segunda-feira, 24 de março de 2014

Juventus vence a primeira em casa, contra o Sertãozinho

A bem da verdade, a minha viagem a São paulo no último fim de semana não tinha como objetivo principal ver um jogo de futebol. A minha intenção era ver o jogo de basquete entre Palmeiras e Minas, pelo campeonato nacional, que seria jogada no sábado. Porém, sem justificativa, a liga adiou a partida para a próxima semana, o que me levou a buscar uma programação alternativa. No sábado, a falta do jogo de basquete foi reposta à altura, com o excelente espetáculo Elis, a musical. No domingo, a vez foi do esporte bretão.

Assim, no domingo, fui a um palco aonde eu não ia havia mais de um ano: a Rua Javari. A minha última visita à cancha grená havia sido em fevereiro do ano passado, com uma vitória do Velo Clube sobre o Juventus. Dessa vez, o Moleque Travesso receberia o Sertãozinho, que passaria a ser o 222º clube da minha lista de times vistos ao vivo. As duas equipes vivem situações opostas: enquanto o time interiorano vem brigando para permanecer na zona de classificação para a segunda fase, o time da casa chegou a essa partida na zona do rebaixamento, e sem nenhuma vitória jogando em casa pela competição. Ambos os times precisavam dos três pontos para alcançar seus objetivos, e a partida prometia. Assim, após uma noite de descanso no Plaza Inn American Loft, peguei o Metrô na Barra Funda rumo à Rua Javari. Já na cancha juventina, encontrei os amigos Ricardo Espina, Milton e Fernando Martinez, este último editor do excelente Jogos Perdidos, amigos com os quais troquei ótimas ideias sobre futebol em geral.

Aviso no banheiro do estádio. Esse "limpo" entre aspas mostra que os organizadores não acreditavam muito que o banheiro permaneceria limpo.

O Sertãozinho abriu a contagem ainda aos seis minutos, quando o jogo ainda não tinha uma cara definida. Em um lance irregular, viciado por um impedimento no primeiro passe, a equipe do interior fez 1 a 0, com Rogerinho.

Juventus tenta sair ao ataque. Jogador do Sertãozinho corre atrás.

O Moleque Travesso teve a chance do empate dois minutos depois, mas acabou desperdiçando. E o time da casa ainda teve um gol anulado aos 11 minutos. O Juventus era melhor no jogo, e levava mais perigo na busca pelo empate. O Sertãozinho praticamente não atacou mais depois do gol.

Jogador do Sertãozinho avança.

Porém, a pressão juventina não foi suficiente para o time chegar ao empate. O Sertãozinho também não aproveitou as poucas chances que teve, e foi para os vestiários com a vantagem mínima.

Escanteio para os visitantes:.

Na segunda etapa, o Juventus continuou pressionando. Mas o gol só saiu aos 19 minutos, com Natan, que aproveitou um bate-rebate na área para fazer a festa da torcida da casa.

Jogador juventino tenta passar por adversário.

E, apesar de o ritmo do jogo ter caído, o Juventus chegou à virada. Aos 31 minutos, Renato Sorriso bateu cruzado e marcou um golaço, colocando o Moleque Travesso na frente.

Com o gol, o Sertãozinho finalmente acordou, e passou a pressionar o time da casa. Mas foi o Juventus quem marcou. Aos 43 minutos, Dudu Mineiro viu o goleiro adiantado e o encobriu com um toque, marcando um golaço, e sacramentando o resultado final: Juventus 3-1 Sertãozinho.

Bola na área juventina. Ao fundo, a torcida não para de cantar.

O Moleque Travesso, com essa vitória, saiu da zona do rebaixamento, alcançando a 15ª posição - duas posições fora da zona, portanto. Alguns torcedores começaram até a sonhar com a classificação e o acesso. O Sertãozinho, por sinal, mesmo perdendo, é o último time da zona de classificação, com 20 pontos. A diferença de apenas quatro pontos mostra que o sonho juventino não é tão impossível assim. A equipe interiorana, por sua vez, ainda vê sua classificação encaminhada, mas qualquer tropeço pode ser fatal.

Fim de jogo, após manter a tradição e almoçar na Esfiha Juventus, que serve deliciosas iguarias árabes, fiz uma ginástica para buscar minha mala de viagem na Barra Funda, para depois ir ao Tatuapé e pegar o ônibus para o aeroporto, para a viagem de volta para casa.

terça-feira, 18 de março de 2014

Vitória magra do Brasiliense sobre o Capital

Após a abertura da rodada dupla, o jogo de fundo reunia duas equipes em situações opostas. O Capital, mandante do jogo, somava apenas cinco pontos, e era o último colocado, mas, como tinha um jogo a menos que o Legião (que tem seis pontos e já está rebaixado), chegou a essa partida com alguma chance de permanecer na elite. Mas, do outro lado, encontraria o Brasiliense, invicto, e brigando para assumir a liderança. O Jacaré já havia assegurado vaga na segunda fase, mas buscava uma melhor posição na tabela - tendo chances, inclusive, de terminar em primeiro lugar. Curiosamente, apesar de o jogo ser no Serejão, o Brasiliense jogava em sua própria casa como visitante. O Jacaré tinha ao seu lado a melhor campanha, e o Capital era certamente o time mais motivado a vencer.

O Capital começou o jogo tentando ser ofensivo, mas suas ações paravam na intermediária do Brasiliense. Depois disso, o Jacaré se soltou, e tudo indicava que o time chegaria à vitória com naturalidade. Mas a falta de pontaria e o preciosismo dificultaram a vida do time. O castigo quase veio por volta dos oito minutos, quando o Capital teve duas ótimas chances de abrir a contagem.

Os dois "7" brigam pela bola.

O Jacaré acabou marcando em um momento em que havia diminuído o ímpeto. Luiz Carlos acertou uma cabeçada forte e precisa para fazer 1 a 0 para o "visitante".

O Capital, que estaria rebaixado caso não virasse o jogo, pressionou após o gol, mas esbarrou em suas próprias limitações. E o Brasiliense foi para os vestiários com a vantagem mínima no placar.

Flash do primeiro tempo.

Assim como aconteceu na preliminar, o nível do jogo caiu assustadoramente no segundo tempo. O Brasiliense não fazia grande força para aumentar a vantagem, e o Capital tentava, mas pouco conseguia produzir.

Flash do segundo tempo.

Os minutos finais foram marcados por muita confusão entre os jogadores. Mas futebol, mesmo, foi artigo raro. E o jogo terminou mesmo com o placar de 1 a 0 para o Brasiliense.

O placar "padrão Fifa" do Serejão, mostrando o Brasiliense em uma rara ocasião em que atuou como visitante no estádio.

O resultado rebaixou definitivamente o Capital, que agora "entra de férias" até o segundo semestre de 2015. Coisas do desorganizado calendário do futebol brasileiro. O Jacaré, por sua vez, além de vencer, contou com o empate entre Brasiliense e Luziânia, que brigavam pela liderança, para embolar a tabela: agora, as três equipes somam 20 pontos. O Luziânia, com uma vitória a mais, vai em vantagem para brigar pela liderança na última rodada.

Encerrada a rodada dupla, finalmente chegou a hora de descansar. Tomei o caminho de casa, para me preparar para mais um dia.

Brasília e Luziânia ficam no zero e perdem a chance de liderar

O fim de semana sem futebol foi amplamente compensado por uma genial rodada dupla na segunda-feira - dia que, aliás, não é muito costumeiro para futebol: das minhas 682 presenças em estádios antes dessa rodada dupla, apenas seis haviam se dado em uma segunda-feira. A rodada dupla, realizada no Estádio Serejão, foi aberta às 16 horas, com o duelo entre os dois melhores times da competição até aqui: Brasília e Luziânia. Ambos os times somavam 19 pontos antes das partidas de segunda-feira, mas os goianos ocupavam a liderança por haverem vencido uma partida a mais que o Colorado. O time vermelho, por sua vez, chegou a essa partida invicto na competição, e tentava manter essa invencibilidade. A partida havia sido adiada devido ao empenho da equipe da casa na Copa Verde. Após muitos malabarismos, a Federação conseguiu marcar essa partida para a tarde de segunda-feira.

O jogo começou em ritmo lento. As duas equipes erravam muitos passes, e assim pouca coisa conseguiam criar. Não chegava a surpreender que as melhores chances viessem em chutes de longe - até os 15 minutos, cada equipe tinha criado uma chance assim.

Briga pela bola.

Depois de alguns minutos de equilíbrio, o Brasília passou a comandar as ações. Mas cometia os mesmos erros, e não conseguia criar chances reais de marcar. O Luziânia se aproveitava dos erros do Colorado e respondia levando perigo nos contra-ataques.

Bola na área.

Nos minutos finais a situação se inverteu, e o Luziânia acuou o Brasília, criando grandes chances de marcar. Mas o primeiro tempo terminou mesmo sem gols.

O segundo tempo começou na base da correria. O Brasília era um pouco melhor, mas pecava pela desorganização. No entanto, os 45 minutos de maus tratos à bola do segundo tempo não são dignos de grandes comentários aqui. E o 0 a 0 foi mesmo o placar final.

Bola na área de novo, agora no segundo tempo.

O resultado complicou a vida das duas equipes, que viram o Brasiliense perigosamente se aproximando. Se vencesse seu jogo, o Jacaré empataria em pontos com ambos, deixando as definições para a última rodada.

Encerrou-se, assim, a primeira missão do dia.

domingo, 9 de março de 2014

Com gols de artilheiros, Sobradinho e Ceilândia empatam

A bagunça vai reinando no campeonato brasiliense de futebol, mas, alheia a ela, a bola continua rolando. Com o calendário do campeonato já apertado, Brasiliense e Brasília tiveram seus jogos adiados por conta das partidas das equipes pela Copa Verde, também nesse domingo, e, para complicar ainda mais, a Federação adiou, dois dias antes, a partida entre Gama e Bosque de Formosa, sem uma justificativa aceitável. Restaram três partidas nesse fim de semana, e acabei me dirigindo ao Estádio Augustinho Lima, onde Sobradinho e Ceilândia se enfrentariam. As duas equipes, que no passado venceram dois campeonatos cada, vêm fazendo boa campanha. O Leão da Serra ocupava, antes do início da rodada, a terceira posição, com 15 pontos, enquanto o Ceilândia vinha logo atrás, em quarto lugar, com um ponto a menos. A situação das duas equipes é tranquila, e somente um desastre as tira da segunda fase, mas, ainda assim, um jogo importante para ambas afastarem de vez quaisquer riscos, e melhorar sua posição na tabela.

Nos primeiros minutos, o Ceilândia mostrou mais volume de jogo, e chegou algumas vezes com perigo. Mas foi o time da casa quem marcou primeiro. Aos 13 minutos, Dimba deu um toque leve no canto e tirou do goleiro, fazendo Sobradinho 1 a 0.

Bola na área

As chances rarearam após o gol do Leão da Serra, e o jogo teve várias paralisações para atendimento médico. Apesar disso, o Ceilândia acabou chegando ao empate. Cassius aproveitou falha do goleiro Donizete para marcar o gol do 1 a 1. Após o gol, o Sobradinho foi para o ataque, tentando retomar a vantagem. Mas a etapa inicial terminou mesmo com a igualdade no marcador.

Disputa de bola no meio de campo.

Chegada do Sobradinho.

O Ceilândia começou a etapa final indo com tudo para cima, mas o goleiro Donizete se redimiu da sua falha, fazendo grandes defesas. E, como "pau que dá em Chico dá em Francisco", o Sobradinho passou na frente em uma falha do goleiro do Ceilândia. Dimba aproveitou a chance e colocou o Leão da Serra na frente.

Chegada do Ceilândia.

Com a expulsão de Juninho, do Ceilândia, e Dimba, do Sobradinho, o jogo ficou mais aberto. Mas, sem seu principal atacante, o Sobradinho encontrava dificuldades nas finalizações. E o Ceilândia empatou aos 31 minutos, com Claudio Luiz, de cabeça. Depois disso, porém, seguiram-se cerca de 15 minutos de um jogo sem emoção nenhuma. E o placar final foi mesmo de 2 a 2.
Ninguém tirava o pé.

As duas equipes mantiveram suas posições, e estão matematicamente garantidas na próxima fase. Mas, com apenas uma partida por jogar, dificilmente conseguirão uma posição melhor, já que o líder Luziânia ainda entra em campo por três vezes, assim como Brasiliense e Brasília, que ainda podem ganhar posições. Resta esperar para ver como os dirigentes da FBF vão desenrolar esse gigantesco nó, para fechar a primeira fase.

Fim de jogo, e mais um fim de semana que se encerra. Hora do merecido descanso.

domingo, 2 de março de 2014

Sugestão de leitura


Nos últimos dias, tive a oportunidade de adquirir a preciosidade aí da foto: o livro "Come-Fogo: tradição e rivalidade no interior do Brasil", do autor Igor Ramos. Praticamente toda a história dos confrontos entre Comercial e Botafogo, em um dos levantamentos mais completos sobre esse clássico já feita. Tem fichas técnicas de todos os jogos, com direito a uma breve descrição do que aconteceu em cada um, imagens, curiosidades, estatísticas. Enfim, uma grande compilação da história desse clássico.

Em um país onde cada vez mais a história do futebol longe dos grandes centros (riquíssima, diga-se de passagem) é ignorada e a mídia cada vez mais só tem atenção para os grandes clubes, um levantamento desses tem muito a somar à cultura futebolística. Uma história que já teve muitos capítulos (o Campo de Terra já fez a cobertura de um desses capítulos, o que marcou o retorno desse clássico à Primeira Divisão paulista), e ainda terá muitos - o próximo deles será escrito sábado que vem. Uma chance de ouro de conhecer um pouco da verdadeira história do futebol.

sábado, 1 de março de 2014

Brasília derrota Santa Maria e assume vice-liderança

Para o Campo de Terra, não existe Carnaval. Nosso compromisso aqui é com a bola. E como a redonda também rolou no fim de semana de Carnaval, eu tinha que estar lá, vendo o que ia acontecer. Meu destinho foi o velho conhecido Bezerrão, onde Santa Maria e Brasília se enfrentaram. Em um campeonato bastante equilibrado, as duas equipes estão brigando por posições no pelotão frente. O Santa Maria está em terceiro lugar, com 14 pontos. O Brasília vem em quinto, com 13, mas com um jogo a menos - e ainda com a pendência do jogo não realizado contra o Bosque de Formosa. A apenas três rodadas do final, quem vencesse se aproximaria muito de uma vaga nas quartas-de-final.

O Brasília começou o jogo melhor, mas continuava com o crônico problema dos gols perdidos. Depois dos 15 minutos, o Santa Maria melhorou e passou a pressionar, criando boas chances de abrir a contagem.

Bola no meio de campo.

Após algum tempo de pressão do time da casa, o Colorado melhorou, mas continuava criando poucas chances, e desperdiçando as que criava. O Brasília fez 1 a 0 com Gilmar, aos 37 minutos, mas os jogadores fizeram questão de estragar a comemoração, fazendo uma "dancinha".

Bola chutada pelo jogador do Santa Maria atinge jogador colorado.


E, nos minutos finais da primeira etapa, pouca coisa aconteceu, e as equipes foram para o intervalo com o Colorado na frente por 1 a 0.

Tentativa do Santa Maria após cobrança de escanteio.

O segundo tempo começou com o Brasília mais presente no campo de ataque, mas sem conseguir levar grande perigo. Mesmo em desvantagem, o Santa Maria atacava pouco. E o Brasília chegou ao segundo aos 17 minutos, com Gilmar cobrando pênalti.

Santa Maria no campo de ataque.


Nos minutos finais, o Santa Maria pressionou. O lance mais curioso aconteceu quando Kaká, na tentativa de afastar o perigo, chutou contra a própria trave e quase marcou um golaço contra para o Santa Maria.

Jogador do Santa Maria tenta o drible.


Mas, sob uma chuva que começou a cair no final do jogo, o Brasília terminou mesmo vencendo por 2 a 0. Resultado que alçou o Colorado à segunda colocação e colocou o Santa Maria na quinta posição. Do lado colorado, somente uma tragédia tira a vaga do time na segunda fase. O Santa Maria está em boa situação, mas ainda está longe de estar assegurado na fase seguinte.

Brasília no ataque, no segundo tempo.


Fim de jogo, tomei o ônibus e o metrô para o retorno ao lar.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Brasiliense derrota Vilhena pelo placar mínimo

Na primeira fase da Copa Verde, os times de Brasília se deram bem. O Brasiliense venceu por duas vezes o Interporto, em Porto Nacional e na Capital Federal, e o Brasília, após perder dezenas de gols e empatar em casa com o Cene, foi à forra no jogo de volta, e venceu por 2 a 0. Com isso, os dois times conseguiram a vaga. E foi aí que, novamente, as "iluminadas mentes" dos dirigentes da CBF entraram em ação, e duas partidas foram marcadas para a Capital Federal no mesmo dia e horário: às 20:30 da última quarta-feira, Brasília e Cuiabá se enfrentaram no Bezerrão, enquanto Brasiliense e Vilhena mediram forças no Serejão. Acabei optando pela partida do Jacaré, por uma razão muito simples: incluir o Vilhena na minha lista. A equipe se tornou, assim, o 221º integrante da minha lista de equipes vistas in loco, e primeira equipe de Rondônia da mesma. Assim sendo, só falta uma equipe de Roraima para que eu possa ter visto pelo menos uma equipe de cada Estado brasileiro ao vivo. A equipe visitante estreou no campeonato de seu Estado no último fim de semana, vencendo o Rolim de Moura por 3 a 0, e, na Copa Verde, surpreendeu ao eliminar o Mixto na primeira fase. O Jacaré, apesar de invicto na temporada, não respira ares tão tranquilos e, no último fim de semana, um empate com o Unaí custou o emprego do técnico Reinaldo Gueldini. João Carlos Cavalo estreou no comando do Jacaré neste jogo.

O jogo começou quente, com o Brasiliense tendo um gol anulado ainda no primeiro minuto de jogo. Mas não demorou para o jogo esfriar. O Brasiliense tinha mais posse de bola, mas não conseguia articular jogadas. Depois dos oito minutos, o Vilhena resolveu mudar essa história, e perdeu duas ótimas chances.

O Brasiliense resolveu acordar, e abriu a contagem aos 13 minutos. Baiano, chutando de fora da área, fez 1 a 0 Jacaré. O time da casa alternava momentos em que jogava com facilidade com momentos em que parecia perdido em campo. O Vilhena, após o gol, só teve uma chance aos 23 minutos.

Flash do primeiro tempo.

Depois disso, não seria exagero dizer que não houve mais futebol na primeira etapa. Praticamente não houve mais chances de gol, e o que se viu foram dois amontoados de jogadores tentando, sem qualquer chance de sucesso, chegar à meta adversária. E a primeira etapa terminou mesmo com a vantagem mínima do Brasiliense.

As equipes começaram a segunda etapa dispostas a tirar o atraso, e perderam uma chance cada logo nos primeiros minutos. O time de Rondônia melhorou e passou a ter maior presença no ataque. O Brasiliense abusava do preciosismo, e perdia chances por isso.

Flash do segundo tempo.


No entanto, não demorou para o jogo voltar a seu ritmo "normal", e logo as chances de gol rarearam. O Vilhena tinha mais posse de bola, mas não conseguia criar chances de gol. O Brasiliense ainda teve uma chance de ouro nos acréscimos, em um rebote do goleiro adversário. Mas o jogo terminou mesmo com a vantagem mínima para o Jacaré.

O Brasiliense conseguiu, assim, uma pequena vantagem para o jogo de volta, a ser realizado em Vilhena. Um empate, ou mesmo uma derrota por um gol de diferença, desde que marcando pelo menos um tento, leva o Jacaré adiante. O time de Rondônia precisa fazer uma vantagem de pelo menos dois gols, ou vencer por 1 a 0 para levar a disputa para os pênaltis. A situação segue totalmente aberta.

Fim de jogo, hora de tomar o caminho de casa, e descansar para mais um dia que viria.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Brasiliense derrota Interporto e segue na Copa Verde

E a Copa Verde está de volta às páginas do Campo de Terra. A última quarta-feira reservou mais uma partida por essa competição a ser vista no estádio e, de quebra, mais um time novo para a lista. No estádio Serejão, no obsceno e injustificável horário das 21 horas e 50 minutos, o Brasiliense recebeu o Interporto. O Jacaré chegou a esse jogo em situação bastante tranquila, após vencer o primeiro jogo em Porto Nacional, cidade em que o adversário está sediado, por 2 a 0. Assim, o time amarelo poderia perder até mesmo por um gol de diferença que seguiria na competição. Os tocantinenses precisavam pelo menos de uma vitória por dois gols de diferença, marcando gols, ou um 2 a 0 para levar para os pênaltis. O Interporto, por sua vez, se tornou o 220º clube que vi ao vivo, e o primeiro a entrar para a lista em 2014. Dito isso, me dirigi ao Serejão, após o jantar, para ver mais esse jogo.

Cheguei ao Serejão um bom tempo antes do jogo, e, para minha surpresa, as duas equipes posaram para a fotografia próximas às cadeiras. Como eu estava longe, as fotografias não ficaram primorosas, mas, dentro do possível, aí estão:

Brasiliense F. C.
Interporto F. C.

Mesmo em situação confortável, o Brasiliense começou o jogo atacando mais, e, com seis minutos de jogo, já havia perdido duas boas chances de gol, com direito a uma bola no travessão. Porém, a equipe de Porto Nacional logo conseguiu equilibrar as ações. O jogo ficou bom, com as duas equipes buscando o ataque.

Disputa de bola no meio de campo, no comecinho do jogo.

Depois dos 20 minutos, o Interporto teve algumas boas chances de abrir a conta, exercendo até mesmo uma pressão. Porém, justamente quando os tocantinenses tinham maior presença de área, o Jacaré abriu a conta. Aos 37 minutos, Luiz Carlos, de pênalti, fez 1 a 0 para o Brasiliense. Resultado que perdurou até o intervalo.

O segundo tempo começou enquanto eu tomava uma água no bar do estádio. E os primeiros minutos foram mornos, com o Interporto um pouco mais presente no ataque, porém levando pouco perigo.
Jacaré no ataque, no segundo tempo.

Logo o nível do jogo caiu assustadoramente. À parte um ou outro lance, as duas equipes pareciam desinteressadas. Por volta dos 20 minutos, o Interporto se aproveitou da passividade do Brasiliense e foi para cima, levando muito perigo. O Jacaré parecia assistir a tudo passivamente. Mas, quando finalmente foi ao ataque, o Brasiliense aumentou a vantagem, aos 33 minutos, com Edicarlos.

Com o gol, o Interporto desanimou, e só restou aos dois times esperar o apito final. E o jogo terminou mesmo com a vitória do Brasiliense por 2 a 0.

O Brasiliense, dessa forma, segue vivo na Copa Verde, e aguarda o vencedor da partida entre Mixto e Vilhena - a vantagem para o segundo jogo é da equipe de Rondônia. O Interporto foi valente, após a derrota em casa na estreia, mas deixa a competição. A se lamentar, o público de apenas 468 pagantes, por culpa do tempo, mas também do horário do jogo.

Fim de jogo, tomei o rumo de casa - onde cheguei já depois da meia-noite - para o merecido descanso.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pequena pausa

Como ninguém é de ferro, resolvi tirar uma pequena pausa das atividades do blog neste fim de semana. Só fui ao estádio uma vez nesses dias, justamente no jogo entre Sobradinho e Brasília, no Augustinho Lima, que terminou com a vitória colorada pela contagem mínima. E, lamentavelmente, fiquei sabendo que, na Ceilândia, uma rotina que parecia ter ficado no passado foi revivida: o jogo entre Capital e Legião atrasou por falta de ambulância.

Quarta-feira, salvo algum imprevisto, voltarei com tudo, e espero acrescentar à minha lista pessoal o meu primeiro time de 2014. Se trata de um sonho de consumo antigo. Por ora, deixo a vocês a única foto que tirei no jogo do Augustinho Lima.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Perdendo muitos gols, Brasília empata com Cene pela Copa Verde

A quarta-feira reservava uma novidade. Não só para mim, mas para torcedores dos clubes do Norte, do Centro-Oeste e do Espírito Santo. No meio da semana que ora se encerra, teve início a Copa Verde, com clubes de todos os estados das regiões citadas (exceto Goiás, que abdicou da participação). Certamente uma ideia interessante, que busca integrar times de estados diferentes que raramente têm chances em nível nacional. Na quarta-feira, assisti pela primeira vez a um jogo da referida competição, com a partida entre Brasília e Cene. O time sul-matogrossense vem liderando seu grupo do campeonato estadual, enquanto os candangos, apesar de seguirem invictos no campeonato local, vêm de uma série de empates, e já começam a perder de vista os primeiros colocados. Com o técnico Luiz Carlos estreando no time, o Colorado certamente chegava com uma motivação nova, em busca da vitória.

A tônica de todo o primeiro tempo foi dada pelas inúmeras chances claras de gol que o Brasília desperdiçou. Apesar do bom trabalho de armação de jogadas, que resultava em ocasiões dos jogadores colorados cara a cara com o goleiro, o time perdia chances incríveis, com o goleiro André Moreto fazendo grandes defesas. As chances dos visitantes vinham especialmente nas bolas paradas, e por vezes os atacantes do time sul-matogrossense tiveram oportunidade de fazer valer o velho ditado, de que quem não faz leva.

Flash do primeiro tempo.

O primeiro tempo terminou mesmo empatado sem gols, deixando as emoções para a volta do intervalo.

O Cene voltou melhor para a segunda etapa, e chegou a pressionar nos primeiros minutos. Porém, logo o Brasília retomou o controle do jogo, e, embora não tivesse um domínio absoluto como tinha na primeira etapa, o Colorado era melhor, e conseguia conter bem as investidas dos visitantes. No entanto, a falta de pontaria do primeiro tempo continuou no segundo, e o jogo terminou mesmo sem bola na rede.

Flash do segundo tempo.

Tendo em vista que a competição é de mata-mata simples, no jogo de volta, o vencedor estará classificado. Como a regra do "gol fora" também vale na Copa Verde, o Brasília se classifica em caso de empate com gols, e, se o jogo terminar novamente 0 a 0, teremos pênaltis. Qualquer que seja o resultado, considero essa Copa uma bela iniciativa, e torço para que a competição tenha sucesso. O futebol das regiões envolvidas só tem a ganhar.

Encerrado o jogo, mais uma vez, tomei o rumo de casa, me preparando para mais uma noite de sono.

Gama reage e busca o empate contra o Brasília

No último sábado, um dos confrontos mais tradicionais do futebol candango foi realizado mais uma vez. Brasília e Gama se enfrentaram no Estádio Serejão, o quarto palco diferente onde vi essas equipes se enfrentando - os outros foram Mané Garrincha, Bezerrão e Cave. Esse foi o 12º confronto entre as duas equipes que vi no estádio, e o 100º jogo do Brasília que vi ao vivo. Nesse jogo, o Colorado chegou com um certo favoritismo, que ficou relativizado pelos últimos resultados das duas equipes - o Gama vinha de uma vitória contra o Sobradinho, e o Brasília, três dias antes, havia suado para empatar com o modesto Ceilândia. Assim, o Gama, com moral, certamente também ia buscar a vitória.

O Colorado chegou disposto a confirmar seu favoritismo, e começou arrasador no jogo. Com apenas cinco minutos de bola rolando, Igor, de pênalti, colocou o Brasília na frente. Cinco minutos depois, o Brasília chegou ao segundo gol: em uma falha da defesa gamense, Claudecir aumentou a vantagem colorada.

Com a bola, jogador do Gama recebe marcação.
Vencendo por 2 a 0 aos 10 minutos de jogo e dominando completamente as ações, parecia que o Colorado chegaria a uma goleada. Mas, com a vantagem, o time recuou e, embora levasse mais perigo que o Gama em seus ataques, o Colorado passou a explorar o contra-ataque. Porém, faltava pontaria para finalizar, e as chances de gol rarearam.

Agora é o Brasília com a bola.

Nos minutos finais da primeira etapa, o "Gamão do Povão" se aproveitou da inoperância do Brasília, e reagiu. Aos 36 minutos, veio o primeiro gol do alviverde. Após cobrança de um escanteio resultante de uma falta próxima à área, Trevizan cabeceou para diminuir a diferença. E, aos 43 minutos, Fábio Saci empatou para o Gama, decretando o resultado final da primeira etapa.

No segundo tempo, após um início equilibrado, com alviverde e colorado se alternando na criação de chances de gol, o jogo acabou se transformando em uma antítese do que foram os primeiros minutos: uma pressão total do Gama, e um Brasília acuado, que praticamente não conseguia passar do seu meio de campo e abusava do direito de errar.

Ataque do Colorado.

No entanto, faltou pontaria para os atacantes gamenses. Com os erros nos chutes gamenses e o Brasília atacando raramente, as redes não balançaram nos 45 minutos finais da partida. E o placar final acabou mesmo sendo de 2 a 2.

Jogador do Gama recebe marcação, próximo à linha lateral.

O resultado, claro, acabou sendo melhor para o Gama, que após vencer o Sobradinho na rodada anterior, dá continuidade à sua reação. O Brasília manteve uma vantagem de cinco pontos sobre o adversário, com um jogo a mais, porém o momento gamense é melhor. A síndrome dos empates pode custar caro ao Brasília no futuro, enquanto o Gama vem mostrando poder de reação.

Fim de jogo, hora de retornar ao lar, para descansar um pouco e recuperar as energias.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Após queda de energia no intervalo, Goiás vence Anapolina

Quarta-feira também é dia de futebol. E por isso eu atravessei a Rodovia Henrique Santillo para chegar a Goiânia, para o duelo entre Goiás e Anapolina. Na verdade, meu projeto antigo era ver um jogo à noite no Estádio Hailé Pinheiro. Na casa esmeraldina eu já havia visto dois jogos: uma jornada matutina envolvendo Goiânia e Novo Horizonte e uma vespertina entre Aparecidense e Ceilândia. Dessa vez, se enfrentariam o Goiás, melhor time do campeonato com 13 pontos, e a irregular Anapolina, que, mesmo com apenas seis pontos em cinco jogos, é vice-líder de seu grupo. O favoritismo do time da casa seria posto à prova, e a Rubra não ia querer fazer apenas figuração.

Embora o jogo tenha começado frio, o Goiás acabou abrindo a conta aos 9 minutos de jogo. Amaral, de cabeça, abriu a conta para o esmeraldino. Mas o gol não foi suficiente para dar ânimo aos times, e o jogo continuou morno.

Rubra tenta atacar.
A bola voa para a área, para o Goiás abrir a conta.

A indiferença custou caro ao Goiás, e a Rubra chegou ao empate. Aos 25 minutos, após cobrança de falta que carimbou o travessão, Danilo cabeceou e restabeleceu a igualdade no marcador. O gol da Anapolina finalmente pôs fogo no jogo, com o Goiás atacando mais e a Rubra levando algum perigo nos contra-ataques.

Escanteio para o Goiás.

Mas o bom momento do jogo não levou as redes a balançarem, e o primeiro tempo terminou com as equipes empatadas em um gol. As emoções ficaram para a etapa final.

Por conta de uma queda de energia - aliás, problema que aconteceu nos dois jogos realizados em Goiânia na noite de quarta-feira -, o início do segundo tempo atrasou. Quando a bola rolou, o jogo foi bastante movimentado, com as duas equipes buscando o ataque. O Goiás, melhor tecnicamente, criava as melhores chances.

Goiás ataca pela esquerda.
Outro ataque do Goiás

Por volta dos 15 minutos, o jogo ficou faltoso, especialmente por parte da Rubra, e as entradas violentas levaram o jogo a ser paralisado por várias vezes. Mesmo depois de essa fase do jogo passar, o ritmo voltou a ser o mesmo do início, ou seja, um jogo morno, de poucas chances. Mas, aos 32 minutos, o Goiás desencantou, com Léo Bonatini, que fez 2 a 1.

Agora a Rubra ataca.

Nada de muito relevante aconteceu após o gol, e o Goiás conseguiu confirmar sua vitória. O resultado confirmou o bom momento do Goiás, que continua sobrando no Grupo A da competição. A Anapolina manteve a vice-liderança de seu grupo, beneficiada pelos demais resultados, já que nenhuma equipe de seu grupo conseguiu somar três pontos na rodada.

Fim de jogo, voltei ao excelente Oitis Hotel para o merecido descanso, e para, logo cedo no dia seguinte, pegar a estrada para retornar à Capital Federal.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Com gol de pênalti no final, Brasiliense busca empate contra o Brasília

E o domingo ainda reservava mais uma visita aos estádios candangos. Ainda pela manhã, me dirigi ao Serejão, onde dois dos favoritos ao título se enfrentariam: Brasiliense e Brasília. As duas equipes haviam vencido todos os seus jogos até o momento. O Brasília, após a estreia contra o Bosque que acabou não acontecendo, venceu o Legião na segunda rodada, enquanto o Brasiliense estreou vencendo o Santa Maria e goleou o próprio Bosque na segunda rodada. O confronto deveria ser muito disputado, e o vencedor seria conhecido no detalhe.

O jogo começou com o Brasília atacando mais, e criando as melhores chances de abrir a contagem. Mas o domínio não era absoluto, e o Brasiliense também chegava.

Bola na área, após cobrança de escanteio para o Brasília.

No entanto, durante o primeiro tempo as defesas prevaleceram. Do lado do Brasília, a defesa mostrava um excelente posicionamento, e, quando isso não bastava, o bom goleiro Artur fazia grandes defesas. A defesa do Brasiliense tinha menos trabalho, pois, apesar do volume de jogo do Colorado, os jogadores do time vermelho encontravam dificuldades no último passe e falhavam na pontaria. O 0 a 0 no final da primeira etapa não chegou a surpreender.

Novamente, Brasília ataca e Brasiliense se defende.

No segundo tempo, o Brasília intensificou a pressão nos minutos iniciais. Porém, com o forte calor, o ritmo do jogo acabou caindo. Ainda assim, o Brasília acabou abrindo a contagem, aos 15 minutos, com Alekito.

No entanto, o Colorado acabou cometendo o mesmo erro de muitos times que abrem vantagem: recuou e passou a explorar somente o contra-ataque, raramente levando perigo nesse fundamento. O Jacaré aproveitou e foi para cima, e, apesar de a defesa colorada conseguir manter o perigo longe na maior parte do tempo, o Brasiliense criou ótimas oportunidades para empatar o jogo.

Pernas para cima na briga pela bola.

E o empate acabou chegando aos 42 minutos do segundo tempo, em uma penalidade máxima. Baiano cobrou muito bem e reestabeleceu a igualdade no marcador. O Brasília voltou a atacar após sofrer o gol, mas já era tarde, e o jogo terminou mesmo com um gol para cada lado.

Os dois times, com esse resultado, continuam invictos na competição. O Jacaré soma três ponto a mais que o Colorado (7x4), mas com um jogo a menos. O jogo comprovou a tese de que os dois times brigarão pelo título, mas ambos ainda têm o que corrigir.

Encerrado o jogo, voltei para casa, para o almoço de domingo. Já no aguardo da próxima cobertura.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Mudança no layout

Por muito tempo, uma incoerência passou batida aqui no Campo de Terra: embora eu tenha criado o blog com o objetivo de focar nos jogos que despertam menos atenção da mídia, ou seja, nos jogos que acontecem nos diversos "campos de terra" espalhados pelo Brasil e, talvez, até pelo mundo, eu mantinha o fundo verde do meu blog, como se fosse um gramado perfeito. Pensando, achei que um tom mais puxado para o marrom/bege combinaria melhor com os propósitos do blog.

Assim sendo, mudei a cor de fundo do blog, e o resultado vocês veem aí. Fico no aguardo de opiniões, sugestões, elogios, críticas e quaisquer comentários a respeito.

Santa Maria vence Legião na abertura da terceira rodada do Candangão

No último sábado, retornei ao Estádio Bezerrão, para mais uma partida do Candangão. Santa Maria e Legião abriram a terceira rodada da competição. Ambas as equipes chegaram a essa rodada com uma vitória e uma derrota - coincidentemente, ambas conquistaram seus únicos três pontos contra o mesmo adversário, o Ceilândia. Era difícil apontar um favorito, mas o Santa Maria vinha apresentando um futebol melhor, e teria o apoio de sua barulhenta torcida. Assim, peguei o Metrô e o ônibus Gama Oeste para chegar ao estádio, para uma partida que prometia.

Nos primeiros minutos de jogo, o Legião atacou mais. No entanto, logo em seguida, o jogo ficou equilibrado, com o Santa Maria ligeiramente melhor, mas com poucas chances de gol sendo criadas.

Briga pela bola.

Com o tempo, o Santa Maria ampliou seu domínio, e passou a mandar no jogo. No entanto, apesar do maior volume de jogo do Santa Maria, o Legião teve as duas melhores chances da primeira etapa. Mas as duas equipes foram para o intervalo sem tirar o zero do placar.

Novamente a disputa pela bola.

O segundo tempo começou com o time da casa criando algumas chances, mas logo o ritmo de jogo caiu, e, apesar da intensa movimentação, as chances de gol eram raras. Somente aos 28 minutos o Santa Maria teve uma boa chance, que resultou em escanteio. Na cobrança desse escanteio, Wallace finalmente abriu a contagem, marcando 1 a 0 para o Santa Maria.

Zaga do Santa Maria afasta o perigo.

O Legião pressionou após o gol, mas não chegou a criar chances perigosas. E o jogo terminou mesmo com a vitória do Santa Maria por 1 a 0.

Atacante do Legião pressiona defensor adversário.

No geral, o jogo foi fraco. No entanto, o Santa Maria, que levou a melhor, se juntou a um grupo de cinco times que lideram a competição, com seis pontos, ainda à espera dos jogos de domingo. O Legião, que somou apenas três pontos, vem logo abaixo na tabela. O curioso é que, até o momento, o campeonato não registrou nenhum empate. Quanto a Santa Maria e Legião, ambos terão que jogar mais bola do que jogaram hoje se quiserem chegar a algum lugar. Em particular o Santa Maria, que, depois da boa exibição diante do Ceilândia, não repetiu o mesmo futebol nesse sábado, mesmo ganhando.

Fim de jogo, hora de contar com a dupla ônibus-metrô e voltar para casa, para o merecido descanso.