segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Em jogo de cinco expulsões, Brasiliense goleia Ipatinga

Parece que o horário da tarde de segunda-feira, por alguma desconhecida razão, agradou aos dirigentes do Brasiliense. Após empatar com a Chapecoense em um horário parecido, a diretoria resolveu remarcar todos os jogos do time em casa para o mesmo horário. E justamente num fim de tarde de segunda-feira Brasiliense e Ipatinga mediram forças no Serejão. Foi o quinto confronto entre essas duas equipes que vi in loco, com duas vitórias do Jacaré e dois empates nas partidas anteriores. Dessa vez, porém, a partida era mero cumprimento de tabela, já que o Ipatinga já estava garantido na Série B, enquanto o Jacaré se despedia melancolicamente de sua torcida, já eliminado. Os visitantes ainda brigavam para chegar na final da competição, mas esse era um resultado sem efeitos práticos, já que o acesso já estava garantido. Com a combinação de horário esdrúxulo, regulamento igualmente esdrúxulo e campanha vergonhosa do Brasiliense na competição, era de se esperar um estádio deserto. E assim foi. Pouquíssimas almas se aventuraram a comparecer ao Serejão. Mas o Campo de Terra, como sempre, estava lá, para contar a todos mais uma parte da história do futebol.

Meia hora antes do jogo, esse era o retrato do Serejão: um deserto total.

Os primeiros minutos de jogo foram truncados, com faltas para ambos os lados. Porém, o Brasiliense teve sua chance e balançou as redes. Ferrugem, livre, tirou do goleiro e abriu o placar para o Jacaré. Brasiliense 1 a 0.

Ferrugem comemora o primeiro gol do Brasiliense.

Mesmo sem um domínio claro, o time da casa chegou ao segundo gol ainda aos 10 minutos. Edinho matou no peito e acertou um chutaço, sem chances de defesa. Jacaré 2 a 0.

O time da casa era mais perigoso no ataque, embora não exercesse um domínio tão absoluto quanto uma vantagem de dois gols em dez minutos possa fazer supor. O Ipatinga também chegava ao ataque, e por vezes levou perigo ao gol do Jacaré.

Ipatinga no ataque.

E o clube mineiro ainda diminuiu a diferença antes do intervalo, aos 37 minutos. Cicinho pôs a mão na bola dentro da área, e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Guto chegou a tocar na bola, mas o chute de Frontini foi morrer nas redes. Jacaré 2 a 1, esperança renovada para o Ipatinga.

Nesse lance, Cicinho tocou na bola. A arbitragem marcaria pênalti.


Na cobrança da penalidade, o Ipatinga diminui.

Algumas ocasiões de gol ainda aconteceram na etapa inicial. Mas o placar final do primeiro tempo foi mesmo de 2 a 1 para o Brasiliense. Jogo bom, aberto, movimentado e que foi para o intervalo completamente indefinido.

Jogador do Ipatinga tenta sair da marcação.

Depois do descanso regulamentar, veio o segundo tempo, e o Ipatinga foi para a pressão. Mas o domínio mineiro não durou muito. Logo o Jacaré equilibrou o jogo, e passou a criar as melhores chances. E a situação do Ipatinga ficou mais complicada aos 19 minutos. Pedrão fez falta dura e, como já tinha cartão amarelo, acabou expulso. O Brasiliense, a essa altura, já era melhor no jogo. E, pouco depois, o Ipatinga ainda teve expulso Bosco, que estava no banco de reservas, por ofensa ao árbitro. Ofensa que teria sido proferida, na verdade, pelo goleiro reserva.

Ataque do Brasiliense, já na segunda etapa.

E o Brasiliense acabou aumentando a vantagem com Elivelto, que fez 3 a 1. Logo em seguida, Everton, na tentativa de dar a saída rapidamente, acabou agredindo o próprio Elivelto. A partir daí, começou confusão generalizada, o policiamente teve que intervir, e acabaram expulsos, além do próprio Everton, os jogadores Cláudio Luiz, do Ipatinga, e Bachin, do Brasiliense. O Ipatinga ficava com oito jogadores; o Brasiliense, com dez.

Agora é o Ipatinga que chega.

Com o Ipatinga entregue, o Brasiliense ainda marcou mais um. Novamente Elivelto balançou as redes, aos 48 minutos, após rebote do goleiro. E o árbitro, apesar das paralisações, agiu com bom senso e encerrou a partida logo em seguida, para evitar maiores confusões. Final: Brasiliense 4x1 Ipatinga.

A vitória não diminuiu o tamanho do vexame do Brasiliense na competição. O clube candango amargará novamente a Série C em 2012, e, na melhor das hipóteses, só retornará à elite em 2014. O Ipatinga, por sua vez, mesmo fora da final - o Joinville conquistou a vaga do grupo -, estará de volta à Série B na próxima temporada - veredicto esse que já tinha sido definido mesmo antes de a bola rolar.

Fim de jogo, mas a semana estava apenas começando. Hora de tomar o caminho de casa, e me preparar para a terça-feira.

sábado, 8 de outubro de 2011

Dom Pedro II e Legião fazem bom jogo e empatam

Voltando à atividade após algumas semanas afastado, a cobertura agora é pela Segundona candanga, que já rola a todo vapor. Assim, na tarde do último sábado, rumei para a Metropolitana, para ver o jogo entre Dom Pedro II e Legião. Era meu retorno ao simpático estádio do Núcleo Bandeirante após mais de um ano e meio. E também era o quinto confronto entre essas duas equipes que eu via in loco. Nos quatro anteriores, todos realizados em 2008, três vitórias do Dom Pedro II e uma do Legião. Naquela época, o Dom Pedro II surpreendeu a todos e ficou com o vice-campeonato brasiliense, enquanto o Legião ganhava fama com seu camarote VIP e as regalias para seus fãs, e prometia um time forte para o futuro. Três anos depois, o camarote VIP ficou no passado, e as pretensões das duas equipes são mais modestas: ambas disputam a Segundona candanga, e brigam por uma vaga na elite. No momento, tanto Dom Pedro II quanto Legião estão nas posições intermediárias da tabela. Mas ainda sonham com uma vaga entre os quatro que vão subir. Aliás, deve-se registrar que a Federação deu duas bolas dentro ao acabar com a Terceirona local e aumentar para dez o número de times na elite. Mais jogos para todos, e caminho para a Primeira Divisão encurtado. Quanto ao Campo de Terra, claro que não poderíamos ficar de fora desse grande jogo. E, bem antes do apito inicial, eu já estava lá para conferir.

O jogo começou sem um domínio claro de nenhuma das equipes. Mas o Dom Pedro II era um pouco mais perigoso quando chegava ao ataque. Foi assim aos oito minutos, que o time da casa quase abriu a contagem, com uma cobrança de falta no travessão.

Disputa de bola no começo do jogo.

A partir dos 10 minutos, o Legião passou a dominar territorialmente a partida. Mas pouco perigo levava ao gol adversário. O Dom Pedro II era quem tinha as melhores chances, nos contra-ataques.

Com o aumento do ímpeto do Legião, o Dom Pedro II precisou usar das faltas perto da área para tentar evitar o gol. E uma dessas faltas acabou sendo dentro da área. Pênalti, que Alcione cobrou com tranquilidade e abriu a contagem para o Legião. 1 a 0.

Alcione se prepara para cobrar a penalidade...


...e, com tranquilidade, coloca o Legião na frente.

Em desvantagem, o Dom Pedro II foi para cima, buscando o empate. E chegou ao gol em cobrança de falta perto da entrada da área. Thiago Silva cobrou bem e contou com a falha do goleiro Marcos Paulo para empatar. 1 a 1.

A igualdade em um gol fez bem para o jogo, que ficou aberto. O Dom Pedro II era melhor, e criava as melhores chances. E, ainda no primeiro tempo, aos 38 minutos, o time da casa virou o jogo. Keké recebeu sem marcação e só escolheu o canto, colocando os donos da casa em vantagem. 2 a 1.

E, depois do gol, mais nada aconteceu na etapa inicial. As chances de gol se tornaram mais raras, e as duas equipes foram para o intervalo com o Dom Pedro II em vantagem, por 2 a 1.

Na segunda etapa, com a chuva que dava o ar da graça, o Legião começou com mais ímpeto, em busca do empate. Mas tinha dificuldades para encontrar forças, e o Dom Pedro II acabou retomando as rédeas do jogo. E, como sempre, o Dom Pedro II era muito mais perigoso quando atacava do que o Legião.

No segundo tempo, bola na área do Dom Pedro II. Com a chuva apertando, não deu para tirar muitas fotos na etapa final.

Mesmo assim, o Legião acabou igualando o marcador. Aos 16 minutos, Rodrigo Melo recebeu livre, na entrada da pequena área, para igualar em 2 a 2. Um gol muito parecido com o segundo tento do Dom Pedro II.

Com a chuva, o nível do jogo caiu. Embora as duas equipes buscassem o gol, criavam poucas boas chances. O Legião era um pouco melhor no jogo, e por várias vezes esteve perto do gol.

Mas as redes não balançaram mais. Dom Pedro II e Legião empataram em 2 a 2, em um jogo bem movimentado e aberto. Resultado que deixa o Dom Pedro II em nono lugar, com nove pontos, e o Legião em décimo, com a mesma pontuação, mas com um saldo pior e um gol a mais. Ambos seguem longe da zona de classificação. Destaque negativo também para o público: além de mim, apenas 27 outras almas pagaram ingresso para ver a partida. Pudera. A divulgação na grande mídia é praticamente inexistente.

Fim de jogo, hora de ir embora. Com a chuva mais fraca, foi mais fácil. Ainda havia um fim de semana todo pela frente.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pinceladas dos últimos jogos

Sim, admito. Já estou há algum tempo sem atualizar o blog. E, nesses dias, vi alguns jogos in loco, mas, por diversos motivos, não consegui preparar matéria sobre esses jogos para postar aqui. Então, uma rápida pincelada pelo que aconteceu nas últimas semanas, em jogos com a minha presença:

Jogo 536 - Bosque/GO 0x4 Audax/RJ - 18/09/2011 - Diogão (Formosa/GO): Jogo pela última rodada da primeira fase do Brasileirão da Série D. A equipe da casa precisava de um milagre: deveria vencer por oito gols de diferença e contar com o tropeço do Volta Redonda diante do lanterna São Mateus. Com as remotas chances de classificação, o público, que costuma lotar o Diogão, não compareceu, e poucos pagantes se atreveram a se apresentar para ver a partida. Após um primeiro tempo equilibrado, a equipe fluminense conseguiu balançar as redes na segunda etapa, e deslanchou após o gol. Com o resultado, o Bosque se despediu da competição, e o Audax também encerrou sua participação naquela tarde. Vale ressaltar que o Audax/RJ aumentou minha lista de times vistos in loco, tornando-se o 163º time que vi no estádio.

Jogo 537 - Goiás/GO 0x1 Salgueiro/PE - 23/09/2011 - Serra Dourada (Goiânia/GO): O inferno esmeraldino parece não ter fim. Desde que acompanho futebol, nunca vi o Goiás ficar por mais de uma temporada longe da elite, mas parece que, dessa vez, tudo se encaminha para isso. Aproveitei minha ida à sempre bela Goiânia para ver o duelo entre Goiás e Salgueiro, em que a equipe pernambucana também entrou para a minha lista, como o 164º clube visto in loco, de modo que agora eu posso dizer que já vi no estádio todas as equipes das Séries A e B. Quanto ao jogo, o Goiás jogou mal, e desperdiçou as poucas chances que criou. O Salgueiro foi mais competente, e, quando teve a chance, mandou a bola para dentro. E foi só o gol isolado dos pernambucanos que mexeu no placar, dando um alívio para a equipe, que ainda vislumbra a saída da zona de rebaixamento. O Goiás vê o acesso cada vez mais longe, e até o fantasma do descenso começa a assombrar.

Jogo 538 - Atlético/GO 1x1 Palmeiras/SP - 25/09/2011 - Serra Dourada (Goiânia/GO): Dessa vez, o confronto valia pela Série A do Brasileiro. O Dragão, mesmo com dois a menos e em desvantagem no placar, foi buscar a igualdade. Pelo lado rubro-negro, um empate heroico. Pelo lado alviverde, um vexame. Com o apito final, mesmo jogando em casa, o Atlético comemorou muito mais que o Palmeiras o ponto conquistado.

Jogo 539 - Brasiliense/DF 2x2 Chapecoense/SC - 26/09/2011 - Serejão (Brasília/DF): Mais um vexame do Brasiliense, que desde 2005 vive um calvário que parece não ter fim. No jogo que colocou frente a frente os campeões do Distrito Federal e de Santa Catarina, o Jacaré abriu uma vantagem de dois gols, e parecia ter o jogo sob controle. Mas nos 15 minutos finais os catarinenses chegaram ao empate, e o Brasiliense não conseguiu retomar a vantagem. Péssimo resultado para as pretensões do clube candango, que há apenas um anos discursava que o objetivo era a Série A. Inusitado foi o horário da partida: 16 horas de uma segunda-feira. Foi apenas a terceira vez que vi um jogo nesse dia da semana.

domingo, 28 de agosto de 2011

Com gol de goleiro no final, Anapolina vence Tupi

A rodada do grupo A5 da Série D do Brasileirão teve início no sábado, com o jogo entre Gama e Itumbiara, que já relatamos aqui. Mas ainda havia um jogo por ser realizado. Por isso, peguei a BR-060 e fui para a sempre acolhedora Anápolis, para acompanhar o confronto entre Anapolina e Tupi, de Juiz de Fora. Antes de a bola rolar, a equipe da terra do ex-presidente Itamar Franco estava numa boa situação: somava oito pontos, quatro a mais que o time da casa, que, em quarto lugar, precisava dos três pontos para continuar sonhando. E o Tupi entrou na minha lista nessa tarde, como meu 162º time visto in loco. Dito isso, devo dizer que, quando peguei a estrada, não fazia ideia do que estava por vir. E aqui relato o que aconteceu nessa tarde.

Com a bola rolando, a Rubra demorou apenas seis minutos para mostrar seu cartão de visitas. Rivaldo acertou um belo chute cruzado da direita, e colocou a Anapolina em vantagem. 1 a 0.

Em seis minutos, a Anapolina já estava em vantagem.

Em desvantagem, o Tupi melhorou no jogo, e, embora estivesse melhor, não tinha um domínio absoluto. A Rubra também chegava, especialmente em contra-ataques. Com o tempo, o Tupi aumentou a pressão, e passou a atacar com mais frequência, mas poucas vezes finalizando com perigo.

Disputa de bola.


Chegada do Tupi.


Edinho, goleiro da Anapolina, defende. Mas o melhor ainda estava por vir.

E, no apagar das luzes da primeira etapa, quando tudo indicava que nada mais aconteceria até o intervalo, a equipe mineira empatou o jogo. Após falha da defesa, Luciano Ratinho ficou livre para tocar para o gol e reestabelecer a igualdade. 1 a 1.

Antes do intervalo, o Tupi ainda empatou.

E, no primeiro tempo, foi só isso. As duas equipes foram empatadas para o vestiário. A equipe da casa saiu sob protestos da torcida, que esperava mais da sua equipe.

No segundo tempo, a Anapolina foi para o ataque, tentando retomar a vantagem. Já no início da etapa, criou boas chances. O time, porém, pecou muito nas finalizações.

A Anapolina foi melhor durante todo o segundo tempo.

Escanteio para o Tupi. Uma das poucas chegadas da equipe mineira na segunda etapa.

E, já nos acréscimos, quando tudo indicava que a Rubra não conseguiria mesmo vencer a defesa do Tupi, veio o momento épico da partida. O goleiro Edinho foi para a área tentar o gol, em cobrança de escanteio. Após a cobrança, a defesa conseguiu tirar, mas a bola sobrou para Potita, que encontrou quem? Ele mesmo, Edinho, o goleiro, que cabeceou e mandou a bola mansamente para as redes de Rodrigo. Uma euforia indescritível tomou conta das arquibancadas do Jonas Duarte e dos jogadores da Anapolina. Todos gritavam, comemoravam, se abraçavam. Estava selada uma vitória épica da equipe da casa. Aí, assim que o Tupi deu a saída, o árbitro encerrou a partida. Anapolina 2x1 Tupi.


No apagar das luzes, o goleiro Edinho dá a vitória à Anapolina. Euforia toma conta do estádio.


Placar do Jonas Duarte ilustra uma vitória épica.

O resultado deixou o grupo todo embolado. Itumbiara, Gama, Tupi e Anapolina seguem com esperanças de continuar vivos na competição. Muita coisa ainda está por vir.

Fim de jogo, e, com a certeza de que eu havia feito a escolha certa ao viajar para ver essa partida, fui para a estrada. A semana me esperava.

UPDATE EM 31/08/2011: Não sei onde eu estava com a cabeça quando escrevi a matéria, mas chamei o atacante Luciano Ratinho de Eduardo Ratinho. Corrigido o erro, bola pra frente.


sábado, 27 de agosto de 2011

Gama e Itumbiara ficam no empate

Depois das merecidas férias, volto aos estádios, e retomo as minhas coberturas. O fim de semana me reservava uma rodada dupla. No sábado, fui ao Bezerrão, para o confronto entre o Gama e o Itumbiara, válido pelo Campeonato Brasileiro da Série D. As duas equipes, além do Tupi, de Juiz de Fora, brigam pelas duas vagas do grupo na segunda fase da competição, e estão emboladas. O Itumbiara - novidade na minha lista, entrando como o 161º time da mesma -, com nove pontos, um a mais que candangos e mineiros, briga em duas frentes, uma vez que também está jogando a Segunda Divisão de seu Estado. Já o Gama, que chegou a disputar a Primeira Divisão nacional, vive situação desesperadora, pois, caso não consiga o acesso, terá que brigar em 2012 pela vaga na Série D por meio do campeonato local, situação que não vive desde 1995. Curioso para ver o que ia rolar, fui ao Bezerrão, pronto para mais uma cobertura.

O Itumbiara começou melhor no jogo. Levou perigo especialmente em uma cobrança de falta, em que a zaga teve que se virar para mandar pela linha de fundo. Em decorrência desse lance, a equipe goiana teve dois escanteios seguidos.

Gama tenta sair jogando do seu campo de defesa.

As duas defesas cometiam muitos erros. E, em um desses erros, o Gama abriu a contagem. Aos sete minutos, Índio deu um chute despretensioso, a bola cruzou a pequena área sem que nenhum zagueiro conseguisse chegar nela, e foi morrer no fundo das redes. Gama 1 a 0.

Após o gol, as equipes passaram a se alternar no ataque, embora o Gama fosse ligeiramente superior. Logo o Gama passou a tomar conta do jogo, e, aos 20 minutos, a equipe verde chegou a carimbar a trave. O segundo gol parecia uma questão de tempo.

Mas o Gama não soube manter o mesmo ímpeto, e a partida ficou morna. E, quando o primeiro tempo parecia não prometer mais nada, o Itumbiara chegou ao empate, em falha clamorosa da marcação. Marcelo Ramos, aos 40 minutos, cabeceou para o gol vazio, e igualou o marcador. 1 a 1. E o primeiro tempo acabou mesmo com a igualdade no marcador. As emoções ficaram reservadas para o segundo tempo.

Agora, é o Itumbiara que tenta ir ao ataque.

Então, vamos à segunda etapa. O período final do jogo começou bem movimentado, com as duas equipes mostrando uma qualidade técnica que não haviam mostrado no primeiro tempo. Alguns bons passes e dribles, que originavam jogadas perigosas, podiam ser vistos.

Defesa do Itumbiara tenta proteger.

O Gama jogou melhor durante a segunda etapa, criando mais chances de gol que o Itumbiara. Mas a pontaria não estava muito boa, e o alviverde abusava do direito de perder gols.

Escanteio para o Gama: bola chega na área..

No final, o time goiano ainda teve algumas chances de castigar o Gama pelos gols perdidos. Mas o jogo acabou mesmo empatado em 1 a 1. Um jogo de dois tempos distintos. Uma primeira etapa tecnicamente fraca, mas com dois gols, e um segundo tempo melhor, com boas chances desperdiçadas, mas sem gols.


Panorâmica do estádio, com as luzes da cidade do Gama ao fundo.

O Itumbiara, com o importante ponto conquistado fora de casa, foi a dez pontos, e segue um ponto na frente do Gama. No entanto, se o Tupi vencer a Anapolina amanhã, chegará a onze pontos, e passará goianos e candangos.

Encerrado o jogo, era hora de ir jantar, e, em seguida, ir para casa, para o merecido descanso. Amanhã tem mais uma cobertura.


sábado, 9 de julho de 2011

Brasiliense e Anapolina empatam sem gols.

Desde maio que a bola está parada em Brasília, em jogos por competições oficiais. Devido aos eternos problemas no calendário do futebol de Brasília e do Brasil, nenhuma competição envolvendo os clubes de Brasília está em andamento. Por isso, esse amistoso entre Brasiliense e Anapolina, no Serejão, veio em boa hora. Enquanto o Jacaré se prepara para disputar a Série C, a Rubra participará da Série D. O curioso é que ambas equipes disputaram a Série B em um passado recente, e o time da casa teve até mesmo uma passagem relâmpago pela Primeira Divisão. Hoje, as duas equipes almejam objetivos mais modestos, e esse amistoso seria um bom teste para ambas. Nessa tarde de sábado eu não incluiria nenhum time novo na minha lista, e, na verdade, nem mesmo o confronto entre Brasiliense e Anapolina era inédito para mim: no distante 22 de junho de 2003 as duas equipes se enfrentaram no Serejão pelo Campeonato Brasileiro da Série B daquele ano, com vitória do Jacaré por 3 a 0 - e eu estava lá. Mesmo assim, é sempre um prazer ver a bola rolando. Por isso, não perdi tempo e fui para o Serejão.

O jogo atrasou para começar. Embora a partida estivesse marcada para as 16 horas, apenas às 16:03 as equipes entraram em campo. Às 16:06 a bola finalmente rolou. Então, vamos ao jogo: a Anapolina começou com maior posse de bola, mas logo o Jacaré melhorou, e passou a criar as melhores chances. E, após alguns minutos de pressão total do Jacaré, o time da casa continuou melhor em campo, mas a Rubra também chegava.

Disputa pela bola, no primeiro tempo.

O jogo seguiu nessa toada até por volta dos 15 minutos. A partir daí, o ritmo do jogo caiu, e as chances de gol passaram a ser raras. E, de fato, tirando uma ou outra jogada bonita, mais nada digno de nota aconteceu até o apito final do primeiro tempo. Brasiliense 0-0 Anapolina.

Jogador do Brasiliense enfrenta marcação adversária.

Após o intervalo, o jogo teve algumas boas chances de gol nos primeiros minutos da etapa final. Mas nada que, a princípio, pudesse quebrar o gelo da partida. Mesmo as diversas substituições feitas pelas equipes pareciam incapazes de mudar o panorama do jogo.

Já no segundo tempo, Anapolina no ataque.

E o restante da segunda etapa foi assim. As raras ocasiões de gol acabaram desperdiçadas pelas equipes. E, à parte um gol anulado da Anapolina, nada mais aconteceu. Final do amistoso: um melancólico 0 a 0.

Panorâmica do estádio, nos momentos finais do jogo.

O empate, e o futebol mostrado pelo Brasiliense nesse amistoso, mostraram que o clube candango ainda tem que melhorar muito se almeja alguma coisa na Série C. Muito pouco para um clube que já foi da elite nacional, e, quando estava na Segundona, afirmava que o objetivo era subir. Quanto à Anapolina, que enfrentará a Série D, lhe falta ainda um pouco de objetividade.

Fim de jogo, hora de tomar o caminho de casa.

Férias

O Campo de Terra entra em férias a partir de hoje. Como estarei viajando, não poderei atualizar o blog nos próximos dias - o que incluirá as primeiras rodadas das Séries C e D. Em agosto estarei de volta com todo o gás, para continuar a cobrir o futebol e os demais esportes.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Peixe vence São José e se classifica na Liga Futsal.

Sim, amigos, eu reconheço. Este blog está em falta com os esportes além do futebol. E, para começar a pagar essa dívida, fui ao Ginásio de Sobradinho, onde, na noite dessa quarta-feira, se enfrentaram Peixe/Mazza e São José/Vale Sul Shopping. O jogo era de vida ou morte para o clube candango, que precisava vencer e ainda contar com derrotas de seus concorrentes próximos para seguir na competição. Os paulistas, por sua vez, já entraram em quadra classificados, mas esse jogo poderia representar a diferença entre classificar em terceiro ou em sétimo lugar. E, como não poderia deixar de ser, o Campo de Terra se fez presente.

O Peixe começou o jogo decidido a conquistar a vitória. Em apenas três minutos, Tiago balançou as redes por três vezes, fazendo 3 a 0 para o time da casa e obrigando o técnico Ivan Gomes a pedir tempo.

A parada surtiu efeito, e o São José passou a atacar mais. Mas a defesa do Peixe mostrava segurança, e dificultava as coisas para os visitantes.

Chegada perigosa do São José.

O São José diminuiu com um belo chute no ângulo do goleiro Velloso. Mas a resposta do Peixe demorou apenas 18 segundos. Tiago, de pênalti, fez seu quarto gol no jogo, e o quarto do Peixe.

Nos minutos seguintes, o time paulista passou a tocar a bola, na tentativa de superar a defesa do Peixe. Mas o time da casa se defendia bem, e o São José, quando conseguia chutar, mandava para fora. O time candango, quando conseguia a posse de bola, levava perigo.

Jogadores disputam a bola, sob os olhares da torcida.

A dois minutos do final da primeira etapa, o goleiro Velloso fez seu segundo gol no jogo, e diminuiu para 4 a 2. Logo em seguida, Sacon cobrou tiro livre para o Peixe, após a sexta falta dos paulistas no período, e reestabeleceu a vantagem de três gols. No lance, o técnico da equipe paulista acabou expulso por reclamação. E o placar do primeiro tempo acabou mesmo em 5 a 2 para o Peixe.

A segunda etapa começou equilibrada, e o goleiro Velloso chegou a ver sua trave carimbada. Aos poucos, o São José foi melhorando, enquanto a defesa do Peixe continuava segura, dificultando as ações dos paulistas.

Mais uma disputa de bola, agora no segundo tempo.


Mas, apesar da pressão do São José, foi o Peixe quem marcou. Munim acertou um belo chute sem ângulo e fez 6 a 2 para o Peixe.

Daí em diante, o São José pressionou. O Peixe se defendia bem, e levava perigo nos contra-ataques. Guerra ainda diminuiu no último minuto, num belo voleio, mas já era tarde. Final: Peixe 6-3 São José.

Com a vitória, o Peixe terminou a fase de classificação em 15º lugar, e conseguiu um classificação histórica para a segunda fase da competição. Na próxima fase, disputará com Carlos Barbosa, Gazin e São Caetano/Corinthians uma das duas vagas para a terceira fase da competição. O São José, por sua vez, ficou em 6º lugar, e agora mede forças com Intelli/Orlândia, Poker/PEC e Unisul.

Fim de jogo, fim da primeira fase da Liga Futsal. Hora de voltar para casa e descansar para mais um dia.

domingo, 26 de junho de 2011

Anápolis derrota Inhumas no Jonas Duarte

O futebol em Brasília continua parado. Sem um calendário decente, os clubes candangos seguem parados pelo menos até metade de julho. Mas o Campo de Terra não para nunca. Por isso, peguei a estrada e fui para Anápolis. No sempre acolhedor estádio Jonas Duarte, fui conferir o confronto entre Anápolis e Inhumas. O time da casa começou bem na competição, e vem frequentando a zona de classificação para a segunda fase. Já o Inhumas, que entrou na minha lista nessa tarde de domingo, está na zona intermediária. Seria um jogo importante para as pretensões de ambos.

A primeira aventura da tarde foi comprar meu ingresso. A entrada para as cadeiras custava 25 reais. Um preço ligeiramente desproporcional. Mesmo assim, aceitei pagar esse valor. Dei 30 reais para adquirir meu ingresso. Em um total exemplo de desorganização, não havia 5 reais na bilheteria para me dar de troco. Acabei adquirindo minha entrada em outra bilheteria. Resolvido o problema, entrei no estádio para aguardar o início da partida. E, um pouco antes de a bola rolar, ainda consegui a foto do Anápolis posado. Fico devendo a foto do Inhumas, uma vez que a equipe não posou, e eu, das cadeiras do estádio, não tinha como pedir aos jogadores para tirar a foto. De toda forma, aí vai a foto do time do Galo.

Anápolis posado.

Vamos à bola rolando. O jogo foi morno nos primeiros minutos. O Anápolis chegava mais vezes com perigo, mas as chances de gol eram esporádicas. O Inhumas praticamente não ameaçava.

Chegada do Anápolis, no início da partida.

O jogo ficou mais animado a partir dos 15 minutos. O Inhumas tentou fazer alguma coisa, mas esbarrava na defesa do Anápolis. O time da casa respondeu rápido, e chegou algumas vezes com perigo.

Bola no travessão: quase o primeiro do Galo.

E o gol do Anápolis acabou saindo. Aos 31 minutos, após cobrança de falta pela direita, Max Ferraz cabeceou e abriu a contagem para o time da casa. 1 a 0.

E pouca coisa digna de nota aconteceu até o intervalo. O primeiro tempo se resumiu a um Anápolis que não chegou a ser brilhante, mas foi infinitamente superior ao Inhumas, que esqueceu o futebol nos vestiários. E o time da casa foi para o intervalo com a vantagem mínima no placar.

Os primeiros minutos da etapa final foram sonolentos. Somente por volta dos 12 minutos saiu a primeira jogada perigosa. E foi o Inhumas quem quase marcou. Mas ficou no quase.

Segundo tempo: Inhumas no ataque.

O jogo melhorou a partir daí. O Anápolis atacava mais, mas o Inhumas acordou e também passou a levar perigo.

E o Anápolis aumentou a vantagem. Em cobrança de pênalti, Chimba marcou o segundo do time da casa. Eram jogados 25 minutos da etapa final. Anápolis 2 a 0.

Esse ataque terminaria com o pênalti...


...que Chimba converteu, selando a vitória do Anápolis.

O segundo gol do Anápolis esfriou de vez o Inhumas. O Galo ainda criou algumas boas chances de ampliar, mas, principalmente por falta de pontaria, não conseguiu aumentar a vantagem. E o jogo terminou mesmo assim. Anápolis 2-0 Inhumas.

Com a vitória, o Anápolis, mais do que nunca, está na briga pelo acesso. Com uma derrota e três vitórias em quatro jogos, o time ocupa a quarta posição. O Inhumas, por sua vez, continua na sétima posição, e já vê a zona de classificação ficar distante. Ainda tem muita coisa por acontecer, mas parece que o Anápolis e o Goiânia, duas equipes tradicionais que hoje estão na Segundona, assim como o Itumbiara, que, mesmo disputando a Segundona, vai jogar a Série D nacional, são candidatíssimos a uma vaga na elite.

Encerrada a partida, peguei a estrada, de volta para Brasília. Volto logo mais com uma nova cobertura.

domingo, 5 de junho de 2011

Guarujá derrota Nacional na Comendador Souza

Sábado, 4 de junho. Brasil e Holanda se enfrentando, então é todo o mundo ligado na Canarinho, certo? Errado, pelo menos para nós, do Campo de Terra. O nosso negócio é ver a bola que rola longe dos holofotes, e que mesmo assim muitas vezes nos presenteia com grandes jogos. E eu aproveitei a minha passagem relâmpago por São Paulo para ir ao sempre simpático estádio Nicolau Alayon, também conhecido como Comendador Souza, para ver o jogo entre Nacional e Guarujá. O estádio localizado na Barra Funda sempre traz boas lembranças, como o Juve-Nal do século, um jogo numa tarde de quarta-feira com nada menos que quatro viradas, e um embate enter o Barcelona da Capital e o tradicional Jabaquara, quando tive a oportunidade de ver in loco pela primeira vez a equipe santista. Agora, foi a vez de de realizar o sonho de ver in loco a equipe do Guarujá - 159º time da minha lista -, cidade que me traz boas recordações da minha infância e do meu início de adolescência. Queria mesmo era ver um jogo do clube lá no famoso balneário paulista, mas ainda não foi dessa vez. De toda forma, ir ao campo do Nacional é sempre um prazer. Dessa forma, peguei o trem (ver um jogo no Nicolau Alayon indo ao estádio por outro meio que não seja o trem nunca é um programa completo. Felizmente, os ferroviários encerraram sua greve a tempo.) e fui lá ver o que iria rolar.

Comecei a jornada fazendo uma grande confusão. Acreditei que o jogo seria às 15:30, mas, na verdade, a bola já rolaria às 15:00. Felizmente, saí com grande antecedência, e cheguei ao estádio a tempo de não perder nenhum lance do jogo. E ainda vi o aquecimento das equipes.

Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional: formalidade obrigatória nos campos paulistas.

O jogo começou com o Guarujá rondando a área do Nacional. Tocando bem a bola, a equipe praiana dominava, enquanto o time da Capital levava perigo nos contra-ataques. Mas não demorou para o Nacional equilibrar as ações.

Ataque do Nacional, nogo no início da partida.

No entanto, justamente quando a equipe da casa conseguiu equilibrar o jogo, o Guarujá abriu a contagem. Éverton Nascimento arriscou de fora da área e acertou o canto, abrindo a contagem - e marcando o 1.500º gol que vi em estádios. 1 a 0 para o Guarujá.

Éverton Nascimento chuta para abrir a contagem.

Jogadores do Guarujá comemoram, em contraste com a tristeza dos defensores do Nacional.

A partir do gol, o jogo ficou mais morno. As melhores chances ainda eram da equipe praiana. Mas as redes não balançaram mais no primeiro tempo. E as duas equipes foram para os vestiários com a vantagem mínima do Guarujá.

Mesmo desequilibrado, jogador do Nacional tenta levar sua equipe ao ataque.

Bola na área do Nacional.

No segundo tempo, a equipe da Capital começou com mais posse de bola, mas encontrava dificuldades para superar a defesa do Guarujá. A exemplo do próprio clima, o jogo esfriou bastante, e raríssimos lances de emoção aconteceram nos primeiros 20 minutos da etapa final.

Chegada do Guarujá, na segunda etapa.

Somente depois disso o Nacional acordou, e passou a apertar mais o Guarujá. A equipe litorânea respondia ocasionalmente. Curiosamente, o Guarujá, mesmo chegando menos, criava as melhores chances quando chegava.

Disputa de bola no ataque do Guarujá.

Uma panorâmica do Estádio Nicolau Alayon, com a cidade ao fundo.

O fato digno de nota aconteceu já nos acréscimos, o jogador Adriano, do Guarujá, ficou por cerca de dois minutos caído, sem que o árbitro parasse o jogo ou alguém mandasse a bola para fora. Bola na rede, mesmo, não teve mais. Final, Nacional 0-1 Guarujá.

Adriano, machucado, caído no gramado. O jogo rolou por dois minutos sem que ninguém se desse conta.

A vitória foi importantíssima para o Guarujá, que subiu para o terceiro lugar do grupo - ainda à espera do resultado de São Vicente x Jabaquara, que jogariam no domingo de manhã. O Nacional, por sua vez, vem fazendo uma péssima campanha, e perdeu os seis jogos que disputou até agora. Muito triste para uma equipe de longa história no futebol paulista.

Final de jogo, dessa vez abri mão de pegar o trem. Esperei um táxi na Marquês de São Vicente, e fui para o Comedians Comedy Club, na Rua Augusta, para dar umas boas risadas. Recomendo o programa para o pessoal de São Paulo, e a quem mais visitar a capital paulista.

Adendo: Obrigatório fazer um elogio à Federação Paulista. Na noite de sábado, a súmula da partida já estava disponível no site da entidade, de modo que foi possível concluir a matéria ainda no dia do jogo. Se é para elogiar, a gente elogia...