quarta-feira, 19 de junho de 2013

Brasil abre a Copa das Confederações vencendo Japão

Depois de muita espera, chegou a hora de a bola rolar para a Copa das Confederações. Houve muitos problemas, e, na verdade, ainda há muita coisa a se resolver, tanto dentro do futebol quanto fora dele. Mas, de toda forma, Brasil e Japão fizeram a partida inaugural da competição, no novo Mané Garrincha, em Brasília. Para não ter problemas, cheguei bem cedo ao estádio e, à uma da tarde, já ocupava o meu assento no estádio, onde tive a companhia dos meus pais. Primeiramente, assisti à cerimônia de abertura, que, confesso, achei bastante decepcionante, em diversos aspectos. Mas, por outro lado, considero que o futebol é o lado mais importante do evento, e era o motivo de eu estar lá. Além de tudo, o Japão se tornava a 7ª seleção nacional da minha lista, e esse foi meu 499º jogo visto na Capital Federal.

Bom, vamos ao jogo. Não deu tempo nem de as duas equipes começarem a se estudar. Na terceira volta do ponteiro, Neymar acertou um belo chute, indefensável para o goleiro Kawashima. Brasil 1 a 0. A vantagem logo no início deu a sensação de que o Brasil chegaria à vitória sem grandes dificuldades.

Mas não foi bem isso que aconteceu. Com a vantagem, o Brasil diminuiu o ímpeto ofensivo, e a seleção japonesa se aproveitou disso para tentar o gol. E os nipônicos tiveram algumas boas chances de chegar ao empate.

Brasil no ataque, no primeiro tempo.

Somente nos minutos finais o Brasil apertou um pouco mais, e criou algumas chances. Mas a vantagem mínima para o Brasil foi o resultado final do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o Brasil continuou atacando, e, novamente aos três minutos, chegou ao segundo gol. Paulinho, contando com a falha do goleiro japonês, aumentou a vantagem do Brasil para 2 a 0.

Flash da segunda etapa

O restante do segundo tempo foi absolutamente morno. O Brasil, satisfeito com o resultado, se limitava a esperar o tempo passar, e o Japão não encontrava forças para reagir. E a narração do jogo só não termina aqui porque, já no apagar das luzes, Jô puxou um contra-ataque para marcar o terceiro gol do Brasil, e fechar a conta. Final, Brasil 3 x 0 Japão.

O Brasil conseguiu uma importante vitória. Não chegou a ser uma partida excepcional da seleção brasileira, mas o time soube se impor sem maiores sustos. O Japão foi um adversário perigoso no primeiro tempo. Depois, com o segundo gol do Brasil, se entregou. No geral, o público saiu satisfeito com o jogo.

Encerrada a partida, era hora de descansar, e me preparar para viajar no domingo. Viajar para preparar a próxima cobertura.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Brasil consegue boa vitória diante da França

A série de jogos envolvendo seleções nacionais teve continuidade no último domingo. Jogos como esses, em geral, não figurariam nas páginas do Campo de Terra, já que nosso foco são os jogos com menor apelo. Mas não podemos negar que essa tem sido uma grande chance de aumentar a minha lista de seleções vistas in loco, e ver de perto alguns bons jogos, com vários dos melhores jogadores do mundo em ação. Dessa forma, voei até Porto Alegre para acompanhar o amistoso entre Brasil e França, no belíssimo estádio do Grêmio. Em comum entre as duas seleções há o fato de ambas não viverem o melhor momento de sua história, e virem buscando encontrar seu melhor futebol. A favor dos visitantes, havia o retrospecto recente, já que havia 21 anos que os brasileiros não venciam os franceses. Mas, dentro do campo, o retrospecto não conta nada, e somente aqueles 90 minutos é que decidem o vencedor da partida.

O belo estádio do Grêmio, pouco depois da abertura dos portões.
Rivais lado a lado: bandeiras do Pelotas e do Brasil de Pelotas.

Cheguei bem cedo ao estádio, e já encontrei os portões abertos, e achei de forma tranquila meu lugar - um assento acolchoado, onde poderia ver o jogo de forma confortável. Conversando com alguns dos expectadores presentes naquele local do estádio, aguardei o início do jogo. Consegui ainda a foto das equipes perfiladas para os Hinos Nacionais, e posadas. As fotos das equipes posadas não ficaram tão boas, devido à distância, mas, visto que vem sendo raro eu conseguir fazer tais fotos, tive que compartilhá-las aqui.

Seleções perfiladas para os Hinos Nacionais. Dessa vez, o pessoal do Cerimonial acertou, e
o hino francês foi executado primeiro.
Seleção francesa posada.
Seleção brasileira posada. E mais alguém foi imortalizado pelas lentes do Campo de Terra.

Então, vamos ao jogo. O primeiro tempo foi equilibrado. Logo no início, em uma trapalhada do goleiro francês Lloris, quase o Brasil abre a contagem. Depois disso, as duas equipes buscaram o gol, e criaram boas chances de abrir a contagem. O Brasil era um pouco melhor, e atacava mais.

França tenta sair do campo de defesa.

No geral, o primeiro tempo foi bastante agradável de se ver. Mas as equipes não conseguiam ser objetivas nas finalizações, e, dessa forma, não mexeram no placar até o intervalo. E foram para os vestiários com o 0 a 0 no marcador.

Bola na área, e o goleiro Júlio César defende com segurança.

Logo aos nove minutos da etapa final, o Brasil abriu a conta: após a seleção brasileira recuperar a bola na intermediária de seu campo de ataque, com reclamação de falta por parte dos franceses, Oscar fez 1 a 0 para o Brasil, para festa da torcida.

Brasil no ataque: procura por um bom cruzamento.

O Brasil foi melhor durante a segunda etapa. Embora o domínio territorial da seleção brasileira não fosse absoluto, os brasileiros sabiam melhor o que fazer com a bola, e criaram as melhores chances de gol da segunda etapa. Porém, por muito tempo, as redes ficaram sem balançar.

Somente nos minutos finais, o Brasil voltou a marcar. Aos 40 minutos, Hernanes fez o segundo gol canarinho. E o terceiro gol veio já nos acréscimos, com Lucas, em cobrança de pênalti. E foi isso. Resultado final, Brasil 3x0 França.

França tem a bola no campo de defesa.

O Brasil conseguiu uma vitória que dá confiança para a Copa das Confederações. No geral, a seleção brasileira jogou bem, embora o placar dilatado não reflita o que foi o jogo. Pelo lado da França, pesaram os desfalques. Certamente a equipe de Deschamps terá muito tempo para evoluir até a Copa do Mundo - e ainda terá a difícil missão de tirar da campeã do mundo Espanha a liderança de seu grupo nas eliminatórias.

Fim de jogo e, após uma árdua batalha por um taxi, voltei para o hotel, e me preparei para o retorno a Brasília na segunda-feira.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Na reabertura do Maracanã, Brasil e Inglaterra ficam no empate

Com a proximidade da Copa das Confederações, vai se tornando raridade um confronto de clubes. Nessa época, as atenções estão voltadas para as seleções nacionais. Oito delas estarão no Brasil nos próximos dias para a disputa da competição, e outras têm visitado o nosso País para realizar amistosos. E foi nesse contexto que Brasil e Inglaterra reabriram o Maracanã no último sábado. As duas seleções já se enfrentaram várias vezes em partidas que marcaram história - inclusive, das cinco Copas que o Brasil já venceu, em quatro delas o Brasil teve o English Team pela frente. No Maracanã, as duas seleções já fizeram partidas memoráveis, com destaque para a vitória brasileira por 2 a 0 em 1959, com grande atuação de Julinho Botelho, vaiado antes do início da partida por uma torcida que queria ver Garrincha em seu lugar. Essa partida também seria marcante, até pelo fato de ter reaberto o Maracanã. E eu fui lá, acompanhar esse grande momento - e, de quebra, acrescentar a seleção inglesa à minha lista de seleções vistas in loco: foi a quinta da lista.

Vista do novo Maracanã.

O primeiro tempo foi um verdadeiro monólogo canarinho. O Brasil criou inúmeras chances de abrir a contagem, algumas delas muito perigosas.

Brasil tem a bola, mas ingleses marcam.

Os ingleses praticamente não conseguiam jogar. As raras chances inglesas vinham de contra-ataques, que acabavam desperdiçados devido ao individualismo dos atacantes da equipe visitante, que por vezes preferiam tentar o drible a passar a bola. Somente no final da primeira etapa os ingleses esboçaram uma reação, mas sem conseguir produzir grande perigo.

Ainda o Brasil no meio de campo.

E, assim, o primeiro tempo terminou mesmo sem abertura de contagem, mas dando a impressão de que, no segundo tempo, a seleção da casa liquidaria facilmente a fatura.

Mas não foi bem isso que aconteceu. Os ingleses, confirmando a reação do final do primeiro tempo, se reencontraram, e o jogo ficou bom, como se esperaria em um jogo entre duas grandes seleções, como são Brasil e Inglaterra. As chances começaram a aparecer de ambos os lados.

Seleção inglesa tenta puxar o ataque.

E o Brasil acabou marcando o primeiro gol da partida. Aos 11 minutos, após chute de Hernanes que carimbou o travessão, Fred pegou o rebote e abriu os trabalhos, marcando o primeiro gol do Maracanã após a reforma: Brasil 1 a 0.

Chance para a Inglaterra.

Mas o jogo certamente não estava tranquilo, e a seleção inglesa iria buscar a reação. E assim foi: aos 21 minutos, Chamberlain chutou de fora da área e acertou o canto de Júlio César, igualando a contagem. Doze minutos depois, Rooney marcou um golaço e colocou os ingleses na frente.

Um jogo desses ainda prometia muito. E o Brasil respondeu logo em seguida, com um golaço de Paulinho, de voleio. Com muito jogo pela frente, as duas equipes ainda buscaram a vitória. Mas o placar ficou no 2 a 2.

Já no final, chance para o Brasil.

Uma partida que valeu a pena especialmente pelo segundo tempo. O primeiro tempo poderia ter sido melhor se a bola tivesse balançado as redes pelo menos uma vez. Mas o jogo agradou aos expectadores. Devo dizer que gostei do novo Maracanã. Embora venha ouvindo críticas ao estádio, que teria "perdido sua alma", devo destacar que o novo estádio em uma visibilidade muito melhor que o antigo. E confesso que não vi os problemas estruturais que quase impediram a realização da partida. Tirando algumas pequenas poças d'água, tudo parecia em boas condições. De toda forma, não tive conhecimento de nenhum problema grave no estádio e em seus arredores no dia do jogo (se alguém tem conhecimento de alguma coisa, fique à vontade para comentar).

Fim de jogo, hora de voltar ao hotel, para o merecido descanso. E me preparar para voltar para Brasília no dia seguinte.

sábado, 18 de maio de 2013

Pinceladas

Dois jogos vistos na semana que passou e, por razões diversas, não pude escrever a matéria referente aos dois jogos. Para não deixar passar em branco, uma rápida pincelada do que aconteceu nessas partidas:

Jogo 633 - 14/05/2013 - Palmeiras 1x2 Tijuana: o Palmeiras se despediu melancolicamente da Libertadores de 2013. Muitos acreditavam que o Palmeiras superaria tranquilamente essa fase, mas o time paulistano não foi nem sombra da equipe da primeira fase da Libertadores, que compensou com muita vontade suas evidentes limitações. A falha do goleiro Bruno no primeiro gol dos mexicanos foi sintomática da pobreza do futebol do Palmeiras nessa partida. Somente depois de diminuir a desvantagem, em um gol de pênalti de Souza, o alviverde mostrou a velha vontade de outras partidas. Mas o Tijuana, com o resultado na mão, conseguiu segurar o resultado até o final, e segue na Libertadores. O Palmeiras agora foca no Brasileiro da Série B, que começa daqui a uma semana.

Jogo 634 - 18/05/2013 - Brasiliense 0x3 Brasília: merecidamente, o Brasiliense conquista seu oitavo campeonato candango, no novo e reformado Mané Garrincha, e se iguala ao próprio Brasília em número de títulos. O jogo foi bom, com o Brasília atacando mais na maior parte do primeiro tempo, mas não conseguindo furar o bloqueio adversário. No segundo tempo, o Jacaré marcou o primeiro gol e, a partir daí, só controlou o jogo, e ainda conseguiu marcar mais dois gols, em falhas da defesa colorada. No entanto, se o jogo foi bom, como evento-teste foi um fracasso total. Péssima distribuição de ingressos (alguns poucos foram disponibilizados para venda, a maioria foi distribuída para convidados), filas imensas e paradas para a entrada no estádio, evidentes problemas de acabamento na parte do estádio "que não aparece", foram alguns dos problemas observados.

Não tenho previsão de ir ao estádio na próxima semana, de modo que, por enquanto, acredito que não virão novas postagens. Mas espero trazer novidades em breve, sempre falando dos esportes em Brasília, no Brasil e até no mundo.

sábado, 11 de maio de 2013

Brasiliense sai na frente do Brasília na decisão do Candangão

E, finalmente, chegou a hora da decisão. Brasília, campeão do 1º turno, e Brasiliense, campeão do 2º turno, entraram em campo no último sábado para a primeira partida da decisão do Candangão de 2013. A campanha dos dois times até aqui dava ao Brasiliense a vantagem de jogar por uma igualdade no resultado agregado para ficar com o oitavo título da sua história. O Brasília precisaria da vantagem na soma do placar das duas partidas para recuperar a taça que não é sua desde 1987. Era uma decisão sem favoritos, em que as duas equipes haviam chegado com méritos, e restava esperar pelo que as partidas decisivas reservavam.

As duas equipes começaram o jogo de forma cautelosa, e arriscando pouco. Por vezes, as equipes aproveitavam alguma distração da defesa adversária, e criavam alguma chance de balançar as redes. O Jacaré tinha um ligeiro domínio da partida, e o Colorado, ainda que não tenha reencontrado o bom futebol do primeiro turno, apresentou significativa melhora em relação às fracas atuações do returno.

Ataque do Brasiliense, com a marcação da defesa do Brasília.

Não foi uma surpresa a falta de gols na etapa inicial. O Brasília ainda teve uma grande chance no último lance da primeira etapa, quando Paulinho, de longe, acertou a trave. E o primeiro tempo terminou mesmo com as equipes empatadas sem gols.

Brasília chega, mas a defesa do Brasiliense já controla a situação.

Na segunda etapa, as duas equipes ousaram mais. Tanto o Brasília quanto o Brasiliense buscaram o ataque, e criaram algumas chances de gol. O Jacaré levava mais perigo, uma vez que a marcação da defesa colorada com frequência falhava, deixando o caminho livre para os atacantes do Brasiliense.

Ataque do Brasiliense no segundo tempo.

E foi justamente em uma dessas desatenções da defesa do Brasília que o Jacaré abriu a conta. Aos 23 minutos, Elivelto cruzou para Baiano, sem marcação, cabecear e marcar o gol do Brasiliense.

Com a vantagem, o Brasiliense diminuiu o ritmo, e o Brasília, ao contrário, foi ao ataque. Mas a forte marcação da defesa do Brasiliense manteve o perigo longe da meta. Luquinhas chegou a ter a chance de empatar o jogo, mas, cara a cara com Welder, chutou fraco, para fácil defesa do arqueiro do Brasiliense.

E foi só isso mesmo. O Brasiliense venceu o Brasília por 1 a 0, e deu um grande passo para ficar com a taça. Na final da próxima semana, no Mané Garrincha, o Brasiliense pode até perder por um gol de diferença que ficará com a taça pela oitava vez, igualando-se ao próprio Brasília. O Colorado só quebrará o jejum que já dura 26 anos se vencer por dois gols de diferença. A uma semana do grande jogo, a expectativa já é grande.

Encerrada a partida, era chegada a hora de voltar para casa, e partir para o merecido descanso.

domingo, 5 de maio de 2013

Após atraso de 23 minutos, Brasiliense vence Ceilândia e está na final do Candangão

A tarde do último sábado seria decisiva para Brasiliense e Ceilândia. No Estádio Serejão, ambas jogariam pelo título do segundo turno do Candangão, e por uma vaga na decisão da competição, nas próximas duas semanas. Um simples empate daria a vaga na final para o Jacaré, enquanto o Gato precisaria vencer para se manter vivo na luta pelo bicampeonato. Esse seria o sétimo confronto entre essas equipes que eu via ao vivo, e, nas partidas anteriores, o Ceilândia nunca tinha saído com a vitória: foram três empates e três vitórias do Brasiliense. Mas um desses empates teve sabor de vitória para o alvinegro: no dia 1º de maio de 2010, o 2 a 2 final deu ao clube o seu primeiro título candango. Pela melhor campanha, o Brasiliense levava algum favoritismo, mas menosprezar o bom time do Ceilândia poderia ser perigoso. Por isso, a promessa era de um grande jogo, que o Campo de Terra foi acompanhar.

Porém, nem o fato de ser um jogo decisivo impediu que algo que lamentavelmente já vem se tornando habitual voltasse a acontecer: no horário marcado para o jogo, a ambulância ainda não havia chegado ao Serejão, o que levou a um atraso de incríveis 23 minutos para o início do jogo. Quando, enfim, a ambulância chegou, a bola rolou.

Jogadores se aquecem enquanto ambulância não chega: falta de respeito rotineira com o torcedor.

O Ceilândia começou o jogo atacando mais. No entanto, a primeira grande chance do jogo foi do Brasiliense. Aos cinco minutos, Jefferson chutou de longe, a bola bateu no travessão e quicou na linha do gol. Por muito pouco o Jacaré não abriu a contagem.

Jogador do Brasiliense tenta sair da marcação. Ao fundo, a torcida.

Depois disso, o jogo esfriou. O Ceilândia tinha mais presença ofensiva, mas criava poucas chances. O Brasiliense se defendia bem.

Precisando vencer, o Ceilândia ataca.

E o Brasiliense acabou abrindo a conta. Aos 34 minutos, em uma falha de marcação da defesa do Ceilândia, Washington ficou livre para cabecear e marcar 1 a 0 para o Brasiliense. Depois disso, o time da casa teve boas chances, mas errou pela displicência. E o primeiro tempo terminou mesmo com o solitário gol do Brasiliense.

No segundo tempo, após um domínio inicial do Brasiliense, o Ceilândia foi para o ataque, mas o fez de forma desordenada. Com o tempo, o time visitante, que precisava de dois gols, aumentou a pressão. Mas não conseguia ser perigoso. E, quando o Brasiliense teve a chance de aumentar, o fez: aos 27 minutos, Baiano chutou cruzado, de longe, e fez Jacaré 2 a 0.

Depois do gol, o Ceilândia continuou atacando mais, mas ainda não conseguia ser perigoso. O Brasiliense segurou bem a pressão nos minutos finais, e garantiu o 2 a 0 no placar.

Já com o céu escuro, uma foto do jogo no segundo tempo.

O Brasiliense, após uma grande campanha, se sagrou, com justiça, campeão do segundo turno. Assim, o Jacaré vai decidir o campeonato nos próximos dois finais de semana, contra o Brasília, campeão do primeiro turno. A segunda partida da final deverá marcar a reabertura do Mané Garrincha, após a reforma visando à Copa das Confederações deste ano e à Copa do Mundo do ano que vem. A promessa é de um grande espetáculo, tanto na partida decisiva quanto na primeira partida, que deverá ser realizada no Serejão. Brasília e Brasiliense foram os melhores times da competição, e nada mais justo do que vê-los brigando pela taça.

Quando o jogo encerrou, eu tinha outro compromisso agendado e, por conta de todo o atraso para o início da partida, não pude ficar para as comemorações. Restou pegar o meu carro e deixar o Serejão, no aguardo da próxima cobertura.

sábado, 20 de abril de 2013

Brasília vence Capital nos acréscimos, mas ambos estão fora das semifinais do returno

No último sábado, aconteceu a rodada que finalizou a fase de classificação do segundo turno do Campeonato Brasiliense - exceto o jogo entre Luziânia e Brasiliense, que, por motivos que infelizmente vêm se tornando rotineiros, acabou adiado. Alheios a tudo isso, os outros dez participantes do campeonato disputaram, em outros cinco estádios, as partidas da rodada final. Uma das partidas envolvia Capital e Brasília, no estádio do Cave, no Guará. Ambas as equipes mantinham chances de classificação, mas, para isso, ganhar não bastava: era necessário também que o já classificado Ceilandense vencesse o atual campeão Ceilândia, que buscava se redimir após nem sequer se classificar para as semifinais do primeiro turno. De toda forma, Capital e Brasília tentariam ao menos cumprir seu papel, com ouvido em pé para ver o que aconteceria no Abadião.

Alambrado do Cave, em péssimo estado. Vale registrar que essa coluna de sustentação quebrou recentemente, e já havia outras colunas quebradas no estádio. Ninguém providencia o conserto. 

Dessa vez, consegui registrar as duas equipes posadas. E seguem as fotos:

Equipe do Capital posada
Equipe do Brasília posada.

Quando o jogo começou, nem parecia que as equipes precisavam vencer para seguirem na briga pelo título do returno: o jogo era fraco, e as equipes pouco criavam. O Capital era melhor no jogo, e por vezes conseguia assustar o goleiro Marcão, que fez uma grande partida pelo Brasília. O Colorado, por sua vez, era desorganizado quando atacava, e praticamente não levou perigo à meta de Raphael em toda a primeira etapa.

Jogador do Capital protege a bola.

Na segunda metade da etapa inicial, a pressão do Capital aumentou. A defesa do Brasília deixava muitos espaços, e o Capital aproveitava para bombardear a meta colorada. A inspiração do goleiro Marcão impediu o Brasília de ir para os vestiários em desvantagem. E o primeiro tempo terminou mesmo sem gols.

Agora é o Brasília que tenta atacar.
Chance para o Capital.

Na segunda etapa, o Brasília melhorou. Mesmo assim, o Colorado ainda era desorganizado no ataque, e desperdiçava as poucas boas chances de gol que criava. Na maior parte do segundo tempo, o jogo parecia se encaminhar para um 0 a 0 que tinha a cara do jogo. Os jogadores do Capital ainda reclamaram de um pênalti não marcado pela arbitragem.

Briga pela bola no meio de campo.

No final da segunda etapa, o Brasília fez o papel que coube ao Capital nos primeiros 45 minutos: pressionar e criar chances claras de gol. Já no final da partida, Luquinhas teve uma chance incrível de abrir o placar para o Colorado, quando, cara a cara com o goleiro Raphael, chutou mal e a bola caprichosamente acertou a trave. Mas, praticamente no último lance da partida, Matozinho, que havia entrado no segundo tempo, finalmente tirou o zero do placar: Brasília 1 a 0. Pouco depois, veio o apito final.

Jogada rápida do Capital.

Apesar da vitória emocionante do Colorado, as duas equipes morreram abraçadas: a vitória do Ceilândia contra o Ceilandense classificou o Gato para as semifinais, ao lado do próprio Ceilandense. As duas equipes farão as semifinais do segundo turno com Brasiliense e Sobradinho: ao Brasília, restará esperar o campeão do returno, que decidirá com ele o título do Candangão. O Capital, graças ao desorganizado calendário do futebol brasileiro, só volta a entrar em campo em 2014. Mas vale registrar que o time fez uma surpreendente campanha: com 15 pontos, termina em sétimo lugar na classificação geral, uma posição melhor do que muitos esperavam dele. Com um bom planejamento, pode ir ainda mais longe em 2014.

Encerrada a partida, hora de pegar o metrô e regressar ao lar.

domingo, 7 de abril de 2013

Rápida pincelada - Brasília 1x3 Ceilândia

Eu havia planejado para ontem a matéria sobre o jogo entre Brasília x Ceilândia. No entanto, como estou um pouco resfriado, não consegui preparar uma matéria como eu gostaria. Mas vale deixar o breve registro de como foi o jogo: vitória mais do que merecida do Ceilândia, diante de um Brasília que nem vagamente lembrava o time que venceu o primeiro turno. No primeiro tempo, as duas equipes empataram em 1 a 1, com um gol de pênalti para cada lado, e um leve domínio do time visitante. Na segunda etapa, o domínio do Ceilândia se tornou absoluto, e a zaga colorada contribuiu para que o Gato saísse com os três pontos. Com o resultado, o Ceilândia segue firme na briga pelo bicampeonato, e o Brasília vê reduzidas suas chances de liquidar a fatura já no segundo turno.

De resto, estava planejada também uma nova ida ao Serejão para o jogo entre Brasiliense e Sobradinho, que o Jacaré acabaria vencendo por 1 a 0, mas, como o jogo foi em um horário em que já começa a esfriar, e ainda havia a possibilidade de chuva, combinação terrível para quem está resfriado, resolvi deixar de lado esse jogo. Semana que vem, quando espero já estar recuperado, retomaremos nossa programação normal. Enquanto isso, deixo aqui a solitária foto que tirei no jogo de ontem:



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Palmeiras supera Tigre e ainda tem chances na Libertadores

Os leitores do Campo de Terra estão acostumados a matérias bem diferentes desta. Afinal, eu sempre direcionei o foco nos jogos "menores", de equipes menos tradicionais. Assim, a badalada Copa Libertadores não aparece com muita frequência por aqui. Mas resolvi abrir uma exceção para o jogo entre Palmeiras e Tigre, disputado na última terça-feira. Primeiramente, porque eu gosto de futebol e de esportes em geral, e um duelo internacional como esse é sempre um evento marcante. Em segundo lugar, é sempre bom registrar a inclusão de mais um time estrangeiro na minha lista pessoal: o Tigre se tornou o terceiro clube argentino, 16º estrangeiro e 207º no geral a integrar minha lista de clubes já vistos no estádio. Quanto ao jogo, os dois times chegaram a esse jogo ocupando as duas últimas posições do Grupo 2 da competição, tendo somado três pontos cada, mas ainda tinham chances de seguir adiante. Para isso, era preciso vencer. E eu, após desembarcar na Capital Paulista, corri para o Pacaembu, para ver quem levaria a melhor. E, antes do início da partida, ainda encontrei por lá, de forma totalmente não planejada, os amigos Matheus Trunk, apresentação do programa dominical "FATV" da AllTV, e Fernando Martinez, dono do excelente blog "Jogos Perdidos". Aproveitamos para pôr em dia as novidades do mundo da bola antes do início da partida.

Equipes perfiladas para o Hino Nacional. Como a "inteligência rara" que vos fala esqueceu de levar a câmara, restou fazer as fotos da matéria com o celular.

Quando a bola rolou, o Palmeiras superou a ausência de vários jogadores importantes, e desde o início dominou a equipe argentina. Melhor no jogo, o Palmeiras levava mais perigo em seus ataques, enquanto o Tigre, mesmo quando chegava - tirando proveito, inclusive, de algumas falhas defensivas da equipe do Palmeiras -, finalizava mal, e seus ataques não representavam um real perigo para a meta alviverde.

Flash do primeiro tempo.

Após 18 minutos de jogo, o Palmeiras abriu a conta. Vinícius, que havia acabado de entrar, trocou passes com Caio Mancha, e este último chutou cruzado e tirou do goleiro, para festa da torcida palmeirense. Palmeiras 1 a 0.

A maior parte do primeiro tempo foi um monólogo palmeirense. O time da casa pressionou o adversário durante toda a etapa, e teve várias chances de ampliar a vantagem. Mas o primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem mínima do time da casa.

A segunda etapa começou com o Tigre tentando reagir, mas o Palmeiras era competente em manter o perigo longe. Aos oito minutos, o Palmeiras balançou as redes pela segunda vez. Charles chutou da entrada da área e marcou um belo gol, aumentando a vantagem do time da casa.

O Palmeiras ainda criou algumas chances, mas diminuiu um pouco o ritmo ofensivo após o segundo gol. O time argentino tirou proveito disso, e criou algumas chances perigosas para diminuir a diferença. Mas continuava pecando pela falta de pontaria de seus atacantes. O Palmeiras, por sua vez, jogava com um grande espírito de luta, e seus jogadores brigavam por todas as bolas, dificultando a tarefa do Tigre.

Flash do segundo tempo.

E o jogo terminou mesmo com o Palmeiras vencendo por 2 a 0, resultado que alçou o time paulista ao segundo posto do grupo, e manteve os argentinos na lanterna. Faltando duas rodadas para o término da primeira fase, o Tigre tem pouquíssimas chances, o Libertad está perto de assegurar matematicamente a vaga, e Palmeiras e Sporting Cristal brigam pela segunda vaga. Destaque para a disposição para brigar pelas bolas com que o Palmeiras jogou, e pela boa presença da torcida, que apoiou o time em todos os momentos.

Encerrada a partida, retornei ao hotel e nem tive muito tempo para descansar: no dia seguinte, logo cedo, já estava em Congonhas, para embarcar de volta para casa, e para mais um dia.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Em partida emocionante, Capital supera Brazlândia no sufoco

Um feriado com futebol é sempre uma chance que deve ser aproveitada. Na última quinta-feira, fui ao estádio do Cave, para o confronto entre Capital e Brazlândia. Esse confronto tinha o Capital como favorito: o time da casa vinha bem na competição, com onze pontos, tendo conseguido alguns resultados surpreendentes, como uma vitória por 3 a 2 sobre o Sobradinho logo na estreia, e um empate em 3 a 3 com o atual campeão Ceilândia na abertura do returno. O Brazlândia, ao contrário, somava apenas três pontos, e ocupava o último lugar na classificação geral, se vendo seriamente ameaçado pelo rebaixamento. Seria talvez a última chance de o time se recuperar. E, para o Capital, a chance de manter a boa fase.

O jogo começou equilibrado. As duas equipes ousavam bastante, mas criavam poucas chances reais de perigo. As defesas prevaleceram nos primeiros minutos de jogo.

Jogador do Brazlândia tenta o drible.

Depois de alguns minutos de equilíbrio, o Capital melhorou e começou a pressionar. Mas não conseguia criar chances reais de gol.

Jogador do Capital protege a bola.

Depois dos 30 minutos, porém, o Capital passou a criar chances perigosas para abrir a contagem. Depois de duas boas chances desperdiçadas, o Capital finalmente marcou aos 32 minutos. Igor Rafael chutou cruzado e fez 1 a 0 para o time da casa.

Capital abre a contagem e comemora.

Depois do gol, o Capital diminuiu o ritmo, mas o Brazlândia não encontrava forças para reagir. E o Capital ainda ampliou a vantagem no último lance do primeiro tempo. Rochinha cobrou falta e o goleiro Márcio falhou, não conseguindo segurar a bola, que escorregou de suas mãos. O primeiro tempo, assim, terminou com o Capital vencendo por 2 a 0.

Bola na área: o Capital tenta.

O segundo tempo começou com o Brazlândia no ataque, tentando diminuir a diferença. Mas a boa disposição dos visitantes durou pouco, e aos seis minutos dessa etapa, o time da casa chegou ao terceiro gol. Formiga chutou e a bola entrou mansa, no canto direito do goleiro Márcio. Capital 3 a 0.

Mais um do Capital. A vitória parecia certa. Parecia...

Aos 11 minutos, o Brazlândia se complicou ainda mais. Tita fez falta dura e acabou expulso. Por ironia, porém, o Brazlândia diminuiu a diferença cinco minutos depois. Bigu cobrou falta de longe, a bola desviou na barreira e balançou as redes. Capital 3 a 1.

Mesmo com um homem a menos, Brazlândia correu atrás.

E a reação do Brazlândia, mesmo com um homem a menos, continuou aos 24 minutos, com Bocão, que acertou uma bela cabeçada e fez o Brazlândia encostar no placar. Com o 3 a 2, o Capital via um jogo que parecia tranquilo ficar perigoso.

Tentativa de ataque do Brazlândia.

E os minutos finais foram empolgantes. Tanto o Capital buscou o quarto gol - tendo perdido algumas ótimas chances para isso - quanto o Brazlândia procurou um empate que parecia improvável alguns minutos antes.

Mas as redes não balançaram mais, e o Capital acabou mesmo vencendo por 3 a 2. O resultado dificultou muito a vida do Brazlândia, que agora tem apenas mais três jogos para mostrar que merece permanecer na elite candanga em 2014. O Capital passou um sufoco de certa forma surpreendente, especialmente porque o time ficou com um homem a mais quando vencia por 3 a 0 e dominava completamente a partida. Mas as surpresas fazem parte da beleza do futebol, e, com a vitória, o Capital mantém as esperanças de brigar por uma vaga nas semifinais do segundo turno. Em resumo, o jogo foi muito bom, daqueles que é sempre um prazer sair de casa para ver.

Jogo encerrado, hora de tomar o Metrô e voltar para casa, resistindo até à tentação de dar uma parada na Feira do Guará.

domingo, 24 de março de 2013

Em jogo com paralisação, Brasiliense derrota Legião

Após os quatro jogos do sábado que abriram o segundo turno do Candangão - incluído a goleada do Brasília sobre o Brazlândia, que cobrimos aqui -, a bola voltou a rolar no domingo. Acabei optando por ir ao Estádio Augustinho Lima, onde o Legião recebeu o Brasiliense. Pelos resultados do primeiro turno, os objetivos eram opostos: o Legião buscava apenas se manter na Primeira Divisão, enquanto o Brasiliense luta pelo título candango - e vencer o segundo turno se tornou imprescindível. No entanto, como a pontuação dos grupos é zerada no início do turno, as duas equipes partem, teoricamente, em igualdade de condições. Será que o Legião aproveitaria essa segunda chance? Será que o Jacaré manteria o pique do primeiro turno?

Mesmo sendo teoricamente o favorito, o Brasiliense não tomou a iniciativa do jogo, de modo que, nos primeiros minutos, eram raras as chances de gol, e a partida era nivelada por baixo. Mesmo a bola parada não representava perigo, graças à falta de pontaria dos jogadores nas cobranças.

Jogador do Legião protege a bola.

O jogo melhorou depois dos 20 minutos, com as duas equipes ousando mais no ataque. O Brasiliense, que tinha mais qualidade, era mais perigoso, mas o Legião também respondia com perigo. Depois de uns dez minutos nesse ritmo, o nível do jogo voltou a cair, embora as equipes criassem algumas chances de gol.

Briga pela bola.

No entanto, a disposição das equipes não foi suficiente para tirar o zero do placar na primeira etapa. O primeiro tempo terminou mesmo sem gols.

O segundo tempo começou frio, e nos primeiros vinte minutos nenhum lance digno de nota foi registrado. Porém, exatamente nesse instante o Brasiliense abriu a contagem. Baiano chutou cruzado e colocou o Jacaré em vantagem. Três minutos depois, a lamentável rotina que infelizmente já vem se incorporando ao futebol de Brasília: a ambulância teve que deixar o estádio para levar o jogador Luís Augusto, do Brasiliense ao hospital e, sem outra ambulância para o seu lugar, a partida foi paralisada.

Jogadores se aquecem enquanto a partida está paralisada: lamentável rotina.

Na volta do jogo, pouca coisa mudou. Os dois times até buscavam o ataque, mas eram pouco produtivos e não ofereciam grande perigo. Somente aos 41 minutos o Jacaré marcou mais um: Peninha, após falha da defesa do Legião, driblou o goleiro e marcou o segundo do Jacaré. Já nos acréscimos, o Legião ainda carimbou a trave. Mas já era tarde para reagir, e o jogo terminou mesmo com a vitória do Brasiliense por 2 a 0.

Legião tenta partir da defesa.

O resultado acabou sendo justo para o time que foi ligeiramente superior. Mas a verdade é que o Brasiliense ainda está devendo um bom futebol. A situação do Legião é que começa a ficar tensa: com a derrota, o time caiu para a zona do rebaixamento, e segue sem vencer na competição, com apenas quatro jogos por realizar. O Jacaré começou bem a briga pelas vagas nas semifinais do segundo turno, mas ainda é muito cedo para fazer alguma previsão. Somente as próximas rodadas darão o veredito final.

Encerrada mais uma partida, hora de voltar para casa e me preparar para a semana que vem por aí.

sábado, 23 de março de 2013

(Mais um) atraso na goleada do Brasília sobre o Brazlândia

Encerrado o primeiro turno, neste sábado teve início a Taça Mané Garrincha, segundo turno do Campeonato Candango. Enquanto o Brasília busca vencer mais essa etapa para levantar a taça sem precisar jogar a decisão, outras onze equipes querem o título do segundo turno, para medir forças com o Colorado na grande final. E, justamente no sábado, a tabela previa o início da luta do Colorado pelo título do segundo turno. O Brasília mediu forças com o Brazlândia, time que foi mal no primeiro turno, tendo somado apenas três pontos em seus seis jogos, e briga contra o rebaixamento. O jogo previa dois times motivados, e prometia ser muito bom. Porém...

Porém, como há alguns anos já se tornou rotina na Capital Federal, a partida atrasou. Lamentavelmente, os atrasos já vêm se tornando a regra, e não a exceção, nos jogos disputados na Capital Federal. Um desrespeito com o torcedor que se dispõe a apoiar o esporte da cidade. E vale lembrar que, em um ano, a Capital Federal receberá jogos da Copa do Mundo. Às 16:15 - portanto, 15 minutos após o horário previsto - a bola rolou.

O jogo começou com o Brasília ainda mostrando um certo relaxamento, dando a impressão de que o time estava ainda no clima da conquista do primeiro turno. Ainda assim, o time tinha mais a posse de bola, e o Brazlândia pouco conseguia fazer.

Jogador colorado recebe a marcação.

Porém, o Colorado acabou chegando ao primeiro gol aos 14 minutos, com Paulinho, que já vem sendo um dos destaques da boa campanha colorada. O atacante acertou um belo chute que não deu chances para o goleiro Márcio, e fez Brasília 1 a 0.

Festa dos jogadores. Brasília abre a contagem.

Depois disso, o Brasília passou a pressionar, e antes dos 30 minutos já tinha uma folgada vantagem de três gols, com Giba marcando o segundo gol aos 24 minutos - um golaço, em que o jogador colorado enganou seu marcador com um giro rápido e chutou cruzado -, e novamente Paulinho, aos 27, dessa vez de cabeça. Pouco antes do segundo gol, o Colorado ainda teve um gol anulado.

Jogador do Brazlândia tem a bola.


Com o 3 a 0, o Brasília relaxou, e o Brazlândia, surpreendentemente, chegou a ter boas chances para diminuir a vantagem colorada nos 15 minutos finais da primeira etapa. Seus atacantes, porém, não aproveitaram as chances que tiveram, e o Brasília foi com os 3 a 0 para os vestiários.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro, com o Brazlândia criando algumas boas chances, mas logo o Brasília se arrumou, e não deixou mais o time visitante jogar. Mas, embora controlasse o jogo, o Colorado ousava pouco, e parecia conente com os três a zero.

Jogador do Brasília no chão.

No entanto, após um período apenas controlando o jogo, o Brasília começou a pressionar, buscando uma vantagem maior. O time teve a chance do quarto gol em uma cobrança de falta frontal, da meia-lua, em que a bola acertou caprichosamente o travessão. E, aos 27 minutos, finalmente veio o quarto gol colorado, novamente com Giba. Brasília 4 a 0.

E, já no apagar das luzes, Valdeir encobriu o goleiro Márcio com um leve toque e marcou o quinto gol do Colorado, fechando a goleada. O Brazlândia ainda viu seu jogador Villar fazer falta dura e, ao levar o segundo amarelo, acabar expulso. Isso já no apagar das luzes do jogo, e não houve tempo para mais nada.

Final, Brasília 5x0 Brazlândia. Para o Brasília, um grande começo de segundo turno, e o resultado deve animar a equipe para buscar o título do returno e a taça antecipada. Quanto ao Brazlândia, o time viu sua situação piorar ainda mais com a vitória do Botafogo sobre o Luziânia. Com isso, o time caiu para o último lugar na competição, e tem apenas mais quatro jogos para sair dessa situação. As chances são boas, mas o time tem que abrir o olho antes que seja tarde. Só o lamentável atraso para o início do jogo manchou o que foi uma partida muito agradável de se assistir. Esperamos que providências sejam tomadas, e que esses atrasos passem a fazer parte do passado.

Fim de jogo, hora de pegar o Metrô e retornar ao lar.