quarta-feira, 12 de junho de 2019

Itabaiana bate Aparecidense e avança na Série D

A última rodada da primeira fase do Brasileiro da Série D foi realizada no último domingo. Para evitar arranjos de resultados, todos os jogos foram marcados para o mesmo horário: 18 horas. E isso valeu também para o jogo que fui ver, entre Aparecidense e Itabaiana, no estádio Anníbal Batista de Toledo. As duas equipes ocupavam as duas primeiras posições do grupo, com 9 pontos para os goianos e 10 para os sergipanos. No entanto, as duas equipes tinham o Juazeirense na cola, com 8 pontos, e a equipe baiana ultrapassaria o perdedor desse jogo se vencesse o lanterna Interporto. O resultado era, portanto, crucial para as duas equipes. Vale ressaltar que o Itabaiana se tornou o clube de número 312 da minha lista de clubes, e apenas o segundo sergipano. Assim, no fim da tarde peguei a BR-153 em direção a Aparecida de Goiânia, e cheguei ao estádio com boa antecedência.
Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional.
A Aparecidense começou melhor no jogo, e criou sua primeira chance de gol logo aos quatro minutos: após cobrança de escanteio, Alex Henrique acertou a cabeçada, e a bola saiu por pouco. Mas o domínio do Camaleão não durou muito, e o Tremendão logo assumiu o controle da partida. A arma do time sergipano passou a ser os tiros de longa distância: aos sete minutos, Jacobina arriscou um chute rasteiro da entreda da área, e a bola passou perto do gol. Aos 15 minutos, foi a vez de Daniel soltar a bomba de longe, obrigando Wallace a se virar para botar para escanteio. E aos 18 minutos, novamente Jacobina chutou da intermediária, e obrigou Wallace a fazer mais uma grande defesa.
Enquanto o sol se punha, o jogo estava no seu início.
Logo em seguida, a Aparecidense tentou mostrar que estava viva no jogo, e em um ataque conseguiu um pênalti, em um lance em que a bola bateu no braço do defensor. No entanto, Alex Henrique chutou para fora, perdendo a chance de colocar o time em vantagem. E o castigo veio: aos 23 minutos, falta para o Itabaiana na intermediária: bola na área, e Berto, de cabeça, abriu a contagem para o Tremendão: 1 a 0.
Pênalti desperdiçado pela Aparecidense.
Apenas um minuto depois, nova chance para o Itabaiana: Aurélio cruzou para Igor Alves, que cabeceou e exigiu um grande trabalho de Wallace para defender. Porém, em desvantagem, a Aparecidense melhorou e passou a criar chances para marcar. Aos 31 minutos, Mário Sérgio driblou um adversário na área, mas finalizou mal, nas mãos de Andrade. Um minuto depois, Alex Henrique perdeu nova chance, ao entrar na área sozinho e cair na tentativa de driblar o goleiro adversário. O árbitro não marcou pênalti, e a jogada seguiu. Na sequência, chance para o Itabaiana, mas Jacobina, sem goleiro, cabeceou para fora.
Itabaiana no ataque.
Daí até o fim da primeira etapa, a Aparecidense atacou mais, porém o fazia de forma inócua, sem criar grandes chances para marcar. E o primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem mínima para o Itabaiana.
Se no primeiro tempo as equipes tiveram muitas chances de gol, na segunda etapa essas ocasiões foram mais raras. A primeira ocasião real de gol veio aos 18 minutos: Aleílson recebeu um lançamento, matou no peito e chutou para boa defesa de Andrade, perdendo a chance do empate para a Aparecidense. Aos 25, nova chance para o Camaleão, com Ayrton, que chutou pela direita, para nova defesa de Andrade. O time da casa pressionava, mas não conseguia finalizar com real perigo, enquanto os sergipanos conseguiam segurar a vitória.
Aparecidense no ataque, no segundo tempo.
Aleílson teve uma chance aos 37 minutos para a Aparecidense. O jogador acertou uma cabeçada fraca, mas obrigou Andrade a uma boa defesa. Enquanto isso, o Juazeirense fazia 1 a 0 no Interporto, resultado que obrigava a Aparecidense a virar o jogo. Mas o Itabaiana resolveu que era hora de liquidar a fatura. Aos 43 minutos, em um contra-ataque, Luiz Paulo finalizou e a bola saiu por pouco. Apenas dois minutos depois, porém, o mesmo Luiz Paulo se redimiu de seu erro e, finalizando pela direita, marcou o segundo gol do Itabaiana, e deu números finais à partida: Aparecidense 0x2 Itabaiana.
A Aparecidense, assim, se despede do Campeonato Brasileiro da Série D e, em 2020, o time não terá calendário em nível nacional. O Itabaiana garantiu a primeira colocação do grupo, e enfrenta o ASA de Arapiraca na próxima fase. A primeira fase do campeonato da Série D se encerra dessa forma, e a segunda fase começa no próximo fim de semana, sem pausa para a Copa América.
Fim de jogo, hora de voltar ao hotel, jantar e descansar para pegar a estrada na segunda-feira.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Vitória capixaba bate Portuguesa do Rio e encaminha classificação

No último fim de semana, desbravei mais uma fronteira. Meu destino foi Vitória, a bela capital capixaba, onde o Vitória recebeu a Portuguesa do Rio. Na contagem regressiva para os mil jogos, a partida do Estádio Salvador Costa foi a 981ª peleja que vi in loco (lembrando que essa lista só conta partidas profissionais ou pelas Olimpíadas), enquanto o time da casa foi o 311º clube da minha lista, sexto capixaba. No que diz respeito à situação dos dois times na tabela, ambos integram o Grupo A12, e a Caldense parece remar em águas tranquilas rumo à primeira posição do grupo, tendo chegado a essa rodada com 10 pontos. Portuguesa, com sete, e Vitória, com cinco, lutavam pela segunda posição, já que os quinze melhores segundos colocados se classificam, e essa partida era crucial. Quem vencesse daria um passo gigante para a classificação. O Sobradinho, sem pontuar, chegou a essa rodada já eliminado.
A primeira chance do jogo foi da Portuguesa. Em uma cobrança de falta, Davi mandou a bola para a área, e Wederson, com dificuldades, mandou para escanteio. O Alvianil respondeu aos 20 minutos. Carlos Vitor viu Paulo Victor na entrada da área e fez o passe. O jogador avançou e chutou. A finalização foi para fora por pouco.
"Atrás das grades", jogadores disputam bola.
Cercado por dois adversários, jogador do Vitória tenta escapar.
O jogo era equilibrado e, embora fosse bem movimentado, com as duas equipes se alternando no ataque, as chances de gol eram raras. Em uma delas, o Vitória soube aproveitar, e abriu a contagem. Aos 32 minutos, Jarles, que havia entrado poucos minutos antes, entrou pela esquerda e chutou cruzado, fraco, mas a bola encontrou o caminho das redes. Vitória 1 a 0.
Jogador da Portuguesa protege a bola.
E, depois do gol, pouca coisa aconteceu. As duas equipes foram mesmo para os vestiários com a vantagem mínima para o Alvianil.
Jogador do Vitória protege a bola.
O jogo seguiu na mesma toada na segunda etapa. E o Vitória teve sua primeira boa chance aos 13 minutos. Rafael arriscou da entrada da área, e a bola saiu por pouco. A equipe da Ilha do Governador respondeu dois minutos depois. Anderson passou de cabeça para Rodrigo, que estava livre, mas Harrison saiu na bola e chegou primeiro.
Arrancada do Vitória.
O ritmo do jogo era o mesmo: equilíbrio, partida movimentada, mas poucas chances de gol. Aos 33 minutos, a equipe da casa teve mais uma ocasião para marcar. Carlos Vitor passou para Vitor, que chutou da entrada da área, e a bola saiu por pouco.
Jogador da Portuguesa recebe marcação de dois adversários.
E, apenas um minuto depois, o Alvianil marcou o segundo gol. E foi novamente com Jarles, que encobriu o goleiro e marcou um golaço, praticamente sacramentando a vitória do time da casa. A Portuguesa ainda tentou diminuir, e criou sua melhor chance para isso aos 52 minutos. Jackson arriscou de longe, e Harrison teve que ir no ângulo para fazer a defesa e mandar para escanteio.
Panorâmica do jogo: fim de tarde na capital capixaba.
E o jogo terminou mesmo com o Vitória vencendo por 2 a 0. Com o resultado, o time alvianil passou a Portuguesa na classificação, e está muito perto da segunda posição do grupo: para confirmá-la, basta vencer o já eliminado Sobradinho no campo neutro de Luziânia. A Portuguesa precisa vencer a líder Caldense e ainda contar com a derrota do Alvianil para o Leão da Serra.
Placar "eletrônico": Vitória garantia três pontos em casa.
Fim de jogo, fui conhecer o Shopping Vitória, não muito longe do estádio, e jantar. Depois, voltei para o hotel, para o merecido descanso.

domingo, 10 de março de 2019

Com ataque de abelhas e atuação de gala dos goleiros, Brasiliense bate Formosa

Depois de muito tempo, o Serejão volta a ser palco de uma cobertura deste humilde blog. O estádio de Taguatinga passou quatro anos sem poder receber público, e somente no atual campeonato as partidas com a presença da torcida foram retomadas. Eu já havia visto uma partida da competição no estádio - a vitória do Brasiliense sobre o Santa Maria, já na primeira rodada. Mas acabei não preparando matéria. Assim, volto a cobrir um jogo no Serejão pela primeira vez desde a vitória do Náutico sobre o Brasília, pela Copa do Brasil de 2015. No último sábado, a tradicional cancha recebeu o confronto entre Brasiliense e Bosque Formosa. O Jacaré chegou a essa rodada dividindo a liderança com o Gama, ambos com cinco vitórias e um empate. Já o time goiano está na parte de baixo da tabela, chegando a essa partida com seis pontos, mas já com uma "gordura" de cinco pontos sobre o Santa Maria, o primeiro time na zona do descenso. Com objetivos diferentes, as duas equipes buscavam uma situação mais confortável na competição.
No entanto, só deu tempo de a bola rolar por dois minutos. Quando o Brasiliense tinha um escanteio a seu favor, aconteceu um ataque de abelhas que estavam alojadas na trave virada para o Centro Administrativo. Na tentativa de afastar os insetos, a partida ficou paralisada por mais de meia hora. Quando a bola voltou a rolar, o Brasiliense demorou outros dois minutos para abrir a contagem. Alex Murici cobrou falta pela direita. A cobrança no segundo pau encontrou Almir, que cabeceou e colocou o Jacaré na frente: 1 a 0.
Foto anterior ao ataque das abelhas. Brasiliense busca o ataque.
Abelhas no suporte da rede: jogo parado por mais de meia hora.
Disputa de bola, após a retomada da partida.
O Brasiliense era melhor no jogo, mas o Formosa também criava chances. Em uma delas, a defesa do Brasiliense perdeu a bola e Jean Paulo arriscou de longe, mas a bola foi nas mãos de Edmar Sucuri. Em seguida, chance para o Brasiliense: Alex Murici achou Romarinho livre dentro da área e fez o passe. O chute do atacante obrigou Matheus a uma grande defesa.
Brasiliense busca o ataque.
Com a bola, jogador do Formosa recebe marcação.
O Formosa chegaria ainda em uma cobrança de escanteio. A bola chegou para Jessuí, que chegou na bola, mas Gleissinho tirou de cima da linha. Ainda na primeira etapa, Almir viu Emerson Martins chegando e passou para ele na entrada da área. O chute obrigou Matheus a outra grande defesa. E o primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem mínima para o Brasiliense.
Alguns momentos da primeira etapa.
O Formosa teve a primeira grande chance da segunda etapa. Moisés cobrou falta da intermediária e achou a cabeça de Paganelli, que acertou o golpe e obrigou Sucuri a outra defesa difícil. O Brasiliense respondeu em um cruzamento rasteiro de Moraes, que achou Romarinho, mas o atacante finalizou por cima do gol. O Brasiliense chegaria ainda após uma bela finta de Gleissinho em Jair Júnior. O jogador, em seguida, passou para Moraes, que cruzou para Gilvan, mas o atacante cabeceou mal.
Brasiliense no ataque.
Formosa tenta avançar.
As duas equipes se alternavam no ataque, mas os goleiros estavam inspirados, e não permitiam mudanças no placar. O Brasiliense chegou ainda em um lançamento de Moraes Para Maikon Leite, que ficou livre, mas Matheus saiu bem e impediu o segundo gol do Jacaré. E ficou nisso mesmo: Brasiliense 1x0 Formosa
Mais Formosa com a bola.
Brasiliense e Gama - este com uma vitória sobre o Ceilândia - se consolidaram ainda mais na liderança do campeonato. O Formosa, por sua vez, não mudou sua situação, já que Santa Maria e Bolamense, os dois últimos colocados, perderam. Faltam apenas quatro rodadas, e os times queimam seus últimos cartuchos.
Fim de jogo, hora de retornar ao lar. E aguardar o próximo jogo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Sobradinho derrota o Bolamense no Abadião

A Federação do Distrito Federal, por algum motivo, achou que seria uma boa ideia marcar a partida entre Bolamense e Sobradinho para a tarde da última terça-feira, mesmo sem nenhuma outra partida tendo sido realizada no Abadião, palco desse duelo, em todo o fim de semana. Por sorte, consegui uma brecha nos meus horários e pude comparecer ao estádio regional da Ceilândia para mais esse duelo. Pode-se dizer que esse jogo envolvia dois opostos: de um lado, o Sobradinho, atual campeão, mas que não vem repetindo as boas atuações do ano passado e faz uma campanha apenas mediana. Do outro lado, o Bolamense, que conseguiu o objetivo de se manter na primeira divisão em 2018, mas que vem fazendo uma péssima campanha - chegou a esse jogo com três derrotas em três jogos, 12 gols sofridos e nenhum marcado. A Onça Pintada sonhava com a recuperação, e o Leão da Serra pretendia retomar seu caminho na briga pelo bicampeonato.
Os primeiros minutos do jogo foram de pouca emoção. Porém, o Sobradinho teve sua primeira chance de marcar aos 19 minutos, em uma cobrança de falta da entrada da área. E o Leão da Serra não desperdiçou: Marlos cobrou a falta, a bola bateu no travessão e pingou dentro do gol. Estava aberta a contagem.
Jogadores disputam a bola.
O Sobradinho era melhor na partida, mas não conseguia criar chances para aumentar a vantagem, enquanto o Bolamense tentava chegar na bola parada. O time serrano voltaria a ter uma boa chance aos 30 minutos, quando João Manoel chutou da entrada da área. A bola desviou na zaga e saiu para escanteio. Três minutos depois, nova chance para o Leão: João de Deus recebeu um bom lançamento, mas Cleber saiu bem e impediu o gol.
Mesmo desequilibrado, jogador do Sobradinho tenta proteger a bola.
Cobrança de falta que originou o primeiro gol do Sobradinho.
O Bolamense chegou com perigo aos 41 minutos: Luizinho chegou pela esquerda, e chutou em cima de Michael, que fez a defesa. Já nos acréscimos da primeira etapa, cada equipe teve uma chance de marcar. O Leão da Serra chegou com Lucas Victor, que cruzou para João de Deus. O jogador dividiu com o goleiro, mas a bola foi para fora. E, no último lance da primeira etapa, JP cabeceou em cima de Michael, perdendo a chance de empatar a partida. O placar do intervalo foi mesmo de 1 a 0 para o Leão da Serra.
Arrancada do Bolamense.
Bola com o jogador do Bolamense, mas a marcação está aí.
A segunda etapa começou mais equilibrada, e, ainda nos primeiros minutos, Luizinho tentou mandar no ângulo, e a bola saiu por pouco, quase empatando o jogo para a Onça Pintada. De tanto insistir, o Bolamense empatou o jogo e marcou seu primeiro gol no campeonato aos 15 minutos, com JP: 1 a 1.
Sobradinho no ataque.
O Sobradinho era o favorito do jogo, mas o Bolamense se mostrava um osso duro de roer. No entanto, aos 24 minutos, o Leão da Serra passou à frente de novo. Paulão chutou na saída de Cleber, e a zaga tirou em cima da linha, mas o rebote sobrou para Rafael Fontes, que estufou as redes.
Disputa de bola.
Mesmo com o Sobradinho novamente em vantagem, o Bolamense criava chances, e a torcida seguia apreensiva. Aos 30 minutos, por exemplo, Reis chutou de fora da área, obrigando Michael a ir lá em cima para fazer a defesa. Somente aos 41 minutos a torcida do Sobradinho se tranquilizou: Rafael Fontes foi até a linha de fundo e cruzou para João de Deus, que mandou uma cabeçada certeira, fazendo a torcida respirar aliviada.
Com a bola, jogador do Bolamense recebe marcação.
Respirar aliviada mesmo? Apenas um minuto depois do gol do Sobradinho, Alessandro marcou para o Bolamense, diminuindo novamente a diferença. A torcida serrana voltou a ficar apreensiva. Mas o time soube segurar o resultado, e o jogo terminou mesmo com a vitória do Sobradinho por 3 a 2.
Jogador do Bolamense protege a bola.
O Bolamense, que, como já dissemos, havia sofrido três goleadas em seus três primeiros jogos, mostrou muita vontade e foi um adversário complicado para os atuais campeões. Mas, mais uma vez, saiu de campo derrotado. O Sobradinho conquistou sua segunda vitória e está na quarta posição, mas precisa mostrar mais futebol se quiser repetir o feito do ano passado. Para quem gosta de ver gols, foi uma partida ótima de se ver, e as redes balançaram muitas vezes.
Fim de jogo, hora do retorno ao lar, para o merecido repouso (e agradeço ao Waze, que me fez dar uma volta imensa, mas me tirou do trânsito congestionado da Elmo Serejo no fim de tarde).

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Taguatinga reestreia na elite candanga, mas cai em Formosa

O último fim de semana foi marcado pela abertura do Campeonato Brasiliense de 2019. E o domingo reservava um jogo histórico em Formosa. Desde aquele distante 6 de junho de 1999, quando empatou em 3 a 3 com o Brasília, o Taguatinga não entrava em campo pela primeira divisão candanga. No ano seguinte, a Águia, que havia terminado aquele campeonato na lanterna, suspendeu suas atividades e permaneceu inativa por 19 anos. No ano passado, a equipe azul incorporou o Clube Atlético Taguatinga e retomou suas atividades, disputando a Segundona local. E voltou em grande estilo: o vice-campeonato da competição valeu ao Taguatinga o retorno à elite candanga. E, exatos 7.175 dias depois do último jogo, a Águia voltou a campo para uma partida da elite. O time enfrentou o Formosa pela primeira rodada do Candangão. O time goiano, porém, certamente se empenharia para estragar a festa da equipe azul. E o Campo de Terra foi lá conferir.
Eis o time do Taguatinga que voltou a jogar pela elite candanga depois de duas décadas. O Formosa posou para o outro lado, e não consegui fotografar.
Capitães e quarteto de arbitragem.
O jogo começou equilibrado, mas as defesas levavam vantagem sobre os ataques, e as chances de gol eram raras. Com tantas dificuldades para chegar ao gol, a bola parada era uma arma importante. E foi assim que o Formosa, aos 10 minutos, mostrou que queria mesmo pôr água no chope do Taguatinga. Rato cobrou falta pela direita e Élton, de cabeça, colocou a equipe da casa em vantagem.
Jogador do Taguatinga parte para cima de adversário.
O Formosa ainda esteve perto de aumentar a vantagem aos 19 minutos, em um lance confuso. Após cobrança de escanteio, a bola chegou para Paganelli, que pegou mal na bola, mas ela chegou para Jean Bala, que cabeceou no travessão. Aos 25, resposta do Taguatinga. Após um bate-rebate na área, a bola sobreou para Marcos Vinícius, que chutou para fora.
Taguatinga parte para o ataque.
Aos 30 minutos, nova chance para o Formosa. Jessuí recebeu um bom lançamento, mas não teve velocidade para alcançar a bola, e a zaga do Taguatinga afastou o perigo. Dois minutos depois, Jhonatan cobrou falta para o Taguatinga, e acertou o travessão. Nesse momento, uma chuva forte caiu, e as equipes não conseguiram produzir mais nada até o final da primeira etapa. Totalmente molhados pela chuva, os jogadores foram para os vestiários com a vantagem mínima para o Formosa.
O jogo continuou na mesma toada nos 15 primeiros minutos da etapa final. Embora a chuva tivesse diminuído, as equipes ainda encontravam dificuldades para criar jogadas. O Formosa era um pouco melhor, mas isso não se traduzia em chances de gol. Somente aos 18 minutos o Formosa criou uma boa chance. Rato passou para Juninho Arinos, deixando-o em boas condições de marcar. Mas a zaga do Taguatinga chegou antes e afastou o perigo.
Agora é o jogador do Formosa que tem a bola e recebe marcação.
O Taguatinga teve uma chance aos 34 minutos, quando Matheus deu rebote em um chute despretensioso, e teve início um bate-rebate dentro da área, mas a zaga acabou tirando. Aos 40 minutos, o Formosa levou perigo em conrança de falta frontal. A cobrança de Rato saiu pela direita, não muito longe do gol. Aos 44, em um passe despretensioso, a zaga do Taguatinga falhou e a bola, após passar por todo o mundo, chegou em Jean Bala, que ficou cara a cara com o goleiro, mas chutou para fora.
Quem chega na bola?
Nos acréscimos, as duas equipes acabaram tendo um jogador expulso cada: Élton, do Formosa, caído no chão, deu um pisão em seu adversário João Victor, que revidou, e os dois foram convidados a terminar sua briga no chuveiro. Mas o placar final foi mesmo de 1 a 0 para o Formosa.
Jogador do Formosa marca adversário. As fotos desta matéria são todas do primeiro tempo. Na segunda etapa, a luminosidade não permitia fotos com alguma qualidade
A equipe goiana atingiu seu objetivo na estreia, e larga bem na busca por uma boa campanha no campeonato. Já o Taguatinga, terá que esperar mais um pouco pela sua primeira vitória. De toda forma, o time está de volta à ativa, para alegria de sua torcida, que ficou órfã por 19 anos.
Fim de jogo, era hora de procurar algum canto para jantar, e depois ir para casa, para o merecido descanso.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Ponte Preta e Oeste ficam no empate sem gols

Com 19 dias decorridos no ano, a bola já rolou. Embora o campeonato candango inicie somente no próximo fim de semana, o campeonato paulista teve seu pontapé inicial no último sábado. O destino deste humilde blog foi o estádio Moisés Lucarelli, que não era nenhuma novidade, já que, em 2012, cobrimos por lá o jogo entre Red Bull e Ferroviária. Desta vez, porém, a dona da casa esteve presente. A Ponte Preta iniciou a busca de um título ainda inédito, embora o time tenha batido na trave algumas vezes. Do outro lado, estava o andarilho Oeste, time tradicional da cidade de Itápolis, mas que atualmente tem sua sede em Barueri, e integra a Série B do campeonato brasileiro. Embora a primeira rodada diga pouco do que se pode esperar dos times, ambos queriam começar bem na competição, e três pontos logo na estreia seriam uma vantagem importantíssima.
O time visitante demorou oito minutos para ter uma boa chance de marcar. Em cobrança de falta, Antonio Eduardo cabeceou na entrada da pequena área, mas a bola foi por cima do gol. Foi um raro lance de emoção em um jogo de pouquíssimas ocasiões de gol para ambos os times. O Oeste era ligeiramente superior, mas não conseguia converter essa superioridade em chances de gol.
Bola na área: Oeste no ataque.
Jogador da Ponte tenta a jogada.
Aos 24 minutos, Elvis driblou um defensor da Ponte Preta e arriscou de fora da área, sem grande perigo. A Ponte Preta ainda teve duas boas chances, aos 27 e aos 41 minutos, mas foram lances esporádicos, em um período do jogo em que pouca coisa aconteceu. A equipe visitante perdeu até mesmo o ligeiro domínio que tinha, e a partida ficou equilibrada por baixo. Não foi surpresa que o placar do primeiro tempo tenha sido mesmo 0 a 0.
Time do Oeste tenta sair de uma situação complicada.
Ponte Preta no ataque.
Trem que passou ao lado do estádio durante o segundo tempo.
A Ponte começou melhor a segunda etapa, e perdeu uma boa chance logo aos cinco minutos. Matheus Vargas avançou pela direita, e cruzou rasteiro. A zaga do Oeste mandou para escanteio. Na cobrança, a bola encontrou Tiago Real, que cabeceou por cima do gol. Aos 18 minutos, Hugo Cabral cruzou rasteiro para Matheus Vargas, que tentou dar de letra, mas Matheus Cavichioli mandou para escanteio.
Jogador da Ponte com a bola.
Com a bola, jogador do Oeste recebe marcação de dois adversários.
O lance digno de nota da segunda etapa aconteceu fora das quatro linhas. Devido ao forte calor, um torcedor passou mal, e teve que sair do estádio em uma das ambulâncias, juntamente com a médica designada para a partida. O jogo ficou paralisado por quatro minutos. Quando a bola voltou a rolar, porém, pouca coisa digna de nota aconteceu. Sob forte calor e com as equipes ainda sem ritmo, a partida encerrou mesmo com o placar de 0 a 0.
Mais uma tentativa do Oeste.
A princípio, o resultado foi melhor para o Oeste, que buscou um ponto fora de seus domínios. Mas tanto Ponte Preta quanto Oeste precisam melhorar para cumprir suas aspirações. Certamente ainda há tempo para isso.
Fim de jogo, voltei para o hotel - como estava hospedado perto do estádio, fui a pé mesmo, e aproveitei a oportunidade para conversar com torcedores pelo caminho. Depois, o sempre merecido descanso.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Balanço de 2018

Embora eu tenha feito, em 2018, menos matérias para o Campo de Terra do que eu gostaria, marquei presença constante nos estádios do Brasil e do mundo. Dessa forma, eu não poderia deixar de fazer o meu balanço anual das partidas vistas em estádios. Mesmo escrevendo pouco no blog, superei a marca de 60 partidas no ano pela primeira vez desde 2012. Este ano, estive em canchas futebolísticas em 62 ocasiões.
 JogosGolsMédia
Em 2018621582,55
Total9472.5782,72
Depois de ficar por dois anos seguidos atrás de São Paulo na lista das cidades onde vi mais jogos, Brasília "reagiu" em 2018, e as duas cidades terminaram empatadas este ano. Certamente não foi mérito dos responsáveis pelos estádios, já que várias partidas com mando de clubes do Distrito Federal tiveram que ser disputadas em solo goiano devido à falta de canchas disponíveis na Capital. Não fosse por isso, Brasília certamente teria liderado com folga a lista. Segue a lista de jogos que eu vi por cidade:
CidadeJogos%Gols%Média
Brasília1829,035232,912,89
São Paulo1829,035031,652,78
Belo Horizonte34,8431,901,00
Luziânia34,8463,802,00
Turim34,8495,703,00
Fortaleza23,2353,162,50
Mauá23,2342,532,00
Recife23,2331,901,50
Alexânia11,6153,165,00
Aracaju11,6121,272,00
Barueri11,6100,000,00
Bragança Paulista11,6100,000,00
Cornellà de Llobregat11,6142,534,00
Goiânia11,6110,631,00
Indaiatuba11,6110,631,00
Londrina11,6121,272,00
Manaus11,6131,903,00
Santo André11,6142,534,00
São Lourenço da Mata11,6142,534,00
Vale registrar que, este ano, pela primeira vez, vi jogos nas cinco regiões do Brasil. Segue o número de jogos por região:
RegiãoJogos
Norte1
Nordeste6
Sul1
Sudeste27
Centro-Oeste23
Exterior4
Se formos desdobrar por estádio, vi jogos em um grande número de canchas em 2018, várias delas inéditas, onde eu nunca havia visto uma peleja futebolística. Segue a lista do número de jogos por estádio:
EstádioCidadeJogos%Gols%Média
Allianz ParqueSão Paulo1320,973723,422,85
BezerrãoBrasília69,681811,393,00
Mané GarrinchaBrasília69,681710,762,83
Augustinho LimaBrasília34,84127,594,00
Juventus Allianz StadiumTurim34,8495,703,00
PacaembuSão Paulo34,8463,802,00
Serra do LagoLuziânia34,8463,802,00
AbadiãoBrasília34,8453,161,67
IndependênciaBelo Horizonte34,8431,901,00
CastelãoFortaleza23,2353,162,50
Pedro BenedettiMauá23,2342,532,00
Orias LimaAlexânia11,6153,165,00
Arena PernambucoSão Lourenço da Mata11,6142,534,00
Bruno José DanielSanto André11,6142,534,00
Nicolau AlayonSão Paulo11,6142,534,00
RCDE StadiumCornellà de Llobregat11,6142,534,00
Ismael BenignoManaus11,6131,903,00
Rua JavariSão Paulo11,6131,903,00
ArrudaRecife11,6121,272,00
BatistãoAracaju11,6121,272,00
Estádio do CaféLondrina11,6121,272,00
AflitosRecife11,6110,631,00
Ítalo Mário LimongiIndaiatuba11,6110,631,00
Serra DouradaGoiânia11,6110,631,00
Arena BarueriBarueri11,6100,000,00
Nabi Abi ChedidBragança Paulista11,6100,000,00
Dentre esses estádios, são os seguintes aqueles em que vi um jogo pela primeira vez, com a respectiva data de estreia:.
EstádioCidadePrimeiro jogo
Bruno José DanielSanto André03/02/2018
BatistãoAracaju16/06/2018
Arena PernambucoSão Lourenço da Mata30/06/2018
Ismael BenignoManaus08/07/2018
ArrudaRecife14/07/2018
IndependênciaBelo Horizonte05/08/2018
Orias LimaAlexânia08/09/2018
RCDE StadiumCornellà de Llobregat07/10/2018
Estádio do CaféLondrina18/11/2018
AflitosRecife16/12/2018
É o seguinte o balanço do número de estádios:
Estádios onde vi jogos em 201826
Estádios onde vi jogos pela 1ª vez em 201810
Estádios onde já vi jogos78
Agora, vamos à lista mais esperada. A lista dos times que eu "matei", ou seja, vi ao vivo pela primeira vez em 2018. São os seguintes, com a data do primeiro jogo:
TimeEstPJ
1Água SantaSP03/02/2018
2AtléticoES15/02/2018
3Alianza LimaPER03/04/2018
4PiraporaMG14/04/2018
5CorumbaenseMS04/05/2018
6Junior BarranquillaCOL16/05/2018
7MauáSP20/05/2018
8Dom BoscoMT27/05/2018
9OperárioPR02/06/2018
10CordinoMA09/06/2018
11FerroviárioCE09/06/2018
12JuazeirenseBA16/06/2018
13AtléticoAC30/06/2018
14ManausAM08/07/2018
15ImperatrizMA08/07/2018
16GloboRN14/07/2018
17Talentos 10SP28/07/2018
18BolognaITA26/09/2018
19NapoliITA29/09/2018
20Young BoysCHE02/10/2018
21EspanyolESP07/10/2018
22VillarrealESP07/10/2018
23Newell’s Old BoysARG16/12/2018
A lista completa de times que vi ao vivo em 2018, acompanhada do número de jogos que vi de cada um, é a seguinte:
TimeEstJ
1PalmeirasSP20
2BrasilienseDF8
3SobradinhoDF4
4BrasíliaDF4
5CeilândiaDF3
6PrimaveraSP3
7ParanáPR3
8LuziâniaGO3
9CapitalDF3
10JuventusITA3
11SantosSP2
12AméricaMG2
13OesteSP2
14BrazlândiaDF2
15CFZDF2
16CearáCE2
17NáuticoPE2
18NacionalSP1
19XV de PiracicabaSP1
20GamaDF1
21Alianza LimaPER1
22Boca JuniorsARG1
23PiraporaMG1
24MauaenseSP1
25RealDF1
26InternacionalRS1
27ChapecoenseSC1
28CorumbaenseMS1
29Junior BarranquillaCOL1
30BahiaBA1
31MauáSP1
32Dom BoscoMT1
33BragantinoSP1
34OperárioPR1
35São PauloSP1
36FerroviárioCE1
37CordinoMA1
38SamambaiaDF1
39ConfiançaSE1
40JuazeirenseBA1
41São Bernardo FCSP1
42AtléticoAC1
43ManausAM1
44ImperatrizMA1
45Santa CruzPE1
46GloboRN1
47Talentos 10SP1
48Água SantaSP1
49JuventusSP1
50Vasco da GamaRJ1
51SertãozinhoSP1
52CruzeiroDF1
53Santa MariaDF1
54BosqueGO1
55AtléticoES1
56BotafogoDF1
57Cerro PorteñoPRY1
58LegiãoDF1
59SamambaenseDF1
60PlanaltinaDF1
61Santo AndréSP1
62BolognaITA1
63NapoliITA1
64Young BoysCHE1
65EspanyolESP1
66VillarrealESP1
67FortalezaCE1
68GrêmioRS1
69AtléticoMG1
70GoiásGO1
71GE BrasilRS1
72VitóriaBA1
73Newell’s Old BoysARG1
Contabilizando, temos:
Clubes que vi ao vivo em 2018:73
Clubes que vi ao vivo pela 1ª vez em 2018:23
Clubes que já vi ao vivo:300
- Brasileiros:257
- Estrangeiros:43
Vi partidas válidas por diversas competições, da Segundinha candanga à badalada Champions League, além de amistosos. É a seguinte a lista de competições, e o número de jogos por competição:
CompetiçãoJogos%Gols%Média
Campeonato Brasileiro1524,193622,782,40
Campeonato Brasiliense914,521710,761,89
Campeonato Brasiliense - Série B812,903018,993,75
Campeonato Brasileiro - Série D46,45106,332,50
Taça Libertadores da América46,4595,702,25
Campeonato Brasileiro - Série C46,4585,062,00
Campeonato Paulista - Série A234,84116,963,67
Campeonato Paulista - Série B34,8453,161,67
Campeonato Paulista23,2374,433,50
Campeonato Italiano23,2363,803,00
Amistoso23,2342,532,00
Campeonato Brasileiro - Série B23,2310,630,50
Copa Verde11,6153,165,00
Campeonato Espanhol11,6142,534,00
Champions League11,6131,903,00
Copa do Brasil11,6121,272,00
Qual é o melhor dia da semana para ver jogos? Eu, pessoalmente, acho que todo dia é dia, mas é claro que a maioria das partidas que vi se concentrou nos fins de semana. Por dia de semana, temos:
Dia da semanaJogos%
Domingo2438,71
Segunda-feira00,00
Terça-feira34,84
Quarta-feira58,06
Quinta-feira34,84
Sexta-feira11,61
Sábado2641,94
Da mesma forma, não tenho preferência por meses, mas há meses com maior concentração de jogos do que outros. O número de jogos por mês é o seguinte:
MêsJogos%
Janeiro58,06
Fevereiro69,68
Março46,45
Abril711,29
Maio58,06
Junho69,68
Julho46,45
Agosto711,29
Setembro69,68
Outubro58,06
Novembro58,06
Dezembro23,23
E o placar, aqueles dois números que definem o resultado final de uma partida de futebol? Quantos gols aconteceram em cada partida? E qual foi a diferença de gols? E o resultado final? Segue, abaixo, em primeiro lugar, o número de partidas com cada soma de gols:
Soma de golsJogos%
046,45
11524,19
21219,35
31422,58
41117,74
546,45
611,61
711,61
Agora, a lista do número de jogos com cada diferença de gols em favor do vencedor (obviamente, o número 0 representa os empates).
Diferença de golsJogos%
01524,19
12946,77
21016,13
346,45
434,84
500,00
600,00
711,61
Enfim, os placares e quantas vezes se repetiram:
PlacarOcorrências%
1 x 01524,19
2 x 11016,13
1 x 1812,90
3 x 169,68
3 x 246,45
2 x 046,45
3 x 046,45
0 x 046,45
2 x 234,84
4 x 023,23
7 x 011,61
5 x 111,61
Enfim, esse é o resumo da minha presença em estádios em 2018. Se quiser o balanço de outros anos, o link está aí do lado. E se quiser ver a lista completa dos jogos que vi ao vivo, a lista de times e estatísticas diversas sobre os jogos, o link está aí do lado também. Enquanto isso, já se inicia a contagem regressiva para mais um ano de jogos nos estádios, com a meta de chegar à marca de 1.000 jogos. Até 2019!