segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pinceladas dos últimos jogos

Sim, admito. Já estou há algum tempo sem atualizar o blog. E, nesses dias, vi alguns jogos in loco, mas, por diversos motivos, não consegui preparar matéria sobre esses jogos para postar aqui. Então, uma rápida pincelada pelo que aconteceu nas últimas semanas, em jogos com a minha presença:

Jogo 536 - Bosque/GO 0x4 Audax/RJ - 18/09/2011 - Diogão (Formosa/GO): Jogo pela última rodada da primeira fase do Brasileirão da Série D. A equipe da casa precisava de um milagre: deveria vencer por oito gols de diferença e contar com o tropeço do Volta Redonda diante do lanterna São Mateus. Com as remotas chances de classificação, o público, que costuma lotar o Diogão, não compareceu, e poucos pagantes se atreveram a se apresentar para ver a partida. Após um primeiro tempo equilibrado, a equipe fluminense conseguiu balançar as redes na segunda etapa, e deslanchou após o gol. Com o resultado, o Bosque se despediu da competição, e o Audax também encerrou sua participação naquela tarde. Vale ressaltar que o Audax/RJ aumentou minha lista de times vistos in loco, tornando-se o 163º time que vi no estádio.

Jogo 537 - Goiás/GO 0x1 Salgueiro/PE - 23/09/2011 - Serra Dourada (Goiânia/GO): O inferno esmeraldino parece não ter fim. Desde que acompanho futebol, nunca vi o Goiás ficar por mais de uma temporada longe da elite, mas parece que, dessa vez, tudo se encaminha para isso. Aproveitei minha ida à sempre bela Goiânia para ver o duelo entre Goiás e Salgueiro, em que a equipe pernambucana também entrou para a minha lista, como o 164º clube visto in loco, de modo que agora eu posso dizer que já vi no estádio todas as equipes das Séries A e B. Quanto ao jogo, o Goiás jogou mal, e desperdiçou as poucas chances que criou. O Salgueiro foi mais competente, e, quando teve a chance, mandou a bola para dentro. E foi só o gol isolado dos pernambucanos que mexeu no placar, dando um alívio para a equipe, que ainda vislumbra a saída da zona de rebaixamento. O Goiás vê o acesso cada vez mais longe, e até o fantasma do descenso começa a assombrar.

Jogo 538 - Atlético/GO 1x1 Palmeiras/SP - 25/09/2011 - Serra Dourada (Goiânia/GO): Dessa vez, o confronto valia pela Série A do Brasileiro. O Dragão, mesmo com dois a menos e em desvantagem no placar, foi buscar a igualdade. Pelo lado rubro-negro, um empate heroico. Pelo lado alviverde, um vexame. Com o apito final, mesmo jogando em casa, o Atlético comemorou muito mais que o Palmeiras o ponto conquistado.

Jogo 539 - Brasiliense/DF 2x2 Chapecoense/SC - 26/09/2011 - Serejão (Brasília/DF): Mais um vexame do Brasiliense, que desde 2005 vive um calvário que parece não ter fim. No jogo que colocou frente a frente os campeões do Distrito Federal e de Santa Catarina, o Jacaré abriu uma vantagem de dois gols, e parecia ter o jogo sob controle. Mas nos 15 minutos finais os catarinenses chegaram ao empate, e o Brasiliense não conseguiu retomar a vantagem. Péssimo resultado para as pretensões do clube candango, que há apenas um anos discursava que o objetivo era a Série A. Inusitado foi o horário da partida: 16 horas de uma segunda-feira. Foi apenas a terceira vez que vi um jogo nesse dia da semana.

domingo, 28 de agosto de 2011

Com gol de goleiro no final, Anapolina vence Tupi

A rodada do grupo A5 da Série D do Brasileirão teve início no sábado, com o jogo entre Gama e Itumbiara, que já relatamos aqui. Mas ainda havia um jogo por ser realizado. Por isso, peguei a BR-060 e fui para a sempre acolhedora Anápolis, para acompanhar o confronto entre Anapolina e Tupi, de Juiz de Fora. Antes de a bola rolar, a equipe da terra do ex-presidente Itamar Franco estava numa boa situação: somava oito pontos, quatro a mais que o time da casa, que, em quarto lugar, precisava dos três pontos para continuar sonhando. E o Tupi entrou na minha lista nessa tarde, como meu 162º time visto in loco. Dito isso, devo dizer que, quando peguei a estrada, não fazia ideia do que estava por vir. E aqui relato o que aconteceu nessa tarde.

Com a bola rolando, a Rubra demorou apenas seis minutos para mostrar seu cartão de visitas. Rivaldo acertou um belo chute cruzado da direita, e colocou a Anapolina em vantagem. 1 a 0.

Em seis minutos, a Anapolina já estava em vantagem.

Em desvantagem, o Tupi melhorou no jogo, e, embora estivesse melhor, não tinha um domínio absoluto. A Rubra também chegava, especialmente em contra-ataques. Com o tempo, o Tupi aumentou a pressão, e passou a atacar com mais frequência, mas poucas vezes finalizando com perigo.

Disputa de bola.


Chegada do Tupi.


Edinho, goleiro da Anapolina, defende. Mas o melhor ainda estava por vir.

E, no apagar das luzes da primeira etapa, quando tudo indicava que nada mais aconteceria até o intervalo, a equipe mineira empatou o jogo. Após falha da defesa, Luciano Ratinho ficou livre para tocar para o gol e reestabelecer a igualdade. 1 a 1.

Antes do intervalo, o Tupi ainda empatou.

E, no primeiro tempo, foi só isso. As duas equipes foram empatadas para o vestiário. A equipe da casa saiu sob protestos da torcida, que esperava mais da sua equipe.

No segundo tempo, a Anapolina foi para o ataque, tentando retomar a vantagem. Já no início da etapa, criou boas chances. O time, porém, pecou muito nas finalizações.

A Anapolina foi melhor durante todo o segundo tempo.

Escanteio para o Tupi. Uma das poucas chegadas da equipe mineira na segunda etapa.

E, já nos acréscimos, quando tudo indicava que a Rubra não conseguiria mesmo vencer a defesa do Tupi, veio o momento épico da partida. O goleiro Edinho foi para a área tentar o gol, em cobrança de escanteio. Após a cobrança, a defesa conseguiu tirar, mas a bola sobrou para Potita, que encontrou quem? Ele mesmo, Edinho, o goleiro, que cabeceou e mandou a bola mansamente para as redes de Rodrigo. Uma euforia indescritível tomou conta das arquibancadas do Jonas Duarte e dos jogadores da Anapolina. Todos gritavam, comemoravam, se abraçavam. Estava selada uma vitória épica da equipe da casa. Aí, assim que o Tupi deu a saída, o árbitro encerrou a partida. Anapolina 2x1 Tupi.


No apagar das luzes, o goleiro Edinho dá a vitória à Anapolina. Euforia toma conta do estádio.


Placar do Jonas Duarte ilustra uma vitória épica.

O resultado deixou o grupo todo embolado. Itumbiara, Gama, Tupi e Anapolina seguem com esperanças de continuar vivos na competição. Muita coisa ainda está por vir.

Fim de jogo, e, com a certeza de que eu havia feito a escolha certa ao viajar para ver essa partida, fui para a estrada. A semana me esperava.

UPDATE EM 31/08/2011: Não sei onde eu estava com a cabeça quando escrevi a matéria, mas chamei o atacante Luciano Ratinho de Eduardo Ratinho. Corrigido o erro, bola pra frente.


sábado, 27 de agosto de 2011

Gama e Itumbiara ficam no empate

Depois das merecidas férias, volto aos estádios, e retomo as minhas coberturas. O fim de semana me reservava uma rodada dupla. No sábado, fui ao Bezerrão, para o confronto entre o Gama e o Itumbiara, válido pelo Campeonato Brasileiro da Série D. As duas equipes, além do Tupi, de Juiz de Fora, brigam pelas duas vagas do grupo na segunda fase da competição, e estão emboladas. O Itumbiara - novidade na minha lista, entrando como o 161º time da mesma -, com nove pontos, um a mais que candangos e mineiros, briga em duas frentes, uma vez que também está jogando a Segunda Divisão de seu Estado. Já o Gama, que chegou a disputar a Primeira Divisão nacional, vive situação desesperadora, pois, caso não consiga o acesso, terá que brigar em 2012 pela vaga na Série D por meio do campeonato local, situação que não vive desde 1995. Curioso para ver o que ia rolar, fui ao Bezerrão, pronto para mais uma cobertura.

O Itumbiara começou melhor no jogo. Levou perigo especialmente em uma cobrança de falta, em que a zaga teve que se virar para mandar pela linha de fundo. Em decorrência desse lance, a equipe goiana teve dois escanteios seguidos.

Gama tenta sair jogando do seu campo de defesa.

As duas defesas cometiam muitos erros. E, em um desses erros, o Gama abriu a contagem. Aos sete minutos, Índio deu um chute despretensioso, a bola cruzou a pequena área sem que nenhum zagueiro conseguisse chegar nela, e foi morrer no fundo das redes. Gama 1 a 0.

Após o gol, as equipes passaram a se alternar no ataque, embora o Gama fosse ligeiramente superior. Logo o Gama passou a tomar conta do jogo, e, aos 20 minutos, a equipe verde chegou a carimbar a trave. O segundo gol parecia uma questão de tempo.

Mas o Gama não soube manter o mesmo ímpeto, e a partida ficou morna. E, quando o primeiro tempo parecia não prometer mais nada, o Itumbiara chegou ao empate, em falha clamorosa da marcação. Marcelo Ramos, aos 40 minutos, cabeceou para o gol vazio, e igualou o marcador. 1 a 1. E o primeiro tempo acabou mesmo com a igualdade no marcador. As emoções ficaram reservadas para o segundo tempo.

Agora, é o Itumbiara que tenta ir ao ataque.

Então, vamos à segunda etapa. O período final do jogo começou bem movimentado, com as duas equipes mostrando uma qualidade técnica que não haviam mostrado no primeiro tempo. Alguns bons passes e dribles, que originavam jogadas perigosas, podiam ser vistos.

Defesa do Itumbiara tenta proteger.

O Gama jogou melhor durante a segunda etapa, criando mais chances de gol que o Itumbiara. Mas a pontaria não estava muito boa, e o alviverde abusava do direito de perder gols.

Escanteio para o Gama: bola chega na área..

No final, o time goiano ainda teve algumas chances de castigar o Gama pelos gols perdidos. Mas o jogo acabou mesmo empatado em 1 a 1. Um jogo de dois tempos distintos. Uma primeira etapa tecnicamente fraca, mas com dois gols, e um segundo tempo melhor, com boas chances desperdiçadas, mas sem gols.


Panorâmica do estádio, com as luzes da cidade do Gama ao fundo.

O Itumbiara, com o importante ponto conquistado fora de casa, foi a dez pontos, e segue um ponto na frente do Gama. No entanto, se o Tupi vencer a Anapolina amanhã, chegará a onze pontos, e passará goianos e candangos.

Encerrado o jogo, era hora de ir jantar, e, em seguida, ir para casa, para o merecido descanso. Amanhã tem mais uma cobertura.


sábado, 9 de julho de 2011

Brasiliense e Anapolina empatam sem gols.

Desde maio que a bola está parada em Brasília, em jogos por competições oficiais. Devido aos eternos problemas no calendário do futebol de Brasília e do Brasil, nenhuma competição envolvendo os clubes de Brasília está em andamento. Por isso, esse amistoso entre Brasiliense e Anapolina, no Serejão, veio em boa hora. Enquanto o Jacaré se prepara para disputar a Série C, a Rubra participará da Série D. O curioso é que ambas equipes disputaram a Série B em um passado recente, e o time da casa teve até mesmo uma passagem relâmpago pela Primeira Divisão. Hoje, as duas equipes almejam objetivos mais modestos, e esse amistoso seria um bom teste para ambas. Nessa tarde de sábado eu não incluiria nenhum time novo na minha lista, e, na verdade, nem mesmo o confronto entre Brasiliense e Anapolina era inédito para mim: no distante 22 de junho de 2003 as duas equipes se enfrentaram no Serejão pelo Campeonato Brasileiro da Série B daquele ano, com vitória do Jacaré por 3 a 0 - e eu estava lá. Mesmo assim, é sempre um prazer ver a bola rolando. Por isso, não perdi tempo e fui para o Serejão.

O jogo atrasou para começar. Embora a partida estivesse marcada para as 16 horas, apenas às 16:03 as equipes entraram em campo. Às 16:06 a bola finalmente rolou. Então, vamos ao jogo: a Anapolina começou com maior posse de bola, mas logo o Jacaré melhorou, e passou a criar as melhores chances. E, após alguns minutos de pressão total do Jacaré, o time da casa continuou melhor em campo, mas a Rubra também chegava.

Disputa pela bola, no primeiro tempo.

O jogo seguiu nessa toada até por volta dos 15 minutos. A partir daí, o ritmo do jogo caiu, e as chances de gol passaram a ser raras. E, de fato, tirando uma ou outra jogada bonita, mais nada digno de nota aconteceu até o apito final do primeiro tempo. Brasiliense 0-0 Anapolina.

Jogador do Brasiliense enfrenta marcação adversária.

Após o intervalo, o jogo teve algumas boas chances de gol nos primeiros minutos da etapa final. Mas nada que, a princípio, pudesse quebrar o gelo da partida. Mesmo as diversas substituições feitas pelas equipes pareciam incapazes de mudar o panorama do jogo.

Já no segundo tempo, Anapolina no ataque.

E o restante da segunda etapa foi assim. As raras ocasiões de gol acabaram desperdiçadas pelas equipes. E, à parte um gol anulado da Anapolina, nada mais aconteceu. Final do amistoso: um melancólico 0 a 0.

Panorâmica do estádio, nos momentos finais do jogo.

O empate, e o futebol mostrado pelo Brasiliense nesse amistoso, mostraram que o clube candango ainda tem que melhorar muito se almeja alguma coisa na Série C. Muito pouco para um clube que já foi da elite nacional, e, quando estava na Segundona, afirmava que o objetivo era subir. Quanto à Anapolina, que enfrentará a Série D, lhe falta ainda um pouco de objetividade.

Fim de jogo, hora de tomar o caminho de casa.

Férias

O Campo de Terra entra em férias a partir de hoje. Como estarei viajando, não poderei atualizar o blog nos próximos dias - o que incluirá as primeiras rodadas das Séries C e D. Em agosto estarei de volta com todo o gás, para continuar a cobrir o futebol e os demais esportes.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Peixe vence São José e se classifica na Liga Futsal.

Sim, amigos, eu reconheço. Este blog está em falta com os esportes além do futebol. E, para começar a pagar essa dívida, fui ao Ginásio de Sobradinho, onde, na noite dessa quarta-feira, se enfrentaram Peixe/Mazza e São José/Vale Sul Shopping. O jogo era de vida ou morte para o clube candango, que precisava vencer e ainda contar com derrotas de seus concorrentes próximos para seguir na competição. Os paulistas, por sua vez, já entraram em quadra classificados, mas esse jogo poderia representar a diferença entre classificar em terceiro ou em sétimo lugar. E, como não poderia deixar de ser, o Campo de Terra se fez presente.

O Peixe começou o jogo decidido a conquistar a vitória. Em apenas três minutos, Tiago balançou as redes por três vezes, fazendo 3 a 0 para o time da casa e obrigando o técnico Ivan Gomes a pedir tempo.

A parada surtiu efeito, e o São José passou a atacar mais. Mas a defesa do Peixe mostrava segurança, e dificultava as coisas para os visitantes.

Chegada perigosa do São José.

O São José diminuiu com um belo chute no ângulo do goleiro Velloso. Mas a resposta do Peixe demorou apenas 18 segundos. Tiago, de pênalti, fez seu quarto gol no jogo, e o quarto do Peixe.

Nos minutos seguintes, o time paulista passou a tocar a bola, na tentativa de superar a defesa do Peixe. Mas o time da casa se defendia bem, e o São José, quando conseguia chutar, mandava para fora. O time candango, quando conseguia a posse de bola, levava perigo.

Jogadores disputam a bola, sob os olhares da torcida.

A dois minutos do final da primeira etapa, o goleiro Velloso fez seu segundo gol no jogo, e diminuiu para 4 a 2. Logo em seguida, Sacon cobrou tiro livre para o Peixe, após a sexta falta dos paulistas no período, e reestabeleceu a vantagem de três gols. No lance, o técnico da equipe paulista acabou expulso por reclamação. E o placar do primeiro tempo acabou mesmo em 5 a 2 para o Peixe.

A segunda etapa começou equilibrada, e o goleiro Velloso chegou a ver sua trave carimbada. Aos poucos, o São José foi melhorando, enquanto a defesa do Peixe continuava segura, dificultando as ações dos paulistas.

Mais uma disputa de bola, agora no segundo tempo.


Mas, apesar da pressão do São José, foi o Peixe quem marcou. Munim acertou um belo chute sem ângulo e fez 6 a 2 para o Peixe.

Daí em diante, o São José pressionou. O Peixe se defendia bem, e levava perigo nos contra-ataques. Guerra ainda diminuiu no último minuto, num belo voleio, mas já era tarde. Final: Peixe 6-3 São José.

Com a vitória, o Peixe terminou a fase de classificação em 15º lugar, e conseguiu um classificação histórica para a segunda fase da competição. Na próxima fase, disputará com Carlos Barbosa, Gazin e São Caetano/Corinthians uma das duas vagas para a terceira fase da competição. O São José, por sua vez, ficou em 6º lugar, e agora mede forças com Intelli/Orlândia, Poker/PEC e Unisul.

Fim de jogo, fim da primeira fase da Liga Futsal. Hora de voltar para casa e descansar para mais um dia.

domingo, 26 de junho de 2011

Anápolis derrota Inhumas no Jonas Duarte

O futebol em Brasília continua parado. Sem um calendário decente, os clubes candangos seguem parados pelo menos até metade de julho. Mas o Campo de Terra não para nunca. Por isso, peguei a estrada e fui para Anápolis. No sempre acolhedor estádio Jonas Duarte, fui conferir o confronto entre Anápolis e Inhumas. O time da casa começou bem na competição, e vem frequentando a zona de classificação para a segunda fase. Já o Inhumas, que entrou na minha lista nessa tarde de domingo, está na zona intermediária. Seria um jogo importante para as pretensões de ambos.

A primeira aventura da tarde foi comprar meu ingresso. A entrada para as cadeiras custava 25 reais. Um preço ligeiramente desproporcional. Mesmo assim, aceitei pagar esse valor. Dei 30 reais para adquirir meu ingresso. Em um total exemplo de desorganização, não havia 5 reais na bilheteria para me dar de troco. Acabei adquirindo minha entrada em outra bilheteria. Resolvido o problema, entrei no estádio para aguardar o início da partida. E, um pouco antes de a bola rolar, ainda consegui a foto do Anápolis posado. Fico devendo a foto do Inhumas, uma vez que a equipe não posou, e eu, das cadeiras do estádio, não tinha como pedir aos jogadores para tirar a foto. De toda forma, aí vai a foto do time do Galo.

Anápolis posado.

Vamos à bola rolando. O jogo foi morno nos primeiros minutos. O Anápolis chegava mais vezes com perigo, mas as chances de gol eram esporádicas. O Inhumas praticamente não ameaçava.

Chegada do Anápolis, no início da partida.

O jogo ficou mais animado a partir dos 15 minutos. O Inhumas tentou fazer alguma coisa, mas esbarrava na defesa do Anápolis. O time da casa respondeu rápido, e chegou algumas vezes com perigo.

Bola no travessão: quase o primeiro do Galo.

E o gol do Anápolis acabou saindo. Aos 31 minutos, após cobrança de falta pela direita, Max Ferraz cabeceou e abriu a contagem para o time da casa. 1 a 0.

E pouca coisa digna de nota aconteceu até o intervalo. O primeiro tempo se resumiu a um Anápolis que não chegou a ser brilhante, mas foi infinitamente superior ao Inhumas, que esqueceu o futebol nos vestiários. E o time da casa foi para o intervalo com a vantagem mínima no placar.

Os primeiros minutos da etapa final foram sonolentos. Somente por volta dos 12 minutos saiu a primeira jogada perigosa. E foi o Inhumas quem quase marcou. Mas ficou no quase.

Segundo tempo: Inhumas no ataque.

O jogo melhorou a partir daí. O Anápolis atacava mais, mas o Inhumas acordou e também passou a levar perigo.

E o Anápolis aumentou a vantagem. Em cobrança de pênalti, Chimba marcou o segundo do time da casa. Eram jogados 25 minutos da etapa final. Anápolis 2 a 0.

Esse ataque terminaria com o pênalti...


...que Chimba converteu, selando a vitória do Anápolis.

O segundo gol do Anápolis esfriou de vez o Inhumas. O Galo ainda criou algumas boas chances de ampliar, mas, principalmente por falta de pontaria, não conseguiu aumentar a vantagem. E o jogo terminou mesmo assim. Anápolis 2-0 Inhumas.

Com a vitória, o Anápolis, mais do que nunca, está na briga pelo acesso. Com uma derrota e três vitórias em quatro jogos, o time ocupa a quarta posição. O Inhumas, por sua vez, continua na sétima posição, e já vê a zona de classificação ficar distante. Ainda tem muita coisa por acontecer, mas parece que o Anápolis e o Goiânia, duas equipes tradicionais que hoje estão na Segundona, assim como o Itumbiara, que, mesmo disputando a Segundona, vai jogar a Série D nacional, são candidatíssimos a uma vaga na elite.

Encerrada a partida, peguei a estrada, de volta para Brasília. Volto logo mais com uma nova cobertura.

domingo, 5 de junho de 2011

Guarujá derrota Nacional na Comendador Souza

Sábado, 4 de junho. Brasil e Holanda se enfrentando, então é todo o mundo ligado na Canarinho, certo? Errado, pelo menos para nós, do Campo de Terra. O nosso negócio é ver a bola que rola longe dos holofotes, e que mesmo assim muitas vezes nos presenteia com grandes jogos. E eu aproveitei a minha passagem relâmpago por São Paulo para ir ao sempre simpático estádio Nicolau Alayon, também conhecido como Comendador Souza, para ver o jogo entre Nacional e Guarujá. O estádio localizado na Barra Funda sempre traz boas lembranças, como o Juve-Nal do século, um jogo numa tarde de quarta-feira com nada menos que quatro viradas, e um embate enter o Barcelona da Capital e o tradicional Jabaquara, quando tive a oportunidade de ver in loco pela primeira vez a equipe santista. Agora, foi a vez de de realizar o sonho de ver in loco a equipe do Guarujá - 159º time da minha lista -, cidade que me traz boas recordações da minha infância e do meu início de adolescência. Queria mesmo era ver um jogo do clube lá no famoso balneário paulista, mas ainda não foi dessa vez. De toda forma, ir ao campo do Nacional é sempre um prazer. Dessa forma, peguei o trem (ver um jogo no Nicolau Alayon indo ao estádio por outro meio que não seja o trem nunca é um programa completo. Felizmente, os ferroviários encerraram sua greve a tempo.) e fui lá ver o que iria rolar.

Comecei a jornada fazendo uma grande confusão. Acreditei que o jogo seria às 15:30, mas, na verdade, a bola já rolaria às 15:00. Felizmente, saí com grande antecedência, e cheguei ao estádio a tempo de não perder nenhum lance do jogo. E ainda vi o aquecimento das equipes.

Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional: formalidade obrigatória nos campos paulistas.

O jogo começou com o Guarujá rondando a área do Nacional. Tocando bem a bola, a equipe praiana dominava, enquanto o time da Capital levava perigo nos contra-ataques. Mas não demorou para o Nacional equilibrar as ações.

Ataque do Nacional, nogo no início da partida.

No entanto, justamente quando a equipe da casa conseguiu equilibrar o jogo, o Guarujá abriu a contagem. Éverton Nascimento arriscou de fora da área e acertou o canto, abrindo a contagem - e marcando o 1.500º gol que vi em estádios. 1 a 0 para o Guarujá.

Éverton Nascimento chuta para abrir a contagem.

Jogadores do Guarujá comemoram, em contraste com a tristeza dos defensores do Nacional.

A partir do gol, o jogo ficou mais morno. As melhores chances ainda eram da equipe praiana. Mas as redes não balançaram mais no primeiro tempo. E as duas equipes foram para os vestiários com a vantagem mínima do Guarujá.

Mesmo desequilibrado, jogador do Nacional tenta levar sua equipe ao ataque.

Bola na área do Nacional.

No segundo tempo, a equipe da Capital começou com mais posse de bola, mas encontrava dificuldades para superar a defesa do Guarujá. A exemplo do próprio clima, o jogo esfriou bastante, e raríssimos lances de emoção aconteceram nos primeiros 20 minutos da etapa final.

Chegada do Guarujá, na segunda etapa.

Somente depois disso o Nacional acordou, e passou a apertar mais o Guarujá. A equipe litorânea respondia ocasionalmente. Curiosamente, o Guarujá, mesmo chegando menos, criava as melhores chances quando chegava.

Disputa de bola no ataque do Guarujá.

Uma panorâmica do Estádio Nicolau Alayon, com a cidade ao fundo.

O fato digno de nota aconteceu já nos acréscimos, o jogador Adriano, do Guarujá, ficou por cerca de dois minutos caído, sem que o árbitro parasse o jogo ou alguém mandasse a bola para fora. Bola na rede, mesmo, não teve mais. Final, Nacional 0-1 Guarujá.

Adriano, machucado, caído no gramado. O jogo rolou por dois minutos sem que ninguém se desse conta.

A vitória foi importantíssima para o Guarujá, que subiu para o terceiro lugar do grupo - ainda à espera do resultado de São Vicente x Jabaquara, que jogariam no domingo de manhã. O Nacional, por sua vez, vem fazendo uma péssima campanha, e perdeu os seis jogos que disputou até agora. Muito triste para uma equipe de longa história no futebol paulista.

Final de jogo, dessa vez abri mão de pegar o trem. Esperei um táxi na Marquês de São Vicente, e fui para o Comedians Comedy Club, na Rua Augusta, para dar umas boas risadas. Recomendo o programa para o pessoal de São Paulo, e a quem mais visitar a capital paulista.

Adendo: Obrigatório fazer um elogio à Federação Paulista. Na noite de sábado, a súmula da partida já estava disponível no site da entidade, de modo que foi possível concluir a matéria ainda no dia do jogo. Se é para elogiar, a gente elogia...

sábado, 28 de maio de 2011

Vila Nova vence Ponte Preta, em bom jogo

Depois de longo e tenebroso inverno, o Campo de Terra está de volta com suas coberturas. Por um lado, andei um tempo afastado dos estádios. Por outro, mesmo quando fui a algum jogo, acabei, por razões diversas, não fazendo a cobertura. Mas é chegada a hora de voltar. Graças à incapacidade da CBF e da FBF de darem um calendário decente aos clubes a elas filiados, nenhum clube de Brasília entrará em campo até julho. Por outro lado, com o rebaixamento do Brasiliense à Série C, a bola não vai rolar este ano pela Segundona na Capital Federal, ao contrário do que estávamos acostumados. Por tudo isso, acabei decidindo respirar novos ares. E atravessei a Rodovia Henrique Santillo para cobrir um jogo na sempre bela Goiânia. Na noite da última sexta-feira, se enfrentaram por lá Vila Nova e Ponte Preta, pela Segundona. As duas equipes estrearam de forma bem distinta na competição: enquanto os donos da casa foram a Salvador e caíram diante do Vitória, a equipe de Campinas atropelou o ASA de Arapiraca por 5 a 0. Assim, o Vila tentava se recuperar, e a Ponte tentava ratificar o bom início. E nós fomos para lá, para ver o que ia acontecer.

Então, vamos ao que interessa, que é a bola rolando. As duas equipes começaram o jogo procurando o gol, mas raramente assustavam os goleiros. Somente aos 13 minutos houve uma boa chance. E Luiz Fernando não desperdiçou. Em um belo chute da entrada da área, ele abriu o placar para o Vila.

Escanteio para o Vila Nova.

O empate da Ponte demorou cinco minutos. Após cobrança de falta, Ferrón aproveitou da saída errada do goleiro Michel para, de cabeça, empatar a partida - e marcar o primeiro gol da Ponte que eu vi in loco. 1 a 1.

Ponte tenta superar a marcação do Tigre.

O jogo seguia movimentado. As duas equipes foram para o ataque, buscando desempatar a partida, e criaram boas chances. O Tigre chegava mais vezes com perigo, mas a Ponte também atacava. Mesmo assim, a disposição das equipes não foi suficiente para tirar o 1 a 1 do placar. E, após uma sequência de escanteios para o Vila, o árbitro terminou o primeiro tempo.

Pedaços de árvore cortada do estádio: perigo para os torcedores.

A segunda etapa começou quente. Logo aos quatro minutos, o Vila desempatou. Após cobrança de escanteio, Augusto cabeceou fraco, mas a cabeçada foi bem colocada, e pôs o Tigre novamente em vantagem. 2 a 1.

Vila comemora o segundo gol.

O jogo ficou morno depois do gol. O Tigre ainda chegava esporadicamente ao ataque, mas, no geral, parecia satisfeito com o placar. A equipe de Campinas, quando tinha a bola, ficava tocando no meio de campo, como se quisesse gastar o tempo. Somente por volta dos 25 minutos a Ponte entendeu que estava perdendo o jogo. A partir daí, foi para o ataque, criando boas chances.

Nos 15 minutos finais, o jogo voltou a ficar quente, com boas chances de ambos os lados, sendo que o Vila parecia mais determinado a fechar a conta do que a Ponte a empatar. E, de fato, foi o Tigre quem acabou marcando. Aos 40 minutos, Gil aproveitou o bate-rebate na área e estufou as redes. Vila 3 a 1.

A Ponte não ameaçou mais a partir de então, e o Vila ainda tentou aumentar a vantagem. Mas ficou por isso mesmo. Vila 3x1 Ponte.

Mais uma boa chance para o Vila.

Com o resultado, as duas equipes têm campanhas idênticas, com três pontos (uma vitória) em dois jogos. A Ponte ainda leva vantagem no saldo de gols, devido aos 5 a 0 sobre o ASA na estreia, mas ainda há 36 rodadas pela frente. Muita coisa ainda vai acontecer.

Fim de jogo, hora de descansar. Fui direto para o Comfort Suítes Flamboyant, onde me hospedei, e que sempre me recebe muito bem, para o merecido repouso. A estrada me esperava no dia seguinte.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Resumo dos últimos jogos - adendo

Faltou um adendo importantíssimo ao resumo dos últimos jogos. No último dia 18, estive no Ginásio de Sobradinho, onde acompanhei o jogo Peixe/Mazza 2x5 Santos. Era um amistoso, mas foi um compromisso importantíssimo para os time candango, que representará Brasília na próxima Liga Futsal, e também para o Santos, que estreava seu "time dos sonhos", com destaque para o jogador Falcão. Como esperado, o alvinegro paulista venceu bem, mas o Peixe deixou sua marca, e mostrou que será um osso duro de roer.

Destaque, especialmente, para o ginásio abarrotado de gente. Agora, resta saber se será assim também quando começar a Liga, em jogos sem craques da Seleção no DF. De toda forma, boa sorte ao Peixe, e que represente com dignidade a Capital Federal.

Resumo dos últimos jogos

Ando meio sem tempo para editar as matérias e as fotos para o blog, mas não abandonei o blog, nem os estádios. Segue, assim, um resumo do que andei vendo pelos campos de futebol pelos quais andei passando:

Brasília 0x0 Ceilândia (19/fevereiro/2011): Um dos jogos mais fracos do ano. O Ceilândia ainda contava mortos e feridos após a goleada sofrida para o Caxias, enquanto o Brasília faz a torcida sentir saudades do time vice-campeão de 2009. Praticamente nenhuma chance real de gol nos 90 minutos. Se tivessem jogado até a manhã do dia seguinte, os dois times provavelmente não conseguiriam inaugurar o marcador. Jogo realizado em Samambaia

CFZ 0x1 Ceilandense (20/fevereiro/2011): Os dois últimos colocados do campeonato se enfrentaram no Bezerrão, e fizeram uma partida que justificava a péssima campanha de ambos. O Ceilandense achou a vitória em um pênalti no segundo tempo, e essa foi a única chance real de gol. Assim, o CFZ vai carimbando cada vez mais o passaporte para a Segundona. O CFZ respirou com o resultado, mas, em qualquer divisão que esteja em 2012, espero que volte a jogar com o uniforme tradicional, vermelho e azul, e deixe a camisa rubro-negra de lado. Para registro: essa partida recebeu o menor público do campeonato: 39 pagantes.

Bosque 1x0 Brasília (27/fevereiro/2011): No Diogão, o time de Formosa, que vem fazendo brilhante campanha, se vingou do único adversário que o havia derrotado na competição. O jogo foi bastante movimentado, mas o time da casa jogou melhor e venceu com méritos, suportando a pressão do Brasília no final. Com esse resultado, o Colorado passou a frequentar a zona de rebaixamento, enquanto o alviverde é vice-líder. Destaque para o excelente público: 1.903 pagantes.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Caxias goleia Ceilândia e segue na Copa do Brasil

A Copa do Brasil é uma competição que dá a oportunidade de ver ao vivo times que, em outras ocasiões, eu não conseguiria ver. Vários times da minha lista eu "matei" em jogos por essa competição, e ainda tive a chance de ver o zagueiro Lúcio surgir para o mundo, naquele histórico Guará 0x7 Internacional. E na tarde da última quarta-feira vi meu 28º jogo por essa competição, mais uma vez envolvendo um candango e um gaúcho. Dessa vez, estavam em campo, no Abadião, Ceilândia e Caxias. Os gaúchos, líderes de seu grupo no campeonato local, levavam amplo favoritismo, e a primeira tarefa dos candangos era impedir uma vitória da equipe grená por dois gols ou mais de diferença, que já eliminaria o jogo de volta. Dito isso, esperei o horário do início da partida e peguei o metrô para o estádio. Pontualmente, estava no local do jogo, para mais uma cobertura.

Bola rolando, o Ceilândia começou o jogo atacando mais. Nos primeiros dez minutos o time da casa já tinha criado pelo menos três boas chances, mas não teve objetividade na hora de finalizar. Logo em seguida, o Gato teve três escanteios consecutivos. que terminaram em cabeçada perigosa de Goeber, para fora.

Caxias tenta entrar na defesa do Ceilândia.

Mas no futebol o que vale é o gol. Na primeira chance do time gaúcho, aos 15 minutos, após cobrança de falta, a bola passou por toda a defesa do Ceilândia e Neto apenas desviou. Caxias 1 a 0.

Comemoração do primeiro gol do Caxias.

Logo em seguida, Goeber chegou a marcar para o Ceilândia, mas o árbitro anulou. O segundo gol da equipe grená não demorou. Aos 18 minutos, Lima chutou cruzado pela direita e aumentou para o Caxias: 2 a 0.

Os dois gols em seguida desanimaram o Ceilândia. Abatido, o time não conseguia se achar, e os gaúchos aproveitaram para criar boas oportunidades.


Melhor no jogo, o Caxias chega mais uma vez no ataque.

E, aos 29, saiu o terceiro gol: novamente Lima, que cabeceou livre e fez o terceiro do Caxias. O Ceilândia, batido, não esboçava reação.

O Caxias chegou ao quarto ainda no primeiro tempo, em falha do goleiro Edinho, que soltou a bola nos pés de Pedro Henrique, que só tocou para dentro. E, aos 45, Éverton acertou um belo chute de longe, fechando o placar do primeiro tempo: Ceilândia 0-5 Caxias.

O segundo tempo começou devagar. O Caxias parecia satisfeito com a grande vantagem conquistada, e só cozinhou o galo. O Ceilândia não encontrava forças par reagir. Somente aos 39 minutos aconteceu a primeira chance de gol da etapa final, quando Pedro Henrique carimbou o travessão, quase marcando o sexto dos gaúchos.

Já no segundo tempo, o Ceilândia tenta pelo menos o gol de honra.

E o jogo terminou mesmo com a vitória do Caxias por 5 a 0. O time de Caxias do Sul, assim, segue na disputa, sem precisar do jogo de volta. Ao Ceilândia, resta se concentrar no campeonato local, para brigar pela vaga na Copa do Brasil de 2012 e pelo bicampeonato local.

Fim de jogo, hora de pegar o metrô e ir para casa.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Brasília vence CFZ e consolida reação

E, mais uma vez, a tarde de sábado foi de futebol. Assim como na semana passada, me dirigi a Samambaia, onde se enfrentariam Brasília e CFZ. Um confronto absolutamente imprevisível, entre duas equipes que vêm se recuperando após um mau começo. O CFZ, durante a semana, havia aprontado a maior surpresa da competição até aqui: o time vinha de três derrotas em seus três primeiros jogos, e tinha pela frente o atual campeão Ceilândia. Para complicar ainda mais a situação do clube do ex-jogador Zico, o alvinegro ainda terminou o primeiro tempo vencendo por 2 a 0. Mas, no segundo tempo, o CFZ conseguiu uma virada espetacular, vencendo o jogo por 4 a 2. O Colorado também vinha de um mau começo, perdendo seus dois primeiros jogos. Mas, depois disso, conseguiu uma vitória em casa contra o Bosque e um bom empate diante da Ceilandense, fora de casa. Todos esses fatores aumentavam ainda mais a imprevisibilidade desse confronto dessa tarde de sábado. E o Campo de Terra não poderia perder essa.

Cheguei ao estádio por volta das três e meia da tarde. Comprei meu ingresso e fui tomar a Coca-Cola tradicional. Aproveitei para trocar umas ideias sobre o futebol local com o vendedor. Feito isso, entrei no estádio. Achava que o jogo seria às quatro da tarde, mas a bola só rolou às cinco. Vi que havia mais gente com a mesma dúvida. Não sei se eu me enganei, ou se houve uma mudança de última hora.

Assim que entrei, vi que o banheiro masculino estava fechado. Procurei o pessoal do estádio, que prontamente o abriu. Tudo pronto para receber a torcida.

E vamos à bola rolando. O jogo começou movimentado, com os dois times buscando o gol. Um prenúncio de uma boa partida. O Brasília atacava mais, mas o CFZ também chegava com perigo.

CFZ no contra-ataque.

O Brasília chegou ao gol em um lance controverso. Um escanteio originado de uma jogada em que os jogadores do CFZ pediram impedimento. Na cobrança, Mauro cabeceou para cima, da entrada da área, e Tiago Silva desviou de cabeça, enganando o goleiro Renato. Brasília 1 a 0.

Com o gol, o CFZ foi para cima, buscando o empate. O Brasília recuou, e jogava nos contra-ataques. O restante do primeiro tempo foi de pressão do CFZ e de poucos ataques do Brasília. O Colorado, por sua vez, mesmo quando atacava, não conseguia manter a posse de bola.

Escanteio para o Brasília.

Mas ninguém mais conseguiu balançar as redes, e o primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem mínima para o Brasília.

Após me reidratar no bar do estádio, dessa vez com uma Soda, voltei para o segundo tempo. A etapa final começou do mesmo jeito: com o CFZ pressionando. E o gol de empate demorou apenas três minutos. Após confusão na defesa colorada, Jean tocou de leve e reestabeleceu a igualdade. 1 a 1.

Desorganizado, o Brasília perdia bolas fáceis e não conseguia criar chances de gol. O CFZ ainda chegou com perigo diversas vezes.

Brasília tenta ir para o ataque.

Somente por volta dos 12 minutos o Brasília voltou a atacar com perigo. E, aos 20, o Colorado retomou a vantagem. Geraldo cobrou bem falta frontal, próxima à área, e fez 2 a 1 para o Brasília.

O CFZ assustou aos 25 minutos, em cobrança de falta que carimbou a trave. O jogo ficou concentrado no meio de campo, com ataques esporádicos de ambos os lados.

O CFZ se complicou aos 34 minutos, quando o mesmo Jean que havia marcado o gol do time dicutiu com o árbitro e foi expulso. Aos 36, o Brasília teve uma chance de ouro para matar o jogo, mas a bola, caprichosamente, acertou a trave. Nos ataques do Brasília, era visível a desvantagem numérica do CFZ, e o Brasília encontrava muita liberdade para atacar, criando boas chances.

Agora é a vez do CFZ.

Aoa 42, finalmente o Brasília chegou ao terceiro. Guel entrou livre na área e chutou cruzado. Era o gol que praticamente selava a vitória do Brasília: 3 a 1.

E, de fato, mais nada aconteceu. O Brasília terminou mesmo com a vitória. Esse resultado levou o Colorado a sete pontos na tabela, colocando-o entre os quatro primeiros, pelo menos até o complemento da rodada. Já o CFZ continua com os solitários três pontos conseguidos diante do Ceilândia no meio da semana, e, por ora, só deixa a lanterna para o Bosque por causa do número de vitórias.

Fim de jogo, hora de pegar o carro e ir embora. No aguardo da próxima partida.