sexta-feira, 27 de junho de 2014

CdT na Copa - Parte 4: Portugal derrota Gana e decreta eliminação de ambas

E a Copa do Mundo não para aqui no Campo de Terra. A última quinta-feira brindou os brasilienses com mais uma partida pelo Mundial, envolvendo Portugal e Gana. Dentro de campo, a situação das duas equipes era muito parecida: ambas com um ponto - os africanos tinham um saldo de gols melhor -, ambas precisavam vencer, e torcer para que a partida entre Alemanha e Estados Unidos tivesse um vencedor. Ainda assim, a vaga seria decidida no saldo de gols. Se a outra partida terminasse empatada, tanto alemães quanto estadunidenses se garantiriam na na próxima fase, e portugueses e ganeses veriam o restante do Mundial pela TV. Assim, o jogo era de vida ou morte, e ambos ainda dependiam do placar do outro jogo. Do lado de fora do campo, os ganeses ameaçavam não entrar em campo, alegando dívidas da Federação com relação a premiações, e dois dos principais jogadores, Muntari e Boateng, foram afastados por indisciplina. Contornadas as ameaças, a bola rolou.

Ataque português, com a defesa de Gana protegendo.

Durante o primeiro tempo, Portugal foi ligeiramente superior, mas os ganeses também tinham suas chances. Por um tempo, o placar ficou zerado, com as equipes desperdiçando suas chances.

Briga pela bola, no ataque ganês.

Mas demorou 30 minutos para as redes balançarem: o zagueiro ganês Boye, tentando cortar um cruzamento, jogou contra o patrimônio e fez 1 a 0 Portugal.

Bola no alto.

Portugal contava com as jogadas individuais de Cristiano Ronaldo, mas os demais jogadores da equipe não estavam à altura. Os ganeses não tinham sucesso em suas ações. O primeiro tempo, assim, terminou mesmo com a vantagem mínima para os lusitanos.

Ainda Portugal com a bola.

O segundo tempo foi igualmente equilibrado. E, aos 11 minutos, Gana chegou ao empate, com Gyan. Os africanos, com esse gol, ficaram em uma boa situação, e, enquanto a Alemanha vencia os Estados Unidos, estavam a um gol de se classificarem para a próxima fase. Mas Gana não conseguiu balançar as redes, e ainda ficou atrás no marcador novamente: aos 35 minutos, o goleiro ganês espalmou a bola nos pés de Cristiano Ronaldo que, da marca do pênalti, não desperdiçou, e recolocou os lusos em vantagem.

Ainda Portugal com a bola, no ataque.

Os minutos finais foram os melhores do jogo, com as duas equipes, especialmente os portugueses, perdendo grandes chances de marcar. Mas não conseguiram, e o jogo terminou mesmo com vitória portuguesa por 2 a 1.

Defensor de Gana protege.

O resultado, porém, foi ruim para os dois times, que se despediram do Mundial. A Alemanha ratificou a vitória sobre os Estados Unidos, garantiu a primeira posição do grupo, e, no saldo de gols, os americanos superaram os portugueses e também se garantiram. Portugal e Gana, de quem se esperava muito mais, voltam para casa mais cedo. Da minha parte, coloquei os ganeses na minha lista de seleções vistas ao vivo, que chega agora a 15 integrantes.

Fim de jogo, fui com os primos Jonas e Luciano, o amigo Luiz, que veio de Mauá para ver essa partida, e meu pai, ao shopping, para finalmente almoçar. No estádio, também encontrei o amigo Estevan, do Jogos Perdidos, que tomou o caminho de Goiânia após o jogo. Após o jantar, voltei para casa, para o merecido descanso.

CdT na Copa - Parte 3 - Brasil joga mal, mas derrota Camarões e avança

E chegamos à terceira partida disputada na Capital da República na Copa do Mundo. Na última segunda-feira, foi a vez da partida mais esperada pela maior parte dos brasilienses, entre Camarões e Brasil. A seleção camaronesa, 14ª integrante da minha lista de seleções vistas ao vivo, chegou ao Brasil em crise, por conta da briga por premiações, e, em dois jogos, havia sofrido duas derrotas e cinco gols, sem balançar as redes adversárias nenhuma vez. O Brasil, com uma vitória e um empate, ainda estava longe de apresentar um futebol convincente, mas, mesmo assim, ia somando os pontos de que precisava. Chegou a essa partida ainda não classificado, mas só seria eliminado se perdesse, e o jogo entre Croácia e México terminasse sem um vencedor. Ainda assim, é claro que todos os presentes esperavam um grande jogo - e a maioria queria a vitória da seleção anfitriã da Copa.

E, apesar do bom começo dos brasileiros, criando algumas boas chances nos primeiros minutos, não se pode dizer que a seleção brasileira jogou bem na primeira etapa. Depois de poucos minutos, Camarões se acertou e conseguiu até mesmo criar algumas boas jogadas.

Panorâmica do jogo no primeiro tempo.

O Brasil dependia muito das ações individuais. E acabou chegando ao gol por meio de seu melhor jogador na partida: Neymar, após cruzamento de Luiz Gustavo, chutou no canto para fazer 1 a 0 Brasil.

Bola na área: Brasil tenta chegar na bola parada.

Surpreendentemente, os camaroneses passaram a pressionar após o gol do Brasil. Matip teve duas chances para igualar o marcador. Na primeira, carimbou a trave. Mas, na segunda, logo em seguida, não teve jeito, e ele reestabeleceu a igualdade no marcador: 1 a 1, com 25 minutos de jogo.

A bola viaja em direção ao travessão: quase o empate camaronês.

O Brasil continuava encontrando dificuldades, e criava pouco. Foi preciso uma jogada individual de Neymar para recolocar o Brasil na frente. Ele recuperou uma bola e fez bela jogada pela direita, recolocando o Brasil na frente: 2 a 1.

O Brasil ainda teve mais algumas poucas chances, mas não balançou mais as redes, e o placar do intervalo foi mesmo a vantagem brasileira por dois gols a um.

No segundo tempo, Paulinho saiu para dar lugar a Fernandinho. O time, mesmo sem ser brilhante, melhorou após essa mudança. Camarões praticamente renunciou ao jogo, e não assustou mais a seleção brasileira, que manteve a partida sob controle.

Brasil no ataque, já na segunda etapa.

E, já aos quatro minutos, Fred fez o terceiro gol do Brasil, que praticamente definiu a partida. Com o resultado garantido, Neymar acabou sendo substituído para se poupar para a próxima fase, e o Brasil apenas manteve o jogo sob controle, sem criar muita coisa. Aos 39 minutos, Fernandinho foi recompensado, e guardou o seu, fazendo 4 a 1 para o Brasil. E foi só.

Jogador de Camarões protege a bola.

Apesar da elasticidade do placar, e da bela festa da torcida, o Brasil deixou muita gente com a pulga atrás da orelha, com um futebol muito aquém do que se espera. Chegou a estar ameaçado de perder a primeira posição do grupo, enquanto o México fazia 3 a 1 na Croácia - o gol croata e o quarto gol brasileiro acabaram definindo a ponta da tabela para os canarinhos, que agora enfrentam o Chile. Camarões, por sua vez, volta para casa com a pior campanha entre os 32 participantes do Mundial, tendo sofrido três derrotas e nove gols, e marcado apenas um. Triste realidade para uma seleção que, há 16 anos, encantou o mundo em solos italianos.

Encerrada a partida, fui com a família, que havia visto o jogo comigo, à ótima pizzaria Babbo Giovanni, para jantar, e em seguida voltar para casa, para o merecido descanso.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

CdT na Copa - Parte 2: Colômbia derrota Costa do Marfim e lidera

E a Copa do Mundo continua no Campo de Terra. Após a partida entre Suíça e Equador, que teve um final emocionante, chegou a vez de ver Colômbia e Costa do Marfim se enfrentarem. Pela primeira vez neste Mundial, coloquei duas seleções na minha lista de uma vez, chegando essa lista a 13 integranes. Quanto aos times, a Colômbia, mesmo sentindo a falta de Falcão Garcia, que não participa do Mundial por contusão, começou bem, vencendo a Grécia por 2 a 1. Acima de tudo, impressionou a presença da torcida colombiana, tanto na estreia no Mineirão quanto na partida que aqui estamos descrevendo. Os marfinenses também estrearam bem, com uma virada sobre o Japão. O jogo de hoje valeria a liderança do grupo - e, como já citado, os colombianos, sabendo disso, compareceram em grande número.

Mané Garrincha, pouco depois da abertura dos portões

O jogo foi bastante movimentado no primeiro tempo. A Colômbia era ligeiramente superior, e atacava mais, mas, curiosamente, conseguia suas melhores chances de gols em contra-ataques.

Costa do Marfim com a bola: não sei se vou conseguir outro close assim nesta Copa.

Porém, apesar de toda a disposição, as duas equipes terminaram o primeiro tempo sem balançar as redes. Talvez o jogo merecesse mais gols nessa primeira etapa, mas o placar ficou inalterado.

Bola na área marfinense: apesar de todo esforço colombiano, 0 a 0 no 1º tempo.

Quando começou o segundo tempo, com um panorama semelhante ao da primeira etapa, Drogba, estrela marfinense, foi para o aquecimento, para delírio do público presente - especialmente daqueles que não torciam por nenhuma das duas seleções. Alguns minutos depois, ele acabou entrando. E, se contra o Japão a equipe africana marcou dois gols logo após sua entrada, dessa vez o efeito foi o inverso: aos 18 minutos, pouco depois da entrada de Drogba, James Rodriguez abriu a conta para os colombianos. E, aos 24, Quintero puxou ataque pela direita e aumentou a vantagem colombiana.

Briga pela bola.

Pouco depois, aos 27 minutos, Gervinho recolocou os marfinenses no jogo, diminuindo a diferença ao marcar um gol em bela jogada individual. Depois do gol, a Costa do Marfim passou a acreditar no empate, e partiu para cima, criando boas chances de gol. Mas a partida terminou mesmo com a vitória colombiana por 2 a 1.

Novamente a bola no meio de campo.

Com o resultado, a seleção colombiana manteve sua bela campanha, com duas vitórias em dois jogos. A Costa do Marfim caiu pela primeira vez no Mundial, e agora joga a classificação diante da Grécia. No balanço final, o público que lotou o Mané Garrincha presenciou um bom jogo, e uma bela festa da torcida, especialmente da colombiana.

Encerrada a partida, voltei para casa, para ver pela TV o jogo entre Inglaterra e Uruguai - e, mais tarde, Japão e Grécia. Já pensando na próxima aventura no estádio.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

CdT na Copa - Parte 1: Suíça vence Equador no apagar das luzes

E as férias do Campo de Terra chegaram ao fim. Depois de três dias de Copa do Mundo, e com grandes jogos fora de Brasília, finalmente a bola rolou na Capital Federal. A partida entre Suíça e Equador marcou a estreia do Mané Garrincha na competição, e naturalmente eu não poderia deixar de estar presente. As duas equipes faziam sua estreia. Eu, pessoalmente, não somente via a minha primeira partida na Copa de 2014, mas também a minha primeira partida em Copas do Mundo em geral. Para completar, incluí a seleção suíça na minha lista de equipes vistas ao vivo - esta tornou-se a 11ª seleção nacional que eu já vi in loco, nada mau para quem, um ano e meio atrás, havia visto somente quatro equipes nacionais. O Equador não era nenhuma novidade na minha "lista", mas eu não o via desde o distante 1993, ou seja, havia 21 anos. Assim, segui junto de meu pai e do amigo Fernando Martinez, do excelente blog Jogos Perdidos para o Mané Garrincha, para ver esse grande jogo.

Chegando ao estádio, destaque para a excelente presença de suíços e, principalmente, de equatorianos. Mas gente de todo o mundo marcava presença na cancha candanga. Uma bela festa mundial. Como tem sido em todos os jogos da competição, aliás.

Chegada da torcida ao Mané Garrincha.

Com a bola rolando, os primeiros minutos foram mornos, sem que nenhuma das duas equipes ousasse muito. Coube ao time suíço tomar a iniciativa do jogo, e, após alguns minutos, surgiram as primeiras chances de gol da partida, geralmente a favor do time suíço. Mas quis o destino que fosse o Equador a abrir a conta: aos 21 minutos, após cobrança de falta, Enner Valencia, de cabeça, colocou a equipe sulamericana na frente.

Equador no ataque.

Após o gol, teve início uma pressão quase total da seleção suíça. Os europeus foram para cima e perderam várias oportunidades de aumentar ainda mais a diferença. O Equador muito raramente conseguia sair de seu campo de defesa - apenas nos minutos finais da primeira etapa eles tentaram alguma coisa. Mas não foi o suficiente para chegarem ao empate. E o primeiro tempo terminou mesmo com o Equador na frente, por 1 a 0.

Comecinho do segundo tempo: Equador parte da defesa.

Porém, após a volta do intervalo, demorou apenas dois minutos para que a Suíça fizesse o que não fez no primeiro tempo todo: o gol. Mehmed, que havia entrado no intervalo, também de cabeça, colocou todo igual no marcador, recompensando a seleção suíça por toda a pressão que já vinha fazendo.

Suíços comemoram gol de empate.

A Suíça continuou melhor, mas já sem toda aquela intensidade da primeira etapa. Drmic ainda teria um gol anulado por impedimento aos 24 minutos.

Falta para o Equador: bola na área.

Já nos acréscimos, o Equador ainda teve a chance de passar na frente, quando Arroyo recebeu livre. Porém, ao invés de chutar de primeira, ele retardou o chute e acabou desarmado. O castigo pelo gol perdido acabou vindo e, no contra-ataque que seguiu-se ao lance, praticamente na última jogada da partida, a seleção suíça marcou o gol da vitória, com Seferovic. Pouco depois, a arbitragem apitou o final da partida.

A Suíça começou bem a Copa do Mundo, e largou na frente - seria ultrapassada pela França no saldo de gols, após esta bater Honduras. Mas, especialmente, tanto brasilienses quanto pessoas de todo o planeta que tomaram as cadeiras do Mané Garrincha apreciaram um belíssimo espetáculo, não só no campo como também nas arquibancadas.

Encerrado o jogo, fomos, junto com o Estevan Azevedo, também do Jogos Perdidos, almoçar no Boulevard Shopping, e em seguida partir para o merecido descanso. Muitos jogos in loco ainda virão nessa Copa do Mundo, e vamos nos preparar para eles.

sábado, 17 de maio de 2014

Considerações sobre a final do Candangão

Neste sábado, estive no Estádio Mané Garrincha, onde se disputou a final do Campeonato Brasiliense, entre Luziânia e Brasília. Por razões diversas, acabei não preparando a matéria do jogo. No entanto, é necessário vir a esse espaço para fazer algumas breves considerações sonre esse jogo.

A primeira consideração é de ordem pessoal. Cheguei, nessa partida, a 700 jogos vistos em estádios. Jogos em que vi 228 clubes e 10 seleções diferentes, em 55 estádios, distribuídos por 35 cidades desse planeta. Muitas frustrações, inúmeras alegrias, e, acima de tudo, muito prazer com esse esporte apaixonante que é o futebol. No total, vi as redes balançarem por 1.966 vezes.

No que diz respeito ao jogo, o Luziânia, que já havia conquistado a vantagem de jogar por dois resultados iguais por ter a melhor campanha, aumentou ainda mais sua vantagem no jogo de ida, ao vencer por 3 a 2. Aí, mesmo com o Brasília vencendo a segunda partida por 1 a 0, a equipe goiana levantou a taça. E, pela primeira vez na história, o título de campeão brasiliense sai do Distrito Federal. Vai, de forma justa, para o Luziânia, time dono de uma fanática torcida, e que foi o melhor do campeonato por praticamente toda a fase de classificação.

Muito provavelmente, não haverá mais jogos em Brasília antes da Copa do Mundo. Talvez eu assista a mais algum jogo em outra cidade antes dessa competição. Mas, de toda forma, estou tirando umas férias até o início do Mundial, competição que acompanharei, e pretendo escrever aqui sobre os jogos a que assistirei. Assim, a não ser que eu assista a algum jogo que, por alguma razão muito especial, não possa ficar sem um relato aqui no Campo de Terra, só voltarei a postar no Mundial.

Grande abraço a todos, e até breve.

domingo, 11 de maio de 2014

Mauaense abre vantagem, mas cede empate ao Jabaquara

Mais uma cancha nova me esperava no último sábado. Em mais uma passagem pela capital paulista, dessa vez não fui tão longe quanto algumas semanas atrás, quando fui a Indaiatuba para ver o jogo entre Primavera e Elosport.. Fui à Grande São Paulo, mais precisamente ao Estádio Pedro Benedetti, na cidade de Mauá, onde Mauaense e Jabaquara se enfrentaram. Muito bem recebido pelo amigo Luiz Gustavo Folego e por sua namorada Juliana, almoçamos no shopping e depois fomos ao estádio. O Grêmio Mauaense se tornou o 228º clube da minha lista pessoal, e o estádio também foi novidade para mim. Quanto às equipes, o Mauaense levava o favoritismo, por jogar em casa, e por ter uma campanha muito melhor (13 pontos, contra quatro do clube santista). Mas certamente o Jabuca, que precisava vencer se sonhasse em reagir, ia querer complicar a vida do time da casa. No estádio, encontrei alguns amigos do anfitrião Luiz Gustavo, e aguardamos o apito inicial.

Entrada inferior do estádio. Os cartazes deixavam claro que ninguém entraria por aí.

Panorâmica do Pedro Benedetti. O Rodoanel passa por trás do estádio.

O jogo começou devagar, com poucas chances de gol. Mas, aos nove minutos, após uma falha da defesa do Jabaquara, Clécio chutou de longe e e balançou as redes, colocando o Mauaense na frente.


Mauaense com a bola.

O time do Jabaquara não conseguia se achar no jogo, e o Mauaense tinha suas melhores chances na bola parada. E foi assim que o time da casa chegou ao segundo gol. Após uma série de três escanteios, Volpe marcou o segundo: Mauaense 2 a 0.

Defesa do Mauaense chega na frente.
Depois do segundo gol, o Jabaquara melhorou e criou algumas chances. Aos 38 minutos, veio o primeiro gol da equipe santista, com Rodrigo Cobrinha. E os dois times até tentaram, mas não conseguiram mais mexer no placar até o intervalo.

Escanteio para o Mauaense.
No segundo tempo, os dois times tentavam criar chances, mas esbarravam nas defesas adversárias. As chances do Jabaquara eram um pouco melhores, com o time da casa recuado, buscando manter a vitória. Por volta dos 15 minutos, o Mauaense passou a atacar mais Porém, por preciosismo e falta de pontaria, o time não conseguia chegar ao terceiro gol.

Escanteio para o Mauaense, agora no segundo tempo.
O Jabaquara se aproveitou disso para tentar atacar, e buscar o gol de empate, mas o Mauaense, no geral, mantinha o perigo longe do gol. Porém, aos 32 minutos, o Mauaense pagou o preço, e acabou levando o gol de empate. Rodrigo Cobrinha, de pênalti, marcou o segundo do "Jabuca". Depois disso, as equipes levaram pouco perigo, e pareciam conformadas com o empate. E, sob uma garoa e um frio congelante, o árbitro determinou o final da partida com o empate em 2 a 2.






Alguns flashes do segundo tempo.

Mesmo com o empate que teve um sabor amargo, o Mauaense continua na liderança do grupo, com 14 pontos. O Jabaquara, longe de convencer, chegou a cinco pontos com esse empate. Com quatro rodadas por jogar, o Mauaense está em uma situação relativamente tranquila, mas, a partir de segunda-feira, poderá ter um grande problema, pois o TJD julgará o time por confusões no jogo com o São Vicente, e a equipe de Mauá pode ter que jogar algumas partidas longe de casa. O Jabuca terá que encontrar forças para reagir, pois o futebol apresentado pelo time foi fraco.

Final de jogo, peguei o trem da CPTM para retornar à capital paulista - e retornar a Brasília no dia seguinte, logo cedo.

sábado, 3 de maio de 2014

Sport vence Brasília e elimina Colorado da Copa do Brasil

Pelo quarto meio de semana consecutivo, eu me dediquei a ver uma partida da Copa do Brasil, competição que, em suas primeiras fases, permite alguns confrontos raros e alguns times novos para a minha lista de equipes vistas in loco. Assim, eu vi a classificação do Atlético-GO sobre o Flamengo-PI, o empate entre Goiás e Botafogo-PB, que classificou os paraibanos, e a inútil vitória do Brasiliense sobre o Princesa do Solimões. A jornada foi completada no estádio Mané Garrincha, onde se enfrentaram Brasília e Sport Recife. Esse confronto não acrescentou nenhum time novo à minha lista e, a bem da verdade, o próprio confronto não era inédito para mim, já que esses dois times também se enfrentaram pela competição em 2010, com vitória pernambucana. No confronto dessa última quinta-feira, feriado do Dia do Trabalho, o panorama não era diferente: os pernambucanos, mesmo com um time misto, eram amplamente favoritos para essa partida. O Brasília, ainda embalado pelo título da Copa Verde, chegaria disposto a mudar essa história. O jogo valia, ainda, como uma espécie de "Recopa", por envolver os campeões da Copa Verde e da Copa do Nordeste. O confronto prometia, e, entre torcedores do Brasília, do Sport e (muita) gente mais interessada em visitar o "estádio da Copa" do que na vitória de algum dos times, um bom público se fez presente.

O jogo começou com o Brasília errando muito, e o Sport tocava a bola com facilidade. Talvez nervoso por enfrentar um time de grande importância no cenário nacional, o Brasília começou o jogo, e demorou para se acertar. Depois de alguns minutos, enfim o Colorado acertou a marcação, mas pouco perigo levava ao gol do time pernambucano, que, quando o Brasília atacava, se defendia bem.

Bola alta.

O Sport era melhor no jogo, e dominava as ações. O Brasília teve poucas chances reais de gol. No entanto, a defesa colorada conseguia manter o zero no placar. Mas aos 34 minutos, não teve jeito. Após o zagueiro André cortar um cruzamento com a mão, o árbitro marcou pênalti para o Sport. Leonardo cobrou bem e colocou o Leão na frente.

Jogador do Sport vai para cima.

O segundo gol veio cinco minutos depois, com Augusto César. O Brasília parecia abatido, e pouco conseguiu fazer até o intervalo da partida. O Sport também administrou o resultado, e pouca coisa relevante aconteceu até o apito final dos 45 minutos.

Agora, é o Brasília que chega.

Sem nada a perder, o Brasília foi para o ataque na segunda etapa. Mas pouco conseguiu produzir, e ainda deixou espaços, permitindo os contra-ataques do time pernambucano. Em um desses contra-ataques, Ananias marcou o terceiro gol do time pernambucano. A essa altura, eram jogados 14 minutos da etapa final.

Sport no ataque.

O resultado dava ao Sport a classificação direta para a segunda fase, eliminando o jogo de volta. O Brasília precisava de dois gols para forçar o segundo jogo. E acabou marcando um desses gols aos 35 minutos, com Kaká. Depois disso, o Colorado teve seu melhor momento na partida, e pressionou em busca do segundo gol. A melhor chance veio com uma bola no travessão de Clodoaldo. Mas o placar final foi mesmo de 3 a 1 para o Sport.

Tentativa do Brasília

Com o resultado, o Leão avança na Copa do Brasil, e terá pela frente o Paysandu. O Brasília se concentra no Candangão, onde terá pela frente o Brasiliense, no próximo domingo - o Colorado venceu por 1 a 0 a partida de ida. O Sport tem ainda o Campeonato Brasileiro pela frente, e, devido a uma aberração do regulamento, precisa ser eliminado da Copa do Brasil nas próximas fases para ter direito de disputar a Copa Sulamericana. Outra aberração do regulamento faz com que o Brasília seja obrigado a se classificar para a final do Candangão, pois, do contrário, não terá mais nenhum jogo por fazer o ano inteiro.

Final de jogo, tomei o caminho de casa, para o merecido descanso, e para um feriado que estava apenas começando.

domingo, 27 de abril de 2014

Primavera goleia Elosport em Indaiatuba

No último sábado, resolvi respirar outros ares e "matar" mais dois clubes e um estádio. Fui para a cidade de Indaiatuba, mais exatamente ao estádio Ítalo Mário Limongi, onde se enfrentaram Primavera e Elosport, pela Segunda Divisão paulista. De um lado, o Fantasma da Mogiana, time antigo, tradicionalíssimo, e, do outro, o jovem clube de Capão Bonito, que se profissionalizou há apenas 17 anos. O Primavera somava quatro pontos em dois jogos, e o Elosport tinha apenas um, nos mesmos dois jogos. Com os dois, minha lista de clubes vistos ao vivo chegava a 227 integrantes, além de dez seleções nacionais. Após pouco mais de uma hora de estrada, saindo do Tietê, cheguei a Indaiatuba para essa partida. 

A poucos metros da saída da Rodoviária, placa indica sede do clube.

Visão externa do Estádio Ítalo Mário Limongi

O jogo começou bastante movimentado, mas com poucas chances. O Primavera era um pouco melhor, em termos de domínio territorial, mas também criava pouco. Por volta dos 10 minutos, o Elosport teve uma grande chance, em uma bobeada do meio-campo do Primavera, mas acabou desperdiçando a chance. 

Tentativa do Elosport, e a defesa do Primavera protege.

Bola na área: Elosport no ataque.

No geral, após o começo um pouco melhor do Primavera, o jogo ficou equilibrado, sem um domínio claro. No entanto, a movimentação diminuiu, e o jogo acabou ficando fraco. Somente por volta dos 40 minutos o Primavera teve algumas chances de marcar. E essa breve pressão rendeu frutos: aos 44, após cobrança de lateral na área, Juninho acertou uma cabeçada e fez 1 a 0 para o time da casa. O curioso é que o Primavera vinha hesitando em mandar bola alta na área em cobranças de falta e escanteio. Resolveu fazer isso em uma cobrança de lateral, e o gol saiu. 

Agora, é o Primavera no ataque.

O Primavera chegou a ter a chance de aumentar, em um chute de fora da área. Mas o primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem mínima do Fantasma da Ituana. 

Primavera com a bola.

Aproveitei o intervalo para comer um pastel na lanchonete do estádio. Nessas horas, eu lembro do "Selo JP de qualidade", criado pelo pessoal do Jogos Perdidos para as opções gastronômicas dos estádios. Assim sendo, esse pastel ganhou o "Selo CdT de qualidade" com louvor. 

E, logo no começo do segundo tempo, Cris marcou o segundo do Primavera, após se livrar de um zagueiro e chutar cruzado. Pouco antes, o Elosport teve uma chance de empatar, em uma cobrança de falta que passou raspando. Mas, depois disso, o nível do jogo voltou a cair, e a partida ficou, inclusive, muito faltosa. 

Jogadores brigam pela bola.

Primavera se defende.

A partir dos 20 minutos, o Primavera melhorou, e criou até algumas chances de marcar o terceiro. E chegou às redes em uma falha da defesa do Elosport. Juninho chutou da intermediária e encobriu o goleiro, marcando um golaço. 

Ataque do Primavera, e o Elosport se defende.

Mais bola na área.

O Primavera continuou pressionando, mas as redes não balançaram mais. O resultado final foi de 3 a 0 para o time da casa. 

Mais um flash.

Com o resultado, o Primavera foi dormir na liderança do Grupo 4 da competição, mas, no domingo, acabou ultrapassado pelo Paulínia, que derrotou o SEV, time da cidade de Hortolândia, pelo mesmo placar. O Paulínia, vale destacar, tem um jogo a mais. O Elosport divide a lanterna do grupo com o próprio SEV, enquanto o Sumaré está no "miolo", com apenas três pontos. Tem muito jogo ainda pela frente, mas o grupo começa a mostrar a sua cara. 

Fim de jogo, tomei o ônibus na Rodoviária de Indaiatuba, a poucos metros do estádio, e retornei à Capital Paulista.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Brasiliense vence Princesa do Solimões, mas está eliminado da Copa do Brasil

Pela terceira quarta-feira consecutiva, a Copa do Brasil, com direito a time novo na lista, esteve no cardápio futebolístico. Na última quarta-feira, porém, não precisei pegar a estrada. A poucos quilômetros da minha casa, no Estádio Serejão, fui ver o confronto entre Brasiliense e Princesa do Solimões. A equipe da cidade amazonense de Manacapuru - que entrava na minha lista pessoal como o 225º clube - chegou a essa partida com uma boa vantagem construída na partida de ida: na ocasião, os amazonenses venceram por 3 a 1. O Brasiliense precisava vencer por 2 a 0, ou por três gols de diferença, para seguir vivo. O Princesa, com a faca e o queijo na mão, chegou a essa partida em uma situação tranquila, mas o Brasiliense certamente ia querer complicar sua vida. 

O jogo começou com alguns minutos de pressão do Princesa, mas não demorou muito para o Brasiliense equilibrar as ações. E, após nove minutos de jogo, o Jacaré abriu o placar. Luiz Carlos, em uma jogada confusa, colocou o time da casa na frente. Depois do gol, o Brasiliense passou a ter o domínio, e jogava praticamente no campo do time amazonense, mas tentava superar a marcação com chutes de fora da área, que invariavelmente passavam longe do gol. 

Flash do 1º tempo.

O Brasiliense chegou a ter um gol anulado aos 30 minutos, em um momento em que o jogo estava equilibrado. Mas, logo em seguida, o Princesa chegou ao empate, com Nando, que fez uma bela jogada individual e chutou cruzado, marcando um golaço. E, depois de quinze minutos de pouca emoção, o primeiro tempo terminou mesmo empatado em um gol. 

O Brasiliense começou a segunda etapa carimbando o travessão, ainda no primeiro minuto de jogo. Precisando vencer, o Jacaré foi para cima. E, aos 13 minutos, veio o segundo do Brasiliense: Luiz Carlos recebeu passe e estufou as redes, recolocando o Jacaré na briga. Depois, o time puxou o freio de mão, mas, ainda assim, chegou ao terceiro gol aos 23 minutos, com Zé Roberto. 

Flash do 2º tempo

Depois do terceiro gol, o Brasiliense recuou, permitindo a pressão do Princesa. E, aos 33 minutos, veio o castigo: Edinho Canutama chutou cruzado para diminuir a diferença - e recolocar o time amazonense em vantagem no placar agregado. 

O Brasiliense chegou ao quarto gol aos 40 minutos, novamente com Luiz Carlos. Depois disso, o Jacaré pressionou, em busca do gol que lhe daria a classificação. até o goleiro Welder foi para o ataque para tentar marcar. Mas não houve mais gols.

Assim, o Princesa do Solimões segue na Copa do Brasil, e enfrenta o Santos na segunda fase. O Brasiliense, eliminado, foca suas atenções no Candangão. Os amazonenses também têm o torneio local para disputar, antes da partida com o time paulista, e seguem com esperanças de conquistarem o bicampeonato.

Encerrada a partida, tomei o rumo de casa, e ainda preparei esta matéria, antes do sempre merecido descanso.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Brasília derruba Paysandu e é campeão da Copa Verde

Na última segunda-feira, foi comemorado o aniversário de Brasília. E, entre as tantas atrações que marcaram as comemorações do 54º aniversário da Capital da República, o futebol também marcou presença. Após um adiamento por conflito de datas, a final da Copa Verde, entre Brasília e Paysandu, finalmente foi jogada. A partida aconteceu no Mané Garrincha, e a equipe paraense chegou a esse jogo com vantagem: depois de vencer por 2 a 1 o jogo de ida, em Belém, o Paysandu jogava pelo empate, ou até mesmo por uma derrota por um gol de diferença, desde que marcasse, no mínimo, dois gols. O Brasília levaria a taça com uma vitória por 1 a 0, ou por dois ou mais gols de diferença. Se vencesse por 2 a 1, o Colorado levaria o jogo para os pênaltis. O Colorado buscava ainda seu primeiro título desde 1987, ocasião em que venceu seu último Candangão. O Paysandu levou uma numerosa torcida ao Mané Garrincha. E era um time que eu não via in loco desde o distante 7 de outubro de 2006, quando, ainda no antigo Mané Garrincha, o time caiu diante do Gama por 3 a 1, sob uma chuva torrencial.

Placar do Mané Garrincha anuncia o jogo que está por começar.

O Paysandu assustou nos primeiros minutos, dando a impressão de que acabaria marcando o gol e confirmando seu título. Mas o domínio do time paraense durou pouco. O Colorado se acertou e passou a comandar as ações, atacando mais e criando as melhores chances de marcar. O time tocava a bola pacientemente, buscando espaços na defesa do Papão.

Flash do primeiro tempo.

Porém, as redes só balançaram aos 37 minutos, quando parecia que o jogo iria para o intervalo sem bolas na rede. Clécio fez uma bela jogada e, com o goleiro já batido, chutou para o gol. O zagueiro Charles fez as vezes do goleiro e espalmou a bola para a trave: pênalti e expulsão. Gilmar cobrou a penalidade e colocou o Colorado na frente. Depois disso, o time só esperou o apito final, para ir aos vestiários com a vantagem que, se mantida, daria o título.

Quando a bola rolou para o segundo tempo, o Brasília chegou ao segundo gol aos 10 minutos. Após fazer bela jogada, Fernando cruzou para Alekito, que chutou firme e aumentou a vantagem do Colorado.

Flash do segundo tempo.

O jogo ficou bom, e o Brasília ainda teve algumas boas chances de aumentar a diferença. Porém, o time optou por gastar o tempo, e, em um dado momento, exagerou no recuo. Assim, quando a segunda etapa se aproximava do final, quando parecia que o título estava garantido, o Paysandu diminuiu, com Leandro Carvalho. Antes disso, o time paraense já havia tido um gol mal anulado. Depois do gol, o Brasília até tentou o gol, mas a partida terminou mesmo com a vitória do Brasília por 2 a 1.

O resultado levou a decisão para os pênaltis. O Brasília errou sua primeira cobrança, com Matheuzinho. Depois disso, a série de cobranças foi seguindo, com todos os cobradores convertendo. Até que Lima, que cobrou o quinto pênalti para os paraenses - e que daria o título ao time se acertasse -, desperdiçou sua cobrança, e levou a decisão para as cobranças alternadas. Novamente, os cobradores acertaram suas cobranças, até que Heilton teve sua cobrança defendida pelo goleiro colorado, Artur. Fernando, então, teve a cobrança decisiva em seus pés. Matheus ainda alcançou a bola, para desespero temporário da torcida colorada, mas acabou espalmando para dentro, e deu o título ao Brasília.

Dessa forma, o Brasília venceu a primeira edição da Copa Verde. O título vale uma vaga na Copa Sulamericana de 2015. Mas o mais importante foi levantar uma taça inédita, e sair de um jejum de títulos que já durava 27 anos - desde o Candangão de 1987. O Paysandu teve como destaque a sua torcida, que compareceu em excelente número. Mas é notório que o time precisa melhorar se tiver maiores aspirações. De toda forma, a Copa Verde se mostrou uma ótima iniciativa, e certamente vai ajudar o futebol dos Estados envolvidos a se reerguer.




Imagens da comemoração do Brasília.

Encerrado o jogo, e após um jantar revigorante, voltei para casa e me preparei para mais uma semana que estava por começar.