seguinte, encarei a viagem de volta à Capital Federal, para mais uma semana que estava para começar.


sábado, 26 de maio de 2012

Brasiliense goleia Aparecidense em amistoso

O fim de semana previa o início dos campeonatos da Série C e D nacionais, mas, infelizmente, uma série de circunstâncias, e as ações de pessoas pouco preocupadas com o futebol, levaram à suspensão dos dois torneios. Para não ficarem parados, Brasiliense e Aparecidense disputaram um amistoso no Estádio Serejão, no último sábado. O Jacaré, após fazer um péssimo Candangão, terminando apenas na quarta posição, viu sua partida contra o Madureira, pela Série C, adiada. A equipe de Aparecida de Goiânia, sexta colocada em um Goianão dominado por Goiás e Atlético, por sua vez, receberia o Ceilândia, pela Série D, e também teve sua partida ser adiada. O curioso é que eu já vi duas partidas em Aparecida de Goiânia neste ano, mas em nenhuma delas a Aparecidense esteve envolvida. Em uma, o Vila Nova goleou o Rio Verde; na outra, o Goianésia ficou no empate com o mesmo Rio Verde. Sem jogos por disputar, restou à dupla se enfrentar amistosamente no estádio de Taguatinga. E, como eu não perco a chance de ver a bola rolando, fui para o estádio ver o que ia acontecer. E, com o Metrô funcionando bem, cheguei ao Serejão uma hora antes do apito inicial.

Resolvi abrir a matéria com essas fotos, que ilustram o péssimo estado de conservação em que se encontram as dependências do Serejão. Enquanto se cuida tão mal de um estádio onde sempre ocorrem jogos importantes, investem-se rios de dinheiro no novo Mané Garrincha, para uma competição que durará somente um mês. Lamentável!

Na verdade, uma hora e 26 minutos antes, pois a Aparecidense chegou atrasada ao Serejão, e o jogo começou 26 minutos depois do horário marcado. Com a bola rolando, a partida começou equilibrada, com as duas equipes se alternando no ataque, mas com pouca eficiência para criar boas chances de gol. Mas demorou pouco tempo para o Jacaré tomar conta do jogo, e passou a criar as primeiras chances realmente perigosas da partida. Mas os atacantes do clube da casa esbarravam no preciosismo e desperdiçavam suas chances.

Ataque do Brasiliense. Jogador da Aparecidense tenta dificultar as ações.

O ímpeto ofensivo do Brasiliense durou pouco. A partir dos 20 minutos, o jogo voltou a ficar equilibrado, com as duas equipes chegando pouco ao ataque. A equipe goiana chegou a criar algumas chances de gol, mas sem grande perigo.

Bola na área, após cobrança de escanteio para o Brasiliense.

E aos 38 minutos, quando o primeiro tempo parecia destinado a terminar sem gols, Baiano abriu a contagem para o Brasiliense, em um chute cruzado, que desviou em Nicolas, enganando o goleiro Wallace. Dois minutos depois, André Luís marcou o segundo, após bela jogada, em que tabelou e driblou o goleiro, marcando 2 a 0 para o Jacaré. E assim terminou a etapa inicial, com o Jacaré vencendo por dois gols.

Antes do início da segunda etapa, o Brasiliense trocou praticamente toda a equipe. Quando a bola rolou, o segundo tempo começou parecido com o primeiro. Um início equilibrado, mas sem grandes chances reais de gol, depois o Brasiliense dominando territorialmente. Mas o jogo foi muito mais frio na etapa final. A segunda etapa serviu mais para as equipes testarem seus reservas (de fato, a Aparecidense trocou vários jogadores no decorrer da etapa final).

Disputa de bola na etapa final.

E, como no primeiro tempo, as emoções ficaram para o final. Aos 38 minutos, Mário, de pênalti, diminuiu para a Aparecidense. Aos 40, Ferrugem, também de pênalti, fez o terceiro do Brasiliense. E, aos 43, Jandson, após cobrança de escanteio, acertou uma bela cabeçada para marcar o quarto do Jacaré e fechar a conta. Final de jogo, Brasiliense 4x1 Aparecidense.

As duas cobranças de pênalti, com diferença de apenas dois minutos entre elas. A imagem ficou meio embaçada porque já estava escuro.

Encerrada a partida, as duas equipes retomam a preparação para disputar as Séries C e D do Brasileiro, ainda sem data certa para entrarem em campo. Coisas do bagunçado futebol brasileiro, e de dirigentes que colocam seus interesses pessoais acima do futebol. Quanto ao jogo, valeu mais pela emoção, especialmente pelo fato de todos os gols terem sido marcados nos dez últimos minutos das duas etapas. As duas equipes ainda estão devendo tecnicamente, como ficou claro por seus desempenhos nos Estaduais, mas resta saber se conseguirão se reforçar o suficiente para fazerem um bom papel no cenário nacional.

A tradicional panorâmica, tirada durante o segundo tempo, para fechar a matéria.

Fim de jogo, fim de mais uma cobertura. Fui para a estação Centro Metropolitano, e rapidamente consegui pegar o Metrô para casa. Esperando para fazer a próxima cobertura.


domingo, 20 de maio de 2012

União Suzano vira no final contra o Nacional

Já fazia quase um ano que não ia à Rua Comendador Souza, casa do Nacional, para ver uma partida com o dono da casa empenhado. Da última vez, havia visto o time cair diante do Guarujá, em partida válida pela Segundona Paulista. Pois no último sábado eu retornei à casa nacionalina, para ver um jogo da equipe da Barra Funda. O adversário da vez era o União Suzano. Como é início de campeonato, ainda era difícil fazer alguma previsão para o jogo. Mas, nas duas primeiras rodadas, o Nacional somou quatro pontos (uma vitória e um empate), enquanto o União Suzano fez duas partidas sem vencedores nem perdedores, e assim somava dois pontos. Seria uma boa oportunidade de ver como as equipes estão esquentando as turbinas nesse início de campeonato. E, para completar, a equipe de Suzano é novidade na minha lista, que agora chega a 179 equipes, mais quatro seleções nacionais. Assim, para não correr riscos, peguei um taxi e fui até o estádio, para acompanhar mais essa grande partida.

Como um homem prevenido vale por dois (inventei essa agora!!!), saí para o estádio duas horas antes do jogo e, mesmo enfrentando congestionamento, consegui chegar ao estádio com uma boa antecedência. Ainda encontrei por lá o pessoal do Jogos Perdidos, da FATV e vários amigos, que me garantiram uma boa conversa sobre futebol durante os noventa minutos de jogo, mais os 15 de intervalo. Então, vamos ao jogo.

O primeiro tempo foi de poucas oportunidades reais de gol para ambos os lados. O time visitante tinha o domínio territorial, mas poucas vezes finalizou com perigo. Atrás do gol para o qual o Nacional atacava, a impressão era de que a bola chegava pouco por lá, e o Nacional desperdiçava as oportunidades que tinha quando a bola chegava lá.

Jogador do União Suzano protege a bola.

Assim, o primeiro tempo terminou mesmo sem abertura de contagem. As emoções pareciam reservadas para a etapa final. Enquanto isso, nas minhas conversas com o pessoal, trocamos muitas figurinhas sobre o futebol alternativo. Muito raro encontrar pessoas com essa disposição para falar do assunto, de modo que espero encontrá-los sempre nos jogos por aí.

Alguns momentos da primeira etapa: ataque e escanteio, ambos do Nacional.

O que faltou de emoções no primeiro tempo, sobrou no segundo. Melhor no jogo, o Nacional abriu a contagem aos 8 minutos, com Tom. A bola, desviada, enganou o goleiro Yuri e foi morrer no fundo das redes, colocando o Nacional em vantagem.

Nacional em vantagem.

A partir daí, o Nacional pressionou, e criou boas chances para matar o jogo. Mas esbarrou na falta de pontaria, e não conseguiu chegar ao segundo. O time de Suzano parecia acuado, e se limitava a se defender. O jogo parecia se encaminhar para uma vitória nacionalina tranquila.

Jogador do Nacional tenta sair para o ataque. Time dominou na segunda etapa.

Mas, de repente, os deuses do futebol resolveram dar as caras no estádio. Aos 37 minutos, quando tudo parecia já definido, Pedro empatou o jogo para o União Suzano. E, enquanto a torcida nacionalina ainda lamentava o gol sofrido, Filipe, aos 42 minutos, virou o jogo para a equipe visitante.

As imagens das duas comemorações se confundem: em cinco minutos, a virada do União Suzano.

E foi só. O Nacional não conseguiu criar mais nada, e o União Suzano só segurou o resultado. Final de jogo, Nacional 1x2 União Suzano. Com a derrota, o Nacional caiu para a quarta colocação, sendo ultrapassado pelo próprio União Suzano, e também por Atibaia e Osasco - este último com o mesmo número de pontos, mas com um gol de saldo. A equipe de Suzano, por sua vez, soma cinco pontos, assim como o líder Atibaia, mas tem um saldo inferior. Apenas o começo de um campeonato que promete.

Fim de jogo, hora de me despedir dos amigos, e ir embora. Ainda fui ao Pacaembu, para acompanhar Palmeiras x Portuguesa, mas não cheguei a preparar nada para postar aqui. Depois disso, hora de ir embora, e preparar as malas para a viagem de volta.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Comercial goleia Piauí e se mantém na cola dos líderes

E o Campo de Terra desbrava mais uma fronteira. No último fim de semana, fui a Teresina, para, pela primeira vez, ver uma partida do Campeonato Piauiense. Assim, após chegar à capital do Piauí no final da noite de sexta-feira, fui no sábado ao Estádio Lindolfo Monteiro, onde se enfrentaram Piauí e Comercial. O Piauí, time da capital Teresina, é conhecido pelo curioso apelido de Enxuga Rato, e já levantou a taça por cinco vezes: conquistou um tetracampeonato estadual de 1966 a 1969, e foi campeão novamente em 1985. O Comercial, por sua vez, tem sua sede na cidade de Campo Maior, e, embora tenha 67 anos de idade, é um time relativamente novo na galeria dos campeões estaduais, tendo conquistado seu primeiro e até aqui único título em 2010, quando levou a taça para a cidade pela primeira vez, já que o outro time de Campo Maior, o Caiçara, nunca se sagrou campeão. Os dois times são novidades na minha lista, que agora chega a 178 clubes e quatro seleções. No atual campeonato, a fase do Comercial é melhor, visto que o time, com sete pontos em quatro jogos, chegou a essa rodada em terceiro lugar, rigorosamente empatado com o Flamengo. O Piauí ocupava a lanterna, com apenas um ponto nos mesmos quatro jogos, e precisava desesperadamente da vitória. Será que era o dia da recuperação do Enxuga Rato, ou o Comercial daria sequência à sua boa campanha? Para conferir de perto, cheguei ao estádio e, na hora marcada, já estava a postos para essa grande partida.

Não deu nem tempo de as equipes começarem a se estudar. Eram jogados apenas três minutos quando Cleiton cobrou pênalti com categoria, marcando 1 a 0 para o Comercial.

De pênalti, o Comercial abre a contagem.

Depois do gol, a equipe de Campo Maior continuou melhor no jogo. Atacava mais, e levava mais perigo em seus ataques do que o Enxuga Rato em suas esporádicas chegadas. Somente depois dos 15 minutos o Piauí conseguiu equilibrar as ações, e chegou a criar algumas chances perigosas.

Jogadores do Comercial (de azul) tentam impedir a chegada do Piauí.

No entanto, foi justamente quando o Piauí criava as melhores chances que o Comercial chegou ao segundo, com Barata, que, aos 28 minutos, fez uma bela jogada individual, driblando até o goleiro para marcar o segundo da equipe de Campo Maior. Depois disso, o único lance que merece destaque foi um golaço do Piauí corretamente anulado por impedimento. As equipes foram para os vestiários com a vitória parcial do Comercial por 2 a 0.

Piauí tenta ir ao ataque.

O Piauí começou o segundo tempo no ataque, dando a impressão de que poderia diminuir a diferença. Mas, aos 4 minutos, foi o Comercial que chegou ao terceiro gol, com um chute cruzado de Zé Rodrigues.

E a história parecia querer se repetir. O Piauí continuava atacando mais, mas desperdiçava suas chances. E, aos 18 minutos, o Enxuga Rato acabou novamente sendo castigado. Zé Rodrigues, novamente ele, marcou um golaço, tocando por cima do goleiro, que estava adiantado. Comercial 4 a 0.

De tanto insistir, o Piauí diminuiu. Aos 26 minutos, Boiadeiro, sem marcação, cabeceou fraco e fez o gol do Enxuga Rato, dando esperanças à torcida.

Panorâmica do estádio no segundo tempo, já com o céu escuro. Ao fundo, a lua cheia, em dia em que apareceu no céu maior que de costume.

Mas, apesar de todo ânimo da torcida, o Piauí pecou muito nas finalizações, e o Comercial ficou só esperando o tempo passar. Só deu tempo para o Comercial ter um pênalti a seu favor, após um contra-ataque já nos acréscimos. E o jogo terminou como começou, com um gol de pênalti do Comercial, dessa vez marcado por Zé Rodrigues - o terceiro dele no jogo. Final, Comercial 5-1 Piauí.

Com o resultado, aliado à derrota do Flamengo para o 4 de julho, em Piripiri, o Comercial se isolou no terceiro lugar, com dez pontos. O Piauí segue em último lugar, com apenas um ponto. Mas os times ainda têm nove rodadas para fazerem valer suas boas campanhas ou para se recuperarem do mau começo. Grandes emoções vêm aí.

Fim de jogo, hora de descansar. Depois de jantar no Shopping Riverside, voltei ao Hotel Palácio do Rio, onde me hospedei e onde fui muito bem recebido. Aliás, fui muito recebido por todos os que encontrei na cidade, o que me motiva a um dia voltar para lá, para mais uma cobertura, ou mesmo para um belo passeio.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Empate contra o Capital coloca Sobradinho na final do 2º turno

Uma tarde de quinta-feira é um horário um tanto inusitado para uma partida de futebol, ainda mais se for uma partida decisiva. Mas a Federação Brasiliense achou que esse seria um bom horário para marcar a semifinal do segundo turno do Candangão, entre Sobradinho e Capital, no Estádio Augustinho Lima. A partida valia a vaga na decisão do returno, com o Sobradinho precisando apenas de um empate. Pela campanha na primeira fase, o time da casa era teoricamente o favorito, mas nunca seria demais lembrar que na primeira fase, no mesmo Augustinho Lima, as duas equipes estrearam no Candangão com o Capital arrancando uma surpreendente vitória por 2 a 0 sobre o Leão da Serra. Por isso, somente o jogo dentro das quatro linhas daria a resposta final. Quem saísse dessa partida jogaria a decisão do returno contra o Ceilândia, e quem saísse dessa decisão enfrentaria o Luziânia, campeão do primeiro turno, na grande final do Candangão-2012. Sabendo do grande jogo que seria, fui para o estádio da bela cidade serrana de Sobradinho, para ver o que ia acontecer. Cheguei cedo, e ainda consegui fotografar as duas equipes posadas. Eis as fotos.

Equipe do Sobradinho.

Equipe do Capital.

Com a bola rolando, as duas equipes adotaram uma postura mais defensiva. Mesmo assim, várias boas chances de gol foram criadas. O Capital, a quem só interessava a vitória, não aceitou a condição de azarão, e, mesmo sem atacar muito, também criou boas chances.

Jogador do Sobradinho tenta ganhar a bola.

A partir dos 20 minutos, o Capital resolveu ousar um pouco mais, e criou algumas boas chances, enquanto o Sobradinho aproveitou os espaços deixados pela equipe visitante para explorar os contra-ataques. E, aos 29 minutos, o Capital finalmente abriu a contagem. Lucas Ferreira aproveitou rebote do goleiro Osmair para marcar 1 a 0 para o time visitante.

Comemoração do gol do Capital.

Em desvantagem, o Sobradinho foi para o ataque, enquanto o Capital recuou. Mas a equipe visitante soube se defender bem, e ainda levou perigo em contra-ataques. E, assim, o Capital foi para os vestiários com a vantagem mínima.

Jogador do Sobradinho protege a bola.

No segundo tempo, como esperado, o Sobradinho foi para cima, em busca do empate. E a situação do Capital se complicou aos 8 minutos, quando Arthur foi expulso por reclamação.

Após cobrança de escanteio, boa chance para o Leão da Serra.

O Sobradinho pressionava, mas o gol demorava a sair.

E, como era de se esperar, o jogo passou a ser do ataque do Sobradinho contra a defesa do Capital. Mas o empate do Sobradinho só veio aos 30 minutos, com Johnes. Tudo igual de novo, 1 a 1.

Sobradinho comemora o gol de empate.

Embora o empate já classificasse o Sobradinho, o time continuou criando boas chances para virar o jogo, enquanto o Capital parecia entregue. Mas, aos 40 minutos, a equipe visitante assustou, com uma cobrança de falta que carimbou a trave. Nos acréscimos, um momento curioso: em uma falta para o Capital na intermediária, o goleiro Arthur Sérgio, ao invés de ir para a área cabecear, foi cobrar a falta. E, apesar de o lance decorrente da cobrança ter assustado, o jogo terminou mesmo empatado em 1 a 1.

O resultado colocou o Sobradinho na grande decisão do 2º turno do Candangão, contra o Ceilândia. As duas equipes se enfrentam no próximo domingo, também em jogo único, no Augustinho Lima. Quem se classificar - o Sobradinho tem a vantagem do empate - decide o campeonato contra o Luziânia, campeão do 1º turno. Uma reta final que promete. O Sobradinho, que não levanta a taça desde 1986, quer reviver seus dias de glória, e trazer de novo a taça para a cidade serrana. O Ceilândia quer repetir a conquista de dois anos atrás, quando venceu o Brasiliense e inscreveu seu nome na galeira dos campeões candangos. E o Luziânia quer fazer história, tornando-se o primeiro clube goiano a ser campeão do Distrito Federal. Agora, resta esperar pelos grandes jogos que virão.

Fim de jogo, tomei o caminho de casa, para descansar e me preparar para a sexta-feira que vinha chegando.