quinta-feira, 8 de março de 2012

Ceará derrota Gama e segue na Copa do Brasil

No meio da bagunça que ainda reina no futebol do Distrito Federal, os clubes locais fizeram, no último meio de semana, uma pausa para se dedicarem a uma competição nacional, a Copa do Brasil. E a CBF mostrou que, em matéria de bagunça, não fica atrás da Federação do DF. Tanto é que marcou os dois jogos envolvendo os clubes locais, Gama (que enfrentou o Ceará) e Brasiliense (contra o Guarani) para o mesmo dia, e com o primeiro começando apenas uma hora antes. Assim, tive que escolher apenas um dos dois jogos para ver, e acabei escolhendo o confronto do Gama com o Vozão. O time da casa começou mal no Candangão, com duas derrotas seguidas, mas depois emplacou duas vitórias, contra Legião e Brasiliense. Claro que a partida contra o Ceará seria muito mais difícil, mas essa, sim, seria uma importante prova de fogo para o alviverde candango. O Ceará, por sua vez, vem sofrendo no campeonato estadual, ocupando o terceiro lugar, com oito pontos a menos que o rival Fortaleza. Ainda assim, no papel o time era muito mais forte que o Gama, e franco favorito para esse confronto. E o Campo de Terra estava lá, para cobrir. E aqui conto o que vi.

Apesar de ter um time muito superior, o Ceará parecia totalmente desinteressado do jogo nos minutos iniciais. Se limitava basicamente a tocar a bola no campo de defesa. O Gama se aproveitou disso para chegar com perigo nos contra-ataques. Aos poucos, o Gama começou a se achar no jogo e, se não criava grandes chances, pelo menos conseguiu equilibrar a posse de bola. Para isso, pesou a apatia do time cearense, que simplesmente não se achava em campo.

Flash do jogo no primeiro tempo. As fotos noturnas são sempre complicadas.

Somente a partir dos 20 minutos o Ceará acordou, e começou a atacar. Ao mesmo tempo, as limitações do time do Gama começaram a aparecer. A equipe da casa errava demais, e dava chances aos cearenses. Mas foram apenas dez minutos de pressão do Ceará. O time logo esqueceu o futebol, e o Gama voltou a equilibrar.

Ceará sai no contra-ataque.

Mas o primeiro tempo terminou mesmo sem que as redes balançassem. Um 0 a 0 em que o Gama, com todas suas limitações, jogou com muita vontade, e o Ceará, na maior parte do tempo, não foi sequer a sombra de um time. Restava esperar para ver o que o segundo tempo reservava.

Depois de 15 minutos em que praticamente nada aconteceu, Felipe Azevedo marcou duas vezes para o Ceará em apenas dois minutos. O Vozão, com o placar de 2 a 0 a seu favor, já garantiria a vaga sem o jogo de volta. Restava ao Gama marcar pelo menos um gol.

Flash do segundo tempo.

O Ceará parecia contente com os 2 a 0. O Gama até atacava, mas não encontrava forças para pelo menos diminuir a diferença. No entanto, grande parte da torcida, em vez de apoiar, passou a vaiar o time. Um comportamento lamentável de quem parecia não compreender a situação do clube, que trocou recentemente de diretoria e dispõe de poucos recursos para contratações. A 15 minutos do final, vários torcedores começaram a deixar o estádio. Um comportamento realmente lamentável.

Dentro do campo, pouca coisa aconteceu no restante do jogo. O Gama até que pressionou, buscando pelo menos forçar o jogo de volta. Mas o jogo terminou mesmo com a vitória do Vozão por 2 a 0. Assim, o Ceará segue na Copa do Brasil. O Gama mostrou muita vontade para compensar parcialmente a falta de qualidade do time. Para uma diretoria recém-empossada e um time montado com poucos recursos, o Gama merece um aplauso pelo que fez diante do Ceará. De negativo, mesmo, só o comportamento de parte da torcida, que vaiou os jogadores ao invés de incentivar. Tal comportamento só atrapalhará a evolução dos jovens jogadores e dificultará o andamento dos trabalhos. Felizmente, se trata apenas de uma minoria, que não constitui um retrato da vibrante torcida gamense.

Fim de jogo, hora de ir para casa descansar. Ainda consegui passar no Serejão e ver os cinco minutos finais da vitória do Brasiliense por 2 a 0 sobre os reservas do Guarani. Mas foi muito pouco tempo para que eu pudesse contar alguma coisa aqui. Depois disso, aí sim tomei o rumo de casa. Na manhã seguinte, a rotina continuaria.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Juventus goleia Taubaté na Javari

Para qualquer amante do futebol, ver um jogo na Javari em algum momento de sua vida é uma obrigação, e um momento inesquecível. É sempre um prazer ver o povo da Mooca marcando presença e apoiando seu time incondicionalmente, comer os tradicionais canoles que são vendidos em cada jogo no famoso estádio, e, acima de tudo, ver um grande jogo de futebol. E, na manhã do último sábado, novamente a bola rolou por lá. Em campo, Juventus e Taubaté fizeram um duelo pela Série A3 do Campeonato Paulista. Além de novamente ver o Moleque Travesso ao vivo, ver um jogo do Burro da Central in loco era um sonho antigo - o clube entrou como o 170º integrante da minha lista pessoal, e foi a sexta novidade dessa lista em 2012. Ainda espero ver um jogo do Taubaté em sua cidade algum dia, sobretudo pelo carinho especial que sempre tive pelo Vale do Paraíba, pelos meus familiares que moram lá e pelos momentos felizes da minha infância que vivi nas cidades às margens do imponente Paraíba do Sul.

Voltando ao futebol, os dois clubes vivem situações distintas: o Juventus, após um mau começo, se recuperou e está rondando o grupo das oito equipes que se classificarão para a próxima fase. O Taubaté, ao contrário, não vem bem na competição, e está entre os últimos colocados, correndo risco de rebaixamento. Era uma típica partida que ninguém podia perder. E eu estava lá, no horário marcado, para ver o que ia rolar.

Grande prédio sendo construído nas proximidades do estádio. Infelizmente, o terreno onde se localiza o Estádio da Rua Javari também é ameaçado pela especulação imobiliária.

Cheguei com boa antecedência ao estádio, e comprei meu ingresso. Meia hora antes de a bola rolar, os portões foram abertos, e eu finalmente entrei. Enquanto não liberavam a entrada, fiquei escutando a conversa dos torcedores do lado de fora, falando sobre o time e sobre a Série A3 em geral. Isso é um prazer em tempos em que falar de futebol geralmente se restringe a falar dos grandes clubes.

Bom, vamos ao jogo. Sabendo que precisava ganhar para não se afastar da zona de classificação, o Juventus foi para cima. O Taubaté basicamente se limitava a se defender. E o fazia até com certa competência, pois, apesar do domínio juventino, as chances reais de gol eram raras.

Jogadores disputam a bola.

Depois dos 20 minutos o Moleque Travesso diminuiu o ritmo, mas poucas vezes foi seriamente ameaçado. O Burro da Central não parecia ter forças para se aproveitar da diminuição do ritmo do time da casa.

Ataque do Taubaté, e a bola vai para fora.

Somente nos minutos finais do primeiro tempo o jogo teve alguma emoção, com os times se lançando ao ataque, ainda que na base da correria. E, aos 44 minutos, finalmente saiu um gol. Lucas Pavone, da entrada da pequena área, tocou leve, no canto esquerdo, marcando 1 a 0 para o Juventus. Pouco depois, o árbitro encerrou a primeira etapa.

A porta de uma das bilheterias da Rua dos Trilhos estava aberta. Você já sonhou em ver uma bilheteria por dentro? Não, né? Mas a gente traz essa imagem para você assim mesmo..

Não dá para ir à Javari e não comer um canole, mas no intervalo a fila para comprar a tradicional iguaria era imensa. Assim, fui comprar um nos primeiros minutos da etapa final. Isso me custou alguns minutos da etapa final. Quando voltei, vi Anderson Carvalho fazer falta dura e ser expulso, deixando o Burro da Central com um a menos.

Flash do segundo tempo, em foto tirada detrás de um dos gols.

Mesmo com um a menos, o Taubaté melhorou no segundo tempo, e pressionou o Juventus. Os ataques do Moleque Travesso eram raros, embora perigosos. Mas a situação do time visitante ficou mais complicada aos 28 minutos, quando Gustavo fez uma falta no meio de campo, em um contra-ataque perigoso do Juventus. Como ele já tinha cartão amarelo, foi convidado a se retirar, deixando o Taubaté com nove homens em campo.

O Juventus, com a ampla vantagem numérica, foi para cima, e o segundo gol não demorou. Após troca de passes na área, Tony chutou cruzado e fez 2 a 0 para o Juventus. O terceiro gol acabou saindo aos 38 minutos, em um belo chute de longe de Lucas Pavone. O resultado levou a torcida do Taubaté a sair da área reservada à torcida visitante e ir para trás do banco de reservas de seu time para protestar.

Torcida do Taubaté protesta.

Ainda deu tempo para Romerito marcar o quarto do Juventus, e o Taubaté ter mais um expulso: Serginho fez falta dura e levou o vermelho direto. O árbitro sinalizou três minutos de acréscimo, mas encerrou o jogo antes. Final, Juventus 4x0 Taubaté.

Jogadores do Juventus comemoram o quarto gol.

O Juventus se manteve na briga por uma vaga entre os oito primeiros, e tem condições de conquistá-la. Mas o time ainda mostrou limitações enquanto o jogo era de 11 contra 11. O Taubaté, por sua vez, parece que já selou o seu destino de ser rebaixado à Segunda Divisão Resta torcer por um milagre.

Encerrado o jogo, eu não podia deixar de cumprir outra tradição: o almoço na Esfiha Juventus. E, depois, pegar o metrô para ir embora.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Anapolina e Goiás fazem bom jogo, mas ficam no zero

Respirar outros ares sempre faz bem. E, se for para acompanhar um bom jogo de futebol, melhor ainda. No último domingo, peguei a Henrique Santillo, com destino a Anápolis, onde se enfrentaram, no último domingo, Anapolina e Goiás. As duas equipes vivem situações opostas. A equipe esmeraldina lidera a competição com sete vitórias em oito jogos. A Rubra, ao contrário, venceu apenas uma vez - justamente na partida contra o Morrinhos, que acompanhamos aqui -, e está na zona de rebaixamento. No papel, o Goiás era o favorito. Mas a Anapolina certamente não ia querer se entregar tão fácil, especialmente precisando da vitória para sonhar em pelo menos permanecer na Primeira Divisão goiana. Esperando um grande jogo, fui ao Jonas Duarte. E aqui conto o que vi.

O jogo começou quente. Depois de o Goiás perder duas grandes chances e dar a impressão de que tomaria conta do jogo, a Anapolina respondeu e também chegou com perigo em duas ocasiões. Tudo isso em apenas cinco minutos de jogo.

Naturalmente, o ritmo não se manteve por muito tempo, mas o jogo continuou bom. O Goiás atacava mais, mas a Rubra respondia com perigo.

No começo do jogo, a Rubra chega no ataque.

Depois dos 15 minutos, a Anapolina inverteu o panorama do jogo, e passou a pressionar, criando boas chances de marcar. O time teve sua melhor chance aos 25 minutos, quando Rafael Tolói cortou um cruzamento com o braço, e o juiz marcou pênalti para a Rubra. Mas o goleiro esmeraldino Harlei pulou no canto certo e defendeu a cobrança de Gilmar Baiano.

Harlei defende pênalti e salva o Goiás.

Mesmo após o pênalti perdido, a Anapolina continuou pressionando e criando chances de gol. Mas faltou pontaria a seus atacantes, e o primeiro tempo terminou mesmo sem gols.

Ainda no primeiro tempo, o Goiás chega.

Veio o segundo tempo e a Rubra continuou pressionando no início. Mas o Goiás melhorou, e passou a criar as melhores chances. O jogo ficou bom após os 20 minutos, quando o Goiás perdeu grandes chances, e a Anapolina respondia com perigo, embora com menor frequência.

Bola na área: Goiás no ataque.

Mas o jogo terminou mesmo sem que as redes balançassem. Anapolina e Goiás empataram em um 0 a 0 injusto, em que, pela disposição das duas equipes, deveriam ter acontecido muitos gols. Destaque para o excelente público que compareceu ao Jonas Duarte. Infelizmente, algumas cenas de violência foram vistas nas arquibancadas, mas a polícia soube intervir para conter as brigas.

Disputa de bola.

Fim de jogo, hora de pegar a estrada e voltar para casa. Mais uma semana estava por começar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Brasiliense goleia Capital no Serejão

Passado o carnaval, é hora de a bola voltar a rolar nos gramados. Não tendo havido jogos durante a semana, esperei até a última sexta-feira, para finalmente ver a bola rolar. E fui ao Serejão, estádio que me recebia pela 164ª vez, mais do que qualquer outro estádio, para a partida entre Brasiliense e Capital. O Jacaré, time da casa, começou arrasador na competição, fazendo 6 a 1 no Bosque, em jogo que acompanhamos. Mas, na rodada seguinte, tropeçou no Brazlândia, ficando no empate em um gol. O Capital, por sua vez, fez uma boa estreia, vencendo o bom time do Sobradinho por 2 a 0, na casa do adversário. Apesar de o Brasiliense ter, no papel, melhores condiçoes de vencer a partida, não havia um favoritismo claro em campo, uma vez que o Jacaré, mesmo quando vence, não vem convencendo. Quanto ao Capital, eu ainda não o havia visto em ação na atual temporada, e era difícil prever se o clube poderia fazer frente ao atual campeão candango. Para saber, só mesmo indo ao estádio. E, na hora marcada, eu estava lá.

Logo nos primeiros minutos, o Capital teve a chance de abrir a contagem, em uma cobrança de pênalti. Mas Michel cobrou mal, e Welder defendeu a cobrança.

O Capital teve a chance de abrir a contagem. Mas Michel desperdiçou a penalidade.

Mesmo com o pênalti perdido, o Capital ainda atacou por alguns minutos. Depois, foi a vez de o Jacaré ir para cima, mesmo criando pouco de concreto. A situação do Capital ficou mais complicada quando Cláudio fez duas faltas duras em poucos minutos. Levou amarelo na primeira, e foi expulso na segunda.

Mesmo com um a mais, o Brasiliense tinha dificuldades para se impor. Mas, aos 22 minutos, o Jacaré balançou as redes. O árbitro marcou pênalti quando o zagueiro do Capital colocou a mão na bola. Ferrugem não desperdiçou a cobrança, e fez 1 a 0 Jacaré.

Ferrugem não desperdiçou sua cobrança, e abriu o marcador para o Jacaré.

Após o gol, o Capital tentou atacar. Mas o fez com pouca efetividade, e o jogo esfriou. O Jacaré, por sua vez, era um time totalmente sem criatividade, e seus ataques eram improdutivos. Somente no final da primeira etapa o Brasiliense chegou com mais perigo. Mas o primeiro tempo acabou mesmo com a vantagem mínima do time da casa. Durante o intervalo, encontrei por lá o amigo Matheus de Andrade, e ficamos trocando umas ideias sobre a situação atual do futebol candango. Mas, claro, sem deixar de prestar atenção na partida.

No segundo tempo, enquanto dezenas de relâmpagos tomavam conta do céu, o Capital sentiu a expulsão de seu jogador e a sua inferioridade técnica, e desapareceu do jogo. O Brasiliense, mesmo sem jogar um futebol primoroso, demorou 15 minutos para marcar o segundo gol, que saiu de cabeçada de Bachin.

Flash do segundo tempo.

Após o segundo gol, o Capital se entregou. E o Brasiliense ainda marcou mais dois. Elivelto, aos 24 minutos, e Daniel Amorim, aos 29, fecharam a goleada. Depois disso, foi só esperar o apito final. O Jacaré ainda teve um gol anulado aos 44 minutos da etapa final, mas a goleada já estava construída. Final: Brasiliense 4x0 Capital.

O Jacaré dominou totalmente as ações na etapa final.

O Brasiliense chegou aos sete pontos com essa goleada, mas ainda conquista suas vitórias expressivas mais graças à fragilidade dos adversários do que à sua força. O Capital, por sua vez, resistiu o quanto pôde, mas mostrou que ainda tem muitas limitações. Agora, é ver o que o restante da temporada reserva aos times.

Fim de jogo, hora de voltar para casa - e a chuva começou assim que entrei em meu carro. O fim de semana estava apenas começando.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

No Bezerrão, Sobradinho vira em cima do Gama

A tabela absurdamente confusa do Candangão de 2012, que marca jogos para praticamente todos os dias, tem pelo menos uma vantagem: um número maior de jogos para assistir. E na noite da última sexta-feira, quando muita gente já estava pelos diversos bailes de carnaval espalhados pela cidade, Gama e Sobradinho se reencontravam no Bezerrão. O confronto reunia um total de 12 títulos candangos, e as duas maiores e mais fiéis torcidas entre os clubes de Brasília. O Leão da Serra passou vários anos no calvário das divisões inferiores, e, de volta à elite candanga, trouxe várias figurinhas carimbadas do futebol local. O Gama, por sua vez, vive um momento complicado, com troca de diretoria e escassez de recursos, o que obrigou o Periquito a montar um time jovem, sem experiência. E esse seria o primeiro jogo oficial do clube em 2012, após uma série de amistosos nada animadores. O Sobradinho fora derrotado pelo Capital na sua estreia, e precisava vencer para se recuperar. O jogo prometia. E eu fui ao Bezerrão para ver o que ia rolar.

Antes do jogo, o pôr-do-sol, visto das cadeiras do Bezerrão.

Antes de a bola rolar, ainda consegui fotografar os times posados. Mais uma vez, as fotos não ficaram primorosas, uma vez que as tirei de longe. Mas, dentro das possibilidades, eis o que eu consegui.

Jogadores do Gama posados.

Jogadores do Sobradinho posados.

O jogo começou com o Gama melhor, mas criando pouco e errando muito. O Sobradinho também chegava, mas com menor frequência. A partir dos 15 minutos, porém, o Sobradinho melhorou a marcação e passou a mandar no jogo, criando boas chances de gol.

Sobradinho tenta sair para o ataque.

A pressão do Sobradinho durou uns dez minutos. Depois disso, o Gama, se não pressionava, pelo menos conseguiu neutralizar a pressão do Leão da Serra. E foi nesse momento que o Gama abriu a contagem. Kelvin recebeu livre de marcação e chutou cruzado, para fazer 1 a 0 para o Gama.

O gol animou o Gama, que foi para o ataque, em busca do segundo gol. O Sobradinho, quando atacava, pecava pelas falhas de posicionamento de seus atacantes, que foram pegos várias vezes em posição de impedimento.

Jogador do Gama protege a bola.

Mas o primeiro tempo acabou mesmo com a vantagem mínima do Gama. O jogo nessa etapa, embora não tenha sido de um excepcional nível técnico, foi agradável de assistir. Certamente muita coisa ainda estava reservada para a etapa final.

Na volta do intervalo, o jogo não tinha uma cara bem definida. Tanto o Gama tinha chances de marcar o segundo, quanto o Sobradinho de empatar. O Gama passou a jogar melhor a partir dos 10 minutos, quando pressionou o Sobradinho.

Bola nas mãos do goleiro, após cobrança de escanteio para o Gama.

Mas foi justamente aí que o Sobradinho empatou. Aos 20 minutos, Victor Santana, de pênalti, fez 1 a 1.

De pênalti, Sobradinho empata.

O gol animou o Leão, que passou a atacar mais, embora de forma pouco efetiva. Ainda assim, o time teve chances para virar o jogo.

E aos 41 minutos, veio a virada. Felipe chutou da entrada da área e fez 2 a 1 para o Sobradinho. Depois disso, foi só segurar a pressão do Gama e esperar o apito final.

O Sobradinho, assim, se recupera da derrota na estreia para o Capital, e leva três pontos importantes para casa. Quanto ao Gama, fez, dentro de suas limitações, o que pôde. Mas o time encontrará dificuldades nessa temporada se não se reforçar - e sabemos das dificuldades financeiras pelas quais o clube vem passando. Especialmente porque, em menos de um mês, o Gama tem um compromisso importantíssimo, diante do Ceará.

Fim de jogo, hora de pegar a estrada, e voltar para casa para descansar.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ceilândia estreia no campeonato vencendo Legião

Na última segunda-feira, começamos a cobrir o Candangão de 2012, com a expressiva vitória do Brasiliense sobre o Bosque de Formosa. E na quarta-feira a bola continuou rolando na Capital Federal. O meu destino, dessa vez, foi o Estádio do Cave, na cidade-satélite do Guará, onde eu não ia desde o distante 4 de setembro de 2010, e onde mediriam forças Legião e Ceilândia. Ambas as equipes foram notícia no futebol candango em tempos recentes. O Legião ganhou fama nacional ao homenagear a banda de Renato Russo, e a oferecer a seus torcedores um "camarote VIP". Mas, dentro de campo, o clube decepcionou. Conseguiu chegar à Primeira Divisão em 2008, após campanhas irretocáveis nas divisões inferiores. Mas, após dois anos, acabou rebaixado novamente. E, agora, volta à elite, tentando voltar aos bons tempos. O Ceilândia, ao contrário, nunca foi conhecido por oferecer camarote VIP a seus torcedores, nem nada do tipo. Mas entrou para a história do futebol de Brasília ao dar à torcida algo que, para ela, vale muito mais do que camarotes VIP e afins, ganhando o Campeonato Brasiliense em 2010. Não repetiu a grande campanha em 2011, e, agora, tenta reviver aquela grande temporada. Era o terceiro confronto entre essas equipes que eu via in loco. Os outros dois foram os confrontos válidos pelo campeonato de 2008, com uma vitória para cada lado - curiosamente, sempre vitória dos visitantes. Para ver o que ia acontecer nesse confronto, fui para o CAVE e, pontualmente na hora de começar o jogo, eu estava lá.

Chegando no Estádio do Cave, a primeira coisa que vi foi o lastimável estado do gramado. O alambrado, especialmente do lado do autódromo, também está em péssimas condições. É lamentável ver um estádio no Distrito Federal nessas condições, enquanto rios de dinheiro são investidos no novo Mané Garrincha.

Estado do gramado do estádio do Cave, e do alambrado. Enquanto isso, rios de dinheiro são investidos no novo Mané Garrincha.

Ainda das arquibancadas, consegui fazer essas fotos das duas equipes posadas. Não ficou grande coisa, mas foi o melhor que eu consegui, uma vez que não tenho autorização para entrar no campo. Aí vão elas:

Jogadores do Ceilândia posados.

Jogadores do Legião posados. À esquerda, o técnico do time, o folclórico ex-jogador Cláudio Adão.

Vamos ao jogo: a partida começou equilibrada, com as duas equipes se alternando no ataque. A primeira chance de gol foi do Ceilândia, aos 11 minutos, com uma cobrança de falta no travessão. Aos 21, outra cobrança de falta carimbou o poste direito do goleiro do Legião.

Jogador do Ceilândia tenta proteger a bola.

As duas equipes atacavam, com o Ceilândia jogando um pouco melhor, e a fragilidade das defesas permitia uma grande quantidade de chances de gol. Mas o preciosismo dos atacantes era um obstáculo difícil de superar.

Legião tenta o ataque. O braço que aparece na imagem é do técnico do Ceilândia, Ricardo Oliveira.

Por volta dos 25 minutos, o Legião melhorou, e passou a atacar mais. Mas, aos 35 minutos, veio o golpe. Dimba recebeu passe açucarado de Tety e, sem goleiro, fez 1 a 0 para o Ceilândia.

Comemoração do primeiro gol do Ceilândia.

E o primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem mínima do Gato Preto. Até então, um jogo movimentado, mas fraco. O Ceilândia foi melhor na maior parte do primeiro período, e foi premiado com a vitória parcial. Mas ainda havia todo o segundo tempo pela frente.

Na segunda etapa, o jogo começou fraco. O Legião, atrás no placar, atacava um pouco mais, mas poucas coisas dignas de nota aconteceram. A partir dos 15 minutos, com a expulsão do jogador Fu, do Legião, foi a vez de o Ceilândia retomar o controle do jogo, mas o time perdia gols incríveis, e desperdiçava a chance de fechar a conta.

Jogador do Legião tenta sair da marcação.

E, depois de perder tantos gols, o Ceilândia finalmente chegou ao segundo aos 31 minutos. Alcione, sem ângulo, acertou uma cabeçada fraca que passou por todo o mundo e entrou. Ceilândia 2 a 0.

Daí em diante, foi só esperar o jogo terminar. Nem o Legião parecia ter forças para reagir, nem o Ceilândia parecia fazer questão de marcar mais um. E, nas poucas vezes em que o Gato Preto chegou, desperdiçou. Final, Legião 0x2 Ceilândia.

Mesmo vencendo, o Ceilândia ainda não conseguiu animar sua torcida. Especialmente devido aos muitos gols perdidos pelo clube. Ainda assim, o jogo não foi um passeio, o Legião chegou algumas vezes com perigo. De toda forma, ambos os times ainda precisam melhorar muito.

Fim de jogo, hora de enfrentar o pesado trânsito das seis da tarde, e voltar para casa.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Brasiliense goleia Bosque de Formosa no "escuro"

Depois de muita confusão (e não se sabe quantos capítulos ainda essa longa novela pode ter), a bola finalmente rolou nesse fim de semana para o Campeonato Brasiliense. Infelizmente, por motivos diversos, não pude fazer nenhuma cobertura no domingo (estava no meus planos cobrir o retorno do Sobradinho à Série A, quando o Leão da Serra caiu diante do Capital). Mas o Brasiliense acabou entendendo por pedir a transferência de sua partida contra o Bosque, de Formosa, para a segunda-feira, e surgiu a oportunidade para cobri-la. Era a estreia das duas equipes na competição, então podia-se esperar qualquer coisa desse confronto - ainda mais que a pré-temporada do Brasiliense foi bastante desanimadora para seus torcedores. Do lado do clube goiano, também muitas incertezas marcaram toda a preparação para o campeonato. Portanto, um imenso ponto de interrogação estava no ar. E eu, sem perder tempo, fui ao Serejão para ver o que ia rolar.

Demorou apenas dois minutos para o Brasiliense abrir a contagem. Carlos Diogo fez falta perto da área, e Éderson cobrou com perfeição, para fazer 1 a 0 Jacaré. Aos sete, saiu o segundo gol. Em um bate-rebate na área, Tallys, caído, fez 2 a 0 para o Brasiliense.

Brasiliense no ataque.

Mesmo vencendo por 2 a 0, o Brasiliense continuava senhor do jogo. Rondava a área da equipe goiana e criava boas chances. O Bosque raramente chegava e, quando o fazia, a defesa do Brasiliense afastava o perigo. Aos 20 minutos, Tallys acertou bela cabeçada no travessão, quase marcando o terceiro.

Um dos raros ataques do Bosque no jogo. Time lutou, mas Brasiliense foi superior.

Mais eis que o Time de Formosa resolveu pôr fogo no jogo. Bruno Lopes derrubou Húdson na área, e a arbitragem marcou pênalti para o Bosque. O próprio Húdson cobrou com categoria, diminuindo a vantagem do Jacaré para 2 a 1.

De pênalti, equipe de Formosa diminui.

O gol animou a equipe do Bosque, que foi com tudo em busca do empate, e perdeu boas chances. O Brasiliense, ao contrário, deixou de jogar, e, quando chegava, esbarrava no excesso de preciosismo.

O Bosque não conseguiu manter a pressão, e o Brasiliense continuou com o freio de mão puxado. O resultado é que o jogo ficou frio nos minutos finais do primeiro tempo. E mais nada aconteceu. O Brasiliense terminou mesmo o primeiro tempo vencendo por 2 a 1.

Os 15 minutos de intervalo fizeram bem ao Brasiliense, que voltou pressionando. E aos sete minutos o Jacaré aumentou, com Bruno Lopes, de cabeça. Brasiliense 3 a 1.

panorâmica do jogo no segundo tempo.

A escuridão começou a tomar conta do Serejão, na medida em que ia anoitecendo, e os refletores permaneciam apenas parcialmente acesos. O jogo, assim como o clima, esfriou bastante. Mesmo assim, o Brasiliense chegou ao quarto, com Diego Lira, "de peito".

Apesar da escuridão, refletores estavam acesos de forma somente parcial.

O quinto gol do Brasiliense, aos 28 minutos, foi um golaço. Ferrugem acertou um belo chute de fora da área, aumentando a vantagem. Bachin, de pênalti, fez o sexto, aos 38. E, daí em diante, o Brasiliense só tocou a bola e esperou o tempo passar. Final, Brasiliense 6x1 Bosque.

O placar dilatado se deveu muito mais à fragilidade do Bosque, que passou muito tempo correndo atrás de patrocínio para disputar a competição e encontrou dificuldades para montar um time competitivo, do que aos méritos do Brasiliense, que ainda precisa melhorar muito para aspirar a alguma coisa maior. Talvez a qualidade do time atual seja suficiente para disputar o Candangão, mas, para a Copa do Brasil e a Série C, ainda é pouco. Quanto ao time de Formosa, são verdadeiros heróis por entrarem para disputar o campeonato apesar de todas as adversidades. Mesmo derrotados dentro de campo, podem se considerar vencedores.

Fim de jogo, hora de voltar para casa, onde o jantar me esperava.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Em jogo fraco, Brasiliense derrota URT

A bola ainda não começou a rolar oficialmente na Capital da República. Isso deve acontecer no próximo fim de semana, desde que, é claro, a interminável novela das definições para o Candangão de 2012 não tenha um novo capítulo até lá. Enquanto isso, as equipes se viram como podem para se manterem ativas e não chegarem muito "frias" na rodada inaugural da competição. Nesse sábado, a bola rolou na Boca do Jacaré, onde o Brasiliense recebeu a URT, de Patos de Minas, para mais um amistoso. A equipe mineira se prepara para estrear na Segundona de seu Estado - terá na primeira rodada justamente o clássico da cidade contra o Mamoré, e se tornou o 169º time da minha lista no amistoso desse fim de semana. Para o Jacaré, era a ocasião de fazer um último jogo preparatório antes da estreia no torneio local, e tentar amenizar o vexame do último fim de semana, quando o time perdeu para o Araxá, também no Serejão. Para ver o que ia rolar, fui para o estádio, e na hora marcada já estava lá.

Apesar do início de jogo frio, o Brasiliense teve uma grande chance aos oito minutos. Primeiro, com uma bola no travessão. Depois, na sequência da jogada, a bola carimbou o poste esquerdo. Foi um raro momento de emoção nos minutos iniciais.

Chegada do Brasiliense, no início da partida.

Até que o Brasiliense chegou ao gol. Aos 16 minutos, Rodrigo Cardoso cobrou falta, e Bruno Lopes desviou de cabeça, fazendo Brasiliense 1 a 0.

Em vantagem, o Jacaré foi para o ataque, e teve chances para marcar o segundo. Mas a sofrível pontaria e a total falta de objetividade do ataque do clube candango acabaram sendo obstáculos. A Veterana, quando tinha chances, também as desperdiçava. Somente aos 39 minutos saiu o segundo gol do Jacaré, num belo chute cruzado de Rodrigo Cardoso. Brasiliense 2 a 0.

Disputa de bola.

E o primeiro tempo foi só isso mesmo. Um jogo fraco, em que o Brasiliense dominou, mas perdeu muitos gols. Restava esperar para ver o que aconteceria na volta dos times dos vestiários.

Se o primeiro tempo já foi fraco, a segunda etapa foi ainda pior. As chances de gol foram raríssimas, e nada indicava que alguma coisa interessante poderia acontecer. Na maioria das raras vezes em que o Brasiliense chegava, a jogada era interrompida por impedimento, o que deixou claros os erros de posicionamento do ataque do Jacaré.

Jogador da URT tenta sair da marcação.

Mesmo os quatro minutos de acréscimo dados pelo árbitro não foram suficientes para mudar a história do segundo tempo. O jogo terminou mesmo com a vitória do Brasiliense sobre a URT, por 2 a 0. Se o resultado, em si, foi bom para o Jacaré, o jogo escancarou uma série de deficiências do time, que se prepara para o Estadual, e em menos de um mês recebe o Guarani, pela Copa do Brasil. A Veterana, que foi dominada pelo Jacaré na maior parte do jogo, mostrou que ainda precisa melhorar para fazer um bom papel.

Escanteio para o Brasiliense.

Fim de jogo, tomei o caminho de casa, para o merecido descanso. E, claro, para preparar mais essa matéria.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Comercial vira sobre o Botafogo em retorno do clássico à elite

O Come-Fogo, clássico entre as duas equipes de Ribeirão Preto, o Comercial e o Botafogo, é um dos maiores clássicos do interior paulista. No entanto, desde o distante 20 de julho de 1986 que as duas equipes não se enfrentavam pela principal divisão do Estado - na ocasião, as duas equipes empataram sem gols, no estádio Palma Travassos. Depois disso, as duas equipes se enfrentaram 34 vezes, mas sempre por divisões inferiores ou por outras competições. Assim, era grande a expectativa para ver o clássico de Ribeirão Preto pela elite paulista. E eu, mesmo estando a quilômetros de distância, também entrei nessa expectativa, e, assim que soube que a equipe alvinegra havia conquistado o acesso, comecei a planejar esta cobertura. As coisas foram se encaixando, e a partida foi marcada para um sábado, o que me deixava mais tranquilo para ir a Ribeirão na sexta-feira e voltar no domingo, sem precisar correr.

Quanto à minha lista de clubes vistos in loco, o Comercial entrou como o 168º integrante dessa lista. O Botafogo não era uma novidade: eu já o havia visto por duas vezes aqui na Capital Federal. Em 1998, em um Bezerrão abarrotado, empate de 1 a 1 com o Gama que, uma semana depois, culminaria com o acesso de ambos à Série A do Brasileiro. Três anos depois, em um Mané Garrincha vazio, as duas equipes se despediram do Brasileiro daquele ano de forma melancólica. O alviverde candango, que àquela altura já estava livre do descenso mas não tinha nenhuma outra motivação na competição, venceu por 5 a 0 o já rebaixado Botafogo.

Voltando ao clássico do último sábado, saí do hotel com boa antecedência e consegui chegar ao Santa Cruz, que fica bem perto, antes do início da partida. Aí foi só esperar a bola rolar.

Panorâmica do estádio, pouco depois da abertura dos portões.

O jogo começou equilibrado, com as duas equipes se estudando. Poucas chances eram criadas. Mas o Botafogo acabou se dando melhor. Aos 14 minutos, Alex arriscou de longe e fez 1 a 0 para a Pantera.

O gol tornou o jogo mais aberto, e as duas equipes passaram a criar boas chances de gol, arrancando gritos das torcidas. A melhor delas foi aos 24 minutos, quando Elionar Bombinha carimbou a trave, quase empatando para o Comercial.

Defesa botafoguense afasta o perigo.

O lance animou o Leão, que passou a criar as melhores chances. Mas o empate só saiu aos 39 minutos, quando o próprio Elionar Bombinha, de cabeça, marcou, e incendiou a torcida comercialina.

Agora é o Comercial que se defende.

O Botafogo, após sofrer o empate, ainda teve chances de passar novamente à frente. Mas as duas equipes foram mesmo para o intervalo empatadas em um gol.

Outro flash do primeiro tempo. Etapa terminou empatada em um gol.

A segunda etapa começou quente, com as duas equipes perdendo boas chances. Mas o ímpeto inicial das equipes durou pouco, e logo o jogo esfriou. Ficou aquela impressão de que mais nada aconteceria no jogo. Mas ainda havia muita coisa para acontecer.

Agora, um flash da segunda etapa.

O Botafogo teve uma chance de ouro aos 26 minutos. A arbitragem marcou pênalti numa jogada fora da bola. Mas Alex, goleiro comercialino, defendeu a cobrança de Paulinho.

Paulinho vai confiante para a cobrança. Poucos segundos depois, o goleiro Alex defenderia.

Nessas horas, o castigo sempre vem. E, aos 34 minutos, o Comercial virou. Após um contra-ataque, novamente Elionar Bombinha marcou e virou para o Comercial. 2 a 1. Com o gol, os minutos finais foram eletrizantes, com as duas equipes, especialmente o Botafogo, perdendo chances. Mas o jogo terminou mesmo com a vitória comercialina, por 2 a 1.

O Comercial comemorou a vitória no clássico, mas, na classificação, agora as duas equipes estão com os mesmos três pontos. A equipe alvinegra tem um saldo melhor, e ocupa o 13º lugar, enquanto a Pantera está em 15º. Apesar do mau começo, as duas equipes ainda têm tempo para se recuperar. Pena que a primeira fase do campeonato é em turno único, e um novo Come-Fogo na elite em 2012 só acontecerá se as duas equipes se classificarem e se cruzarem em algum momento. Ver um clássico desses é sempre um espetáculo, e espero que as duas equipes ainda se enfrentem muitas vezes na elite paulista.

Em tempo: fica aqui o registro e a recomendação de visita ao excelente site ComeFogoNet, que conta simplesmente tudo sobre a história do clássico, e foi uma valiosa fonte para que eu pudesse escrever esta matéria. Agradecimentos também ao Arco Hotel Express Ribeirão Preto, que me hospedou e me recebeu tão bem enquanto estive na cidade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Vila Nova faz 3 a 0 no Rio Verde e se recupera

Raras vezes, na minha vida, e em particular depois que criei este blog, assisti, em um dia de semana, a uma partida de futebol fora da cidade em que morava. Alguns particulares me levaram a pegar as BR 060 e 153 e ir até Aparecida de Goiânia, cidade vizinha à capital goiana, para ver o confronto entre Vila Nova e Rio Verde. Um deles foi aumentar mais um pouco a minha lista de times já vistos no estádio - o Rio Verde se tornou, na noite da última quarta-feira, o time número 167 que já vi ao vivo. Outro particular foi a possibilidade de voltar ao estádio Aníbal Batista de Toledo, lugar sempre agradável para ver uma partida de futebol - e onde o Vila teve que jogar essa partida, por conta de uma perda de mando de campo ainda no campeonato de 2011. E, por último, e certamente mais importante, a possibilidade de ver uma boa partida de futebol me levou a fazer essa viagem. O Tigre, após o rebaixamento para a Série C nacional, tem dois objetivos para a atual temporada: recuperar o título goiano, que não é seu desde 2005, e voltar à Série B do Brasileiro. E alcançar o primeiro desses objetivos certamente passava pela primeira partida da equipe como mandante em 2012. O Rio Verde, por sua vez, após vencer o título da Segundona goiana em 2011, volta à elite, e busca fazer um bom papel. Na primeira rodada, os dois times ficaram devendo: o Rio Verde chegou a assustar o favorito Atlético Goianiense, e esteve na frente por duas vezes. Mas o Dragão acabou vencendo por 4 a 2. O Tigre foi a Catalão e caiu diante do Crac, por 2 a 1. Portanto, o jogo seria vital para as pretensões de ambos. Sem perder tempo, após pegar a estrada, fui para o estádio para ver o que ia rolar por lá.

Bom, vamos ao jogo. Os primeiros 20 minutos foram de um jogo bastante movimentado e equilibrado, com o Rio Verde um pouco melhor. Mas poucas foram as chances boas de gol, à parte uma grande ocasião do Vila logo no primeiro lance do jogo.

E, exatamente aos 20 minutos, as redes balançaram pela primeira vez. Em uma série de ataques, o Vila teve um escanteio a seu favor. Após a cobrança, Rafael Vaz encheu o pé e fez 1 a 0 para o Tigre.

O efeito do gol foi positivo para o Vila. O time melhorou no jogo e passou a atacar mais e, com a defesa do Rio Verde se atrapalhando, chegou várias vezes com perigo.

No entanto, mesmo atacando mais, o Tigre precisou de um contra-ataque para chegar ao segundo. Aos 40 minutos, Rondinelly concluiu a jogada, fazendo 2 a 0 para o Vila.

Pouca coisa aconteceu até o apito final do primeiro tempo, e a etapa inicial terminou mesmo com o Vila vencendo por 2 a 0.

Flash do primeiro tempo.

Na etapa final, o Tigre continuou melhor, e criou, já nos primeiros minutos, boas ocasiões de gol. Até que, aos 15 minutos da etapa final, veio o terceiro gol. Assis fez uma bela jogada, passando por dois zagueiros e chutando cruzado, apenas tirando do goleiro. Vila Nova 3 a 0.

Com a ampla vantagem, o Tigre relaxou, e o Rio Verde esboçou uma pressão, mas pouco fez de concreto. Os raros ataques do Vila eram mais perigosos. A pressão dos visitantes durou até os 30 minutos, quando o Vila retomou o controle do jogo, e chegou várias vezes com perigo.

Mas acabou assim mesmo. Vila Nova 3 x 0 Rio Verde. O Tigre se recuperou com categoria do mau início de temporada. O Rio Verde, por sua vez, não conseguiu vender caro o resultado, como fez contra o Atlético, e segue sem pontuar. Mas ainda tem muito campeonato por jogar. Esse é só o começo.

Flash do segundo tempo. Peço desculpas pela escassez e pela qualidade das fotos. Infelizmente, já é difícil fotografar jogos à noite. E a fraca iluminação do estádio dificultou ainda mais as coisas.

Fim de jogo, peguei a BR.-153 e voltei para o hotel, em Goiânia. No dia seguinte, a estrada me esperava.