quinta-feira, 3 de maio de 2012

Empate contra o Capital coloca Sobradinho na final do 2º turno

Uma tarde de quinta-feira é um horário um tanto inusitado para uma partida de futebol, ainda mais se for uma partida decisiva. Mas a Federação Brasiliense achou que esse seria um bom horário para marcar a semifinal do segundo turno do Candangão, entre Sobradinho e Capital, no Estádio Augustinho Lima. A partida valia a vaga na decisão do returno, com o Sobradinho precisando apenas de um empate. Pela campanha na primeira fase, o time da casa era teoricamente o favorito, mas nunca seria demais lembrar que na primeira fase, no mesmo Augustinho Lima, as duas equipes estrearam no Candangão com o Capital arrancando uma surpreendente vitória por 2 a 0 sobre o Leão da Serra. Por isso, somente o jogo dentro das quatro linhas daria a resposta final. Quem saísse dessa partida jogaria a decisão do returno contra o Ceilândia, e quem saísse dessa decisão enfrentaria o Luziânia, campeão do primeiro turno, na grande final do Candangão-2012. Sabendo do grande jogo que seria, fui para o estádio da bela cidade serrana de Sobradinho, para ver o que ia acontecer. Cheguei cedo, e ainda consegui fotografar as duas equipes posadas. Eis as fotos.

Equipe do Sobradinho.

Equipe do Capital.

Com a bola rolando, as duas equipes adotaram uma postura mais defensiva. Mesmo assim, várias boas chances de gol foram criadas. O Capital, a quem só interessava a vitória, não aceitou a condição de azarão, e, mesmo sem atacar muito, também criou boas chances.

Jogador do Sobradinho tenta ganhar a bola.

A partir dos 20 minutos, o Capital resolveu ousar um pouco mais, e criou algumas boas chances, enquanto o Sobradinho aproveitou os espaços deixados pela equipe visitante para explorar os contra-ataques. E, aos 29 minutos, o Capital finalmente abriu a contagem. Lucas Ferreira aproveitou rebote do goleiro Osmair para marcar 1 a 0 para o time visitante.

Comemoração do gol do Capital.

Em desvantagem, o Sobradinho foi para o ataque, enquanto o Capital recuou. Mas a equipe visitante soube se defender bem, e ainda levou perigo em contra-ataques. E, assim, o Capital foi para os vestiários com a vantagem mínima.

Jogador do Sobradinho protege a bola.

No segundo tempo, como esperado, o Sobradinho foi para cima, em busca do empate. E a situação do Capital se complicou aos 8 minutos, quando Arthur foi expulso por reclamação.

Após cobrança de escanteio, boa chance para o Leão da Serra.

O Sobradinho pressionava, mas o gol demorava a sair.

E, como era de se esperar, o jogo passou a ser do ataque do Sobradinho contra a defesa do Capital. Mas o empate do Sobradinho só veio aos 30 minutos, com Johnes. Tudo igual de novo, 1 a 1.

Sobradinho comemora o gol de empate.

Embora o empate já classificasse o Sobradinho, o time continuou criando boas chances para virar o jogo, enquanto o Capital parecia entregue. Mas, aos 40 minutos, a equipe visitante assustou, com uma cobrança de falta que carimbou a trave. Nos acréscimos, um momento curioso: em uma falta para o Capital na intermediária, o goleiro Arthur Sérgio, ao invés de ir para a área cabecear, foi cobrar a falta. E, apesar de o lance decorrente da cobrança ter assustado, o jogo terminou mesmo empatado em 1 a 1.

O resultado colocou o Sobradinho na grande decisão do 2º turno do Candangão, contra o Ceilândia. As duas equipes se enfrentam no próximo domingo, também em jogo único, no Augustinho Lima. Quem se classificar - o Sobradinho tem a vantagem do empate - decide o campeonato contra o Luziânia, campeão do 1º turno. Uma reta final que promete. O Sobradinho, que não levanta a taça desde 1986, quer reviver seus dias de glória, e trazer de novo a taça para a cidade serrana. O Ceilândia quer repetir a conquista de dois anos atrás, quando venceu o Brasiliense e inscreveu seu nome na galeira dos campeões candangos. E o Luziânia quer fazer história, tornando-se o primeiro clube goiano a ser campeão do Distrito Federal. Agora, resta esperar pelos grandes jogos que virão.

Fim de jogo, tomei o caminho de casa, para descansar e me preparar para a sexta-feira que vinha chegando.


domingo, 29 de abril de 2012

Sobradinho vence Luziânia e garante primeiro lugar

Depois das definiçoes no Grupo B, na véspera, o domingo foi o dia do veredicto final do Grupo A do Candangão de 2012. Foi nesse contexto que fui para o Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, para acompanhar o confronto entre Sobradinho e Luziânia. Para o time da casa, já classificado, o objetivo era garantir o primeiro lugar do grupo, que viria até mesmo com uma derrota por dois gols de diferença. A situação do Luziânia, já classificado para a final do campeonato, era a seguinte: o time se garantiria nas semifinais do segundo turno com uma vitória. Se empatasse, o time goiano estaria classificado em caso de derrota ou empate do Legião contra o já eliminado Botafogo. Se perdesse, seria ultrapassado pelo Legião caso este empatasse e pelo Brasiliense caso este vencesse o Dom Pedro II e tirasse a diferença no saldo de gols. Assim, o jogo era mais importante para os goianos. E, no horário marcado, eu estava no estádio de Sobradinho, para ver o que ia acontecer. Não sem antes passar pela bilheteria para comprar meu ingresso, e o bilheteiro não ter troco para 10 reais, com o ingresso a 5 reais. Resolvido esse problema, entrei no estádio para ver o que ia rolar
Mesmo já classificado, o Sobradinho não queria correr riscos, e foi para o ataque, criando as melhores chances do início do jogo. E, de fato, o time da casa abriu a contagem aos 20 minutos, com Filipe, que, após cobrança de falta, marcou 1 a 0 para o Leão da Serra.
Luziânia tenta chegar pela lateral.
Em desvantagem, o Luziânia foi para cima, e a defesa do Sobradinho falhava, dando a impressão de que o empate sairia. Mas foi o Leão que chegou ao segundo, aos 32 minutos, em um contra-ataque. Após um cruzamento alto, a zaga do Luziânia falhou e Edicarlos cabeceou fraco, para marcar o segundo.
O Luziânia continuou atacando mais, e a defesa do Sobradinho continuava falhando, permitindo à equipe goiana criar boas chances. Mas a etapa inicial terminou mesmo com a vantagem do Sobradinho por 2 a 0.
Luziânia no ataque.
Após o intervalo, porém, demorou apenas dois minutos para o Leão marcar o terceiro. Após falha do goleiro, que soltou a bola, Edicarlos mandou para dentro, fazendo a festa da torcida.
Sobradinho comemora terceiro gol.
O Luziânia demorou dois minutos para diminuir, com um chutaço de Kabrine de fora da área. Sobradinho 3 a 1.
Depois do começo quente do segundo tempo, o jogo continuou aberto, com o Luziânia atacando mais. Mas o que sobrou em disposição para criar chances de gol faltou em pontaria para converter essas chances. E a partida terminou mesmo com a vitória do Sobradinho por 3 a 1.
Chance para o Sobradinho, em cobrança de escanteio.
Com esses resultados, o Sobradinho garantiu o primeiro lugar do grupo, e segue firme e forte na busca por um título que não é seu desde 1986. Terá pela frente, nas semifinais do returno, o Capital. A outra semifinal será entre o Ceilândia e o surpreendente Legião. O campeão do returno decide o Candangão contra o Luziânia, campeão do primeiro turno, que não se classificou para as finais do primeiro turno, garantindo desde já que o campeonato terá uma final.
Fim de jogo, hora de ir para casa, e descansar para a semana que estava para começar.

sábado, 28 de abril de 2012

Capital vence Brazlândia e se garante nas semifinais

No último sábado, As equipes do Grupo B do Candangão fizeram a última rodada da primeira fase. No estádio do Cave, Capital e Brazlândia duelaram em uma situação curiosa, alimentada pelo esdrúxulo regulamento. O Capital, time da casa, começou a rodada como segundo colocado de seu grupo, e precisava de uma vitória simples para se classificar às semifinais do segundo turno. Mas, por outro lado, o time ainda corria um pequeno risco de rebaixamento, devido à má campanha no primeiro turno. Do lado do Brazlândia, o time entrou em campo sem chances de classificação, mas já livre do descenso, de modo que só cumpria tabela. A partida foi realizada no estádio do Cave, para onde fui, para ver o que ia acontecer.

Cheguei ao Cave com boa antecedência, e ainda encontrei a bilheteria fechada. Cheguei a temer por um novo atraso na abertura, mas este não ocorreu. Assim, na hora marcada, eu estava lá nas arquibancadas do lado do kartódromo.

Nos primeiros minutos, o Capital não mostrou a disposição de time que precisava ganhar e enfrentava um adversário que só cumpria tabela. O jogo começou bem disputado, e o Brazlândia era até um pouco mais perigoso.

Jogador do Capital recebe marcação.

Boa chance para o Brazlândia.

Mas, aos 10 minutos, o Capital começou a fazer o dever de casa. Fernando cabeceou fraco e inaugurou o placar, marcando 1 a 0 para o Capital.

Capital na frente: 1 a 0.

O gol animou o Capital, que chegou a criar algumas chances perigosas. O Brazlândia parecia entregue, e, depois do gol, pouco perigo levava. Mas o âmbito ofensivo do time da casa durou pouco, e logo o jogo caiu de nível.

A bola viaja em cobrança de falta para o Capital.

E a falta de ambição custou caro ao Capital. Aos 31 minutos, Santiago, também de cabeça, pôs tudo igual no placar. Capital 1x1 Brazlândia.

Mas demorou apenas cinco minutos para o Capital passar novamente à frente. Wallace Dias chutou de longe e acertou no ângulo, marcando um golaço. Capital 2 a 1. E, apesar de os minutos finais terem sido de grandes oportunidades para as duas equipes, nada mais aconteceu até o intervalo, e o Capital encerrou a primeira metade da partida vencendo por 2 a 1.

A segunda etapa começou com o Capital melhor, tentando marcar o terceiro gol, que liquidaria a fatura. O Brazlândia teve uma boa chance aos 9 minutos, quando o goleiro saiu mal e deixou espaço, mas o time acabou desperdiçando essa chance. Depois disso, o jogo ficou equilibrado, com as duas equipes criando boas chances, enquanto a chuva caía mais forte.

Chegada do Brazlândia pela esquerda.

Nova chegada do Brazlândia: time lutou, mas não conseguiu impedir a vitória do Capital.

Mas, apesar da disposição das duas equipes, as redes não balançaram mais, e o Capital venceu por 2 a 1. O Capital conseguiu, por suas próprias forças, garantir sua vaga nas semifinais, mas, ainda que não tivesse vencido, a vaga teria vindo da mesma forma, uma vez que o Ceilândia venceu o Gama por 2 a 0 no Bezerrão, e eliminou a equipe alviverde, deixando o espaço livre para o Capital. Assim, o próprio Ceilândia foi campeão do grupo, e o Capital ficou em segundo lugar. As duas equipes esperam seus adversários, que serão definidos amanhã: o Sobradinho já se garantiu, e Luziânia, Legião e Brasiliense lutam pela segunda vaga, com os goianos na pole position.

Encerrado o jogo, fui encontrar a família no restaurante Mangai Brasília, que ainda não conhecia, e que tem uma excelente comida típica nordestina. Ótima forma de encerrar o sábado.


sábado, 21 de abril de 2012

Sobradinho vence Legião com gols de Edicarlos

Foi no Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, que fiz a primeira cobertura do Campo de Terra, no já longínquo 2008. Desde então, não havia mais retornado ao estádio. Claro que, se não voltei, foi unicamente por falta de oportunidade, não por algum tipo de represália à bela cidade serrana. Contudo, o aniversário de Brasília, comemorado no último sábado, ofereceu uma ótima oportunidade para eu voltar ao estádio, e lá fui eu, para o confronto entre Sobradinho e Legião. As duas equipes, depois de um fraco desempenho no primeiro turno, reagiram no segundo turno, e ocupam as duas primeiras posições do Grupo A na classificação do turno. Quem vencesse essa partida daria um passo gigantesco para se garantir nas semifinais do turno, e brigar por uma vaga na decisão contra o Luziânia. Não havia dúvidas de que o jogo prometia. Assim, peguei a estrada e, no horário marcado, cheguei ao estádio para ver o que ia rolar.

O jogo começou bastante movimentado, com o Sobradinho atacando mais, mas com o Legião igualmente presente na frente. O atacante Edicarlos era o jogador mais perigoso da equipe da casa, e por várias vezes ele levou perigo ao gol defendido por Diego.

E foi o próprio Edicarlos que, em poucos minutos, balançou as redes duas vezes, colocando o Sobradinho em vantagem. O primeiro gol veio aos 26 minutos. O segundo, aos 35, e foi uma pintura: o atacante da equipe serrana se livrou de três defensores e tirou do goleiro Diego com um leve toque. Sobradinho 2 a 0.

Com a vantagem, o Sobradinho apenas esperou o final da primeira etapa, sem que o clube visitante oferecesse grande perigo. E o primeiro tempo terminou mesmo com o placar de 2 a 0 para o Leão da Serra.

O segundo tempo começou com o Sobradinho criando algumas boas chances. Mas, logo depois, o time assumiu uma postura mais defensiva, preocupado mais em segurar a vantagem conquistada na etapa inicial do que em ampliá-la. O Legião se aproveitou disso e foi ao ataque, criando várias boas chances de pelo menos diminuir a vantagem. No entanto, o time esbarrava em seus próprios erros, e pouco conseguia criar.

E, de fato, o segundo tempo terminou sem bolas nas redes, e o placar final foi mesmo o do primeiro tempo. Sobradinho 2x0 Legião. O resultado deixou o Sobradinho com um pé nas semifinais da Taça Mané Garrincha - o segundo turno do Campeonato. O Legião caiu para o terceiro lugar, graças ao empate do Luziânia, e ainda corre o risco de ser ultrapassado pelo Brasiliense, que ainda joga na rodada. O time ainda é assombrado pelo fantasma do rebaixamento, uma vez que tem apenas um ponto a mais que o Ceilandense, último time na zona da degola. Outro destaque positivo foi o banheiro do estádio, que foi reformado, e é talvez o melhor banheiro em que já fui em um estádio brasileiro, com direito até mesmo a sabonete na saboneteira. Muito bom, está de parabéns a Administração de Sobradinho.

Fim de jogo, hora de tomar o caminho de casa, e dar continuidade ao fim de semana. Volto em breve com uma nova cobertura.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Em jogo emocionante, Atlético Sorocaba vence Audax

Uma tarde de sábado é sempre convidativa a uma partida de futebol no estádio. E aproveitei minha tarde tranquila para ir ao tradicional estádio do Nacional, na Rua Comendador Souza. Mas, dessa vez, o dono da casa não estava lá. O jogo que seria realizado lá envolveria Audax e Atlético Sorocaba. Ambos brigavam por uma vaga na elite do futebol paulista, disputando a segunda fase do Paulista da Série A2. O Audax, com 4 pontos, está em segundo lugar de seu grupo, com quatro pontos, atrás da União Barbarense apenas no saldo de gols. O Atlético Sorocaba, com um ponto a menos, está em terceiro lugar. O time sorocabano é novidade na minha lista. Com ele, são 176 clubes, mais 4 seleçoes. Quanto ao Audax, é o primeiro jogo com esse nome que vejo, mas já o havia visto antes como Pão de Açúcar (ou PAEC, como muitos o chamavam). Assim, o time da casa não foi exatamente uma novidade na minha lista.

Eu só não sabia a aventura que me esperava para chegar ao estádio. Saí à uma e meia da tarde e peguei o metrô para a Estação da Luz. Chegando lá, bastaria pegar um trem para a estação Água Branca e caminhar para o estádio. Mas, quando cheguei à plataforma, já a encontrei lotada. A alegação era de que havia uma manutenção, e, por isso, os trens estavam passando em intervalos maiores. Depois de aproximadamente 20 minutos de espera, e a plataforma cada vez mais lotada, resolvi pegar um taxi para ir ao estádio. Mas nem o trânsito estava do meu lado, e levei quase uma hora para ir da Estação da Luz ao Estádio do Nacional.

Plataforma da Estação da Luz totalmente lotada.

Com isso, e mais um tempo para comprar meu ingresso e entrar, entrei no estádio logo depois do gol de Paulo César, aos 17 minutos, que abriu o placar para o Audax, e deu início a 15 minutos de emoção no jogo. Aos 23 minutos, Luan empatou para os sorocabanos. Aos 28, em cobrança de pênalti, Élton Luiz virou para o Galo. E, aos 33, Héverton marcou para o Audax, deixando tudo igual.

Jogadores do Audax comemoram gol de empate.

Mas as emoções no primeiro tempo pararam por aí. O Audax jogou melhor no final da primeira etapa. Mas, perigo mesmo, o time levou pouco. E o primeiro tempo terminou mesmo em 2 a 2.

Disputa pela bola.

A segunda etapa começou com as equipes arriscando pouco, com o Audax um pouco mais presente no ataque. Mas quem chegou ao gol foi novamente o Atlético Sorocaba, e novamente de pênalti. Novamente Élton Luiz cobrou e colocou o Galo na frente.

Bola no fundo da rede. Sorocabanos novamente em vantagem.

Em desvantagem, restou ao Audax ir para o abafa, e assim o time criou algumas boas chances de gol. Mas o goleiro Felipe Alves estava em um bom dia, e não deixava nada passar. E até a sorte esteve do lado dele. Aos 24 minutos o Audax teve um pênalti a seu favor, mas Paulo César carimbou o travessão na cobrança.

A pressão do Audax durou até por volta dos 35 minutos. Depois disso o time desanimou, e a equipe sorocabana aproveitou para chegar com perigo algumas vezes. Mas as redes não balançaram mais, e, para alegria da barulhenta torcida sorocabana que compareceu, o Atlético venceu mesmo por 3 a 2.

Dois flashes da etapa final.

O resultado deixou o Atlético Sorocaba na segunda posição do seu grupo, tendo sido ultrapassado pela União Barbarense, que, à noite, venceu a Ferroviária e assumiu a ponta. O Audax está em terceiro, com dois pontos a menos que a equipe sorocabana (6x4). Tirando a Ferroviária, que depende de um milagre, a disputa no grupo segue equilibrada, e muita coisa ainda pode acontecer.

Fim de jogo, e eu, já cansado de transtorno com os trens, optei por tomar um taxi, e fui para o Comedians Comedy Club, parada obrigatória de quem passa por São Paulo e gosta de uma boa comédia. Depois disso, descansar.

Juventus goleia Capivariano e segue vivo na A3

A primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3 chegou à sua última rodada no domingo de Páscoa. E a Rua Javari recebeu uma das partidas da rodada final. O Juventus recebeu em seu estádio o Capivariano. O time da casa fez uma campanha irregular, alternando bons e maus momentos, e precisava dos três pontos, além de uma combinação de resultados, para seguir vivo. O representante da cidade do ex-palmeirense Amaral estava mais tranquilo. Em terceiro lugar antes do início da rodada, o Capivariano já estava classificado. Buscava uma classificação melhor, para ficar mais tranquilo na segunda fase. No mais, o Capivariano entrou para a minha lista de times vistos in loco, como 175º clube a integrá-la. Para ver o que ia acontecer, peguei o metrô, e cheguei na Javari na hora marcada para o jogo.

Minha primeira surpresa foi ver o ex-jogador Paulinho, artilheiro do Santos no início dos anos 90, como técnico do Capivariano. Após a entrada em campo dos times, consegui a foto do Juventus posado. O Capivariano não posou. Eis a foto.

Jogadores do Juventus posados.

Vamos ao jogo. O Juventus, que precisava do resultado, foi para cima, e já tinha criado algumas boas chances quando, aos 7 minutos, Fubá, após cobrança de escanteio, fez 1 a 0 para o Juventus.

Jogadores do Juventus comemoram.

Em vantagem, o Moleque Travesso continuou melhor. Quatro minutos depois do gol, Tony perdeu uma ótima chance de aumentar. Aos 13, Elvis obrigou o goleiro do Capivariano a fazer grande defesa. E, um minuto depois, o mesmo Tony fez o segundo do Juventus, em bela jogada individual.

Depois do segundo gol, o Juventus diminuiu o ritmo, e o Capivariano se aproveitou para pressionar, mas a defesa juventina se mostrava segura e o time visitante raramente criava chances reais de gol. O Moleque Travesso chegava nos contra-ataques, puxados pelo lateral-direito Tony.

Jogador do Capivariano sofre a marcação.

Mas o primeiro tempo terminou sem mais gols, e o Juventus foi para os vestiários vencendo o Capivariano por 2 a 0. A torcida fazia contas tendo em vista a classificação. O Juventus, com os resultados, ia se classificando em 7º lugar. Mas ainda faltava jogo. O jeito foi esperar.

Ainda um lance da primeira etapa.

O segundo tempo começou truncado, com as equipes abusando das faltas. Aos sete minutos, o Juventus ainda teve um gol anulado. O time da casa atacava mais, e era a vez de o Capivariano se aproveitar dos contra-ataques. Em um desses contra-ataques, o árbitro não marcou um pênalti claro para o Capivariano, reconhecido até por vários torcedores do Juventus.

Confusão na área. Já estamos na segunda etapa.

Tirando isso, mais alguns bons lances esporádicos, a segunda etapa foi pobre em emoções. Porém, o que faltou de emoções durante quase toda a etapa, sobrou nos minutos finais. Fernando balançou as redes por duas vezes, aos 41 e aos 44 minutos, liquidando a fatura - pelo menos no que competia ao Juventus. Restava esperar pelos demais resultados.

Jogador do Capivariano é cercado.

E os resultados foram favoráveis ao Juventus, garantindo a classificação do Moleque Travesso em sétimo lugar.Assim, o Juventus vai enfrentar, na próxima fase, Grêmio Osasco, Guaçuano e Marília. A equipe de Capivari, que já entrou em campo classificada, caiu para o quarto lugar, e enfrentará Rio Branco, Inter de Limeira e Batatais. Uma segunda fase que promete.

Fim de jogo, fiz aquela caminhada até a estação Bresser e voltei para o lugar onde estou hospedado. Almoço de Páscoa com a família e, à noite, teatro. Aproveitei para ver Dona Flor e seus Dois Maridos, em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso, com a linda Fernanda Vasconcellos. Volto em breve com nova cobertura.

sábado, 14 de abril de 2012

Coberturas no forno

E atenção!! Estou com duas coberturas de jogos no forno, com direito a duas novidades na minha lista de times vistos ao vivo. No máximo terça-feira que vem elas devem estar no ar. Aguarde!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Diante de 18 pagantes, Legião vence Dom Pedro II

Eu mesmo não esperava fazer essa cobertura. Mas a notícia de que a Federação Brasiliense, de última hora, havia antecipado o confronto entre Legião e Dom Pedro II para a última quarta-feira não poderia passar batida para mim. A partida envolveria duas equipes que não vêm bem na competição, e estrearam no primeiro turno com derrota. O Legião caiu de forma um pouco mais "honrosa", ao ser derrotado por um magro 1 a 0 pelo Brasiliense no Serejão. O Dom Pedro II não teve a mesma "sorte" e, em plena Metropolitana, perdeu por 4 a 0 para o Sobradinho. Na busca por uma recuperação, e até mesmo pela fuga do rebaixamento, as duas equipes se enfrentaram nessa quarta-feira. Foi a sexta vez que vi in loco essas duas equipes se enfrentarem. Nas outras vezes, três vitórias do Dom Pedro II, um empate e uma vitória do Legião. Para esse jogo, nenhuma das equipes queria perder, e por isso o jogo prometia. E eu, sem perder tempo, corri para o Cave, e cheguei lá antes da hora marcada para o apito inicial - embora munido apenas de um celular para fazer as fotos do jogo, já que, sem previsão de fazer cobertura, saí de casa sem a câmera. Mas ainda haveria uma confusão antes do jogo.

Havia visto na televisão que a partida seria realizada no Estádio do Cave. Entrei no site da Federação para confirmar que haveria a partida, tive a impressão de que a partida realmente estava marcada para o estádio do Cave. Assim, rumei para lá, e estranhei não haver nenhum movimento no local. Faltando pouco menos de uma hora para o jogo, fui informado que a partida seria realizada no Estádio do Serejão, em Taguatinga. A informação pegou quem estava por lá de surpresa. O jeito foi pegar a EPTG, e ir para Taguatinga, para ver a partida no lugar certo. Cheguei lá bem antes do jogo, e ainda tive tempo de comprar meu ingresso com tranquilidade, e me acomodar para ver o jogo.

Então, vamos ao que interessa, que é a bola rolando. O Legião não demorou nem um minuto para mostrar seu cartão de visitas. Diego Xavier acertou um chutaço de fora da área, sem chances de defesa. Legião 1 a 0. Pouco depois, Rodrigo Mello perdeu um gol incrível: cara a cara com o goleiro, chutou por cima.

Flash do primeiro tempo.

O Legião continuava dominando o jogo, e perdia gols incríveis. O Dom Pedro II só atacava esporadicamente, e praticamente não levava perigo à meta adversária. O Dom Pedro II melhorou a partir dos 15 minutos, e equilibrou o jogo, mesmo levando pouco perigo real. Mas a grande marca do jogo eram os seguidos erros quase amadores cometidos pelos jogadores, de bolas fáceis perdidas a incríveis chances de gol desperdiçadas.

O lance inusitado do jogo foi quando Álisson, do Legião, sofreu falta, e ficou caído por pouco mais de um minuto. Quando a maca entrou para retirá-lo, ele simplesmente se levantou e saiu andando. Foi contemplado com um cartão amarelo, e teve que esperar autorização da arbitragem para voltar a campo.

O Legião acabou chegando ao seu segundo gol aos 36 minutos, quando Emerson recebeu cruzamento e, sem goleiro, cabeceou de leve para marcar o segundo do Legião. E foi só isso na primeira etapa. Uma vitória relativamente tranquila do Legião. Restava a tarefa de manter a dianteira na etapa final.

A segunda etapa começou com poucas emoções. O Legião parecia satisfeito com a vantagem, e o Dom Pedro II, mesmo sendo tecnicamente mais fraco, aproveitou a falta de interesse do Legião para se lançar ao ataque, e passou a dominar a partida. E, por um longo período da etapa final, a equipe visitante pressionou o Legião, tentando pelo menos diminuir a diferença. Mas, aos 22 minutos, o tempo fechou entre os jogadores, e Juninho, do Dom Pedro II, acabou sendo convidado a se retirar.

Flash do segundo tempo.

A expulsão mudou o panorama do jogo, e o Legião voltou a comandar as ações. E, aos 30 minutos, o Legião marcou o terceiro com Marquinhos, em um contra-ataque rápido.

E foi só. O Legião venceu o Dom Pedro por 3 a 0. A equipe "da casa" somou seus primeiros três pontos no returno, e começa a afastar o fantasma do rebaixamento. Fantasma esse que continua rondando a equipe do Dom Pedro II. Claro que são muitas as dificuldades que os clubes encontram para montar equipes competitivas, especialmente o Dom Pedro II, que só confirmou sua participação na competição quando esta já estava por começar. O Legião, por sua vez, no meio do campeonato, mandou todo o time e comissão técnica embora e recomeçou do zero. Isso custou caro no começo, mas, aos poucos, o time vem reagindo, e tem condições de, pelo menos escapar do descenso. Enfim, a briga pelo título do segundo turno está só começando, e ainda tem muito por acontecer. Destaque negativo também para o fraquíssimo público de 18 pagantes, baixo até mesmo para os padrões do futebol de Brasília. Em parte devido à confusão com o local do jogo, em parte devido ao horário esdrúxulo, em parte devido à má campanha dos dois times, mas o fato é que pouquíssimas pessoas se aventuraram a pagar ingresso para ver a partida.

Fim de jogo. Hora de voltar para casa e descansar um pouco. Volto em breve com mais uma cobertura.

domingo, 1 de abril de 2012

Red Bull e Ferroviária empatam no Majestoso

A minha passagem por Campinas no último domingo foi extremamente produtiva. Às 10 horas da manhã, estava programado um grande jogo pela última rodada da Série A2 do Paulistão: Red Bull e Ferroviária. A partida realizada no Moisés Lucarelli colocava frente a frente duas equipes que vêm fazendo grande campanha, e já estão antecipadamente classificadas para a segunda fase. O Red Bull, antes do início da rodada, ocupava o segundo lugar, e a Ferroviária, o quinto. Mas, apesar da distância de três posições, apenas um ponto separava os dois times: o Red Bull tinha 33, e a Ferroviária, 32. A partida valia especialmente para as equipes conseguirem uma classificação melhor e pegarem um grupo teoricamente mais fácil na segunda fase. E, para mim, foi uma grande oportunidade de conhecer o Majestoso, estádio que pertence à Ponte Preta, embora a "dona da casa" estivesse ausente, e ainda aumentar um pouco minha lista de times vistos ao vivo. As duas equipes eram inéditas para mim, e agora a lista tem 174 times. Assim, para ver esse grande jogo, pontualmente cheguei ao estádio na hora marcada, e fui para as arquibancadas. De lá mesmo, consegui uma façanha rara: fotografar as duas equipes posadas. Seguem as fotos.

Jogadores do Red Bull.

Jogadores da Ferroviária.

Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional.

O jogo começou bastante movimentado. A equipe de Araraquara começou mais ousada, mas, após 10 minutos, a equipe da casa equilibrou as ações. O Red Bull passou a tomar conta do jogo e a atacar mais, mas pecava nas bolas aéreas, encontrando dificuldades para levantar a bola na área.

Ferroviária tenta sair jogando da defesa.

A partida ficou equilibrada após a metade do primeiro tempo, quando houve parada técnica para os jogadores se hidratarem. Mas, infelizmente, o equilíbrio foi por baixo. As chances de gol se tornaram raras. Somente após os 30 minutos o Red Bull voltou a dominar o jogo, mas pecou muito nas finalizações. Mas, aos 39 minutos, finalmente o Red Bull balançou as redes, com Danilo Gomes. O jogador desviou fraco, a bola beijou a trave e entrou. Red Bull 1 a 0.

Red Bull comemora gol que abriu a contagem.

Antes do intervalo, Serginho, do Red Bull, ainda fez uma bela jogada, arrancando do meio de campo e driblando vários jogadores, mas o chute, de longe, foi para fora. A Ferroviária teve ainda duas boas chances para empatar, em uma cabeçada e uma cobrança de falta. Mas o primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem mínima do Red Bull.

No intervalo eu esperava beber alguma coisa, mas, apesar do estádio vazio, havia uma fila imensa na lanchonete. Restou esperar a etapa final. E o jogo esfriou muito nessa etapa. A equipe de Araraquara passou a abusar da violência, com um total de seis jogadores da equipe sendo contemplados com o cartão amarelo na segunda etapa. Bons ataques se tornaram raridade nessa fase do jogo.

Ataque do Red Bull, após cobrança de escanteio.

Somente depois dos 20 minutos o jogo voltou a ficar bom, com as equipes criando chances de gol. Durante a parada técnica, aproveitei para beber uma Pepsi na agora vazia lanchonete. E acabei vendo só de longe o gol de Róbson, que empatou o jogo em 1 a 1, aos 26 minutos da etapa final.

O jogo continuou com boas chances, mas ficou truncado. A violência do time de Araraquara custou caro aos 34 minutos, quando o mesmo Róbson que, minutos antes, empatara a partida, deu um tapa no rosto do seu adversário Jonathan em uma disputa de bola, e foi expulso. Na cobrança da falta que se originou desse lance, quase saiu o desempate do Red Bull.

Disputa de bola no meio de campo.

Mas gol, mesmo, não aconteceu mais nenhum. Final, Red Bull 1x1 Ferroviária. Um bom jogo na maior parte do tempo, embora a partida valesse pouco, apenas a definição dos grupos na próxima fase. Porém, para surpresa geral, enquanto todos esperavam que Red Bull e Audax terminassem nas duas primeiras posições, o Red Bull terminou apenas em terceiro, e o Audax, em quarto. A Ferroviária terminou em quinto lugar. Na próxima etapa da competição, o Red Bull duelará contra São Bernardo, Penapolense e Noroeste, enquanto a Ferroviária enfrenta Atlético Sorocaba, Audax e União Barbarense. Os dois melhores de cada grupo nadarão com os tubarões em 2013, disputando a Série A1. Muita coisa ainda está por vir.

Não poderia faltar a panorâmica do belo estádio da Ponte Preta.

Encerrado o jogo, fui para Viracopos, para voltar à Capital Federal, e iniciar mais uma semana.

domingo, 25 de março de 2012

Goianésia e Rio Verde ficam no zero, em jogo fraco

Acompanhando as matérias do excelente blog Jogos Perdidos, sempre notei neles um especial interesse do pessoal do blog pelos jogos "perdidos" que são jogados em um campo neutro. E eu entendo esse interesse. A característica de jogo "perdido" fica ainda mais acentuada nesses jogos em que a pequena mas fiel torcida dos times envolvidos tem que se deslocar para ver seu time em ação. O estádio vazio é uma consequência disso, e é nesse vazio que eles chegam para ocupar o espaço, para tentar levar para quem não pôde viajar - e a qualquer visitante do blog - um retrato do que aconteceu. E foi isso que aconteceu no último domingo, quando, no estádio Aníbal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia, cidade vizinha à linda capital goiana, se enfrentaram Goianésia e Rio Verde, ambos times homônimos às suas cidades-sede, a primeira localizada a 210 quilômetros, e a segunda a 240 quilômetros da cidade onde seria realizada a partida. A alteração se deveu à perda de mando de campo por parte do Goianésia. E, para completar o cenário, as duas equipes brigam contra o rebaixamento - o Rio Verde, embora esteja em desvantagem nessa luta, melhorou muito no segundo turno do campeonato. Assim, a partida prometia, embora muito provavelmente poucos a veriam in loco. Eu, porém, fiz questão de estar entre esses "poucos", tanto para curtir um bom jogo quanto para incluir o Goianésia na minha lista pessoal, como o 171º time visto ao vivo. Assim, após algumas horas de estrada, cheguei ao local da partida. E aqui conto o que aconteceu.

Jogadores do Rio Verde psam para a fotografia. O Goianésia, novidade na minha lista, não posou.

A primeira surpresa que tive foi quanto ao público. O estádio não esteve exatamente cheio. Mas foi difícil encontrar um bom lugar nas arquibancadas cobertas do estádio. Muitos torcedores, inclusive vestindo a camisa dos dois clubes, marcaram presença. Pouca gente, mas muito mais do que o deserto total que eu esperava em um jogo a mais de 200 quilômetros de ambas as sedes. Assim, me acomodei nas arquibancadas cobertas no melhor lugar que achei e fiquei esperando o início do jogo.

O jogo começou morno. O Goianésia era ligeiramente superior, mas desperdiçava as poucas chances que tinha. Depois dos 15 minutos, o time "visitante" inverteu a situação, e passou a atacar mais. Mas não durou muito o domínio do Rio Verde, e após os 20 minutos o jogo ficou mais equilibrado, com algumas boas chances para ambos os lados.

Rio Verde tem a bola, um pouco atrás da linha de meio de campo.

Mas, apesar de toda a disposição das duas equipes e das chances criadas, o jogo foi fraco na primeira etapa, e sofreu com um grande número de paralisações, seja para atendimento médico, seja para simples marcações de faltas. Assim, Goianésia e Rio Verde foram mesmo para os vestiários sem tirar o zero do placar.

Escaneio para o Goianésia.

Enquanto esperava um segundo tempo melhor, deixei a parte coberta do estádio e fui para as arquibancadas do lado oposto às tribunas. Quando a bola rolou, o Goianésia chegou duas vezes com perigo, assustando a torcida rioverdense.

Ataque perigoso do Rio Verde.

Mas a tônica de todo o segundo tempo foi essa: muita disposição dos dois times, mas pouca qualidade e pouca pontaria. Houve muitas chances de gols para ambos os lados. Mas não foi mesmo o dia dos atacantes, que não estavam com boa precisão nos chutes. E o jogo terminou mesmo sem que as redes balançassem. Final. Goianésia 0x0 Rio Verde.

Rio Verde parte de seu campo de defesa.

O placar em branco, único da rodada, destoou do que vem sendo este Campeonato Goiano, marcado pela excelente média de 3,07 gols por partida. Curiosamente, esse foi o quarto 0 a 0 do campeonato, e em dois deles eu estive presente. Dessa vez, o placar ilustrou o que foi a partida: muita disposição, mas pouca qualidade. O Rio Verde segue na zona de rebaixamento, com 12 pontos, três a menos que seu adversário de hoje, que, por enquanto, está escapando. Mas ambos vão ter que jogar mais do que jogaram hoje se almejam a permanência na elite.

Fim de jogo, e a estrada de volta a Brasília me esperava. A semana estava para começar.

sábado, 10 de março de 2012

No clássico goiano pelo Candangão, Luziânia vence Bosque no final

Desde 1996, uma mudança trouxe uma nova cara ao futebol de Brasília. Naquele ano, a Federação do Distrito Federal passou a admitir clubes da região do entorno no campeonato local. Ou seja, equipes de cidades goianas e mineiras próximas ao Distrito Federal, desde então, podem disputar o campeonato candango. Desde então, clubes como Luziânia, Bosque e Unaí têm marcado presença no campeonato da Capital Federal, levando bons públicos a seus jogos e, muitas vezes, fazendo boas campanhas. A polêmica existe, claro. Muitos são contrários à presença dos times de fora no campeonato candango. Eu, pessoalmente, acho que a presença desses times é importante, inclusive como uma motivação a mais para os times com sede dentro do Quadrilátero de Cruls. De toda forma, no último sábado, dois desses "forasteiros" se enfrentaram pelo campeonato do DF. O Luziânia recebeu no Serra do Lago o Bosque de Formosa. Dois times em situações opostas. O Luziânia, antes de a bola rolar, liderava seu grupo, à frente do Brasiliense, com 10 pontos. O Bosque, que por muito pouco não chegou à final em 2011, está em último em seu grupo, e vem de derrota para um Botafogo que não tinha nenhum jogador no banco. Por esse retrospecto, o favoritismo era todo do time da casa. Mas o time de Formosa certamente ia querer aprontar, e reagir na competição. Para ver o que ia rolar, peguei a BR-040 e fui para Luziânia.

Vamos ao jogo. O Luziânia, como previsto, começou melhor. Mas permitia algumas chegadas perigosas do Bosque, que, por sua vez, não demonstrava objetividade em seus ataques. Quando chegava, o time da casa era mais perigoso.

Jogadores disputam a bola.

Porém, após os 10 minutos, a equipe de Formosa passou a mandar no jogo, e chegou várias vezes com perigo. O Luziânia, apático, pouco conseguia fazer. Somente após os 30 minutos o Luziânia passou a atacar mais, e mesmo assim o Bosque seguia perigoso quando chegava. Algumas boas chances foram criadas para ambos os lados.

Jogador do Luziânia tenta sair da marcação.

Mas o primeiro tempo terminou mesmo sem bola nas redes. As emoções ficaram mesmo para a etapa final. Assim que terminou a primeira etapa, algumas gotas de chuva deram as caras, e eu fui para a parte coberta das arquibancadas do Serra do Lago - o que implicou numa subida que lembrava as escadarias da Penha. Uma vez instalado lá, esperei o reinício da partida.

O segundo tempo começou frio. Pouquíssimos lances de emoção e muitas faltas marcaram os primeiros minutos da etapa final. Aos 14 minutos, na primeira grande chance, o Luziânia perdeu um gol incrível, em que seu atacante, sem goleiro, chutou para fora.

Ataque do Luziânia, no segundo tempo.

Depois disso, o Luziânia melhorou e passou a rondar a área adversária. Mas o time errava muito no último passe, e pouco conseguia produzir. Somente aos 37 minutos o Luziânia abriu a contagem. Após um contra-ataque rápido, Thiago Silva ficou com o gol escancarado à sua frente, e guardou. Luziânia 1 a 0.

Depois do gol, o Bosque praticamente desistiu do jogo, e nada mais fez. O Luziânia ainda teve algumas chances, mas outra vez esbarrou na falta de pontaria de seus atacantes. E, quanto ao placar, foi isso mesmo. Luziânia 1x0 Bosque.

Não podia faltar a panorâmica, ainda mais em um estádio com as arquibancadas altas, como o Serra do Lago.

O Luziânia conseguiu uma vitória muito importante na briga por uma vaga nas semifinais do primeiro turno. Mas não fez uma boa partida, e, quando pressionou, abusou do direito de perder gols e concluir mal as jogadas. Quanto ao time de Formosa, surpreendeu pela disposição, ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos jogos. Pelo que jogou, não seria nada espantoso se tivesse vencido. Dois registros que devem ser feito: nos vinte primeiros minutos da etapa inicial, a bola do jogo foi trocada por duas vezes, por estar murcha. E o segundo tempo foi interrompido por no mínimo quatro vezes para atendimento médico de algum jogador.

Fim de jogo, uma jornada de uma hora pela BR-040 me esperava. Depois, chegar em casa, jantar e descansar.